Viveu Nas Ruas e Criou o Maior Hino dos Anos 80 – Mas Quase Morreu No Brasil
Viveu Nas Ruas e Criou o Maior Hino dos Anos 80 – Mas Quase Morreu No Brasil
Forever for amigos, hoje estou aqui para levar vocês em mais uma viagem no tempo através da música. Vocês já se pegaram ouvindo uma canção que, mesmo não fazendo parte da sua história pessoal, te transporta para uma época que parece incrivelmente familiar, é como se de alguma forma misteriosa ela estivesse tecida no seu DNA, evocando uma saudade inexplicável de momentos e lugares que você nunca viveu.
Pois bem, meus amigos, Forever Young, da icônica banda alemã de Sint Pop, Alpav, é uma dessas músicas que carrega consigo uma mistura de nostalgia e reflexão. Vamos viajar de volta para 1984, no auge da Guerra Fria. Era um tempo em que o mundo vivia na incerteza, com o medo constante de que uma única ação pudesse desencadear uma catástrofe nuclear.
E foi desse medo que nasceu uma das músicas mais impactantes dos anos 80. Deixe-nos morrer, jovens, ou deixe-nos viver para sempre. Nós não temos o poder, mas nunca dizemos nunca. Mas o que muitos não percebem é que esta não é apenas uma simples canção sobre juventude eterna. É um grito silencioso, refletindo o espírito de uma era em que todos esperavam o melhor, mas estavam preparados para o pior.
“Você vai soltar a bomba ou não?”, canta Maryan Gold, o vocalista principal do Alphaville. Esta banda não apenas deu voz a uma geração com Forever Young, mas também gravou seu nome na história da música com outros hinos, como Big Japan. Sounds like a melody. e dance with me. >> E sabe o que torna essa história ainda mais fascinante antes de alcançar o sucesso? >> >> A vida de Maryan Gold era como algo saído de um filme.
Expulso do serviço militar, ele acabou vivendo nas ruas de Berlim, sem teto e sem direção, até que a música o encontrou e mudou tudo. E aqui no Brasil, meus amigos, o Alpha VIW deixou marcas profundas. Forever Young embalou romances na trilha sonora da novela de Quina pra Lua da Rede Globo entre 1985 e 1986.

Mas a história da banda em terras brasileiras também tem capítulos difíceis, incluindo uma turnê frustrada em 1999, que quase terminou em tragédia. Mas calma, vamos chegar lá. Hoje vamos mergulhar fundo na história por trás desta banda que com seu som inconfundível definiu uma era. Então se você é como eu e adora reviver os clássicos, vamos nessa, porque esta jornada no tempo está apenas começando.
Em 26 de maio de 1954, em Herford, na Alemanha, nasceu Hartvig Shearb, um jovem que parecia destinado a seguir os passos do pai no negócio familiar do aquecimento. No entanto, Heartwig, que mais tarde ficaria conhecido como Marian Gold, tinha outros planos. Desde jovem, ele foi atraído pela música e pelas artes.
Essa diferença de interesses gerou tensões em casa. As discussões entre pai e filho eram intensas, resultado de expectativas conflitantes e de um jovem determinado a forjar seu próprio caminho. Após o ensino médio, Marian foi convocado para o serviço militar, mas assim como em casa, ele não conseguiu se conformar com as normas rígidas da vida militar.
Sentindo-se perseguido e deslocado, ele acabou sendo deshonrosamente dispensado, uma marca que carregaria consigo, mas que também o liberou para perseguir seus verdadeiros sonhos. Com o tempo, Maryan começou a perceber que era diferente e mais do que isso, queria ser diferente. O peso das expectativas familiares e as brigas constantes se tornaram insuportáveis e a única saída que encontrou foi fugir.
Ele fugiu de sua família, das discussões e de uma vida que não queria. A vida de Marian estava longe de ser fácil e talvez por isso sua música ressoe tão profundamente. Depois de ser deshonrosamente dispensado do serviço militar nos anos 70, ele seguiu para Berlim Ocidental, uma cidade vibrante, mas implacável.
Sobreviver ali não era tarefa simples. E em determinado momento, Maryan se viu vivendo nas ruas, ocupando prédios abandonados ao lado de outros jovens rebeldes. Foi uma rebelião contra a geração mais velha. Eu queria nadar livre. Então disse adeus aos benefícios do capitalismo.
Contou ele ao site alemão Build. Na época, Berlim ocidental parecia algo saído de um filme pós-apocalíptico, isolada do resto do mundo por um muro que simbolizava tanto a divisão política quanto a separação de realidades. A cidade era uma cena única, fascinante, mas simultaneamente decadente.
Sua atmosfera era incomparável, um lugar onde a vida noturna nunca parava. Drogas, prostituição e uma busca incessante por prazer imediato permeavam as ruas e os clubes da cidade. Marian, como muitos outros jovens daquela época, foi atraído para esse pântano, como ele mesmo descreveu, de uma forma quase irresistível.
Havia algo perturbadoramente cativante naquele caos, uma mistura de fascinação e decadência que o consumia enquanto simultaneamente o inspirava. >> >> Na cidade de Monster, após deixar a agitação de Berlim, Marian finalmente encontrou como o caminho que procurava entre um coletivo de artistas chamado Nelson Community, ele conheceu Bernhard Lloyd e Frank Mertens.
Juntos, eles inicialmente formaram a banda Forever Young, que mais tarde se tornaria Alphaville. Agora em Mimiau, imaginem isso. Nenhum deles sabia tocar instrumentos. Marian em uma entrevista ao Washington Times em 2017, revelou que nos anos 80 a banda não se apresentava ao vivo porque simplesmente não sabiam tocar.

Eles dependiam de baterias eletrônicas e sequenciadores que haviam surgido na época. A existência do Alpha Viw só foi possível graças a essas novas tecnologias. Como Marian disse, éramos basicamente fãs de música. sentávamos na frente do aparelho de som, ouvindo nossos artistas favoritos e sonhando em fazer nossa própria música.
E de repente, com essas máquinas, isso se tornou possível. Nossas ideias, as melodias em nossas cabeças ganharam vida e os instrumentos as tocavam. Também nos recusamos a fazer grandes turnês com playback ou músicos adicionais, porque isso não se encaixava em nossa ideologia rir. Para nós, parecia uma mentira. Com essa nova liberdade criativa, a banda finalmente adotou de popô o nome Alphaville, inspirado por uma cidade fictícia de um filme francês de 1965.
A estética musical de Maryan foi fortemente influenciada por ícones como David Bowy e Brian Ferry. O primeiro show do Alphaville aconteceu em 31 de dezembro de 1982 no fórum Um Clube na cidade de Anger. Naquele dia, cerca de 450 pessoas testemunharam os nascimentos de algo especial, mesmo que a banda ainda fosse desconhecida.
Isso se deveu em parte a Bernhard Gustlin, um DJ local que já tocava as novas músicas dos Alpha Viw em fitas cassete para o público, criando uma antecipação que foi completamente cumprida. >> >> No início dos anos 80, os membros do Alpha Viw ainda eram pessoas comuns, cada um seguindo suas rotinas em empregos que nada tinham a ver com música.
No entanto, em 1983, o destino deu sua primeira volta. A banda assinou seu primeiro contrato internacional com ADA Records e em apenas duas semanas de trabalho intenso, eles criaram duas faixas que definiriam suas carreiras: Big in Japan e Forever Young. Aquela época, o Alphaville ainda tinha um quarto membro, o baixista Fred Gerber, que acabou não contribuindo muito para as gravações e, portanto, foi convidado a deixar a banda.
Curiosamente, a gravadora não queria que Forever Young fosse o primeiro single da banda. Eles preferiam começar com Big J Pen, uma escolha que logo se provou ser a certa. Segundo Marian, a música é sobre a cena de drogas em Berlim, no final dos anos 70. Ela conta uma história fictícia sobre um casal de amantes que tenta escapar das drogas, mas nunca consegue.
Eles se imaginam em uma espécie de terra dos sonhos, onde estão sóbrios, mas nunca chegam lá. De fato, é uma história bastante trágica, mas vamos voltar um pouco para a época entre a gravação e o lançamento de seu primeiro grande sucesso. Marian Frank a Bernhard ainda viviam vidas comuns tentando manter os pés no chão enquanto sonhavam alto.
Maryan trabalhava na cozinha de um restaurante onde preparava almôndegas e outros pratos. Ele lembra claramente do momento em que Big in Japan começou a tocar no rádio. Eu estava trabalhando na cozinha e essa música tocava o tempo todo no rádio. Em determinado momento, meu chefe não aguentou mais e me expulsou.
Você não pode mais trabalhar aqui porque sua música está sempre no rádio e eu não quero te ver aqui. No final de fevereiro de 1984, Big in Japan já havia entrado nas paradas alcançando a 72ª posição. Mas foi em abril daquele ano que tudo mudou. A música alcançou o topo das paradas na Alemanha, marcando o início de uma ascensão meteórica para o Alphaville.
Logo depois, seu segundo single, Sounds Like A Melody, entrou no Top 10. >> Em grande parte da Europa, seu álbum de estreia, intitulado Forever Young, foi lançado no outono de 1984. E antes disso, a faixa título já havia deixado sua marca como o terceiro single da banda. rapidamente se tornou um sucesso no top 5, dando ao Alphaville sua última aparição no top 100 das paradas de singles do Reino Unido e alcançando a 65ª posição nos Estados Unidos.
O álbum foi um sucesso absoluto conquistando status de platina e ouro na Alemanha, Suécia, Noruega e Suíça. E aqui no Brasil, meus amigos, Forever Young ganhou um lugar especial nos corações dos brasileiros ao fazer parte da trilha sonora internacional da novela De Quina paraa Lua da Rede Globo, exibida entre 1985 e 1986.
Aquela trilha internacional foi uma das mais vendidas da história das novelas das seis, com mais de 430.000 cópias vendidas. A música embalou romances e se tornou um clássico instantâneo por aqui. Forever Young não era apenas uma música sobre querer viver para sempre. Ela representava o grito de uma geração tentando lidar com um mundo cheio de incertezas e medos, usando a música como forma de expressar suas ansiedades e esperanças.
Para entender a letra de Forever Young, é essencial ter algum contexto histórico. Entre 1947, 1991, o mundo viveu sob a sombra da Guerra Fria, um conflito sem batalhas diretas, mas cheio de tensão constante que poderia explodir a qualquer momento. Armas nucleares pairavam como uma ameaça silenciosa sobre a humanidade, com o medo de que pudessem ser usadas pelos principais jogadores deste drama global, os Estados Unidos, e a União Soviética.
Foi precisamente essa atmosfera de incerteza e medo que inspirou Marian Gold, Bernhard Lloyd e Frank Merins a compor Forever Young. A música, frequentemente interpretada como um desejo de juventude eterna, na verdade, carrega uma mensagem muito mais profunda e sombria, a de uma geração se preparando para o pior, pronta para morrer jovem na possibilidade sempre presente de aniquilação nuclear.
Por sorte, o motorista da van, indignado com a situação, os acolheu com toda a proteção e dedicação necessária. Imaginem vocês, perdidos num país que não conhecem nada sem saber rumo nenhum. Naquela época não tinha celular nem GPS, mas esse motorista foi um verdadeiro anjo da guarda durante a estadia do Alpha Ville aqui no Brasil.
O fato gerou bastante repercussão na mídia brasileira, pois eles acabaram tendo seus bens confiscados, porque as estadias dos hotéis não haviam sido quitadas pelos responsáveis pela turnê. Por sorte, após diálogo com autoridades da Alemanha, os policiais os liberaram e o motorista, que havia acolhido a banda, os levou até o aeroporto de Guarulhos, para que pudessem voltar, enfim, para se à Alemanha.
Uma história triste que deixou marcas, mas que também mostrou a solidariedade do povo brasileiro, representada por aquele motorista anônimo que se tornou herói da história. Vamos dançar com estilo, vamos dançar por um tempo. O céu pode esperar. Estamos apenas observando os céus, esperando o melhor, mas esperando o pior.
Você vai soltar a bomba ou não? Este verso que abre a canção ganha um novo significado quando percebemos que o desejo de dançar, festejar e viver intensamente está combinado com a consciência amarga de que tudo poderia acabar a qualquer momento. A letra continua a nos prender em sua reflexão. Você pode imaginar quando esta corrida for vencida, virando nossos rostos dourados pro sol, louvando nossos líderes, estamos entrando em sintonia.
A música é tocada pelos pelos loucos. Aqui a música nos confronta com a impotência humana diante de um destino controlado pelos chamados loucos, os líderes mundiais, cujas decisões poderiam, em um piscar de olhos, mudar o curso da história e as vidas de milhões. O videoclipe de Forever Young foi filmado em um antigo castelo no sul da Inglaterra, que anteriormente era uma instituição psiquiátrica.
Um detalhe que adiciona ainda mais profundidade à mensagem da canção. >> O sucesso meteórico do álbum de estreia do Alpha Viw poderia ter sido o fim da banda. O álbum teve um sucesso tão avaçalador que em 1984 os músicos se tornaram financeiramente independentes, o que poderia tê-los permitido se aposentar confortavelmente.
Mas como sabemos a fama é uma espada de dois gumes. O que parecia libertador na verdade colocou o Alfa VI sob enorme pressão. Como seguir em frente depois de alcançar o topo tão rapidamente? Essa pressão foi demais para Frank Mertens, que decidiu deixar a banda no final de 1984. Segundo Marian Gold, após uma sessão de gravação para uma emissora belga, Frank confessou que a fama e suas demandas eram simplesmente esmagadoras.
Ele foi substituído por Rick Ecolet. Dois anos depois, em 1986, o Alphaaville lançou o seu segundo álbum Afterno em Utópia. Com um som mais rico e ambicioso, o trio trouxe a vida singles como Dance With me, Universal Dead Jerusalém. Todos apoiados por uma equipe de músicos de estúdio que ajudaram a expandir o som da banda.
Dance With Meve um sucesso modesto aqui no Brasil, tocando nas rádios FM e conquistando os fãs da banda por aqui. A música tem aquele clima romântico e dançante típico dos anos 80 que conquistou o público brasileiro. Em 1989, o terceiro álbum The Breath Taking Blue foi lançado, um trabalho no qual a banda colaborou com o produtor Klaus Sh.
Este álbum foi um experimento sonoro, adicionando cordas, saxofone, trompete, contra baixo, guitarras elétricas e até acústicas aos já familiares sintetizadores de Bernhard Lloyd. O single de maior sucesso deste álbum foi Romeus, que se tornou um sucesso moderado na Alemanha. Os anos 90 trouxeram novos desafios.
Maryan tentou seguir uma carreira solo, lançando dois álbuns, mas o sucesso dos anos 80 não se repetiu. Felizmente, o Alphaav conseguiu superá suas diferenças internas e se reunir, continuando a fazer música até hoje. A banda passou por várias mudanças de formação ao longo dos anos.
Rick e Colette deixou o grupo em 1997, enquanto Martin Lister se juntou em 1995 e permaneceu até sua morte em 2014. Bernhard Lloyd, um dos membros fundadores, ficou até 2003, quando decidiu focar em sua carreira como produtor de música eletrônica. E agora, meus amigos, chegamos a um dos capítulos mais curiosos e ao mesmo tempo, tristes da história do Alfa Vilo, a frustrada turnê brasileira de 1999.
Apesar de ser bastante desconhecido por muitos, a banda alemã esteve no Brasil naquele ano para seis shows nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo e Horizonte e Fortaleza. Para coincidir com a turnê, eles até lançaram uma coletânea exclusiva para o país chamada Visions of Dreamscapes.
Dias antes dos shows, eles fizeram uma apresentação no programa Raul Gil, onde tocaram ao vivo as músicas Flame e Big Japan. Tudo parecia estar indo bem, mas a realidade seria bem diferente por causa de problemas com os organizadores que os trouxeram ao país e a falta de divulgação na época, a banda só conseguiu fazer o show em São Paulo, na casa de show da Vila Olímpia, o Via Funchal, em 19 de setembro de 1999.
E mesmo esse único show foi um desastre em termos de público. Apenas 300 pessoas compareceram em um local que comportava 7.000. Mas o pior ainda estava por vir. Como tudo estava saindo muito mal na turnê brasileira, um dos organizadores simplesmente abandonou os membros da banda, deixando-os completamente a deriva aqui no país.
O organizador responsável por trazer o Alphaville para o Brasil deixou a van com todos no litoral de São Paulo. Hoje o Alphaaville continua sua jornada musical com Marian Gold como o único membro remanescente da formação original. Aos 70 anos de idade, ele ainda sobe aos palcos, impulsionado por seu amor pela música e pela conexão com seu público.
Estar no palco e me comunicar com as pessoas não só toca meu coração, mas também se torna um vício. Você quer continuar mesmo na minha idade, ele diz. Em 2022, o Alphaaville lançou o seu mais recente álbum de estúdio, Internally Yourss. E para aqueles que pensavam que a banda seria coisa do passado, uma surpresa estava reservada.
Forever Young retornou à Paradas musicais 40 anos depois, graças ao fenômeno TikTok, a música se tornou uma tendência com vídeos emocionais de pessoas refletindo sobre a passagem do tempo e a perda da juventude, alguns acumulando milhões de curtidas. Bernhard Lloyd não conseguiu esconder sua emoção ao ver a música ressurgir com tanta força.
“Continue usando e permaneça eternamente jovem”, disse ele. Mariam, por sua vez, entrou na brincadeira participando da tendência com filmagens caseiras de família. Vale mencionar que o astro foi casado quatro vezes e tem sete filhos. E assim, meus amigos, o Alpavilw continua a escrever sua história, mostrando que mesmo após tantas décadas, sua música ainda tem o poder de unir gerações e transcender o tempo.
Forever Young ultrapassou a marca de 1 bilhão de streams no Spotify, enquanto Big Jen conquistou quase 400 milhões de reproduções. Brasil. Essas músicas continuam sendo tocadas nas rádios e em playlists nostálgicas, provando que alguns clássicos são verdadeiramente eternos. O que o Alphaville nos ensinou foi que, mesmo em meio ao caos, à incerteza e ao medo, a música tem o poder de nos conectar, de nos fazer sentir vivos e de nos lembrar de que, não importa o que aconteça, sempre haverá beleza no presente. Porque
no final das contas todos nós queremos permanecer jovens para sempre. não corpo, mas no espírito, na paixão e na capacidade de sonhar.