LEMBRA DO DEDÉ SANTANA? FEZ MUITO SUCESSO COM OS TRAPALHÕES, PERDEU QUASE TUDO E HOJE VIVE ASSIM… – H
Lembra-se do Dedé Santana? Claro que lembra, toda a gente lembra. O parceiro do Didi. Um bife deste tamanho. Depois quando eu fui comer só tava pr quem comeu o meu bif. Eu não fui. Quer revestar-me? Olha um dos quatro homens que fizeram o Brasil inteiro rir durante 18 anos seguidos. Eu próprio vos apanhei a roubar galinha.
Pode parar. Pode parar. Pode parar o quê? Pode parar. Ninguém estava a roubar galinha. Não, não estava. Nós estamos a comemorar a semana da asa todos os domingos na televisão. Agora vem a pergunta difícil. Sabe como ele vive hoje? Porque em 2016, aos 80 anos, o Dedé sentou-se em frente a uma câmara e disse três palavras que apanharam o país de surpresa. Eu perdi tudo.
Mas foi difícil. Tinha, estava a passar fome, pá, ali a tomar café com pão sem manteiga. Ele que levou mais de 120 milhões de brasileiros ao cinema, que chegou a ter oito carros parados na garagem ao mesmo tempo. Oito carros. E depois precisou pedir dinheiro emprestado a um amigo. Ele é milionário. Milionário.
É um rapaz que eu vi no outro dia, ele está com 180 milhões no banco. Como é que um homem chega a este ponto? Para onde foi todo este dinheiro? E o mais importante, como o Dedé está vivendo agora aos 90 anos, é isso que a gente vai descobrir hoje. E prepara o coração, porque a resposta não é a que está imaginando.
A história começa em 1936, numa barraca de lona armada em Niterói. Não é uma figura de retórica, não. O Dedé nasceu ali mesmo dentro do circo. O nome do seu batismo nem era o Dedé, era Manfred. Manfred Santana. O pai era o palhaço picolino, um cigano descendente de ucraniano. A mãe era a ondina, contorcionista, considerada uma das melhores da América do Sul.
Oitava geração de circsense. A família inteira de trás para a frente vivia daquilo. E aí vem o pormenor que muda tudo. Ele subiu no picadeiro pela primeira vez com 3 meses de idade. 3 meses. A idade em que a maioria das crianças ainda não suporta o pescoço direito. Aquele menino cresceu a fazer tudo. Equilibrista, malabarista, trapezista, palhaço.
chegou a domar Elefanta, chegou a entrar no globo da morte, aquela bola de ferro com uma moto a rodar dentro que provavelmente viu quando era criança e ficou com o coração na mão. Só que o circo naquela época não era espetáculo televisivo, era estrada, era pequena cidade, lona montada no baldio, o povo todo a ir ver. E uma semana depois já estava tudo desmontado de novo, indo para outro lugar, sem casa fixa, sem escola direito, sem frigorífico, sem conforto nenhum.
O tipo de infância que quem viveu o Brasil dos anos 40 conhece de perto, ou porque passou por algo semelhante, ou porque viu acontecer na rua onde vivia. Mas há uma parte dessa história que quase ninguém conhece e ela não tem graça nenhuma. Lá pelos anos 60, o Dedé decidiu tentar a vida no Rio de Janeiro.
Queria cinema, queria teatro e o que encontrou foi fome. Segundo ele próprio conta, passou perto de se meses a dormir nas calçadas de Copacabana. E não era só dormir. Ele contava que andava a noite inteira pela rua para não ser preso por vadiagem, porque na altura a polícia levava quem estivesse parado. Andava até amanhecer, depois dormitava onde dava.
Trabalhou de fachineiro, trabalhou de contrregra de teatro? Aquele que fica nos bastidores arrumando cenário e objeto de cena. O último da fila. Até que uma noite um ator faltou. E adivinha quem estava ali do lado? Sabendo o texto todo de cor? Porque tinha assistido àquela peça umas 50 vezes de dentro da sesta.
Ele entrou e não mais saiu. Em 1961, o menino que dormia na calçada ganhou o prémio de melhor comediante de teatro do país. Mas a vida do Dedé só se ia tornar de verdade 5 anos depois, num corredor de emissora de televisão, quando ele esbarrou num cearense magro e desconhecido que tinha acabado de chegar em São Paulo. Comecei como palhaço, juntei-me com Renato Aragão e continuo a ser palhaço.

A maioria das pessoas olha para os trapalhões e pensa que sempre foram quatro. Didi, Dedé, Mussumon e Zacarias, os quatro juntos desde sempre. E faz todo o sentido pensar assim, porque é assim que conhecemos, é assim que aparece nos filmes, foi assim que ficou na cabeça de toda a gente. Só que a realidade era bem diferente.
Em 1966, na TV Exelsior, o Dedé conheceu um cearense chamado Renato Aragão. Renato tinha vindo do Ceará tentar a vida na televisão. Os dois começaram a trabalhar juntos e tornaram-se dupla, Didi e Dedé. Só os dois, Musum e Zacarias, vieram depois, bem depois. E o próprio Dedé faz questão de bater nesta tecla até hoje, aos 90 anos.
As palavras dele são estas: Não há Dedé sem Didi, porque tudo começou com esta dupla. Os trapalhões é uma coisa que vem depois. Agora presta atenção nesta parte, porque aqui há uma coisa que quase ninguém sabe. O Renato Aragão era engraçado, era criativo, escrevia bem, mas ele não vinha do circo, não sabia cair. E quem ensinou o Didi a cair no chão sem se magoar foi o Dedé.
Pensa comigo, todo o aquele trambolhão que se via na televisão, toda aquela cambalhota, aquele escorregão, aquela pancada na parede que fazia rir à gargalhada no domingo, aquilo é técnica de circo, é queda ensaiada, é coisa que as pessoas de picadeiro aprendem desde criança para não partir osso. O O Dedé passou tudo isso ao Renato, as piruetas, os movimentos, o tempo da queda, ou seja, o corpo dos trapalhões veio do circo do Dedé e a cabeça, a escrita e a organização vieram do Renato.
Um sem o outro não teria dado em nada. Aí a dupla começou a crescer. Vieram filmes, vieram programas, passaram pela TV Record com os Insociáveis. Depois foram paraa TV Tupi e foi na Tupi que o grupo finalmente se fechou. Entrou o António Carlos Bernardes Gomes, músico, ex-membro dos originais do samba, o nosso Mussum. E entrou o Mauro Fácio Gonçalves, o Zacarias, que já era famoso a fazer o garçom moranguinho.
Quatro homens, quatro origens completamente diferentes e um encaixe que ninguém conseguiu repetir no Brasil até hoje. Mas a Tupi estava a afundar, salário a atrasar, emissora em crise, tudo a desmoronar. Foi então que em 1977 bateram à porta da Rede Globo e a a partir daí o Brasil nunca mais teve um domingo igual. Quando os trapalhões entraram na Globo, não entraram em qualquer horário.
Entraram no domingo, ao fim da tarde, logo antes do Fantástico, o horário mais nobre que a televisão brasileira tinha para oferecer. E ficaram lá 18 anos. Pensa no tamanho disto. Uma criança que assistiu ao primeiro programa em 1977 já estava casada e com um filho quando o último foi para o ar.
Existe uma estimativa da época. Ela aparece num documentário do Silvio Tendler feito no início dos anos 80, de que o programa reunia cerca de 20 milhões de pessoas todos os domingos. Não é uma medição oficial, é o número que se falava na altura, mas dá para ter uma noção. O Brasil inteiro tinha por volta de 120 milhões de habitantes.
Um em cada seis brasileiros estava ali à frente da televisão à mesma hora. Só que a televisão era apenas metade do negócio. E aqui é onde a coisa fica realmente impressionante. Os trapalhões faziam dois filmes por ano, todos os anos. E não era filme passado em meados de janeiro para ver no que dava. Era a estratégia.
Um lançava nas férias de julho, o outro nas férias de fim de ano. Exatamente. Quando o país inteiro estava com uma criança em casa sem ter nada para fazer. Aí a família toda ia ao cinema. Pai, mãe, filho, avó, o vizinho junto. E o resultado deste negócio é de fazer cair o queixo. O salting bancos Trapalhões de 1981 levou 5.218.
000 pessoas ao cinema. 5.200.000 bilhetes vendidos. É como se a cidade inteira do Rio de Janeiro tivesse comprado entrada para o mesmo filme. E não foi um caso isolado. Cinderelo Trapalhão fez 5 milhões. Guerra dos Planetas fez 5 milhões. Serra Pelada fez 5 milhões. Segundo os dados oficiais de bilheteira do cinema brasileiro, dos 30 filmes nacionais mais vistos de todos os tempos, 14 são dos trapalhões.
14 de 30, quase metade. No total, mais de 120 milhões de bilhetes ao longo da carreira. Nenhum ator brasileiro de nenhuma geração chegou perto disso. Mas espera porque há mais. Além da televisão e do cinema, tinha um disco, havia gibidos, trapalhões nas bancas que saiu durante 10 anos seguidos. Tinha show por todo o país, tinha propaganda, tinha brinquedo, t-shirt, caderno escolar.
E o programa ainda era vendido para fora. Foi transmitido em Portugal, no Canadá, nos Estados Unidos e em Angola. Era uma máquina, uma máquina que rodava todo o ano sem parar, em todas as direções ao mesmo tempo. Ou seja, entrava dinheiro, entrava muito dinheiro. E é precisamente aí que esta história começa a ficar estranha. Agora imagine você a receber esse dinheiro todo.
Televisão no domingo, dois filmes por ano, espectáculo, disco, propaganda, entrando tudo ao mesmo tempo, todos os meses durante quase 20 anos. O que faria? O Dedé fez o que muita gente faria, gastou. E olhe, isso não é mexericos de bastidor, não. É ele mesmo quem conta com todas as letras. Sempre fui de gastar. Não ligo ao dinheiro.
Tudo o que via, queria comprar. Cheguei a ter oito carros na garagem. Oito carros? Não. Oito carros ao longo da vida, oito carros ao mesmo tempo, parados na mesma casa. Um só homem, com dois pés e oito carros à sua espera decidir qual usar nesse dia. Ele se define como mão aberta e completa. Deitei muito dinheiro fora.
Mas tem um pormenor aqui que explica muita coisa. O Dedé é artista de circo. É gente que aprendeu a viver da bilheteira daquela noite. No circo, o dinheiro entra hoje e desaparece amanhã, porque amanhã já é outra cidade. Ninguém ensina uma folha de cálculo para menino que nasceu na lona. nas palavras dele, nunca fui comerciante, nunca fui empresário, sempre fui artista, só sei fazer isso.
E do outro lado da sala, o Renato Aragão fazia exactamente o contrário, porque o Didi, antes de ser o Didi, era advogado formado e tinha trabalhado em banco. Presta atenção nisso, porque é a chave da história inteira. Dois homens na mesma sala, no mesmo programa, ganhando na mesma proporção. Um sabia ler contratos e o outro não.
Um sabia onde investir e o outro não fazia ideia. O próprio Dedé reconhece-o sem qualquer amargura. Ele é milionário, certo? Milionário. É um rapaz que eu vi no outro dia, ele está com 180 milhões no banco. O Didi soube gerir a carreira dele. Onde comprar, onde investir, fazer as economias. Já eu joguei muito dinheiro fora e ainda há o contexto do país, porque estamos a falar do Brasil dos anos 80, um país onde o preço mudava na prateleira do supermercado enquanto esteve dentro do mercado.
Onde guardar dinheiro parado era perder dinheiro. Naquela época, gastar rapidamente parecia até esperto. Agora junta tudo e vejam o tamanho da coisa. Um homem que levou 120 milhões de brasileiros ao cinema, chegou a ter oito carros na garagem e acabou por precisar de um amigo para pagar o seu seguro de saúde, oito carros e depois nem seguro de saúde, mas gastar demais não deita ninguém abaixo sozinho.
Havia outra coisa a acontecer por trás. E essa parte o Dedé só teve coragem de contar em 2016 aos 80 anos na frente das câmaras. 15 de maio de 2016, um domingo. O Dedé Santana está sentado num estúdio de televisão na Record, dando uma entrevista. Tem 80 anos. Quase toda a vida adulta dele foi passada em frente a uma câmara a fazer gente rir.
Só que, dessa vez ninguém se riu, porque foi aí que ele soltou a frase: “Perdi tudo, eu, Mussum e Zacarias, perdemos tudo.” Perdeu tudo como? Para onde foi? A explicação dele é curta e é de doer. Segundo o Dedé, o grupo tinha administradores a cuidar do dinheiro, gente contratada precisamente para fazer aquilo que não sabiam fazer.

E o que ele conta é o seguinte: estes tipos pegavam o dinheiro do imposto sobre o rendimento e não pagavam o imposto de rendimento. levavam o dinheiro do imposto e não pagavam o imposto. O dinheiro saía da mão deles todos os anos, certinho, com toda a gente achando que estava em dia com o governo e não estava, não chegava lá. Enquanto isso, a dívida à Receita Federal ia crescendo em silêncio, com juros e coima em cima, ano após ano, sem ninguém saber.
Quando a conta apareceu, já era um monstro. Pelo seu relato, quase levou tudo à falência. Agora vem a parte que muita gente se esquece de contar. O Dedé nunca pôs a culpa toda nos outros. Ele próprio admitiu: “Na mesma altura, errei na administração da a minha carreira. Eu geri muito mal e é isso que torna esta história tão difícil de julgar.
Não há vilão fácil aqui. Há quem diga que foi vítima, que confiou em quem devia confiar, entregou o dinheiro a profissional e foi roubado precisamente por quem tinha a obrigação de o proteger. E há quem argumente que um homem com oito carros na garagem também ajudou a escavar o próprio buraco, que ninguém o impediu de olhar para as contas durante 20 anos.
Os dois lados têm razão em alguma coisa. Guarda a tua opinião, porque no fim do vídeo quero saber qual é. E tem outra coisa que quase ninguém liga a esta história. Enquanto esta bomba armava por baixo, o chão do grupo desaparecia por cima. Março de 1990 morre o Zacarias aos 56 anos. Julho de 1994 morre o Mussum aos 53 anos depois de um transplante de coração.
Em 1995, o programa despede-se da Globo. 18 anos de domingo encerrados. E o cinema nacional, que bancava aquela máquina de dois filmes por ano, entrou em colapso com o fim da Imbra Filme. Olha o tamanho da coisa, a dívida a crescer, os amigos a morrer, o programa a terminar e o cinema a fechar, tudo na mesma década.
Mas o dinheiro do Dedé não se evaporou todo. Uma boa parte dele foi parar a um local muito específico, um local que existe até hoje, de pé, de frente para o mar. Início dos anos 90. O Dedé é chamado para trabalhar com o Beto Carreiro em Santa Catarina e ele apaixona-se pela região. Praia de Cabeçudas em Itajaí, litoral norte catarinense.
Água calma, Morro Verde a descer até à areia. Aquele tipo de lugar que vemos e pensamos: “Aqui queria envelhecer”. Foi exatamente o que ele pensou e comprou. Só que não comprou uma casinha de praia. O Dedé comprou uma mansão de 27 divisões. 27? Mais cómodos do que muita pousada de praia tem um quarto, uma casa que você precisa de mapa para saber onde estão todos os sanitários.
E vejam o que ele fala sobre ela. Com as suas palavras, todo o dinheiro que juntei do meu trabalho, investi nesta casa. Aí está a resposta que estava à espera desde o início do vídeo. Não desapareceu tudo em carro, não desapareceu tudo em imposto. Uma grande parte do dinheiro de uma vida inteira de trabalho virou tijolo, virou parede, virou aquela casa de frente para o mar.
E o problema é precisamente esse, porque casa não é dinheiro, casa é casa. Não se paga médico com parede, não paga um seguro de saúde com sala de estar. E quando aperta, tem de vender. E vender casa de 27 divisões não é como vender apartamento de dois quartos. Comprador para isso não aparece toda semana. Em 2016, apertado, colocou a mansão à venda por R$ 2 milhões deais.
queria usar o dinheiro para liquidar a outra casa que tem no Recreio dos Bandeirantes, no Rio. E quase que resultou. Nas suas palavras, a minha casa estava praticamente vendida e a pessoa que comprou mudou-se para os Estados Unidos. Ia comprar e não comprou. Praticamente vendida, papel assinado e nada pago.
Mas este ainda é o início do problema, porque o que veio depois parece um guião de novela das 8. Anos antes, o Dedé tinha doado a casa aos filhos. como muita gente faz para organizar a vida. Depois, para facilitar a venda, os filhos passaram uma procuração para uma imobiliária cuidar do negócio. E aí, pessoas ligadas a essa imobiliária usou aquela casa como garantia de uma dívida.
Uma dívida que não era do Dedé, uma dívida que não era dos seus filhos, uma confissão de dívida de R$ 455.000 R$ 1.000 assinada em notário por quem não tinha poder nenhum para fazer aquilo. Resultado, processo de execução e a casa penhorada. Ou seja, o gajo passa a vida inteira a trabalhar, coloca tudo o que juntou-se dentro daquela casa e quase perde a casa por uma dívida que nunca fez.
Foi para a justiça e brigou anos. Em abril de 2024, aos 88 anos, saiu a sentença. Ganhou, a penhora caiu. Um relatório judicial da época avaliou a mansão em R$ 3.448.000. Mas repara numa coisa. Um homem de 88 anos que já tinha perdido tudo uma vez teve de provar em tribunal que a própria casa era dele.
E antes dessa vitória, houve um dia em que o Dedé teve de fazer a coisa mais difícil que existe entre dois amigos de 60 anos. Ele precisou pedir dinheiro. Pensa em ligar ao teu amigo mais antigo, aquele de 50, 60 anos de convivência, e pedir dinheiro. Agora pensa fazer isso já passando dos 70 anos de idade, depois de ter sido um dos artistas mais vistos do país.
O Dedé fez esta ligação e ele descreve a sensação com uma honestidade que dói. É difícil pedir dinheiro. Fica com uma sentimento de incompetência. Sensação de incompetência. Guarda essa palavra. Ele foi ter com o Renato Aragão e o que aconteceu ali? Ele conta assim: “Eu já precisei do Renato para pedir dinheiro. Ele não me emprestou.
Ele deu e não foi pouco. Não emprestou. Deu. Mas o melhor da história não é o dinheiro, é o que veio depois. Porque numa outra entrevista, o Dedé contou a cena inteira. O Renato pegou no talão, preencheu o cheque e entregou-o na mão dele. E o Dedé, envergonhado disse: “Olha, Renato, daqui a 70 dias eu te devolvo.
” E o Renato respondeu: “Se tu devolver, eu vou ser o seu inimigo. Eu brigo consigo. Já não sou seu amigo. Devo-te muito mais do que isso. Eu te devo muito mais do que isso. O homem que ensinou o outro a cair sem se magoar 60 anos antes dentro de um estúdio de televisão. O Renato nunca se esqueceu disso e não se ficou pelo cheque.
Quando o vínculo do Dedé com a Globo terminou e ele ficou sem seguro de saúde, o Renato ofereceu-se para pagar e paga. Agora chega a parte em que esta história vira completamente. Porque quando alguém ouve Dedé Santana perdeu tudo, a cabeça vai direitinha para um lugar. Artista esquecido, sozinho, largado.
Aquela história triste que a gente já viu acontecer com tanta gente famosa no Brasil. E faz sentido pensar assim, é o padrão. A gente conhece este final de cor, só que com o Dedé não foi isto que aconteceu. Ele completou 90 anos em abril de 2026. E veja a agenda dele. Está em cena com um espetáculo de circo a correr o país.
Tem livros a ser escrito sobre a sua vida. Tem um filme, uma cinebiografia em preparação. Está montando uma peça de teatro junto da própria filha, a Yasmin. é tratado como embaixador do circo no Brasil. Segue casado há mais de 40 anos com a Cristiana. Tem oito filhos, 10 netos e três bisnetos. Em maio de 2026, num programa em direto na Globo, o Renato Aragão apareceu de surpresa para abraçar ele.
O Renato tem 91 anos, 62 anos de amizade. O que o Dedé disse ali a olhar para o amigo foi isso. Foi um miúdo criado no circo. O meu pai morreu muito cedo. Quando encontrei o Renato, aprendi sobre família, sobre o comportamento. Sou muito grato por tudo o que fez. 90 anos. E ele continua na estrada. Tem uma frase dele que explica isso melhor do que qualquer coisa.
Se eu ficar em casa sem trabalhar, envelheço. No final de contas, o dinheiro foi a única coisa desta história que acabou. O Dedé perdeu a fortuna, não perdeu o ofício. Aos 90 anos, ainda faz o que aprendeu aos 3 meses de idade dentro de uma tenda de lona. Não perdeu a família. Oito filhos, 10 netos, três bisnetos e a mesma mulher do lado há mais de 40 anos.
E não perdeu o amigo, aquele que assinou o cheque e proibiu ele de devolver. Pois é, há muita gente rica por aí que não pode dizer o mesmo. Talvez a lição seja essa. Dá para perder dinheiro e continuar inteiro. O contrário é que quase nunca funciona. E depois conta-me aqui em baixo, na sua opinião, o que realmente deitou por terra o Dedé.
Foi a mão aberta dele? Foi quem geria o dinheiro por trás? Ou foi o Brasil daquela época que engoliu todo o mundo? Escolhe uma e escreve que eu leio tudo. Se esta história te tocou, deixa o like e subscreve o canal.
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O Renato tem 91 anos, 62 anos de amizade. O que o Dedé disse ali a olhar para o amigo foi isso. Foi um miúdo criado no circo. O meu pai morreu muito cedo. Quando encontrei o Renato, aprendi sobre família, sobre o comportamento. Sou muito grato por tudo o que fez. 90 anos. E ele continua na estrada. Tem uma frase dele que explica isso melhor do que qualquer coisa.
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Tem livros a ser escrito sobre a sua vida. Tem um filme, uma cinebiografia em preparação. Está montando uma peça de teatro junto da própria filha, a Yasmin. é tratado como embaixador do circo no Brasil. Segue casado há mais de 40 anos com a Cristiana. Tem oito filhos, 10 netos e três bisnetos. Em maio de 2026, num programa em direto na Globo, o Renato Aragão apareceu de surpresa para abraçar ele.
O Renato tem 91 anos, 62 anos de amizade. O que o Dedé disse ali a olhar para o amigo foi isso. Foi um miúdo criado no circo. O meu pai morreu muito cedo. Quando encontrei o Renato, aprendi sobre família, sobre o comportamento. Sou muito grato por tudo o que fez. 90 anos. E ele continua na estrada. Tem uma frase dele que explica isso melhor do que qualquer coisa.
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