APÓS DOENÇA QUE A IMPEDE DE ANDAR ADRIANE GALISTEU DESABAFA COMO VIVE HOJE! e
APÓS DOENÇA QUE A IMPEDE DE ANDAR ADRIANE GALISTEU DESABAFA COMO VIVE HOJE! e
A nossa famosa apresentadora Adriane Galiceu a desfilar com o seu charme. Imagine acordar um dia e simplesmente não conseguir andar direito, sentir uma dor que te trava, que te limita, que te faz questionar tudo, incluindo a própria carreira. Agora imagina viver isso depois de já ter enfrentado perdas que destruiriam qualquer pessoa.
Perder o pai ainda jovem, perder o grande amor da a sua vida de forma trágica, ser rejeitada, humilhada publicamente e ainda assim ter de continuar a sorrir diante das câmaras. Esta é a realidade que Adriane Galisteu está a viver hoje. Aos 53 anos, depois de mais de três décadas de sucesso na televisão, ela decidiu finalmente quebrar o silêncio.
Fiquei com medo quando fiquei, porque fiquei no frigorífico há 9 anos. É, depois do E expor tudo o que ninguém via por trás das aparências, porque eu pensava que quando a gente sabe fazer, há sempre um lugar. A dor física que quase a impediam de andar, os traumas que nunca cicatrizaram, as crises no casamento, o desespero de cuidar da própria mãe doente e até feridas antigas que envolvem o nome de Airton Sena, e que mesmo passados mais de 30 anos ainda não foram resolvidas.
Vou-te dizer, eu achei que ela foi deselegante e acho que uma mulher que toda a vida se preocupou com não deu um bom exemplo. Atrás do namorado dela. Não acho nem de longe justo. Mas o que está realmente a acontecer com Adriane Galisteu hoje? E por que mesmo depois de tanto sucesso ela chegou a um ponto de desabafo tão profundo? Fica comigo até ao fim, porque esta história é muito mais pesada do que parece.
Muito antes da fama, dos holofotes e dos programas de televisão, a história da Adriane Galisteu começou de forma simples. E você como é que se chama? Adriane. Uma rapariga muito bonita, de olhos verdes, não é isso? E cheia de desafios que pouca gente imagina. Nascida em São Paulo, ainda muito jovem, já sentia que precisava correr atrás de algo maior.
E talvez não por ambição, mas por necessidade. Porque enquanto outras crianças viviam uma infância tranquila, Adriane crescia dentro de uma realidade marcada por instabilidade e dor silenciosa. Com apenas 11 anos. Em 1984, ela teve o seu primeiro contacto com o mundo artístico ao entrar para o grupo infantil X Pitas. Era aí que começava um sonho, mesmo que ainda parecesse pequeno e incerto.
Nos palcos, ela sorria, cantava, encantava, mas, fora deles, a vida real era bem diferente. Pouco tempo depois, entrou para a Girl Band Meia Socket. Um anjo, um anjo onde permaneceu entre 1987 e 1989. E foi precisamente nesse período quando tudo parecia finalmente começar a dar certo, que a vida deu um dos golpes mais duros.
Aos 16 anos, enquanto tentava construir a sua carreira, Adriane perdeu o pai, Alberto Galisteu. E não foi uma perda qualquer. Ele enfrentava o alcoolismo. Um ótimo pai, mas era alcoólico. Apesar disso, era um ótimo pai. Ele não era muito, era muito meu fã. Imagine, eu tinha 13, 14 anos, eu cantava numa uma condição que aos poucos foi destruindo a sua saúde.
Ainda assim, segundo a própria Adriane, era um homem alegre, presente, alguém que, apesar das falhas, era um bom pai. Mas isso não impediu o inevitável. A morte dele deixou um vazio e mais do que isso, deixou uma responsabilidade. De repente, aquela adolescente teve de amadurecer rapidamente, trabalhar mais, ajudar em casa, segurar uma dor que ninguém via enquanto tentava seguir em frente.
E talvez tenha sido precisamente ali, naquele momento de perda, de pressão e de necessidade, que nasceu a mulher forte que o Brasil viria a conhecer anos depois. Mas o destino ainda guardava algo muito maior para Adriane, algo que mudaria completamente a sua vida e também a forma como o Brasil inteiro passaria a vê-la. E foi então que, no meio do sucesso crescente como modelo, conheceu um homem que já era um ídolo nacional, um encontro que parecia um conto de fadas, mas que terminaria da forma mais trágica possível.
Quando Adriane Galisteu conheceu a Irton Sena, parecia que finalmente a vida estava a dar-lhe uma pausa depois de tantas dores. Ele não era apenas um homem, era um ídolo nacional do Brasil. Um herói para milhões de brasileiros. Paul campeão Airton Sena, ele vai falar de sexo. Droga. E de repente, aquela jovem modelo viu-se a viver um romance que parecia ter saído de um filme.
Mas por detrás do glamour existia algo muito mais intenso. A relação dos dois era real, próxima, cheia de planos. E Adriane não era apenas mais uma na vida dele. Ela estava presente, vivia ao lado dele, fazia parte da rotina. Só que tudo este seria interrompido de forma brutal. num dia que o Brasil nunca esqueceu.
Primeiro de Maio de 1994, um domingo que começou como qualquer outro e acabou em tragédia. O acidente no circuito de Ímola tirou a vida a Sena e com ele levou também uma parte da vida de Adriane. E o mais cruel de tudo, não teve tempo de se despedir. De uma hora para a outra, aos 21 anos, Adriane viu-se completamente perdida, sem chão, sem rumo e mergulhada num dos momentos mais dolorosos da sua vida.
Mas o sofrimento não se ficou por aqui. Na verdade, foi apenas o início, porque para além da dor da perda, ela teve ainda de enfrentar algo que ninguém esperava: rejeição, frieza e até humilhação. Mesmo sendo a última companheira de cena, Adriane foi tratada como se não existisse.
Durante o velório, enquanto o país chorava a morte do ídolo, ela enfrentava um luto silencioso, distante, praticamente isolada. A família do piloto manteve a distância e o clima era de desconforto total. E houve um momento que marcou tudo isto de forma cruel. Enquanto outras pessoas próximas foram convidadas a seguir com a família, Adriane teve de voltar de autocarro após o enterro sozinha, como se fosse uma desconhecida, como se aquele relacionamento nunca tivesse existido.
E se isto já não fosse suficiente, vieram ainda mais situações dolorosas. Relatos apontam que na altura até As conversas telefónicas dela foram expostas numa tentativa de questionar a sua imagem. Um cenário que só aumentou ainda mais a pressão emocional sobre alguém que já estava completamente devastada.
Mas talvez o mais impressionante seja o seguinte. Mesmo passados mais de 30 anos, esta história ainda não teve um ponto final. Muito pelo contrário, ela voltou à tona com força total recentemente, reacasendo feridas que nunca cicatrizaram. E o que parecia estar no passado voltou a gerar polémica, dor e novas revelações. Mas enquanto tudo isto acontecia, Adriane teria ainda de enfrentar outra perda devastadora dentro da própria família.
Uma dor que chegaria no momento em que a sua carreira começava a crescer e que mostraria mais uma vez que a vida dela nunca foi fácil como parecia na televisão. Depois de tudo o que viveu com a perda de Atiron Sena, qualquer pessoa imaginaria que a vida daria finalmente um pouco de paz para Adriane Galisteu. Mas não foi isso que aconteceu.
Na verdade, parecia que a dor simplesmente não tinha fim. Enquanto tentava se reerguer, reconstruir a sua vida e dar os primeiros passos na televisão, Adriane foi surpreendida por mais um golpe devastador e desta vez ainda mais próximo. Em 1996, o seu irmão mais velho, Alberto Galisteu Filho, faleceu aos 28 anos, vítima de complicações relacionadas com o VIH.
E essa perda foi diferente de todas as outras. Porque não era apenas mais alguém importante, era família, fazia parte da da sua história, da sua infância, da sua vida. E o mais angustiante, mesmo já começando a ganhar dinheiro, mesmo com a carreira em ascensão, Adriane não pode fazer nada para salvar o irmão.
Imagina transportar este tipo de sensação, a de que está finalmente conseguindo crescer na vida, mas chega tarde demais para quem ama. é um tipo de dor que não aparece nas câmaras, mas que marca para sempre. E enquanto tudo isto acontecia, algo curioso também estava a acontecer ao mesmo tempo.
A carreira dela começava finalmente a levantar voo. Logo após toda a aquela fase turbulenta, Adriane conseguiu uma oportunidade que mudaria tudo. O seu primeiro programa de televisão em 1995. Boa tarde, Brasil. Este é um muito mais. E porquê muito mais? Porque era o início de uma nova fase. Mas olha o contraste. Por fora, sucesso.
Por dentro, perdas acumuladas, traumatismos, cicatrizes que ninguém via. E talvez seja isso mesmo que faz a história dela ser tão impactante. Porque enquanto o público via uma mulher sorridente, comunicativa, carismática, nos bastidores, ela estava a lidar com um peso emocional gigantesco. Mas se pensa que depois disso a vida finalmente entrou nos carris, está muito enganado, porque anos mais tarde, quando tudo parecia estabilizado, Adriane enfrentaria um dos momentos mais difíceis da sua carreira. Um período de
silêncio, esquecimento e medo. Um momento que a própria descreveu como um vazio assustador. Depois de anos a lutar, a superar perdas e conquistando finalmente espaço na televisão, Adriane Galisteu parecia ter enfimado o seu lugar. Ela brilhou em programas de auditório. Estamos de volta em direto para todo o Brasil.
Vocês acreditam que o meu relógio parou? passou por grandes emissoras como a Record. Tu que estás em casa, boa tarde, plateia, quanta gente. SBT e Band e construiu uma imagem forte, carismática, de uma mulher que venceu na vida. Mas depois, quando tudo parecia estar estável, veio o silêncio. Por volta de 2012, após o término do programa Muito Mais, Adriane enfrentou um dos períodos mais difíceis da sua carreira, o afastamento da televisão em sinal aberto.
E não foi algo rápido, foram anos. Fiquei no frigorífico 9 anos. É, depois da SBT, as pessoas nem se lembram disso. Anos longe do grande público, anos sem aquele palco que sempre fez parte da sua identidade. Ela até continuou a trabalhar, fez projetos na TV fechada, teatro, internet, mas nada substituía aquilo que ela realmente amava.
E o que mais doía não era apenas estar fora do TV, era o sentimento de estar a ser esquecida. Não me permito muito não fazer nada. Sei aquela coisa gostosa que numa entrevista ela confessou algo que resume perfeitamente este momento. Ela acreditava que quem era bom nunca ficava sem trabalho. Os bons estão sempre empregados.
Isto era uma coche que quando sabemos fazer há sempre um lugar para si. Mas a realidade foi diferente. Foram cerca de 9 anos de frigorífico. 9 anos vendo outros ocuparem espaços. Enquanto ela, que sempre ali esteve, precisava de lidar com o vazio. Imagina isso. Passa anos construindo uma carreira sólida e de repente parece que o mundo simplesmente seguiu sem ti.