BARTÔ GALENO ANUNCIOU OS ÚLTIMOS 90 SHOWS DA CARREIRA
BARTÔ GALENO ANUNCIOU OS ÚLTIMOS 90 SHOWS DA CARREIRA
Em maio de 2022, apareceram faixas amarradas na frente da Prefeitura e da Câmara Municipal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Não era protesto por buraco na rua, nem por salário atrasado. As faixas pediam uma coisa só, que a cidade chamasse um cantor de 72 anos para se apresentar na maior festa junina do estado.
O nome escrito nas faixas era Bartogaleno. E tem um detalhe nessa história que quase ninguém percebeu na época. O homem que a cidade estava exigindo de volta tinha começado a carreira ali mesmo num programa de calouros da rádio rural de Mossoró, ainda menino. Levou o nome daquela cidade para todo o canto do Brasil durante mais de 50 anos.
E quando os fãs precisaram pendurar faixa em prédio público para pedir a presença dele, a resposta que saiu pela assessoria do cantor, publicada pelo portal TCM Notícia em 11 de maio de 2022, foi de uma frieza desconcertante. Ele ficou surpreso porque ninguém tinha entrado em contato, ninguém tinha convidado.
Na mesma resposta veio a informação que ninguém esperava e é ela que sustenta este vídeo. Bartogaleno tinha decidido parar. Ele ia encerrar a carreira em 2025, ao completar 55 anos de palco, e ia fazer isso com uma contagem regressiva de 90 shows. Ele marcou a própria data de despedida, botou o número nela, 90 shows e acabou.
Este vídeo é sobre o que aconteceu com essa data e no final você vai saber exatamente o que estava marcado na agenda dele em 2026. E já adianto uma coisa, porque provavelmente foi um título parecido que te trouxe até aqui. Existe muito vídeo na internet dizendo que Bartogaleno sumiu da televisão e quase perdeu tudo para o vício.
Nós fomos atrás de fonte para essas duas frases. Você vai ouvir aqui com nome de entrevista e com data, o que ele realmente disse sobre bebida nas palavras dele e nas palavras da mulher dele. e vai ouvir também com todas as letras o que nenhuma fonte sustenta. Se você gosta de história contada com fonte em cima da mesa, deixa o like e se inscreve.
É isso que mantém este canal de pé. Bartolomeu da Silva nasceu no dia 20 de maio de 1950 num lugar chamado Bção de Deus, distrito do município de Souza, no sertão da Paraíba. Foi ele mesmo quem deu esse endereço numa entrevista ao blog Diário do Tempo do jornalista Sérgio Vilar em setembro de0. Era uma casa cheia, sete irmãos, seis mulheres e dois homens contando com ele e nenhum dos outros seguiu carreira artística.
Segundo a Wikipédia em português, a família se mudou primeiro para Itaporroca, quando ele tinha 3 anos. Mas o deslocamento que decidiu a vida dele veio depois, aos 10. A família foi atrás de um tio conhecido pelo apelido de Lucas Bananeira, que estava montando um comércio de frutas em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

E é assim que um menino da Paraíba vira para o resto da vida um artista associado a uma cidade potiguar. Aqui entra o primeiro detalhe que muita gente que canta as músicas dele não sabe. A reportagem que o site Farofa publicou em 16 de setembro de 2013 conta que o menino vendia fruta em banca de mercado enquanto ia cantar na rádio.
Não era carreira, era o expediente da manhã e o sonho da tarde. No mesmo dia, com as mãos ainda cheirando a fruta. rádio era a rádio rural de Mossoró e o programa, segundo ele próprio contou em 2010, se chamava Show das 10. Começou em 1963 e ele ganhava. Ganhava tanto que virou o assunto.
O apelido que grudou nele naquela época atravessou seis décadas e ainda aparece em todo o texto biográfico que se escreve sobre ele. A mais bela voz do Rio Grande do Norte. Sobre os concursos, as fontes não batem e vale registrar. Na entrevista de 2010, ele diz que venceu o concurso A mais bela voz do Rio Grande do Norte em 1967 e de novo em 1969.
Já a plataforma Paraíba Criativa do Governo da Paraíba afirma que ele foi campeão do festival da mais bela voz de Mossoró com apenas 13 anos e que depois conquistou outros três festivais. Uma versão fala de dois títulos na juventude, a outra fala de quatro começando na infância. As duas concordam num ponto só.
Aquele menino não perdia. O que tirou ele de Mossoró não foi gravadora nem empresário, foi um padre. A Wikipédia registra o nome Américo Simonet. O padre pagou a passagem do rapaz para o Recife. Pense no tamanho disso por um segundo. A carreira de um dos maiores vendedores de disco do Nordeste começou porque um religioso decidiu bancar uma passagem de ônibus para um cantor de calouros.

Do Recife, ele foi para São Paulo e em São Paulo, se aproximou do pessoal da Jovem Guarda. Os nomes estão no dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira e na Wikipédia. Roberto Carlos, Jerry Adriane, Zé Roberto. Só que aproximar-se não é o mesmo que entrar. A plataforma Paraíba Criativa, e essa informação aparece numa fonte só, por isso fica aqui com essa ressalva, afirma que ele enfrentou dificuldades financeiras sérias ao chegar ao Sudeste, incluindo um período em situação de rua. O nome artístico
também veio de fora. Ele se apresentava como Bastinho Silva e alguém decidiu que Silva não servia para cartaz. Quem decidiu? Ninguém sabe ao certo. O blog do Roberto Almeida acredita a sugestão ao parceiro de composição, Carlos André. A reportagem do Faro Fafá credita ao grupo Trio Mossoró.
As duas versões contam a mesma cena com um autor diferente e tem uma data que ele guarda como quem guarda documento. 2 de julho de 1969. Em 2010 ele apresenta essa data como o dia em que chegou ao Rio de Janeiro. Em 2013, na entrevista do Faro Fafafá, ele começa a mesma frase: “É interrompido pela esposa e o casal amarra a data a chegada do homem à lua”.
Só que a Apolo X pousou no dia 20 de julho, não no dia 2. É o tipo de imprecisão que só existe quando a lembrança é verdadeira e antiga demais para ser conferida no relógio. Mas nada disso ainda tinha virado sucesso. O sucesso ia nascer dentro de um carro. O primeiro carro que Bartou Galeno comprou na vida foi um Chevete. E é dali, de dentro daquele carro, que sai a música que ia definir tudo.
A reportagem do Farofafá de 2013 conta que no toca-fita do meu carro nasceu autobiográfica das viagens que ele fazia sozinho, dirigindo com a fita rodando. Não é imagem de compositor, é o cara literalmente descrevendo o que estava acontecendo ao redor dele enquanto dirigia.
O disco saiu em 1978 pela gravadora Tapecar e a faixa título virou o maior sucesso da carreira. Sobre o disco anterior, o Só Lembranças, as fontes se contradizem de um jeito quase engraçado. A Wikipédia em português diz que foi a estreia em 1975. O dicionário Cravo Albin diz numa parte que a estreia foi em 75 e noutra parte do mesmo verbete apresenta o no toca fita como disco de estreia e joga o só lembranças para 78 exatamente ao contrário.
O farofafá data o só lembranças em 76. Três fontes, 3 anos. O único ponto em que todo mundo concorda é qual foi o estouro nacional e em que ano ele veio. Agora, o número que muda a leitura da história toda. Na entrevista de 2013, o próprio Bardô afirma que praticamente sustentava toda a tapecar com a venda dos discos dele.
Não é elogio de fã, é o artista dizendo que uma gravadora inteira se pagava com o catálogo de um único nome. E foi isso que abriu as portas das gravadoras grandes. Ele passou depois pela UEA, pela Continental. pela RGE, pela Acord e pela Polyisk, segundo o dicionário Cravo Albim. Em 1981 veio o disco no meu carro por aí, pela BA, com amor proibido, composta em parceria com Jacinto José.
Ao longo dos anos, foram mais ou menos 14 álbuns entre 1975 e 2009, incluindo pelo menos uma palavra de 77, namorado de 83 e uma coletânia de 20 sucessos em 97, ao lado de Agnaldo Timóteo. E aqui vem uma coisa que quase ninguém associa ao nome dele. Bartogaleno não era só intérprete, era compositor de fábrica e as músicas dele foram parar na boca dos outros.
O dicionário Cravo Albim e a Paraíba Criativa registram composições como cartão postal, Amor com Amor se Paga, Grande Amor da Minha Vida e Carro Hotel, gravadas por gente como trio nordestino, Trio Mossoró, Genival Santos e Carmen Silva. Ou seja, existe uma quantidade de gente no Brasil que cantou música dele a vida inteira sem nunca ter comprado um disco dele.
A Paraíba Criativa registra ainda três discos de ouro, um de platina e um de diamante. Vale a ressalva: essa contagem aparece numa fonte só e não encontramos a certificação oficial correspondente. Então fica marcada como o que é uma informação de fonte única. E é exatamente nesse ponto, com disco vendendo, gravadora se sustentando e música dele na boca dos outros, que o Brasil oficial resolve olhar para o outro lado.
Porque quanto mais ele vendia, mais uma palavra colava nele. A palavra era brega. E a maneira como Bartogaleno respondeu a essa palavra é de longe uma das melhores coisas que ele já disse. Naquela entrevista de setembro de 2010 ao blog Diário do Tempo, o jornalista pergunta: “O que é ser brega?” A resposta dele exatamente como saiu publicada: “É ser popular, é ser chique.
Eu sou chique”. Humilde, né? E na sequência ele explica o mecanismo do preconceito com uma precisão que sociólogo nenhum melhorou. As palavras são dele. O preconceito sempre existiu daquele povo que gostava, mas não assumia. Guarde essa frase, porque ela resolve a contradição inteira da carreira desse homem.
Não era um artista rejeitado, era um artista amado em segredo. As pessoas ouviam no toca-fita do carro, cantavam no volante, choravam sozinhas e não colocavam o disco na estante da sala quando chegava a visita. E é aqui que a gente precisa desmontar com fonte uma frase que circula muito sobre ele.
Você vai encontrar por aí a afirmação de que Bartogaleno sumiu da televisão. Nós procuramos e não existe registro de sumisso nenhum. Não há notícia de afastamento, de proibição, de veto, de escândalo que tenha tirado ele do ar. O que existe é outra coisa mais silenciosa e muito mais comum.
Um artista gigante no interior, gigante no rádio, gigante no toca-fita e discreto no horário nobre das grandes emissoras. Ninguém tirou ele da televisão. A questão é quanto espaço a televisão dava naquela época para o gênero que ele representava. E olha a ironia. Na mesma resposta de 2022, em que a assessoria dele comenta as faixas penduradas em Mossoró, o argumento usado a favor dele é justamente esse, que ele sempre levou o nome de Mossoró para o Brasil em todo o programa de televisão.
Ou seja, a própria assessoria do artista afirma o oposto do que o boato repete. O que a carreira dele revela, na verdade, é um Brasil paralelo que a crítica de música nunca cobriu direito. Um circuito que roda em cidade pequena. em festa de padroeira, em clube de interior, em rádio AM e que sustenta economicamente artistas que os grandes cadernos de cultura malcitam.
Bartogaleno é um dos nomes mais bem-sucedidos desse Brasil. Não é o Brasil que aparece no jornal, é o Brasil que compra o disco. E enquanto o país fingia não gostar em público e cantava as músicas dele em particular, dentro da casa desse homem, alguém estava pagando uma conta bem diferente. Agora vamos à parte que os títulos sensacionalistas adoram e quase nunca contam direito.
A bebida existiu, está documentada com data, com veículo e com as palavras do próprio. Na entrevista ao Faro Fafá, publicada em 16 de setembro de 2013 e reproduzida também pelo jornal GGN, ele descreve os anos de construção da carreira. Assim, era tudo muito difícil, mas nós nos ajudávamos. Escrevíamos à mesa, saíamos para beber e compor.
É uma frase bonita e é uma frase perigosa, porque nela o trabalho e a bebida são a mesma atividade. Compor era beber, beber era compor. Em 2010, ao diário do tempo, ele foi mais direto. E essas são as palavras dele, sem tradução. Já bebi muito, mas não dava muito certo. Não tava demais. Tava demais.
Ele mesmo usou essa palavra. Só que a parte mais dura dessa história não sai da boca dele, sai da boca da mulher. Maria do Socorro está casada com ele desde os anos 70 e é ela quem, sentada ao lado do marido durante aquela entrevista de 2013 conta o que acontecia em casa enquanto ele estava por aí compondo e bebendo com os amigos.
São duas frases e elas não precisam de nenhum enfeite. Ele saía e não voltava, passava dias fora de casa e depois eu chorava, me sentia só. Repare no que o repórter faz em seguida. Ele pergunta ao Bartô sobre aquelas farras e o marido, com a esposa do lado, que acabou de dizer que chorava sozinha, responde: “Era tão bom. Não é um vilão respondendo.
É um senhor de 63 anos que ainda não tinha juntado dentro da própria cabeça a alegria que ele viveu com a solidão que ela viveu. Poucas entrevistas de música brasileira tem um momento tão honesto e tão desconfortável quanto esse. E agora, a parte que este canal não vai fazer, mesmo sendo o que dá mais audiência.
Nós procuramos em todas as fontes disponíveis alguma coisa que sustentasse a frase que anda em muito título por aí, de que ele quase perdeu tudo para o vício. Procuramos internação, tratamento, dependência diagnosticada, falência, dívida, casa vendida, patrimônio perdido, recaída, qualquer coisa.
Não existe nenhuma fonte, nenhum veículo, nenhuma entrevista, nem ele, nem a esposa, nem a assessoria, nem imprensa regional, nem imprensa nacional. O que existe é uma história de bebida de estrada admitida por ele, com um custo emocional real dentro de casa, admitido por ela. Isso é verdade e já é forte o suficiente.
Transformar isso em ruína financeira é inventar. E inventar é o que faz um canal virar piada nos comentários. O que ele conta que aconteceu de fato é bem menos cinematográfico e bem mais adulto. Com a saúde já mais frágil, largou o álcool. Em 2010, contou que tinha parado de fumar e que tinha reduzido a bebida para conseguir aguentar o ritmo dos shows.
Em 2013, já se declarava afastado do álcool por recomendação de saúde. E o ritmo de shows que ele estava tentando aguentar aos 63 anos era este. Havia noites em que ele fazia três apresentações, três na mesma noite. Foi nessa entrevista, cercado por essa agenda, que ele disse a frase que ia virar profecia. A frase é esta: “Eu penso em parar, mas quando acaba um mês já tem outro todo lotado”.
2013, 63 anos de idade, três shows numa mesma noite, pacote de três apresentações, vendido por R$ 15.000, R. Segundo a mesma reportagem do Faro Fafá, 9 anos depois, ele finalmente pareceu decidido. Em maio de 2022, junto com a resposta sobre as faixas em Mossoró, veio o anúncio encerrar a carreira em 2025, aos 55 anos de palco, com uma contagem regressiva de 90 shows, data marcada, número marcado.
E o que aconteceu depois foi o contrário exato de uma despedida. Em 2023, Mossoró finalmente chamou. Ele se apresentou no polo Arrai do Povo dentro do Mossoró, cidade junina. E segundo o portal de fato, publicado em 8 de junho de 2024, ele conseguiu levar uma grande quantidade de pessoas para o local, tanto que foi chamado de novo no ano seguinte, em 2024, para abrir a programação do mesmo polo.
A cidade que precisou de faixa pendurada na prefeitura, para lembrar dele, passou a colocar o nome dele na abertura. Em 27 de dezembro de 2023, o portal Conecta Piauí registrou a passagem dele por Timon, no Maranhão, acompanhado da esposa. Ele estava com 73 anos e 54 de carreira. Tinha show marcado para o reveillon em Barbalha, no Ceará, e estava hospedado na casa do filho, o cantor Bartosinho Galeno, em Teresina.
E foi socorro de novo ela quem explicou a rotina. Ele faz uma média de três shows por semana. E a decisão de diminuir as apresentações foi por questões de qualidade de vida. Leia isso outra vez. A versão reduzida, a versão de quem está desacelerando, a versão de quem já anunciou a aposentadoria, é três shows por semana aos 73 anos e o número que ele nunca imaginou que teria.
No momento em que este vídeo foi produzido, o perfil oficial de Bartogaleno no Spotify marcava perto de 400.000 1 ouvintes por mês. A música mais tocada não é nem o clássico do toca fita, é saudade de rosa com mais de 14 milhões de reproduções. No toca-fita do meu carro, somando as versões disponíveis na plataforma, passa de 12 milhões.
Um artista que a crítica chamou de brega a vida inteira está sendo ouvido hoje por uma multidão que em boa parte nem tinha nascido quando o disco saiu. E agora o pagamento da promessa que eu fiz no começo deste vídeo. A despedida era para ser em 2025. Pois bem, a agenda pública de shows do artista atualizada em agosto de 2026 registra Bartô Galeno, com apresentação marcada para o dia 28 de abril de 2026 no evento Bregari, na cidade de Parari, na Paraíba.
O ano da aposentadoria passou e o homem voltou para o sertão da Paraíba, a mesma região onde nasceu, para cantar de novo. Bartou Galeno não sumiu, não faliu e não perdeu tudo. Essa é a versão fácil e ela não tem uma única fonte que a sustente. A história real é mais estranha e mais bonita do que a inventada.
É a história de um menino que vendia fruta em Mossoró. Foi para o rio com passagem paga por um padre, sustentou sozinho uma gravadora inteira. ficou rico numa palavra que o Brasil usava para humilhar. Bebeu demais e admitiu. Ouviu da própria mulher na frente de um repórter que ela chorava sozinha em casa. Largou o álcool quando a saúde mandou e chegou aos 76 anos com um problema que quase nenhum artista da geração dele tem.
Ele não consegue parar de trabalhar. Ele avisou em 2013 que pensava em parar. Marcou a data em 2022. escolheu o número 90 shows e em 2026 subiu no palco outra vez há poucas horas de estrada do lugar onde nasceu. Tem gente que não se aposenta porque precisa do dinheiro e tem gente que não se aposenta porque não sabe quem é fora dali.
Se esta história te pegou, faz uma coisa por mim. Manda ela para aquela pessoa da sua família que ainda tem o disco dele em casa ou que canta Saudade de Rosa sem saber de quem é. e me responde nos comentários uma pergunta bem específica, porque eu quero mesmo saber. Quando o repórter perguntou sobre as farras e ele respondeu: “Era tão bom com a esposa sentada do lado.
Você entendeu aquilo como sinceridade ou como falta de noção? Eu tenho a minha leitura, mas quero ler a sua. E se você quer ver outra história de artista brasileiro que o país decidiu esquecer antes da hora, o vídeo que está aparecendo agora na sua tela é o próximo passo natural depois deste. Ele começa exatamente onde este termina. M.