POR DENTRO DAS CASINHAS DO RETIRO DOS ARTISTAS, QUEM SÃO OS MORADORES FAMOSOS E COMO VIVEM HOJE – H
Por detrás dos aplausos que marcaram gerações da televisão brasileira, existe um local pouco conhecido pelo grande público. Um espaço onde histórias de a glória, a amizade, os desafios e a gratidão se encontram todos [música] os dias. Hoje vai entrar por dentro do Retiro dos Artistas, a instituição que há décadas acolhe nomes que fizeram [música] parte da nossa memória na TV, no teatro e na música.
Nos últimos meses, novos moradores famosos [música] chegaram ao local, despertando curiosidade. Quem são eles e como vivem? Mas o retiro é, acima de tudo, um [música] guardião de memórias. Por detrás daqueles muros cruzam-se histórias de quem enfrentou [música] o peso da fama e encontrou aí o seu porto seguro. Você vai ver reencontros que desafiam o tempo, [música] visitas que curam feridas e o gesto silencioso de grandes ídolos que, em último ato de gratidão, decidiram que o seu legado, até mesmo os seus bens, deveriam proteger a casa que suporta os
céus. É uma rede de proteção invisível, feita de afeto, dignidade [música] e lealdade entre gigantes da nossa arte. Ao transpor os portões do retiro dos artistas, a primeira impressão que fica é a de ter chegado a um refúgio de faz. Esqueça a imagem de um abrigo comum. O que aqui encontramos é uma verdadeira vila dedicada à memória viva da arte.
brasileira. São 15.000 m² de área verde, onde o silêncio da biblioteca divide o espaço com a vitalidade do salão de beleza, o conforto de um teatro próprio e o lazer revigorante da piscina. Mais do que uma estrutura física irrepreensível, o retiro oferece algo raro, a preservação da individualidade. Em vez de ambientes impessoais, o complexo organiza-se em casas que garantem a privacidade e, ao mesmo tempo, mantém a convivência.
É aqui que entre uma caminhada arvorizada e um café partilhado, estes mestres encontram o respeito que as suas carreiras construíram, transformando o local não num destino final, mas num espaço de continuidade, dignidade e, sobretudo, novos laços. Mas afinal, como funciona esta engrenagem de cuidados na prática? O retiro dos artistas é, acima de tudo, um grande elo de solidariedade, mantido pela força dos donativos e pelo carinho de voluntários [música] que acreditam na memória da nossa cultura. Diferente de
tudo do que se imagina, o morador aqui mantém a sua autonomia. Cada um vive em a sua habitação individualizada, garantindo a privacidade que a vida adulta exige. A rotina é um convite ao bem-estar, com seis refeições diárias e um apoio de saúde completo, que vai desde o atendimento médico semanal e fisioterapia até ao apoio psicológico constante.
Mas o coração do retiro [a música] pulsa mesmo nas atividades. Entre sessões de cinema, oficinas de teatro e momentos de lazer, a arte continua a ser o remédio. É essa união perfeita entre a assistência prática e a vida cultural que transforma o retiro dos artistas num verdadeiro [música] lar de dignidade.
É precisamente essa busca pela dignidade e independência que ganha um novo fôlego com as recentes melhorias estruturais. A solidariedade entre gigantes da nossa arte ganhou um capítulo digno de cinema com o gesto inspirador de Marieta Severo. Reconhecendo que o brilho de uma carreira merece o conforto de um lar, a atriz transformou a sua gratidão em ação concreta, ao financiar o que hoje conhecemos carinhosamente como a aldeia Marieta Severo.
Imagine uma vizinhança onde cada detalhe foi pensado para abraçar quem já nos fez sorrir e chorar em frente da TV. Ao cruzar a porta destas casas, [música] a sensação é de um recomeço rodeado de respeito. Dentro dos 15.000 m² do retiro. Essas novas unidades entregues agora em 2026 elevam o padrão de acolhimento. Algumas oferecem dois quartos, casa de banho totalmente adaptado e um quintal privativo.
Aquele cantinho sagrado para apanhar um solzinho da manhã ou até cuidar de um animal de estimação. [música] é a preservação da independência, garantindo que o artista tem a sua própria chave e o seu espaço, longe de qualquer ideia de dormitório coletivo. Mas o que realmente emociona o público é o capricho da entrega. Marieta Severo mandou apenas as paredes.

Ela banca o material, a mão-de-obra e toda a movilha. O morador já entra e encontra o sofá macio para descansar. A televisão instalada para acompanhar os colegas, cama, frigorífico e a frescura do ar condicionado. É um ambiente planeado para que o artista traga os seus pertences de uma vida inteira.
Aqueles porta-retratos com fotos antigas de bastidores, troféus e recordações que mantém a sua identidade viva. Um dos casos mais tocantes foi o de Marcos Oliveira, [música] o eterno Beiçola. que encontrou numa destas casas, decoradas nos mínimos pormenor pela própria Marieta Severo, o refúgio de que tanto necessitava. O gesto dela não só garantiu o conforto, como fortaleceu uma rede de apoio que honra quem dedicou a sua vida à nossa cultura.
O nosso querido Beisola é, sem dúvida, uma das presenças mais emblemáticas no retiro dos artistas hoje. Mas para além da fama, existe uma história de vida que sensibilizou o Brasil inteiro. A O percurso recente do ator foi marcado por uma montanha russa [música] de desafios após o fantasma do despejo em 2024 e um período [música] de instabilidade, uma realidade dura que, infelizmente atinge muitos profissionais da arte.
A sua mudança para o retiro, em abril de 2025, virou a página para um capítulo da paz. Eu estou num momento muito delicado e com muita dor. Assim, por favor, pessoal, quem me puder ajudar, agradeço-te de tudo no meu coração. Aqui a ficção e a realidade cruzaram-se de forma comovente. A parceria de 14 anos entre o Beiçola e a dona Nenê nas ecrãs ganhou uma nova vida na forma de um apoio real.
Bareta Severo não só estendeu [música] a mão, como cuidou de cada detalhe da casa onde hoje vive. Improdutivo, a sentir-me mal. E depois houve esta oportunidade que a Marieta Severo construiu quatro casas. O imóvel que dispõe de sala, cozinha, quarto e casa de banho foi montado com um carinho que impressiona. Um sofá confortável, rack com televisão, quadros e fotos da carreira de Marcos espalhada pelo ambiente.
É um lar completo, com frigorífico, micro-ondas e utensílios, garantindo que ele não necessita de se preocupar com a angústia de não saber onde estará no mês seguinte. O alívio ao receber as chaves foi [música] visível. Agora já posso dormir descansado”, declarou ele, celebrando poder viver com a sua fiel companheira, a cadelinha Lolita.
Seja muito bem-vindo ao seu lar. Obrigado, querida. Obrigado, Marina. O Retiro selecionou uma casa com portão na varanda, precisamente para garantir esse conforto. Hoje o Marcos Oliveira goza de uma rotina simples e serena. É comum vê-lo em momentos de café partilhado com outros veteranos, onde a troca de cromos sobre os bastidores da Globo transforma-se numa aula de história viva da nossa TV.
É o reconhecimento digno que ele merece, longe das luzes, mas perto de quem fala a sua língua. [música] É emocionante ver o eterno veiçola encontrando essa face, não é? E histórias como a deles são o motivo de estarmos aqui a preservar a memória de quem tanto nos divertiu. Se está a acompanhar essa jornada e se emociona com estes reencontros, eu te peço uma pequena gentileza.
Deixe o seu like aqui em baixo. Para si que está nos a ver pela TV, sei que parece um pouco mais complicado, mas é basta dar uma pausinha rápida no comando e clicar no joinha. Isso ajuda muito o o nosso canal a continuar a contar estas histórias. E se ainda não é inscrito aqui no Quem Quem, aproveite agora para se juntar à nossa família.
Agora respire fundo porque o retiro não deixa de acolher grandes [música] talentos. A lista de quem chegou recentemente para lá viver vai surpreender e trazer nomes que marcaram épocas diferentes da nossa TV. Algum deles nem imagina que fizeram essa mudança. Se o retiro dos artistas é um santuário de memórias, ele vive hoje um momento de renovação.
Mais do que um endereço, este espaço tornou-se o destino de ícones que, após décadas, a iluminar os falcos, ecrãs e bastidores, encontraram aqui a tranquilidade necessária. O que atrai a a nossa curiosidade não é apenas saber quem chegou, [música] mas compreender que quando a vida exige cuidados especiais, é nesta rede de Anfaro que encontram o respeito que as suas trajetórias exigem.
Entre as chegadas que mais tocaram o público recentemente é a de Iris Bruzi, a eterna estrela de Valeudo e velhíssima Vedete, atriz [música] e escritora, iniciou um novo ciclo em 2024. Após anos vivendo na Florida, nos Estados Unidos, [música] o regresso ao Brasil foi um gesto de cuidado do seu filho, Marcelo Caroso.
Antes da chegada de Íris, Marcelo não poupou esforços, reformou e redecorou o imóvel que outrora pertenceu ao compositor Betinho. Pintada de lilás, a cor preferida da atriz, a casa foi preenchido com fotografias de família e recordações dos seus personagens mais marcantes. Hoje, Iris Bru vive rodeada de uma rede de apoio com cuidadores 24 horas e, segundo o seu filho, está mais feliz do que nunca, voltando a frequentar festas e a socializar com os seus pares.
Embora o diagnóstico de Alzheimer tenha apareceu no início, o mais importante é o brilho nos olhos dela, ao saber que continua a ser uma artista com vontade [música] de representar. A instituição recebeu também em fevereiro de 2026 [música] Bet Pinho. A a sua trajetória é um verdadeiro pilar da a nossa cultura.
[música] Ela é uma figura central do lendário teatro Oficina e uma das maiores defensoras da classe, tendo sido vice-presidente do sindicato dos artistas [música] durante 25 anos. Muitos de devem lembrar-se da sua história pessoal, como ex-mulher do conceituado ator Otávio Augusto, com quem teve duas filhas, Manuela e Mariana.
Ao ser acolhida numa das casas da aldeia Marieta Severo, Bet não só encontra um lar, mas o reconhecimento por toda a luta que travou em defesa dos seus colegas. É a justiça a ser feita com quem dedicou a sua vida a proteger o coletivo. O meu nome é Bet Pinho, faz um mês e 10 dias que estou a viver aqui no Retiro dos Artistas.
Por fim, março de 2026, marcou a chegada de Cmar Dinis, cenógrafo e figurinista. Ele é o génio visual por detrás de montagens inesquecíveis, como o recordista, o mistério de Irmava Vaf. Tudo bem? Eu estou bem. Você espero que goste muito da sua nova moradia. Para a sua vinda, bem como a de Marcos Oliveira, o nosso [música] querido Beiçola, consolida o retiro como um espaço de convívio [música] entre gerações de talento que ainda têm muito a partilhar.
Mas se estas são as novas histórias que começam agora, o que dizer daqueles que em momentos de extrema dificuldade recorreram a este refúgio para se reerguer? O retiro guarda segredos de superação que explicam porque é que a classe [música] artística brasileira é, na verdade, uma grande família. Nos próximos instantes, vamos mergulhar nos bastidores de quem procurou [música] proteção quando a vida a apertou.
O que acontece por detrás destes portões é talvez a maior [música] prova de amor que a arte pode oferecer aos seus mestres. O retiro dos artistas é muito mais do que um endereço. É o palco de reencontros que a vida muitas vezes separa. Ao percorrer as suas alamedas, encontrámos nomes que ajudaram a construir a nossa história. É o caso do Rui Rezende, o inesquecível professor astromar de Roque Santeiro, que desde 2019 encontrou ali o aconchego de uma comunidade que fala a sua língua.
Leovic, veterano de clássicos como Vale Tudo e Amor à vida, [música] que procurou no retiro a segurança e o convívio diário com os colegas de profissão durante momentos desafiantes. O local preserva também a elegância de artistas como a atriz Clerdigon [música] e a grandiosidade musical de Flora Furim e Airton Moreira.
O casal lendas do jazz mundial com uma carreira brilhante nos Os Estados Unidos hoje desfrutam da tranquilidade que a vida artística exige no seu ciclo de maturidade. Provam que o retiro dos artistas é acima de tudo, um ponto de encontro multicultural. [música] Mas é fundamental desmistificar uma ideia.
O retiro [música] nem sempre é um destino definitivo. Ele é, antes de mais, uma rede de amparo. A própria Solange Coutto abriu o coração em entrevistas recentes sobre a [música] a sua passagem pelo local durante a pandemia. Para ela, o lugar foi o apoio essencial quando as finanças apertaram e os cuidados de saúde dos a sua mãe, que também lá vivia, tornaram-se uma prioridade.
Solange Couto descreveu o ambiente como um abraço acolhedor, onde conseguiu reerguir-se antes de seguir novos caminhos. Vocês só tão a informar para vocês saberem que o retiro não é um lugar, uma aposilga, um lugar de velhos doentes atirados para um depó. Tal como ela, [a música] outros artistas procuraram o refúgio do retiro em momentos de fragilidade, provando que a instituição atua como uma rede de proteção em tempos de instabilidade.
Não se trata de um fim, mas de um apoio digno. E se estas trajetórias celebram a vida e a superação, esse solo sagrado também conserva a memória eterna de ídolos que aqui encontraram fá-lo até ao último instante. Agora, honraremos estas histórias daqueles que, [a música] mesmo após a partida, continuam vivos no coração de cada brasileiro.
Ao mergulhar na história do retiro, encontramos nomes que não só viveram ali, mas que transformaram o local num parte final das suas trajetórias gloriosas. Cada um deles traz uma bagagem que o nosso público conhece de cor. Começamos por Cláudio Correa e Castro, o inesquecível Normando Castor de O Cravo e a Rosa.
Após uma vida de sucessos em Valeudo e o Rei do Gado, [música] ele se mudou em 2003, encontrando-se no retiro dos artistas um cuidado que ele próprio [música] descreveu como vital, muito para além de um simples abrigo. O ator nos [música] deixou em 2005, após complicações cardíacas. Não podemos esquecer também Paulo César Pereio, [música] ícone do cinema novo e o rosto de mais de 60 filmes.
Ele viveu no retiro de 2020 até [música] 2024, mantendo a sua autêntica postura até ao fim, aos [música] 83 anos. Já o disse, Miliátium, a nossa primeira Emília [música] do Sítio do Ficafal amarelo e Judiceia de O bem amado, escolheu o espaço em 2008, onde viveu com dignidade até à sua partida em 2009. A memória afetiva também nos traz Lafaet Galvão, [música] presente em Aviagem e Terra Nostra.
Ele residiu lá de 2017 [música] a 2019. mantendo sempre a descrição que norteou a sua longa carreira. Lafaiete Galvão brilhou no pequeno ecrã. Foram 63 anos de carreira. Já Maria Lúcia Dal, [música] musa dos anos 80 e 90, com passagens por dancing day e torre de vavel, enfrentou o Alzheimer nos seus últimos [música] do anos no retiro, falecendo em 2022.

A [música] música e a TV também se cruzaram-se ali na história de Edir de Castro, das frenéticas. Com êxitos como Dancing Days e novelas como Roque Santeiro, ela viveu [música] no retiro de 2011 até 2019, recebendo todo o apoio necessário. No mesmo tom, a rainha do vaião, Carmélia Alves, viveu os seus últimos dois anos ali, sendo velada na própria instituição, [música] tamanho o vínculo que ali criou.
No fim, Sílvio Posato de Pantanal [música] e Roque Santeiro encontraram o acolhimento entre 2022 e 2025, enquanto enfrentava o Parkson. Estes artistas não procuraram o retiro como um fim triste, mas como porto necessário para terminar ciclos com a dignidade que a arte brasileira deve aos seus mestres. Desde a sua fundação em 1918, o retiro dos artistas já acolheu milhares de profissionais [música] da arte que em algum momento da vida necessitaram de apoio.
E parte dessa história de cuidados também foi construída por gestos silenciosos de generosidade. [música] Um dos exemplos mais recentes envolve a ator Nei Laorraca, um dos grandes nomes do teatro e da TV brasileira. Após o seu falecimento em dezembro de 2024, foi revelou que o artista decidiu dividir [música] o seu património entre instituições de solidariedade.
Entre elas estava precisamente o retiro [música] dos artistas, que recebeu contas de poupança e fundos [música] de investimento deixados pelo ator. Uma parte para o retiro dos artistas, o meu trabalho tinha de voltar para pro pro sítios certos, certo? Mas este tipo de gesto vem de longe. O sambista Osvaldo Nunes, pós histórica do bloco Bafo da Onça, também [música] deixou um legado semelhante.
Em seu testamento, destinou um apartamento e todos os seus direitos de autor [música] ao retiro. Comprei um par de tamancos novos para brincar, meu bem [música] no carnaval. São decisões que transformam [a música] o sucesso artístico em algo maior. Um legado de proteção para aqueles que dedicaram [música] toda a vida à cultura brasileira.
O Roasvive [música] há mais de um século graças a uma rede de solidariedade que une gerações. Sob a [música] presidência de Stefan Leian e a vice-presidência de Zezé Mota, a instituição é sustentada pelo esforço contínuo de quem entende que cuidar dos [música] os nossos veteranos é um dever de honra.
Os últimos anos, muitos artistas também se tornaram padrinhos e apoiantes [música] da causa. Atis Marieta Severo, como já referimos, financiou a construção de várias casas dentro do retiro, mas ela não está sozinha nesta corrente de generosidade. Em 2018, quando a instituição completou 100 anos, a celebração quase não aconteceu [música] por falta de recursos.
Foi então que a atriz Ana Beatriz Nogueira decidiu doar cerca de 30.000 para garantir a realização da festa. O gesto tinha um motivo especial. Uma tia da atriz já tinha sido atendida pela instituição. Outro exemplo veio de Glória Fes, que colocou 398 artigos pessoais à venda em uma campanha. Ela mobilizou a sua família num bazar solidário.
Estas atitudes mantêm a chama acesa, mas existe uma forma de ajuda que o público adora e que transforma a sua participação em algo real, o famoso brechó do [música] retiro. Muito mais do que um bazar, o brechó é um baú de tesouros da nossa cultura. [música] Lá encontra de tudo, roupa, mobiliário, discos de vinil, livros e artigos [música] de decoração.
O que torna este espaço tão fascinante são as doações inesquecíveis, [música] como a realizada por Julian Manfredini, o filho de Renato Russo, num gesto de profunda sensibilidade, doou mais de 200 objetos pessoais [música] do eterno líder da legião urbana. Desde roupas do quotidiano há artigos de decoração para um bazar solidário.
E quem não se lembra desta camisa branca [música] e dos coletes que usava durante os concertos? Imagine a emoção de um fã ao adquirir um objeto que pertenceu ao seu ídolo, [música] sabendo que com esta compra ele está diretamente a ajudar a acustear a alimentação e o atendimento médico de um artista veterano.
[música] Comprar no brechó ou fazer um donativo não é apenas um ato de consumo ou caridade, é um investimento na memória [música] do nosso país. [ressonante] Se quer ser um elo nesta corrente, procure o retiro dos artistas, [música] seja com donativos financeiros, voluntariado ou a visitar o brechó. Cada gesto garante dignidade a quem dedicou a vida a noso afinal, [a música] cuidar de quem construiu a nossa arte é a forma mais bonita de dizer muito obrigado.
Mas se a generosidade garante [música] o tecto e o conforto, há algo que dinheiro nenhum consegue comprar e que para quem vive aqui é o verdadeiro combustível da alma. A presença. O retiro dos artistas não é apenas uma estrutura de casas bem cuidadas ou uma engrenagem de doações. Ele é, antes de tudo, um palco de reencontros.
Muitos artistas que continuam no ativo ainda por lá passam para rever colegas, matar saudades e mostrar que a memória da televisão brasileira continua a ser respeitada. Foi assim em visitas de nomes como Marieta Severo, Cissa Guimarães, Mait Pro Froença e Bruno Barreto, que estiveram no local para conversar com os moradores e reencontrar amigos de longa data.
Em um desses encontros, a própria instituição resumiu o clima como um momento de arte, solidariedade [música] e laços que perduram. Isso diz muito sobre o que o retiro realmente representa. [música] Não é apenas um abrigo, é um local de convivência, cultura e reencontro, onde antigos parceiros de cena continuam a se encontrando, trocando lembranças e revivendo capítulos da história [música] da TV, do teatro e da música brasileira.
Para muitos residentes, uma visita assim significa mais do que companhia. significa reconhecimento e o público também pode participar nesta corrente do bem. [música] As visitas ao retiro são permitidas diariamente, das 9 às 18 horas, com recomendação de contacto prévio, especialmente [música] para grupos.
O retiro fica em Jacaré Paguá, na rua Retiro dos Artistas, 571, [música] no Rio de Janeiro. [música] Mais do que um lugar de memória, o retiro dos artistas acabou por se transformando-se em algo muito [música] especial. Uma verdadeira casa da memória da televisão e do teatro brasileiro. Basta caminhar alguns minutos pelas alamidas do lugar para perceber isso.
Em uma casa está Marcos Oliveira, o eterno veiçola de A Grande [música] Família, tomando um café tranquilo enquanto conversa sobre os bastidores da Globo. Noutra está Iris Bru, que brilhou [música] em grandes telenovelas, rodeado de fotografias antigas e recordações [música] de décadas de carreira.
Logo ali perto, novos moradores também começam a escrever as suas próprias histórias [música] dentro desse espaço. Atriz Bet Finho que chegou recentemente. Cada casa guarda uma pequena parte [música] da história da nossa televisão. Em algumas paredes aparecem retratos [música] antigos de novelas, peças de teatro ou capas de discos, noutras troféus, figurinos ou objetos que acompanharam estes artistas durante décadas de trabalho.
Segundo a própria instituição, mais de 6000 artistas já passaram pelo retiro desde a sua fundação, em 1918. E o mais curioso é que o local não vive apenas de recordações. Todos os meses, por ali passam mais de 2000 visitantes, fãs, estudantes, jovens atores e curiosos que querem conhecer de perto aquele espaço onde a história da cultura brasileira continua a respirar.
Muitos chegam na esperança de encontrar apenas um abrigo silencioso, mas acabam descobrindo algo diferente, um lugar que ainda se contam histórias de bastidores. recordam cenas de novelas e se revive entre amigos. Um pedaço da televisão [música] que marcou o país no fundo, o retiro é um termómetro do nosso afeto.
Ele revela a verdade nua e crua de como cuidamos de quem deu o melhor de si quando os [música] aplausos diminuem. Quando vemos o gesto de Marieta Severo, que construiu uma vila inteira para os seus colegas, ou carinho de um filho como [música] Marcelo Caruzo, que renovou a casa da mãe, percebemos que o retiro dos artistas não sustenta-se de promessas, mas de atos de amor.
Homens como Nei, Torraca e o sambista Osvaldo Nunes entenderam que ao deixarem parte dos seus bens para garantir que o futuro dos colegas estivesse protegido. Não o fizeram por acaso. [música] Fizeram-no porque sabiam que a rede de apoio mais forte não vem do estado, [a música] vem da turma. No fim das contas, o retiro dos artistas revela algo profundo, como a cultura brasileira cuida daqueles que ajudaram a construí-la [música] depois de os Os aplausos diminuem, mas vivemos numa sociedade que não valoriza de maneira nenhuma a experiência.
E agora quero fazer-te um convite especial. [música] Muitas vezes digo que os comentários aqui no canal são a melhor parte dos os nossos vídeos. E não falo isto da boca para fora, não. É aqui em baixo que a história continua realmente. Eu sempre aprendo muito com o que escrevem. [música] A melhor discussão, as memórias mais ricas e as opiniões mais sinceras estão precisamente aqui naquilo que [música] vocês partilham.
Então quero saber de si. Na sua opinião, o Brasil valoriza como deve os artistas que marcaram a nossa história. Acha que a nossa classe artística recebe o Anfaro que merece? Deixe o seu comentário e diga as cidades de onde está assistindo. Ó, se gostou deste vídeo, não se esqueça de deixar o seu like, ok? E de se inscrever aqui no Quem Quem para não perder as próximas novidades.
Vou deixar outro vídeo para si aqui nos carts, que é sobre a vida de Roberto Carlos. Basta clicar aqui neste card que vai ficar a saber como vive o cantor hoje em dia aos 85 anos de idade. É um vídeo muito inspirador que vale a pena ver. Eu vou ficando por aqui, mais uma vez o meu muito obrigado e até ao nosso próximo vídeo.