Aos 72, Fábio Jr Recebe Notícia Devastadora Sobre Sua Saúde

Aos 72, Fábio Jr Recebe Notícia Devastadora Sobre Sua Saúde

no seu sonho [música] e vai à luta que pode dar certo, hein? >> Aos 72 anos, Fábio Júnior, um dos maiores ícones da música brasileira, recebe uma notícia que devastou sua vida e emocionou o Brasil inteiro. Uma revelação sobre sua saúde que ninguém esperava e que a maioria ainda não sabe de verdade.

 Fica até o final porque o que você vai descobrir aqui vai te deixar sem palavras. E se ainda não segue o canal, segue agora e ativa o sininho. Existe uma imagem que o Brasil guarda de Fábio Júnior. voz que embalou gerações inteiras. Aquela mistura de intensidade e suavidade que fazia a mulher brasileira parar o que estava fazendo e ouvir, o rosto que estampou capas de disco por décadas, o homem que cantou pai para um pai que lhe deu um violão e que depois se viu cobrado pelos próprios filhos sobre o tipo de pai que havia sido. A ironia quase cruel dessa

distância entre o que se canta e o que se vive. por mais de 50 anos, Fábio Júnior foi exatamente isso que o Brasil precisou que ele fosse. O cantor romântico maior do país, o galã das novelas que mulheres amavam e homens respeitavam, sem entender muito bem porquê, o intérprete que transformava sentimento em melodia com uma naturalidade que parecia não custar nada. E custar custava.

 A conta viria depois, apresentada por filhos que cresceram sentindo a ausência, por ex-mulheres que viveram as consequências de um homem apaixonado demais pela própria intensidade, por uma vida pessoal que parou de caber em qualquer narrativa simples, muito antes de chegar aos 72 anos. Mas existe uma outra história, a do menino do Brooklyn, que trabalhava na banca de jornais do pai enquanto sonhava com palcos.

 a do jovem que cantou em inglês com nome falso porque o mercado brasileiro ainda não estava pronto para aceitá-lo. A do ator que apareceu numa novela e apaixonou uma colega de elenco que se tornaria uma das maiores atrizes do país e que se separaria dele 4 anos depois num divórcio que marcaria os dois para sempre.

 a do homem que se casou sete vezes, não por frivolidade, mas com a convicção renovada a cada vez de que dessa vez seria diferente. E a do artista que chegou aos 72 anos, sendo ainda o mesmo que sempre foi, intenso, contraditório, incapaz de fazer nada pela metade e que em 2026 viu um dos filhos expor publicamente uma ruptura familiar que o Brasil inteiro parou para acompanhar.

 É sobre essa história que este vídeo foi feito. Fábio Correa, Airosa, Galvão, nasceu em São Paulo no dia 21 de novembro de 1953, não em alguma cidade do interior. Esse detalhe entra no roteiro, por engano, misturado com a imagem que ele sempre transmitiu de algo enraizado, interiorando, ligado a uma certa ideia de Brasil profundo.

 Mas Fábio era paulistano do Brooklyn, bairro de classe média da zona sul da capital, filho de Antônio Luiz, que trabalhava como taxista, e de Nilva, professora de piano. O segundo dos três filhos do casal, os irmãos Danilo e Heraldo, completavam o trio. Cresceu numa casa que não tinha dinheiro sobrando, mas tinha música em todos os cômodos.

 A mãe ensinava piano. O pai, que não era músico profissional, mas amava música com a seriedade de quem trata isso como coisa séria, foi quem deu ao filho primeiro violão. Esse instrumento virou o eixo em torno do qual tudo o mais se organizou. A família não era rica. Fábio, ainda adolescente, trabalhou na banca de jornais que o pai montou para complementar a renda doméstica.

 acordava cedo, ajudava a organizar as pilhas de revistas e jornais, fazia entregas nas casas dos assinantes. Era o tipo de trabalho que ensina a acordar cedo e a entender que o mundo não espera ninguém. Mas o sonho ficava paralelo a tudo isso. Silencioso e obstinado como sonhos são quando ainda não tem nome.

 O violão do pai mais os irmãos Danilo e Heraldo resultaram no primeiro grupo. Eles se chamaram Os Coleiais primeiro, depois Os namorados, depois Bossa 4, depois Arco-íris. A sequência de renomeações de um grupo de adolescentes tentando encontrar uma identidade dentro do som que a televisão dos anos 1960 produzia aos montes.

 No auge da Jovem Gua, participaram do programa Miniguarda da TV Bandeirantes, aquele celeiro de artistas jovens onde Ed Carlos, Mário Marcos e outros meninos de vozinha afinada faziam o Brasil assistir à televisão no fim da tarde. Foi nesse ambiente que Fábio fez seus primeiros contatos com a câmera e o microfone, não ainda como cantor solo, mas como parte de um conjunto, um menino, entre outros meninos cantando músicas de época para plateia de crianças.

 E foi também aqui que aconteceu o episódio que, segundo contam, quase o tirou da música para sempre. Um diretor de televisão, assistindo as apresentações do grupo, disse ao jovem Fábio que ele não sabia cantar, que tinha jeito para dramaturgia, não para música. A observação feita com a crueldade casual que pessoas em posição de poder às vezes exercem sobre jovens que ainda não têm estrutura para filtrar, poderia ter encerrado a hisó a história ali.

 Não encerrou. A paixão pela música era mais forte do que a avaliação de qualquer diretor. E o pai continuava em casa tocando violão. E a mãe continuava sendo professora de piano. E havia algo dentro daquele menino que não estava disposto a aceitar o veredicto. Nos primeiros anos da década de 1970, o mercado fonográfico brasileiro tinha uma estranheza que hoje parece coisa de outro planeta.

 Uma das formas mais rápidas de chegar ao sucesso era cantar em inglês. Não porque o público brasileiro entendesse inglês, a maioria não entendia, mas porque o idioma carregava um status aspiracional que o português ainda não tinha conquistado no mundo da música pop jovem. Fábio entrou nesse jogo com a seriedade de quem joga para valer.

 Criou o alterego Mark Davis, nome que soava americano o suficiente para funcionar naquele contexto, e começou a lançar material em inglês. Em 1974, com esse pseudônimo, emplacou a canção Don’t Let Me Cry. A história por trás da canção é uma das mais perturbadoras da carreira dele. A música havia sido composta para uma namorada que tinha morrido no incêndio do edifício Joelma.

em São Paulo, no ano anterior, 1973, um dos maiores desastres urbanos da história da cidade, que deixou 179 pessoas sem vida num edifício em chamas no coração do centro paulistano. A canção era um luto que virou hit. O público ouvia e não sabia, e talvez não precisasse saber, que por trás da melodia havia uma perda real, um nome, uma pessoa.

 Mark Davis durou o tempo que durou. Fábio percebeu com a lucidez prática de quem está tentando construir uma carreira de verdade que cantar em inglês era um teto, não uma plataforma. Para ser o que ele queria ser, precisaria ser ele mesmo. Adotou o nome Fábio Júnior. Fábio porque não queria ser confundido com o ator Flávio Galvão, que tinha algum reconhecimento à época.

 E Júnior, porque o pai se chamava Antônio Luiz. E havia algo nessa adição de uma geração ao nome que parecia certo para um homem cuja relação com a figura paterna era tão central quanto a dele. A televisão entrou na vida de Fábio Júnior pela porta dos fundos da dramaturgia. Em 1976 foi chamado para uma novela Despedida de Casado, da Rede Globo.

 Um trabalho que nunca chegou ao ar porque a censura do regime militar fechou a produção antes da estreia. O elenco todo foi redirecionado para outra novela. Nina, que estreou em 1977 com Fábio no papel de Alvinho, foi num especial da Globo chamado Ciranda Cirandinha, em 1978 que aconteceu o momento que mudaria o curso das coisas.

 Num dos episódios do especial chamado Toma, que o filho é teu, Fábio cantou uma composição própria. A canção se chamava Pai. Pai é uma das músicas mais importantes já escritas em língua portuguesa sobre a relação entre filho e pai. É uma declaração de amor, uma confissão de dívida afetiva, um reconhecimento de que a vida de um homem é moldada pela presença ou pela ausência da figura paterna.

 Fábio a escreveu pensando no seu próprio pai, no taxista que virou bancário de jornais, no homem que deu o primeiro violão ao filho e que levava os meninos às rádios e aos shows quando ainda era um grupo amador. Janette Claire, autora de novelas da Globo e uma das figuras mais poderosas da teledramaturgia brasileira da época, ouviu a música e tomou uma decisão imediata.

 Pai seria o tema de abertura de sua próxima novela. A trama se chamaria Pai Herói, 1979, e o jovem Fábio Júnior seria um dos protagonistas. Pai herói foi um sucesso considerável, mas foi a novela seguinte que mudou tudo de vez. Cabocla estreou em 1979 com Fábio Júnior no papel de Luís Jerônimo, um rapaz de família abastada que viaja para o interior e se apaixona pela humilde Za, personagem vivido por uma jovem atriz que já havia chamado atenção em Dancing Days no ano anterior. Ela se chamava Glória Pires.

Tinha 15 anos quando as gravações de Cabôcla começaram. Ele tinha 25. O que aconteceu durante as gravações foi o tipo de coisa que acontece quando dois artistas passam horas por dia interpretando uma história de amor e a linha entre ficção e realidade começa Petar a ficar difusa. Fábio e Glória se apaixonaram.

 Eles se casaram no mesmo ano em que a novela foi ao ar. A diferença de 10 anos de idade e o desequilíbrio de experiência entre os dois, ela ainda praticamente adolescente, ele já com uma trajetória, eram fatores que o público da época pouco questionou, mas que pesariam na relação. O casamento durou até 1983. Glória tinha 20 anos quando se separaram.

 A filha que tiveram juntos, Cléo Pires, nascida em 1982, cresceria carregando o peso de ser filha de dois dos maiores nomes do entretenimento brasileiro. E cresceria também com uma ferida que ela própria descreveria décadas depois, com uma honestidade que não poupou o pai. Meu pai, Fábio, foi péssimo para minha mãe e foi ausente da minha vida.

Isso é verdade, gente. E não tem que ser um problema falar isso. Essa é a minha experiência, a minha vida. Cléo diria isso publicamente anos mais tarde. Fábio não contestou a versão. Em algum momento entre a separação e o presente, os dois encontraram um caminho de volta um para o outro, construído, segundo a própria Cléo, pela humildade do pai em reconhecer o que havia acontecido.

 Meu pai teve a humildade e a sabedoria de reconhecer coisas que para mim eram importantes que ele reconhecesse. Ela contaria, hoje a gente tem uma relação muito amorosa, de muito respeito, mas isso viria depois. No início dos anos 1980, o divórcio era recente e Fábio Júnior estava no auge de uma carreira que crescia em duas direções ao mesmo tempo.

 Como ator, o Brasil estava vendo um dos galãs mais convincentes que a Globo havia produzido. Não era apenas a aparência, embora isso claramente ajudasse, mas algo na forma como ele habitava os personagens. Uma credibilidade emocional que vinha de alguém que sentia de verdade e deixava isso aparecer na tela. Água viva em 1980, o amor é nosso em 1981.

 Louco Amor em 1983, Roque Santeiro em 1985, ao lado de Lima Duarte e Regina Duarte, numa das produções mais culturalmente marcantes da televisão brasileira, Pedra sobre Pedra, em 1992. Mas foi como cantor que o alcance se expandiu para além de qualquer novela específica. Nos anos 1980, Fábio Júnior se tornaria o maior nome da música romântica popular brasileira de sua geração.

 Um título que soua grande eloquente, mas que os números sustentam. Ele não apenas interpretava canções alheias, ele as escrevia e as escrevia com uma capacidade de capturar o sentimento amoroso na sua versão mais direta, mais sem defesa, mais honesta. 20 e poucos anos. Depois regravada pelos Raimundos e apresentadas a uma geração nova que não sabia que era de Fábio Júnior.

 O que é que há? Enrosca, felicidade, caça e caçador. Eu me rendo. Senta aqui. Alma gêmea que virou trilha de novela e entrou no cotidiano nacional de uma forma que poucas canções conseguem. Em 1987, o disco Sem limites para Sonhar incluía uma faixa gravada com Bonnie Tyler, a cantora galesa que havia estoporado internacionalmente com Total Eclipse of the Heart alguns anos antes.

 Era o tipo de colaboração que sinalizava o alcance de uma carreira que havia muito havia ultrapassado as fronteiras nacionais. Fábio Júnior lançou três álbuns em espanhol. ganhou o prêmio Antorcha del Plata no Festival de Vinha del Mar Chile em 1987, um dos festivais mais importantes da América Latina.

 O romantismo que ele praticava não precisava de tradução porque o sentimento por baixo das palavras era universal. O ECAD, órgão que gerencia direitos autorais musicais no Brasil, registra mais de 130 obras na discografia de Fábio Júnior com centenas de regravações por outros artistas. Isso é legado. Não é apenas sucesso comercial.

 É a prova de que o que ele escreveu entrou para o repertório permanente da cultura popular brasileira. O tipo de material que passa de uma geração paraa próxima sem precisar ser apresentado, porque já está lá quando as pessoas chegam. Vale parar aqui um momento para entender o tamanho do que isso representa. No Brasil, dos anos 1980 e 1990, a música romântica ocupava um espaço na cultura que as gerações mais novas talvez não consigam imaginar com precisão.

 Não havia Spotify, não havia YouTube, não havia playlist personalizada, havia o rádio, havia a televisão, havia o cassete que a pessoa comprava na loja e colocava no aparelho de som da sala. Nesse contexto, uma canção que estourava nas rádios entrava na vida das pessoas de uma forma muito mais física, muito mais presente do que qualquer streaming consegue reproduzir hoje.

 Ela tocava no café da manhã, no carro, nas festas, nas salas de espera. Ela estava lá todo dia, repetida até o ponto em que não era mais uma música, mas uma memória, um cheiro, uma sensação ligada a um momento específico da vida. Fábio Júnior teve dezenas de canções nessa categoria. Músicas que não apenas fizeram sucesso, mas que ficaram coladas em momentos de vida das pessoas com a permanência que só o afeto verdadeiro cria.

 E o que o separava de outros cantores românticos de sucesso era uma combinação de dois fatores que raramente aparecem juntos. A voz, de um lado, com aquela capacidade de alternar entre a ternura e a intensidade, sem soar forçado em nenhuma das duas. e a autoria do outro, porque ele não estava interpretando o sentimento de outra pessoa, estava colocando para fora o seu próprio.

 E o público sentia essa diferença, mesmo sem saber nomeá-la. Ele também soube ao longo da carreira não ficar parado. Em 2015, aos 61 anos de carreira, lançou um CD com 12 músicas inéditas produzido por Dudu Borges, nome do universo sertanejo, o que era em si uma declaração de que Fábio Júnior não tinha medo de experimentar novos contextos para o que sempre fez.

 O disco foi lançado pela Sony Music e mostrou um artista que não estava apenas sobrevivendo com o catálogo antigo, mas ainda tinha material novo para oferecer. A vida pessoal de Fábio Júnior nunca foi um assunto que ele tentou esconder. E talvez por isso mesmo, porque ele nunca negou o que era. Ela ficou tão exposta quanto ficou. Depois de Glória Pires, houve Teresa de Paiva Coutinho.

 Na verdade, o primeiro casamento havia sido com ela em 1976, 3 anos antes de glória. A ordem cronológica dos casamentos de Fábio Júnior exige atenção. Teresa de 1976 a 1979, Glória Pires de 1979 a 1983. Depois um intervalo de alguns anos. Depois, Cristina Cartalian, artista plástica de 1986 a 1990. Com Cristina, Fábio teria três filhos, Crisia, Tainá e Felipe, que o mundo conheceria como Filk.

 O intervalo entre Glória e Cristina não foi vazio. Foi o período em que a carreira musical explodiu de vez, em que os shows lotavam, em que o nome Fábio Júnior passou a significar algo que ultrapassava qualquer personagem de novela ou qualquer hit específico. Era uma presença, um fenômeno. O homem que o Brasil havia adotado como voz do coração.

 Após o término com Cristina, viria Guilhermina Ginley, atriz de 1992 a 1997. Ela tinha 18 anos quando se conheceram. Ele tinha quase 40. Novamente a diferença de idade enorme. Novamente a pergunta implícita que o Brasil nunca parou de fazer sem nunca fazê-la diretamente. Os dois chegaram a atuar juntos em uma novela do SBT. O casamento durou 5 anos.

 Depois, Guilhermina, Patrícia de Sabrit, 2001, o casamento mais curto de todos, encerrado no mesmo ano em que começou. Depois, Mar Alexandre, de 2007 a 2010. Sete casamentos ao todo, cinco filhos Cléo, Crisia, Tainá, Fuk e Zon. O caçula, nascido em 2009 do relacionamento com Mar e Alexandre. Quando alguém perguntou a Fábio se teria filhos com a esposa atual, Fernanda Pascuti, ele respondeu com a brutalidade afetuosa que o caracteriza.

 Ela quer, mas eu vou ter um neto, não um filho. Fernanda Pascut entrou na vida de Fábio Júnior por um caminho que tem algo romanticamente absurdo quando você pensa direito. Ela era presidente do fã clube dele. A bancária de São Paulo, que admirava o cantor havia anos, se aproximou do ídolo e o ídolo se apaixonou pela admiradora. Eles ficaram juntos desde 2012 e se casaram dia 21 de novembro de 2016, o dia do aniversário de 63 anos dele, o sétimo casamento, o mais longo até hoje.

 Em novembro de 2024, quando completaram 8 anos de casados, o casal renovou os votos em Orlando, nos Estados Unidos, fantasiados de Mickey e Minnie Mouse, em um vídeo que circulou nas redes com a legenda Do nosso jeito, de verdade, divertido e diferente. O Brasil assistiu e Bnit, provavelmente pela primeira vez na história dos casamentos de Fábio Junior, torceu para que aquele durasse.

Existe uma tensão que percorre a história de Fábio Júnior e que se torna mais visível quanto mais distância se tem para observá-la. É a tensão entre o que ele canta e o que ele vive, entre a figura paterna celebrada em pai e o pai ausente que Clé descreveu entre os romântico eterno que a discografia representa e o homem que deixou seis mulheres antes de chegar na sétima, entre a intensidade dos sentimentos que as canções prometem e a dificuldade de sustentar essa intensidade quando o cotidiano do relacionamento não tem

trilha sonora. Não é hipocrisia, é algo mais complicado que isso. Fábio Júnior claramente sente o que canta. Essa é a razão pela qual o que ele canta funciona. O problema é que sentir muito e amar de forma sustentável são habilidades diferentes e nem todo mundo que tem uma nasce com a outra. Ele seria o primeiro a admitir isso, porque é o tipo de coisa que 72 anos de vida e sete casamentos ensinam a qualquer um que preste atenção.

 O relacionamento com os filhos é onde essa tensão aparece mais dolorosa. Cléo, como já foi dito, foi embora e voltou com trabalho, com conversa, com o pai, sendo capaz de reconhecer o que precisava ser reconhecido. A reconciliação entre os dois é real e foi construída com esforço de ambos os lados. Fique é uma história diferente.

 Em agosto de 2026, o Brasil parou para acompanhar um desabafo que Fi Felipe Cartalian Airosa Galvão, filho de Fábio Júnior com Cristina Cartalian, soltou publicamente com 35 anos. Em um vídeo enviado à imprensa, Fiuk expôs uma situação que envolvia dificuldades financeiras pessoais, afastamento do pai e da irmã Cléo, e a parte que mais repercutiu uma alegação de que havia sido deserdado por Fábio Júnior.

 As palavras foram diretas. Fk disse que não mantinha mais relação próxima com o pai, nem com a irmã. disse que havia tentado por muito tempo sustentar publicamente a imagem de uma família unida, enquanto internamente a situação era diferente. Disse que a relação simplesmente não existia mais como havia sido.

 A questão da herança entrou no debate com uma camada jurídica que o público começou a discutir com o interesse que o Brasil sempre dedica à vida privada de seus famosos. Pelas leis brasileiras, filhos fazem parte do grupo de herdeiros necessários, o que significa que desfazê-los de uma herança não é uma decisão unilateral simples.

 O que o episódio revelou acima de qualquer questão legal foi a distância real entre uma família que parecia unida nas raras aparições públicas conjuntas e o que existia por trás dessas imagens. Fábio Júnior não deu declarações verificadas sobre o assunto. Vídeos e textos falsos circularam nas redes, atribuindo ao cantor respostas duras ao filho, todos desmentidos como desinformação.

 O silêncio público do pai, em contraste com o desabafo do filho, criou um espaço que o Brasil preencheu com especulação, análise e a emoção particular que casos de conflito familiar entre famosos sempre provocam. A sensação de estar vendo algo que não deveria ser visto, mas que não consegue parar de olhar. A história não estava encerrada quando este roteiro foi escrito.

 Histórias assim raramente encerram em ponto final limpo. O que é Fábio Júnior? Aos 72 anos, é o homem que continua enchendo casas de shows porque o que ele canta ainda encontra as pessoas onde elas vivem. o compositor com mais de 130 obras registradas e uma capacidade de escrever sobre amor que não tem data de validade, porque o amor humano também não tem.

 O ator que participou de novelas que o Brasil ainda lembra, Cabôla, Roque santeiro, pedra sobre pedra e que deixou nos personagens uma marca que permanece mesmo quando a novela ou da novela some do catálogo. É também o pai de cinco filhos com histórias distintas de proximidade e distância. o ex-marido de seis mulheres e marido atual de uma sétima que parece ter chegado para ficar.

 O menino do Brooklyn que trabalhou em banca de jornais e que recebeu um violão do pai e nunca mais largou. Existe algo que Fábio Júnior disse numa entrevista ao Conversa com Bia em 2020, quando o programa celebrava os 70 anos da televisão brasileira que vale guardar. Ele falou sobre a canção Pai, sobre o momento em que a cantou, sobre o que o pai significava para ele, sobre a emoção que ainda sente quando pensa naquela composição.

 Ele chorou na televisão sem pedir desculpa por chorar. Era um homem de 67 anos chorando diante de um sentimento que ainda não havia esfriado depois de décadas. Isso diz alguma coisa sobre quem ele é. Não explica os casamentos, não justifica as ausências que os filhos descreveram, não resolve as contradições de uma vida inteira vivida em intensidade máxima.

 Mas diz alguma coisa. O Brasil cantou junto com ele por 50 anos. Cantou Pai no dia dos pais e alma gêmea no casamento dos outros e 20 e poucos anos quando tinha 20 e poucos anos e não sabia ainda o que a vida faria com esse tempo. Cantou porque ele escreveu coisas verdadeiras sobre sentimentos verdadeiros. E isso não muda só porque a vida pessoal de quem escreve é complicada.

 Talvez até seja mais verdadeiro por causa disso. Fábio Júnior nunca prometeu ser perfeito. Prometeu e entregou ser real. E no Brasil que ele percorreu ao longo de sete décadas, isso ainda conta muito. A história continua e talvez seja exatamente isso o que diferencia Fábio Júnior de muitos artistas da mesma geração que o público já guardou com saudade e distância de museu.

 Ele continua sendo matériapra para o presente. Não apenas nostalgia, não apenas arquivo, mas alguém cuja vida ainda produz acontecimentos, ainda gera conversas, ainda divide opiniões. O desabafo de Filk em 2026 não foi uma história sobre o passado de Fábio Júnior. Foi uma história sobre o presente dele, sobre consequências que ainda chegam, sobre filhos adultos que processam publicamente o que foi vivido em particular, sobre um homem de 72 anos que ainda não terminou de acertar as contas. com tudo que construiu e com

tudo que deixou para trás. Não é uma história simples, nunca foi, mas é uma história brasileira no sentido mais fundo do termo, feita de contradições que convivem sem se resolver, de grandeza e falha, habitando o mesmo corpo, de uma capacidade de encantar que coexiste com uma capacidade igual de complicar.

 O Brasil sempre soube que Fábio Júnior era assim e sempre continuou ouvindo as músicas do mesmo jeito, porque as músicas são verdadeiras e a verdade de uma canção não precisa que o compositor seja perfeito para funcionar. 50 anos de palco, sete casamentos, cinco filhos, mais de 130 composições. Uma voz que o Brasil reconhece antes de terminar a primeira frase da música.

 Um nome que qualquer brasileiro de qualquer geração sabe exatamente o que significa. Isso é Fábio Júnior aos 72 anos. Inteiro, contraditório, humano ainda aqui. E o Brasil, que raramente perdoa seus ídolos por serem gente, perdoou Fábio Júnior muito tempo atrás. Talvez porque ele nunca fingiu ser outra coisa. gente é o que ele sempre foi.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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