Tente não chorar: Ele vive sozinho, morou e se alimentava do lixão -H
Mas a solidão, vou-te falar, [música] não é da família da gente [ressonante] adoece não há quem cuide de nós. Abandonado, senor no mundo aí se não chega uma pessoa de bom coração que diz alguma coisa, a gente continua naquela vida ali sem saber o que fazer. Senhor sente saudades da sua família demais.
[música] Às vezes senti muita dor de barriga e depois ficava com medo. Pedir a Deus sempre, senhor, preciso, estou necessitado, Deus, não é? Depois pegava com Deus para aquilo ali não me fazer mal. Mas comi muitas vezes comida do lixão mesmo. Não vou mentir, não. Pão comi muitas vezes mesmo. [música] [música] A história que vê nesse momento realiza-se na cidade de Goianésia do Pará.
E é exatamente aqui que nós estamos agora. Quero contar-te um pouco da vida sofrida, do drama enfrentado pelo seu Ítalo de 56 anos. Ele já viveu no Leixão e é daí que retira o sustento para enfrentar os dias que são muito difíceis. atualmente vive de aluguel numa casa [música] precária e sente muitas saudades da família que vive em outra cidade.
Ele passa por tanta coisa que às vezes nem se consegue explicar. O seu Ítalo recebe-nos nesse momento e você com o coração aberto acompanha mais uma história. Eu peço que partilhe este vídeo com os seus amigos, que você deixe um comentário e um like para ajudar esta história a chegar mais longe. Talvez a nossa chegada represente para ele alívio e a esperança.
Estamos definitivamente na casa do seu Ítalo, que tem 56 anos. E esta história acontece, como disse há pouco, aqui na cidade de Goianésia. Hoje contamos a dura realidade, o caso, o drama vivido por este senhor. Boa tarde. Boa tarde. Prazer. O prazer é todo meu, meu amigo. Nós estamos aqui neste momento na sequência de um pedido de ajuda feito para o Senhor.
As pessoas pediram para que estivéssemos hoje aqui a contar um pouco da sua história, da sua situação e mostrando a sua difícil realidade. Há quanto tempo o senhor vive nessa cidade? 10 anos. Cerca de 10 anos. É, atualmente o senhor tem algum familiar aqui? Não, nem só eu próprio estou aqui. Só alguns conhecido que ainda vê a gente ainda.
A gente consegue ainda ir na carra de um e do outro. Aí, às vezes ele dá aqui uma força [música] ocular, mas não é muito, sabes, não é? Sim. Pois é. Aí tenho que enfrentar. É só mesmo. Atualmente trabalha com quê? Conta ao pessoal. Eu por enquanto só reciclagem mesmo. Eu c ferro, é latinha, é cobra, é metal, essas coisas aí. O senhor trabalha com esta atividade já há muito tempo, não é? Aham.
Só que eu faço é é vender já aos compradores que compra aqui na Goianesa mesmo, certo? Que não é muita coisa, não é? 1 kg de ferro tá 60 cêntimos, 50. [música] Depois o cobre que é mais caro um bocadinho, mas é difícil, não é? E depois a gente vai juntando, eu menos para alugar, mas muitas vezes ainda falta, não é? Ainda vez que eu tenho que me aper realmente para renda ainda ainda dá.
Atualmente o senhor vive nessa casa, mas viveu muito tempo no lixão. Vivi no lixão, exatamente. Como era a vida do senhor lá? Aí comecei, não tinha muita experiência, eu cheguei, não havia muita condição. Aí eu comecei a trabalhar, mas não sabia. Aí os outros é que me incentivavam. Aí fiz um barraco ali mesmo.
Aí comecei a transportar água às costas, no carote, que não tinha nenhuma bicicleta. Aí do meio para o fim comecei a trabalhar e aprendi a mexer ali mesmo. Eu comia lá mesmo. Às vezes as pessoas que tinham pena de mim levava lá alguma coisa, atirava para lá que às vezes ainda estava gelado, eu pegava, não é? Depois comia lá mesmo e às vezes dormia por ali mesmo.
Até que veio o outro lá e disse-me que não, tem que ir para a rua. Aqui não dá. Aqui é um sítio que vem muito marginal, não sei o quê. Eu disse: “Rapaz, aqui nunca veio ninguém assim assustar-me, não. Depois fez-me medo eu vim aqui para cidade, não é? Aí eu estou aqui agora a pagar o aluguer, né? O senhor vivia no lixão e depois o pessoal incentivou o senhor a sair.
Foi algumas pessoas deram conselhos que disse que ali não não era lugar não era um um lugar agradável que era perigoso não sei o quê que lá era lugar de que ia muita gente não sei quê. Bom eu nunca vi, não é que eu dormi lá nunca vi a pessoa chegar lá foi muito difícil. Já foi assim algumas vezes assim, mas não é lá essas coisas de fazer o mal.
Aí dormi sozinho lá muitas vezes, passei anos lá, comia lá mesmo e vi embora lá mais por causa do do conselho. Bom, e eu estou aqui, não achei mal, não. E antes eu nem do falando, carregava nas costas do rio que não era não era muito perto. E a comida de lá O pessoal que dava ou às vezes também só apanhava alguma coisa que que estava no lixo, por exemplo? Às vezes no lixo cru, a que chamamos lixo cru queimado, não há quando não põe fogo, a gente vai apanhando para apanhar as latinha e depois encontra um pouco de arroz, encontra um pouco de feijão. E até
carne também. Aquilo ali a gente vai juntando e depois escapando com aquilo ali. Senhor comia então alimentos. Depois vi quando quando não estava estragado, quando estava estragado, agora quando dava para comer, comíamos. Depois quando arranjava um dinheirinho, quando a gente vinha, que sabe que é pouco, a gente comprava alguma coisa daqui, mas tu sabes que não dava para muita coisa.

O Sr. Ítalo, não tinha medo de comer comida acada no lixo. Eu chegava a dar dores de cabeça e, por vezes, senti muita dor de barriga e depois ficava com medo. Pedia a Deus sempre preciso, estou necessitado, Deus, certo? Depois pegava com Deus para aquilo ali não me fazer mal. Mas comi muitas vezes comida do lixão mesmo. Vou mentir não.
Pão comi muitas vezes mesmo. Eu não vou mentir, não. Vezi as coisas boainha às vezes que não estava nem perdido. A gente comia aí dava para escapando. Mas a solidão, vou-te falar depois vai indo, a gente habitua-se. Aí mcia o dia sozinho, lavava os dentes, a vez lava alguma coisa, tomava um café e caía na na catar esse ferrinho aí, esse negócio, quando não havia muita gente, se fosse hoje até que ainda dava mais ainda, agora que está cheio lá agora.
Entendi. Agora está cheio lá, pessoal. Então, durante estes anos, só para o pessoal poder entender, o senhor viveu ali no lixão, reciclava os materiais, em alguns momentos, aliás, em muitos momentos alimentou-se da comida descartada no lixo. Foi verdade? Não foi mentira, não. Do meio para o fim, o senhor recebeu incentivo, conselho das pessoas a abandonar aquele lugar.
É, deixar lá. e vir viver para a cidade. Pois, arranjar um lugar aqui. Hoje o senhor está a viver nesta casa que é uma casa humilde. Justo. Alugado. Alugado. Quanto paga o senhor aqui? Pago R 150. Estou a pagar R$ 150. 150€ por mês. É. O seu aluguel tá em dias? Ok, graças a Deus. Está tudo organizado, tudo direitinho.
Pergunta: “O senhor prefere viver aqui ou ali?” Não, hoje prefiro viver aqui. Melhor do que lá, não é? Que lá eu dormia era não tinha cimento, não é? E depois também não era fechado, era um barraco aberto. Agora antes que não tinha era obrigado, era melhor porque, não é, um não chegava lá a dizer: “Não, eu tenho lá um lugar, vamos embora, vai para lá”, não é? Nem agora havia uns deu conselhos para eu vir, mas também não me deu assim.
Toma lá aquela casa para para si viver. Pessoal só aconselhou, olha, é melhor só ir para a cidade. É precisamente. É, senhor não tinha medo de adoecer naquele lugar? Muita vez me preocupei caí em depressão muitas vezes, mas apanhei com Deus. Apanhei com Deus eu, não é? sobre comer a comida, aqueles alimentos às vezes, quem sabe se não tinha algum alguma coisa dentro da e o gajo bater as botas na hora lá.
Mas graças a Deus que isso aí eu não posso falar do povo da não, que eles não são assim tão maus para o fazer. Mas imaginava, eu disse, vou tomar este refrigerante aqui mesmo, às vezes até está gelado, mas quem sabe que não tem alguma coisa lá dentro. Então senor, pedia a Deus para que nada acontecesse. Graças a Deus, até hoje estou vivo pelas graças de Deus.
Qual a parte difícil da sua história até aqui? Aquela parte onde mais fez o seu coração doer. Eu estar longe da minha família, da minha filha, da minha mãe, dos meus irmãos. Cal da família da gente adoece. Há quem cuide da gente [ressonante] abandonado, senor no mundo. Aí se não chega uma pessoa de bom coração que que diz alguma coisa, continuamos naquela vida ali há saber o que fazer.
Senhor sente [música] saudades da sua família demais. Como é que a sua filha se chama? Luana. Luana? É. É. Mas que me criou mesmo foi que vive a a minha família foram os meus tios que me criou. [música] Certo. Se o Sr. pudesse enviar um recado à Luana, que é sua filha, o que é que o senhor diria para ela? Eu disse dizer para ela para que vocês vêm aqui, pudesse falar com ela também.
Se ela pudesse vir aqui também, se ela puder aqui, pode vir mais, ela tem mais, tem três filhos, não tem? Muitas vezes é os filhos que atrapalham também. Ela também tem a sua vida, tem, tem a família, há a mãe dela que ela vive, mas a mãe dela lá. Entendi. Depois, a questão da solidão, de não ter pessoas da família por perto, isso pesa muito no seu dia a dia.
É isso que eu achava que não ultrapassava, como eu tenho a minha filha. Aí eu disse: “Rapaz, é muito é mau a gente, fiquei sem o meu pai, imaginei, eu tenho a minha filha e ficar [música] sem pai é mau, eu vou viver pelo menos para poder ajudá-la, quem sabe no futuro ela não passa o que eu passei.” Depois se eu arranjar alguma coisa agora para frente, aí ela também não vai sofrer igual eu sofrir.
Não tem cair em depressão tal como eu cair. Eu sei que ela não vai passar por isso, não. Mas aí já tem alguma coisa. Se pudesse o Sr. vivia com ela na cidade dela. Pois, todos os dias eu tomava a benção dela, conversava com ela, puder dar um presente também, certo? Ela ela é aqui demasiado invocada para vender as coisas dela.
E ela, ela é vendedora. Pois, ela vende. Ela vive em que cidade? Ela está na Tailândia. Tailândia do Pará. Aqui perto. É 1 hora:45 minutos de distância. Eu acho que há quanto tempo o senhor não vê ela? Vai, acho que tem mais de um ano só que ela veio visitar-me lá, mas eu tava não tava na minha casa ainda, na casa de um senhor que que viajou e deixou lá olhando para as coisas.
Meio que ele ligava, mas não era para mim, ligava ao vizinho, não era assim de de senhor não tem telefone, não sabe mexer com telefone? Não sei, não entendo o telefone de jeito nenhum. Será que a Luana aceita que o senhor se mudar para perto dela? Bom, de lá se eu tivesse um sítio para eu ficar sim. E assim que também pudesse trabalhar, certo? O negócio da saúde também, não posso trabalhar no pesado, que se pudesse ia trabalhar no serviço pesado.
Senhor, tem alguns problemas de saúde? Tenho. Eu fui à serração, mas não aguentei. Eu trabalhei do um dia não aguentei, no outro dia, depois fui novamente não aguentei a perna, doeu isto aqui, doeu a perna e tentei e não consegui mais de jeito nenhum. Eu cansei-me, não aguentei a serração.
O senhor tem dores de cabeça muito fortes? Tem. Às vezes eu falei, falei por que hoje que eles vêem eu não estou sentindo? Eu fiquei invocado e da maioria das vezes, quase todo o tempo, eu Sinto a dor de cabeça e a fraqueza que est fica na situação em que não posso nem conversar. [ressonante] Às vezes o senhor nem aguenta ir trabalhar com recicláveis, não é isso? Às vezes não vou, às vezes falta o dinheiro, vou às vezes porque é o jeito, tenho de ir, falo tenho de ir, levanto uma can às vezes perna doendo.
Se o senhor não trabalhar, o que é que acontece? Eu morro de fome. Morre de fome. Vocês só vão encontrar quando os abutre tiver sentado aí, igual aconteceu com outros de lá, [ressonando] lá para baixo que acharam morto aqui com quatro dias. Se não brincar com quatro dias que onde alguém sentiu, rapaz, os abutre tá sentado, alguém tem ali uma coisa errada, vão empurra a porta que nem fez lá o gajo lá quebro, entro pelo buraco ali para o gajo tá morto aí.
Atualmente o senhor recebe algum benefício? Não, ainda não consegui, não. Que eu fui lá não consegui, não. Assim tudo o que o senhor consegue é fruto do seu trabalho. É justamente é só da da do que eu faço mesmo, não é? Isto aqui é o ferro velho, certo? Que a gente junta lá o ferro, que a gente chama o ferro, certo? E este aqui recicla lá, certo? A gente vende pro para o o gajo da sucataria, aí ele já vende ao camião, o camião já entrega lá à cideruja. É assim.
E os litros é litro também, garrafa, estas coisas. Esse material o senhor recolheu aonde? Lá no lixão. Todo este material? É, este é já é já é já é resto que é para jogar para o pr pro pro camião levar ao coletor. Não tem. Então nesta casa o senhor paga R$ 150 por mês. É. Está feliz morando aqui, rapaz. Não posso dizer que ah não, que está pior não, que não tinha outra opção.
A minha vontade é que se não tivesse casa, mas tivesse perto do de de alguém assim que nos apoia. Vai lá, vem aqui no que nem que nos manda, mas a gente está ali perto de alguém que conversa connosco de manhã ced a as pessoas tomam café juntas, a gente amanhece o dia, anoitece sozinho, sente uma dor aí ninguém.
É certo que se clamarmos aparece alguém, mas no caso, se for uma dor ter mesa, morre-se que nem se vai sentir. O senhor sente-se abandonado? Sinto, sinto abandonado. Ninguém que eu não sinto abandonado assim que se fosse o irmão meu, eu na altura vais lá em casa almoçar, vai jantar, depois vem aqui, fica mais nós, faz aqui, isto aqui mais nós, vamos embora para tal lugar.
Aí sim. Aí não é abandonado, não, mas ficar assim. Explica-me melhor os quartos aqui da sua casa. Aqui, por exemplo, é a sala do senhor. Aqui acho que é a varanda, não é? A sala é ali. É, Pois é. Aqui no caso é a varanda que a pessoas quando desde menina vi no caso aqui pelo a divisão, no caso aqui que a primeira é a varanda, a segunda é a sala, depois mais tarde é que há a cozinha.
Mas aqui no caso no no caso é 4arto, não é? O senhor tem documentos? Tenho. A minha menina veio, ela me ela ela arranjou-me que eu Ela organizou. Pois é. A minha cabeça está tão fraca que nem tive condição de lá tirar cela. Sen sabe ler? Sei, mas não é assim para dizer assim que é desenrolado totalmente.
Você não, eu vou-te dar este texto aqui, tu vais resolver. Não, não dou conta. Se a sua filha Luana aceitasse que o senhor vivesse perto dela, tivesse um lugarzinho para o senhor ficar e trabalhar, senhor mudaria para aquela cidade? Uhum. Sairia daqui, no caso, na hora? De qualquer modo, se eu tivesse aqui, não vou dizer que o povo é mau, mas se eu tivesse aqui, tipo uns amigos assim, certo? Mesmo que viessem cá, não, vamos tomar café aqui hoje, mas você almoçar não tinha problema, mas eu não tenho.
O senhor sente falta de uma companhia? Justamente uma ou menos uma pessoa que nós vê, né? Entendi. Pois é. Aqui é a cozinha. Então, no caso aí é é no caso é não sei porquê se aqui é a varanda e não sei se ali é a sala ou é a cozinha. Não sei que [risos] tu dizes lá o que é que tu achas que aqui é quatro quarto, não é? Vamos aqui. Vem cá.
Vamos entrando, por gentileza. O senhor que tem de me explicar aqui tem fogão, rapaz. Não é que fosse da menina que vocês fez a casa dela. E isto aqui é a mesa. Ah, gente, olhem, deixem-me contar uma coisa para vocês. Este senhor aqui é o senhor que a dona Elenilde tem amizade. Falou. Ela que indicou o seu caso para que nós viéssemos aqui averiguar.
E este fogão pertencia a ela. Uhum. Ela estava na casa. Ela já ajudou muito, sim. Dona Lenilde. Rapaz, às vezes eu chego aqui não há comida pronta e chego fraquinho que nem estou-te a dizer, sem condição. Aí eu corro lá, ela já almoçou, depois dá-me almoço, jantar. Não posso negar, não. O que ela lá tiver, ela sempre, ela me ajuda.
Tem um bom coração. Aqui está a mesa do senhor improvisada. É, pus aqui por enquanto o tanque sem tampa. Depois pus no lugar aqui para gente pôr aqui. A questão da alimentação do senhor aqui, por exemplo, é fraca. Falta muita comida aqui. Falta que às vezes o que conseguimos comprar é arroz e feijão, não é? E depois a carne do sabe o preço que é.
Nem todos os dias a gente pode comer carne. Já chegou um dia em que não havia absolutamente nada, nada, nada. que vou a casa do vizinho. Chegou o senhor fez lá comida? Ele o velinho também lá ele diz: “Tem comida aí, senhor? E é reformado, ele não pode trabalhar”. Depois fico com vergonha, mas vou lá e como um bocadinho da comida dele, não sei o que é que eles falam.
Depois chego a casa e no outro dia vendo alguma coisinha muito fraquinha, depois vou lá comprar alguma coisa, mas agradeço a Deus por isso, não é? O senhor está mesmo a trabalhar só para comer, precisamente isso que é só mesmo para a comida mesmo. Qual o sonho do senhor? Rapaz, eu eu tinha vontade de de de reerguer-me, não tem assim bo uma vida melhor de vez.
Como é que o senhor imagina uma vida melhor? uma casa, um terreno, um material de eu trabalhar, um capital para eu pôr para a frente, não tem aí para até quando chegares vir me visitar aqui, tenho aqui uma mesa, está entendendo? Aí puder até tomar um café junto aí, não é? Sentar. E como é que o senhor fala de material para trabalhar? O que é que exatamente que o Sr.
precisa? É uma balança e uma balança para pesar as coisas. É. E uma carroça que a moto já tenho, certo? uma pequena carretinha para poder ajudar a recolher os materiais. Só tem uma mota, essa mota já é bem velhinha também, mas está a andar. Velha, tá, tá aí e e um e um capital também, não é, que é para mim investir um valorzinho para o senhor ir comprando materiais de outros coletores e revendendo pro pro comprador é que leva para a ciberústica.
É, entendi. Depois, depois no caso quando ele vem aí, se for no caso eu já remondo, não fico sem o o seu capital, já o seguro, não é? Entendi. Casa de banho desta casa, onde está? Não tem. Tem este lugarzinho aí, ó. Aí que é estar só, só no sítio só que se mexer muito para que é ele cai. Aí o negócio é que é cai.
A água que o senhor bebe vem da onde? Venda desse poço aí. Sobre a água não posso. A água é boa. A água é boa. É boa. Graças a Deus. Eu tampei direitinho lá. Só tem de fazer a boca, certo? Entendi. Aqui no caso é a casa de banho. Pois, está numa situação muito complicada, você pode observar agora. Eh, nem preciso referir nada sobre, certo? Uma situação bastante difícil, gente.
O seu Ítalo, ele vive uma realidade. É preciso ter cautela para poder compreender esta história, por é uma história com muitas camadas, não é? Portanto, já é um senhor de uma certa idade, é um homem novo, teve uma grande passagem pelo aterro da cidade e ali naquele lixão ele eh, infelizmente veio a alimentar-se por diversas vezes.

É dali que tira o seu sustento, veio embora para a cidade, alugou esta casa, tem a despesa da renda e é uma pessoa que precisa muito de ajuda porque não tem rendimento nenhum, nenhum tipo de benefício do governo que ele possui. O senhor já tentou um benefício? Tentei já, mas foi negado. Foi negado que eu eu fui lá que ele disse que era 600, depois disse: “Não, é 300”.
Eu falei: “Mas já serve?” Ele: “Não, mas tu não tem referência do colégio. Você tem, estudaste quantos anos?” Eu disse: “Não, nunca estudei na Goianela”. Ah, pois não faz, não. Aí já ficou difícil, não é? Então, hoje o senhor está eh desamparado. Desamparado. É verdade. Verdade. Sem ter para onde ir, sem ter o que fazer, sem ter forma de se manter.
Sem sem sem se não fosse esta reciclagem. É, eu já eu ou já tinha morrido ou tinha-me entregue por tinha ir lá para ir para qualquer sítio ali onde não era bom, porque eu sem condição para todo o lado que vai, como é que vai? Eu fico a imaginar, vou para São Paulo, mas talvez lá ache que é a minha colha, mas como é que eu vou viver em São Paulo, na grande cidade que eu nem sequer não nem sei como é que é, porque lá aí aqui vês como é que é, depois ninguém liga para ninguém.
Ah, é complicado. Pois é. Aí esse outro quarto do senhor, senhor ainda cria uns gatinhos também, ó. Que que aconteceu? Abandonado. Eles estava Entrou aí, eu nem sei quem é. Estava abandonado. Estava abandonado. É. Agora estou a viver com o senhor. É, está a viver. Eu tôando. Falei, rapaz, enquanto eu tiver a viver, vocês vão [gargalhadas] viver.
Vai vivendo mais eu aí. Muito bem. Aqui é o local que o Sr. cozinha. É. Aí, por isso senhor está sem gás. É até que se formos para para trocar o gás, depois falta o da bóia, certo? Aí demora. Sem gás agora, praticamente sem gás. Mas aquele botijão ele aquele fogão funciona? Funciona, mas só ligo só para fazer um café, coisa só emergência.
É só emergência. O senhor também gosta de estar economizando justamente. Depois hoje mesmo já fiz o almoço lá. O senhor fez aqui o almoço? Foi. Só acende o fogo aqui dentro mesmo? Que que foi o almoço do senhor hoje? Nem fui eu que o fiz. Foi. Foi hoje. Hoje fui eu próprio que o fiz. Quando eu cheg O que foi o almoço hoje aqui? Arroz com quiabos.
Arroz com quiabos. Posso abrir? Isto aqui vai ser para o jantar também. Vai. [risos] Pronto. E aqui depois tem um um pedaço de frango ali. Frango. Frango e arroz com quiabos. Hoje já comprei, certo? Já fui hoje já, certo? Eu fui lá à sucataria do homem lá e e vendi lá algumas coisas, umas latinhas. Assim o senhor passa a maior parte do tempo na rua atrás deste material é para poder obter valores para comprar alimentação.
Justamente. E esta outra aqui funciona? Essa outra dizendo que o gajo que põe o gás diz que ela funciona. Esta em baixo aqui não tem. Entendi. Se colocar o gás a parte de cima está a funcionar. Ok, tá funcionando. A única que está, eu Fiquei invocado porque aqui em baixo não funciona, em cima funciona. Em cima funciona, em baixo não funciona.
Aqui é água. É por aí. Aquilo ali veio lá do lixão. Vou deitar fora. Não presta, não. Isto aqui não. Essa esse sumo aí. Ah, este sumo se trouxe. Pois, vou deitar fora. Eu tentei, mas já está vencido já. Pois, ele está bem estranho. Tá, tá, tá. Acho que não é bom. Não é bem se eu tomar não. Não vou tomar mais, não.
Este sumo aqui é lá do Paraná. Suco prat. O objetivo deste vídeo é solicitar ajuda das pessoas para que possamos ajudá-lo a reerguer-se. Justamente. Não posso prometer exatamente o que que vamos conseguir de facto, mas a sua história é com certeza uma história muito comovente e há pessoas que se vão identificar.
Não estou a criar vaquinha como sempre costumamos fazer, mas pode entrar em contacto connosco, enviar a sua ajuda, que no nosso retorno a gente entrega aqui ao Senhor. Tô trazendo um cesto de alimentos, obviamente que nós não estamos aqui de mãos eh a abanar, digamos. Eu tô trazendo uma ajuda, espero que o Sr. receber de coração e convocando todo o público que nos acompanha para que possa somar esforços juntamente connosco nessa a sua situação.
Para dizer a verdade, eu nem sei por onde começar. São tantas as coisas, muito, é muito, mas comecemos pela alimentação. Se providenciarmos a alimentação, o valor que o senhor ganha a trabalhar, o senhor vai conseguindo juntar, juntar que até dá para comprar o objeto, certo? Tipo a balança aqui. Estamos trazendo aqui para o senhor essa cesta.
Muito bem, tá? Cesta bonita. Uhum. Tudo o que está aqui o senhor pode comer. Tudo pode. É. Aqui há 10 kg de arroz, há feijão, há café, tem bolachas, tem óleo, tem sumo, tem margarina. Uhum. Um monte de coisas. É boa, ó. Está maravilhosa, né? Boa. É. Aqui nós temos também uma cartela de ovos aqui. Uhum. Um alimento bom.
O alimento que está mais em conta, digamos assim, no Brasil hoje. Aqui temos, ó, de uma olhada, por favor, um negócio pesado aqui. Eu acho que é o frango, não é? Franguinho aí é o frango enrolopado, certo? Que chama, certo? Isso. O iogurte. Muito bem. Frango e iogurte. Deixa-me ver o que mais. Eu acho que aqui são legumes, ó. Tomate. Muito bem.
Cebola e alho. E alho. Aham. E aqui tem um pãozinho maravilhoso. Muito bem. Queria, eu queria que o senhor pegasse num copo para experimentar este produto aqui. Está bom. Eu trouxe hoje a merenda para o senhor. Combinado? Ó, rapaz, quantas vezes nós precisou dessa lanche, viu? O milagre chegou. Muito bem. Senhor, tem aí um copo? Tem.
Pode deixar que eu abro ao senhor. Pegue lá. Tem que ajeitar aqui direitinho. Se encontro aqui um copo. Está bom. Vamos aqui, pessoal. Ele vai tentar localizar um copo. Quer dizer, tá procurando. Está procurando. Há vezes que nem eu entendo aqui onde é que estão as coisas. Eu acho que isto aqui dá. Pronto. Dá. Só para o senhor mesmo.
Pode colo aqui. Não quis abrir, não. Eu acho. Pronto. Vai experimentar aí. É. É bom que janta o senhor não precisa mais fazer hoje hoje. Tá tá, né? Graças a Deus está bom demais. Aqui há o pão, ó. Pode levar pão. Deixa eu tirar aqui este microfone não fazer barulho enquanto o senor come lá, para o pessoal poder ter uma melhor experiência.
Quiser pegar no pãozinho, pode estar à vontade. Pessoal, então, como eu estava a falar agora há pouco, [música] gostaria muito que vocês nos ajudassem a abraçar essa história. Eu sei que apanhar novos casos traz-nos automaticamente mais responsabilidade e o nosso trabalho acaba por ser mais extenso, talvez até mais cansativo.
Não sei como entende esta parte, mas quando olha para a história do seu Ítalo, não pode não tentar ajudá-lo. Esta história marcou-me muito e eu gostaria que fizessem um esforço para melhorar as condições de vida dele. É claro que é uma história com bastante coisas para se descobrir, com bastante coisas para se esclarecer, mas neste primeiro momento prefiro apenas me agarrar à necessidade dele.
Para mim é tudo o que importa. Ele mencionou sobre uma filha que vive na Tailândia. A sua mãe também vive na Tailândia. Como é que ela chama a sua mamã? Mãe vive em Iracema. Ela mora em Cametá agora. Está em Cametá. Ah, Cametá. A Dona Iracema, que é a mãe dele, tem uma filha. Então, temos que, não é, entender que há ali várias coisas a observar.
Uhum. Se a filha quiser que o levemos para cidade onde ela vive, ah, Elise, eu Gostava que trouxessem o meu pai para cá. Aqui ele vai trabalhar, mesmo sendo na mesma atividade, mas vai estar perto de mim. Eh, algo nesse sentido, a gente pode fazer esse esforço também, sem problema nenhum. Ora, caso a família não queira, eh, podemos continuar a acompanhá-lo aqui dentro das as nossas possibilidades. Só nem comeu pão.
Eu eu vou comer mais logo. Mais logo. Está bom, tranquilo. Pessoal, vou então finalizando este vídeo. Eu acho que deu para perceber um pouco da história aqui do seu Ítalo. Novas gravações, novos episódios e atualizações posso fazer sempre que regressar a Goianésia. É, vamos ser bem-vindos aqui na sua casa na hora na hora que E aquele telefone ali? [risos] Ah, não, acho eu, não é? Ah, o senhor encontrou no lixo.
Se eu soubesse reparar, talvez até prestar, mas não sei, ainda não compreendo. Como é que o senhor fala com a sua família, com a sua mãe, com a sua filha? Eu ten um vizinho ali. Depois ele liga, ele liga, depois falo com ela lá. Mas eu não percebo nadinha, menina. Às vezes o telefone desliga lá, nem sei ligar de novo.
Às vezes fica na chamada sozinho, a falar sozinho e o pessoal já desligou. Já desligou. Não, talvez outra liga lá e atrapalha lá. Não, nesse dia tentei falar com a mãe e atrapalhou. Hoje que eu vi, resultou eu falar com ela. Entendi. Olha, manda um abraço aí para o pessoal que está a ver, que acompanhou a sua história até aqui e a gente espera regressar muito em breve, tá bom? Um abraço para vocês e que toca no coração de vocês aí, vê a minha situação, vê a minha necessidade, ajuda-me lá que eu que Deus tudo retribui.
Tudo o que fizerem por mim, Deus vai pagar por mim. Eu agradeço. Grande abraço, malta, e até à próxima.