LEMBRA DE MÁRCIO GREYCK? FEZ MUITO SUCESSO NA TV, QUASE PERDEU TUDO E HOJE VIVE ASSIM…

LEMBRA DE MÁRCIO GREYCK? FEZ MUITO SUCESSO NA TV, QUASE PERDEU TUDO E HOJE VIVE ASSIM…

Primeiro lugar em todo o Brasil, Márcio Gre. Márcio Gre. Impossível acreditar que perdi você. saindo do rádio amzinha enquanto a mãe fazia o almoço de domingo.  Eu não consigo acreditar no que aconteceu. É um sonho meu.  Aparências no chakrim terno claro. A plateia gritando  quantas frases foram ditas com palavras desgastadas pelo tempo  e reencontro tocando na novela das 8 em 1983 no meio de Louco Amor  agora vem você de novo para virar minha cabeça.

Esse mineiro vendeu meio milhão de cópias de um disco só numa época em que disco se comprava na loja com dinheiro contado e ninguém ouvia música de graça. A história que todo mundo conhece termina mais ou menos assim: Fez sucesso, o tempo passou, sumiu da televisão. Só que tem uma parte dessa história que quase ninguém te contou.

 Em 1984, no auge, ele não caiu, ele saiu sem escândalo, sem tragédia, sem dívida. Foi passar 10 anos plantando batata num sítio  que aconteceu na minha vida foi em 84, quando eu perdi totalmente a motivação e achei que sem motivação não tinha condições de prosseguir. Eu realmente não não dava conta do recado.

 Então resolvi parar.  Nesse vídeo eu vou te mostrar três coisas. Por que ele largou tudo no melhor momento da carreira? Qual foi a música que Roberto Carlos recusou e virou o maior hit da vida dele? E como o Márcio Greake vive hoje aos 78 anos? Pega um café, senta aí, porque isso tudo começa numa rua de Belo Horizonte, começo dos anos 60, com um moleque de violão embaixo da janela de uma menina cantando Serenata de Madrugada.

 decidi me afastar, né, por uma série de motivos que a gente ficaria aqui o programa inteiro para falar e que não venha o caso, mas eu estou de volta, não é?  Belo Horizonte, fim dos anos 50, numa casa da capital mineira mora um menino chamado Márcio Pereira Leite. Esse é o nome dele na identidade. Gre veio depois.

 E não é invenção de gravadora, não. É nome de ancestral da família da mãe dele, que ele resolveu carregar quando virou artista. O rádio AM ficava ligado o dia inteiro e rádio AM naquela época tocava tudo misturado. Baião do Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Carmélia Alves, tudo saindo do mesmo aparelho, sem separação, sem playlist, era o que tinha.

 E o menino ouvia e cantava junto. Aos 12 anos, ele já tava compondo, sem ninguém ensinar, sem escola de música, no ouvido mesmo. E aí vem a primeira cena que muda tudo. O irmão mais velho, o Cobel, Carlos Alberto, o cara que ia virar parceiro dele pro resto da vida, pega o garoto e leva num programa da TV Itacolomi de Belo Horizonte, o Clube dos Cariunas.

Televisão preto e branco, estúdio pequeno, câmera do tamanho de um armário e o menino sobe lá e canta a canção do Hinol. Em espanhol guarda o nome Cobel. Ele vai voltar nessa história do jeito mais bonito possível. Aos 15 anos, o Márcio já estava trabalhando com música. E trabalho de músico em Cidade Grande de Minas naquela época era serenata.

 Pegar o violão de noite, ir com os amigos até embaixo da janela de uma menina e cantar. Rua vazia, poste amarelo, cachorro latindo em algum quintal. Se a luz do quarto acendesse, era vitória sobre como era a vida financeira daquela família. Olha, eu não vou inventar. Não existe informação pública sobre isso. E ele mesmo guardou essa parte pro livro que só foi escrever 60 anos depois.

 O que dá para dizer é o seguinte: Belo Horizonte era pequena demais pro tamanho da coisa que aquele rapaz tinha na cabeça. E em 1967 ele pegou a estrada pro Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1967. Ele chega, faz teste na Polyidor e passa. Primeiro contrato, primeiro compacto. E o lado A desse disco é uma coisa que ninguém imagina hoje.

 Minha menina, que não é bem minha menina, éorigatles cantada em português. Ah, eu agora estou sozinho.  Naquele tempo era assim. O Brasil pegava sucesso de fora e gravava na nossa língua e o público comprava sem nem saber que era a versão. Do outro lado do compacto tinha Venha sorrindo. Essa sim a primeira música de autoria dele mesmo.

 Venha sorrindo que o amor vem seguindo.  Guarda esse detalhe porque é aí que mora a diferença entre o Márcio Gre e a maioria dos galãs daquela geração. Depois de uma apresentação no programa da Bibi Ferreira, veio o contrato com a TV Tupi e não foi participação não. Aos 20 anos, o rapaz tinha programa próprio na televisão brasileira.

 Chamava O Mundo é dos jovens. Ele apresentava ao lado da Sandra e ficou no ar até 68. Enquanto isso, o cinema também correu atrás. Ele protagonizou em ritmo jovem com a cantora Adriana, filme que tinha até grande hotelo no elenco. E depois O amor em quatro tempos. A imprensa da época chamava ele de romântico moderninho.

 Boa pinta, olhos claros, cabelo no lugar, exatamente o que gravadora e televisão queriam vender naquele momento. Só que aqui é onde a maioria das histórias de Galã de 67 termina. O sujeito empaca uns compactos, aparece uns anos na TV, vira lembrança de quem era adolescente naquela época e some.

 E faz todo sentido a coisa terminar assim, porque era o que acontecia. com nove de cada 10. Só que com ele foi diferente porque em 1970 esse mineiro assinou com a CBS e gravou uma música que ele tinha feito junto com o irmão 500.000 cópias. Impossível acreditar que perdi você. Assinada por Márcio Gre e Cobel. Eu não consigo acreditar no que aconteceu.

É um sonho meu. Os dois irmãos, o mesmo sangue, um do lado do outro, na etiqueta do disco. E para você entender o tamanho disso, pensa em como funcionava. Não tinha streaming, não tinha internet, não tinha jeito nenhum de ouvir música de graça. Meio milhão de cópias significa meio milhão de pessoas que pegaram dinheiro do bolso, foram até uma loja de disco e compraram aquele bolachão, uma por uma.

Foi considerado fenômeno de vendas na época. E olha que a época era de gigante. Seis meses seguidos nas paradas, meio ano com aquela música na boca do Brasil. Mas o mais impressionante nem é o número de cópias, é que a música não morreu. Mais de 60 artistas regravaram essa canção. 60. Wilson Simonal gravou, Agnaldo Timóteo gravou, Fábio Júnior gravou, Rosana gravou, Vanessa da Mata, muitos anos depois também gravou.

 Gente de estilo completamente diferente, de geração completamente diferente, todo mundo passando pela mesma música. E aí veio a sequência. O mais importante é o verdadeiro amor em 72, o infinito em 73. Versões de sucesso italiano que era outra febre do rádio brasileiro naquele tempo. Itália mandava a melodia, o Brasil botava letra em português e a coisa estourava.

 Agora a maior parte da gente olha para um cantor romântico dos anos 70 e pensa bonitão, que cantava música dos outros. E faz todo sentido pensar assim, porque a indústria funcionava mesmo desse jeito. A gravadora escolhia, o compositor entregava, o galã cantava e ficava por isso. Só que com o Márcio Greake, a realidade era bem diferente.

 Ele estava dos dois lados do balcão. E é justamente no meio da década de 80 que a história dele fica esquisita e boa demais. Chacrinha, Silvio Santos, Flávio Cavalcante, Bolinha. Raul Gil Eb Camargo. Fantástico. Domingo à tarde, no Brasil dos anos 70 e 80, era isso. A família inteira na sala, a televisão ligada no auditório e o Márcio Gre aparecendo de terno claro com o microfone na mão.

 Márcio Greci. Ele foi um dos artistas que mais pisaram em estúdio de TV naquele período. E tinha uma coisa acontecendo na plateia que hoje soua até inacreditável. Mulher desmaiava no show dele. Desmaiava mesmo e era amparada por policial. Quem conta isso é o próprio e ele diz até hoje que nunca entendeu direito o frenesique causava.

 Agora, presta atenção nessa, porque essa é a melhor história do vídeo inteiro. Em 1981, ele grava aparências de Riba Marcuri e Ed Wilson.  Quantas frases foram ditas com palavras desgastadas pelo tempo.  A música passou 5 anos no topo da parada das rádios AM. 5 anos. Tem música hoje que não dura cco semanas, só que aparências não tinha sido feita para ele, foi feita pro Roberto Carlos e o rei não gravou.

 Aí o Márcio ouviu a canção, gostou, mas achou e o final pesado demais, pessimista demais. Pediu pro Curi suavizar. O Curi su avisou, ele gravou e aquilo que tinha sobrado da mesa do Roberto Carlos virou o segundo maior sucesso da vida dele, gravado também em espanhol, rodando a América Latina e Portugal. E até a orquestra do Ray Conif botou essa música no repertório lá fora.

 Manda essa pro grupo da família. A música que ficou 5 anos no topo do rádio brasileiro tinha sido escrita pro Roberto Carlos, o rei não quis. Outro cantor pegou, mudou o bufinal e virou o hit da vida dele. Em 1983, ele ganha a gaivota de prata no festival de vinha delar, no Chile. E reencontro vira tema de par, romântico na novela Louco Amor da Globo, auge absoluto dentro e fora do país.

 Mas tem uma parte da história do Márcio Gre quase ninguém conhece e é a parte em que o nome dele estava escondido, bem pequenininho, na contracapa dos discos dos outros. Uma fita cassete chegando na mão do maestro Eduardo Lages. Foi assim que a música do mineiro chegou até o Roberto Carlos. E em 1978 o rei gravou Vivendo por Viver.

 Quando o Márcio ouviu aquilo pela primeira vez, ele chorou. Sonho de compositor não é ficar famoso, é ouvir a própria música na voz de quem você admira desde menino. Do anos depois, em 1980, o Roberto gravou outra dele, tentativa e vivendo por viver, não parou ali. Zezé de Camargo e Luciano gravaram. Sérgio Reis gravou.

 A música foi passando de voz em voz, de década em década, feito herança. Você provavelmente já cantou uma música do Márcio Greake achando que era de outra pessoa. E olha só onde essa história vai parar. No ano 2000, a Marisa Monte, num dos discos mais elogiados da carreira dela, gravou O que me importa, composição do Márcio. Aquele mesmo moleque da Serenata de Belo Horizonte, agora estava no repertório da MPB mais refinada do país.

 E é aí que a diferença fica clara. Na constelação do romântico brasileiro daquele tempo, tinha Nelson Ned, Waldique Soriano, Odair José, Paulo Sérgio, Reginaldo Rossi, Agnaldo Timóteo. Gente enorme, gente que encheu o estádio. O Márcio tava ali junto, no mesmo rádio, na mesma parada, só que ele tinha uma coisa a mais.

 Os artistas do primeiro time da música brasileira gravavam ele. Ele era cantor e era fornecedor de sucesso pros outros ao mesmo tempo. Ou seja, em 1983, o cara tinha prêmio internacional, música em novela da Globo, disco em espanhol vendendo na América Latina e o rei do Brasil cantando composição dele. Não dava para estar num lugar melhor e foi exatamente aí que ele parou tudo.

  1. Não teve escândalo, não teve prisão, não teve tragédia, não teve falência anunciada em manchete de jornal. Ele simplesmente parou.  Que aconteceu na minha vida foi em 84, quando eu perdi totalmente a motivação e achei que sem motivação não tinha condições de prosseguir. Eu realmente não não dava conta do recado.

 Então resolvi parar.  Nas palavras do próprio, caiu a última gota de uma gama enorme de motivos. decepção com gravadora e as constantes mudanças de direção da indústria, problema de estrutura profissional, de gente em volta, de coisa que não funcionava e problema de ordem particular. As palavras são dele, que desestabilizaram o emocional.

 Era também o ano do fim do segundo casamento. E olha que detalhe curioso dessa história. Ele casou duas vezes com a mesma mulher, a Maria da Conceição Miguel, a primeira de 73 a 78, quando nasceu o Rafael. A segunda de 81 a 84, quando nasceu o Bruno. Aí ele pegou o que tinha e foi pro sítio que já tinha comprado em Saquarema, no litoral do Rio.

 E ficou 10 anos fazendo o quê? Ele mesmo responde e a resposta é ótima. plantando batata e observando o comportamento social das galinhas. Um cara que tinha ganhado troféu no Chile no ano anterior, cuja música tocava na novela das oito, agora tava de olho no galinheiro. Agora vem a parte que divide opinião até hoje.

 Tem quem olhe para isso e diga que foi desperdício, que ele jogou fora a carreira no melhor momento, que se tivesse aguentado mais 5 anos, teria virado o nome eterno da música brasileira, do tamanho dos maiores. E tem quem olhe e diga o contrário, que foi a decisão mais corajosa que um artista pode tomar, sair de cima do palco enquanto ainda tá ganhando, escolher a própria cabeça em vez do dinheiro. Eu não vou responder essa.

Essa fica com você aí embaixo nos comentários. O que eu posso te contar é o que acontece com um homem depois de 10 anos de silêncio. E a volta dele não foi pela televisão, foi por um bar. Imagina entrar num bar em Belo Horizonte numa sexta à noite, sentar, pedir uma cerveja e o cara que sobe para cantar ser o Márcio Greak. Chamava Doce Ilusão.

Era dele, anos 90, mesa, balcão, movimento de fim de semana e o dono no microfone. Foi por ali que a coisa voltou a andar. Em 1997, ele lançou o CD no Tempo, no ar e no coração, pelo selo Albatroz, 13 anos depois do último disco. Enquanto ele estava calado, tem uma coisa que continuou trabalhando por ele sem parar, as músicas.

 Porque catálogo bom não tira férias. As regravações continuaram acontecendo, o nome dele continuou circulando na boca dos outros artistas e na virada dos anos 2000, aquilo voltou com força. Zezé de Camargo e Luciano de um lado, Marisa Monte do outro. Em Minas, ele levou o Troféu Pró Música de Compositor do ano e teve uma cena que fecha o ciclo dele com a televisão brasileira.

 No programa Rei Majestade do SBT, ele recebeu a coroa de prata das mãos do Silvio Santos, o mesmo Silvio de auditório de domingo, o mesmo palco onde ele tinha cantado no auge 20 e tantos anos antes. Aí ele vendeu o bar, vendeu para montar banda e voltar pra estrada, porque bar prende o sujeito num lugar só e o que ele queria era andar de novo.

 Em 2003, compôs e produziu faz assim pro filho Bruno e a música entrou na trilha de Malhação. Em 2013, apareceu no cinema atuando em Cine Hollywood, fazendo um comprador de carros, vida discreta, show aqui e ali, longe da grande mídia, do jeito que ele quis. E hoje, hoje o Márcio Gre mora num lugar que ele mesmo apelidou de Disneylândia, uma casa em Belo Horizonte, cercada de árvore e de pé de fruta.

 Ele mora sozinho e lá dentro tem um estúdio pequeno, caseiro, onde ele grava tudo. É esse quartinho que ele chama de Disneylandia, 78 anos feitos em agosto do ano passado, lúcido, bem humorado, falando o que pensa. e ele diz que se recolheu ali para se restabelecer, só que restabelecer para ele não quer dizer descansar.

 Em 2021 saiu Envolver, o primeiro disco de música inédita dele em 34 anos. 34. E ele gravou tocando todos os instrumentos sozinho dentro de casa. A tiragem em CD foi de 500 cópias. Repara na simetria. O cara que vendeu 500.000 1000 cópias. Em 1970 voltou com 500. E o disco de volta nasceu de um telefonema que parece invenção.

 O produtor Marcelo Fre ligou para ele dizendo que tinha sonhado com Raul Seixas. E no sonho o Raul perguntava pelo Márcio Gre. Foi esse telefonema que destravou o disco. Em dezembro de 2024 veio o livro O menino que eu fui. A infância dele do nascimento aos 18 anos. Ele cortou mais de 40 páginas porque tinha história demais para caber.

 Em 2025 fez show em Fortaleza, temporada em São Paulo, datas em Ipatinga. Agora, sobre dinheiro, eu vou ser honesto com você. Não existe número público. Não tem patrimônio divulgado. Não tem cachê publicado. Não tem valor de direito autoral aberto. Quem te disser que ele ficou rico ou que ele ficou pobre, tá chutando.

 Eu não vou fazer isso aqui. O que dá para afirmar é o seguinte. Ele tem casa própria, teve o sítio, teve o bar e continua dono de um catálogo que Roberto Carlos, Marisa Monte, Fábio Júnior, Zezé de Camargo e Luciano e dezenas de outros gravaram. E música gravada gera direito autoral todo mês pro resto da vida.

 O estilo de vida dele é simples, discreto e pelo jeito que ele fala, é exatamente do jeito que ele quis que fosse. Tem uma coisa que fica na cabeça quando você olha essa história inteira de longe. O sucesso do Márcio Greake não foi o Chakrinha, não foi o troféu no Chile, não foi nem o meio milhão de cópias.

 O sucesso dele é que a música continuou tocando depois que ele saiu de cena. Enquanto o homem tava num sítio olhando galinha, a canção dele tava na voz do Roberto Carlos, na voz da Marisa Monte, no rádio de alguém que nem sabia o nome do autor. A gente cresceu achando que vencer na vida é ficar em cima do palco o máximo de tempo possível.

 Só que talvez seja o contrário, talvez vencer, seja poder descer quando você quiser e deixar alguma coisa lá em cima cantando no seu lugar. E aí me responde: “O Márcio Greake acertou em largar tudo no auge ou jogou fora a carreira dele? Escreve aí embaixo: Acertou ou jogou fora? Eu leio tudo. Deixa o like e se inscreve no canal que isso ajuda demais.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

Recommended for You

View Archive arrow_forward