ARTILHEIRO DO PAULISTÃO DEPOIS DE PELÉ. O FIM TRÁGICO AOS 51

ARTILHEIRO DO PAULISTÃO DEPOIS DE PELÉ. O FIM TRÁGICO AOS 51

Uma tarde de fevereiro em Campinas, um homem de 51 anos cai no chão. O coração que um dia fez 411 gols em toda a carreira simplesmente para de bater. Pouco mais de um ano antes, aquele mesmo homem tinha recuperado parte da dignidade, trabalhando num projeto infantil do Guarani, o clube que o idolatrou.

 Mas antes disso, passou por quatro internações em clínicas de recuperação. Apenas uma delas saiu sóbrio. Foi traído por parentes da ex-esposa em sociedades. Abandonado pelos três filhos, refugiou-se na casa dos pais. O que aconteceu com esse homem entre aqueles dias de glória no Maracanã e aquela tarde silenciosa em Campinas? A resposta vai te fazer repensar o que significa ser ídolo quando o mundo vira às costas.

Antes de continuar, deixa eu te pedir uma coisa. Se você valoriza as histórias que ninguém conta dos verdadeiros gigantes do nosso futebol, deixa seu like agora. Isso me mostra que você quer mais conteúdos assim e ajuda a manter essas memórias vivas. Silva Jardim, interior do Rio de Janeiro, 6 de junho de 1954.

Um menino nasce numa terra pequena, onde o futebol ainda era coisa de rua, de chão batido, de bola de meia. Jorge Pinto Mendonça cresceu descalço, sonhando com um futuro que parecia impossível, mas tinha algo nos pés daquele menino que ninguém conseguia explicar. Não era só habilidade, era faro de gol.

 Era uma capacidade de se posicionar, de antecipar, de finalizar que poucos tiveram na história desse esporte. Aos 18 anos, estreava no Bangu. E aí, meu amigo, o Brasil descobriu que tinha nas mãos algo raro, um atacante que fazia gol de todos os jeitos, de cabeça, de canhota, de direita, de bicicleta. O destino, porém, tinha pressa.

 Em 1973, o Náutico o levou para Recife. E aí começou uma das histórias mais marcantes do futebol nordestino, porque Jorge Mendonça não era só um jogador, era um espetáculo. Se você gosta de conhecer os bastidores e as verdades não contadas dos grandes nomes que moldaram a nossa paixão, inscreve-se no canal agora.

 Ativa o sininho porque as próximas histórias [música] vão te emocionar. A jornada do Jorge Mendonça ainda tem capítulos que vão te surpreender. No Náutico, ele virou ídolo, campeão pernambucano em 1974, artilheiro da competição com 24 gols. E aí veio um dos lances mais absurdos da história do futebol brasileiro.

 Numa partida válida pelo Campeonato Pernambucano de 1974, Jorge Mendonça marcou oito gols na vitória do Náutico por 8 a 0 sobre o Santo Amaro. Oito numa única partida. O brilho nos gramados pernambucanos atraiu os olhares dos dirigentes do Palmeiras. E em 1976 ele vestiu a camisa alv. Naquele mesmo ano marcou o gol do título paulista.

 no Palestra Itália contra o 15 de Piracicaba. Um gol que eternizou seu nome. Mas o destino guardava algo diferente para ele, algo que nenhum jogador gosta de enfrentar, a Copa do Mundo. 1978, Argentina. O Brasil buscava o tricampeonato e Jorge Mendonça estava lá. Convocado por Cláudio Coutinho, fez seis partidas e não marcou nenhum gol.

Mas com seus refinados dribles e passes, conseguiu colocar ninguém menos que Zico no banco de reservas. Uma história curiosa envolve sua participação no torneio. Na primeira partida contra a Espanha, Coutinho lhe pediu que se preparasse para entrar no lugar de Zico ainda no início do segundo tempo, mas Mendonça somente foi entrar em jogo aos 38 minutos, já quase ao final da partida.

 Um detalhe pouca gente lembra, mas que mostra o quanto ele era diferente. Agora eu quero saber a sua opinião. Você se lembra do Jorge Mendonça sem campo? Daquele atacante que marcou oito gols numa única partida? Ou você conheceu a história dele através dos relatos dos mais velhos palmeirenses ou bugrinos? conta aqui nos comentários a sua lembrança.

 Ler isso é fundamental para mantermos a história deles viva, porque aí veio o auge. De volta ao Palmeiras, Jorge Mendonça terminou o ano com o vice-campeonato nacional, mas Telê Santana foi o responsável por sua dispensa no clube após um jogo contra o Flamengo no Rio, em que o meia deixou a concentração para se divertir na noite carioca.

 Uma briga que marcou o início do declínio. Passou pelo Vasco em 1980, contratado por 12 milhões de cruzeiros para preencher a ausência do ídolo Roberto Dinamite, mas não alcançou muito sucesso. Aí veio o Guarani. E aí, meu amigo, ele viveu a segunda grande fase da carreira. Chegou em junho de 1980 para ocupar o lugar deixado por Renato Morungaba e se transformou num fazedor de gols até 1982.

Em 27 de março de 1981, faturou a taça de prata, sendo destaque ao lado de Careca. foi o maior artilheiro em uma edição do Campeonato Paulista depois de Pelé, ao anotar 38 tentos em 1981, e conseguiu um outro feito. Tornou-se o primeiro jogador a marcar gols contra os quatro grandes paulistas no mesmo ano, 88 gols pelo Bugre, se tornando o oitavo maior artilheiro da história do clube.

Mas o destino tinha uma conta para cobrar e ela veio da forma mais cruel possível. ficou famoso também por suas brigas com o técnico Telê Santana desde os tempos de Palmeiras. Telê o acusava de ser indisciplinado e pouco aplicado na marcação. O rígido treinador não lhe deu uma única chance na seleção que disputaria a Copa do Mundo de 1982, quando vivia a grande fase no Guarani, uma mágoa que ele carregou para sempre.

De 1983 a 1985, defendeu o rival campineiro, a Ponte Preta. Naquele ano de 1985, no derby 153, realizado no dia 9 de junho, marcou dois gols na vitória ponte pretana por 3 a 0. ídolo de dois clubes arquirivais, uma façanha que poucos conseguiram na história do futebol brasileiro. Marcou 70 gols pela macaca em suas três passagens entre 1983 e 1989, sendo o 14º maior artilheiro do clube.

Ainda passou por Cruzeiro Rio Branco, es no extinto Colorado. A aposentadoria veio em 1990 com a camisa do paulista de Jundiaí. Ao final da carreira, fixou residência em Campinas, cidade onde conseguiu ser ídolo das duas equipes arquirivais, Guarani e Ponte Preta. Mas aí veio o pesadelo. Atravessou uma série de dificuldades financeiras de saúde e familiares.

 O alcoolismo se instalou. Ele teve quatro internações em clínicas, só uma com ele sóbrio. Mendonça teria sido passado para trás em sociedades com parentes da ex-esposa e foi abandonado pelos três filhos do casal. Refugiou-se então na residência dos seus pais. O homem que um dia marcou oito gols numa única partida, que colocou Zico no banco da seleção, que foi artilheiro do Paulistão depois de Pelé, agora vivia na casa da mãe e do pai, derrotado pela vida.

 Mas no fim da vida conseguiu recuperar parte de sua dignidade, participando de um projeto infantil do guarani, o clube que o idolatrou, o clube que o recebeu de braços abertos nos seus últimos dias. E então veio 17 de fevereiro de 2006, uma sexta-feira em Campinas. Jorge Mendonça tinha 51 anos. O corpo já não era o mesmo.

 A vida tinha cobrado seu preço. Os problemas cardíacos finalmente venceram a batalha. E o Brasil perdeu mais um gigante, mais um Jojô beleza, mais um homem que transformou o futebol em arte. O velório foi uma procissão de respeito. Palmeirenses, bugrinos, macacanos, companheiros de seleção, todos unidos na dor. Todos lembrando daquele atacante que marcou oito gols numa única partida.

 Todos lembrando daquele faro de gol que fazia o Maracanã tremer. Todos lembrando daquele jogador que foi ídolo de Guarani e Ponte Preta, dois rivais históricos. George Mendonça nos ensinou que a verdadeira grandeza não está nos troféus, está no faro de gol, na capacidade de fazer gol de todos os jeitos, na elegância com que se finaliza e que mesmo quando o alcoolismo e a vida levam tudo, o que fizemos de bom continua vivo nas pernas de quem veio depois.

 Ele foi o artilheiro uma vez e desde então, cada atacante que se posiciona na hora certa, que finaliza com inteligência, que faz gol de todos os jeitos, está sem saber, repetindo o legado dele. Isso é eternidade e nenhum problema cardíaco, por mais cruel que seja, consegue apagar isso. E foi assim que Jorge Mendonça morreu.

 Se essa história te tocou, não esquece de deixar o seu like. se inscrever no canal e ativar as notificações para acompanhar as próximas biografias. E agora escreve nos comentários qual personalidade do futebol você gostaria de ver no próximo vídeo. A sua sugestão pode ser a nossa próxima grande história. Até lá.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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