DETALHES DA HISTÓRIA DE EMÍLIO SANTIAGO QUE VOCÊ NÃO SABE
DETALHES DA HISTÓRIA DE EMÍLIO SANTIAGO QUE VOCÊ NÃO SABE
Detalhes marcantes da história de Emílio Santiago que você não sabe. Antes de pensar em música ou qualquer outra profissão de prestígio, Emílio começou a trabalhar muito cedo. Aos 13 anos de idade, ele conseguiu seu primeiro emprego como office boy nas ruas do Rio de Janeiro para ajudar em casa.
Apesar de já demonstrar inclinação para a arte, o cantor ingressou na prestigiada Faculdade Nacional de Direito. Ele concluiu o curso e formou sem direito, mas o grande objetivo de vida não era ser advogado, mas sim diplomata. O direito, na verdade, eu queria completar. Eu queria fazer o direito por causa do meu padrinho, mas na verdade o que eu queria mesmo era ser diplomado.
Ele tomou essa decisão ao perceber com incômodo que na época o Brasil não possuía negros ocupando cargos na diplomacia do Itamarati. Ele queria quebrar essa barreira. Apenas um chamado Raimundo Souza Dantas foi nomeado por Jânio Quadros, o primeiro embaixador negro do Brasil em 1961. Mas voltando ao Emílio, você sabia que ele não queria ser cantor? Mas eu jamais na minha vida, Fátima, pensei em ser cantor.
Emílio costumava cantar apenas por diversão, nos bares estudantis e rodas de faculdade. Comecei a cantar lá na faculdade. A galera percebendo o talento brutal que ele desperdiçava, pegaram o nome dele e o inscreveram escondido no festival de música da faculdade. Ele cantou três músicas no festival e o resultado foi impressionante.
Ele conquistou o segundo e o terceiro lugares do festival com as canções e ainda levou o prêmio de melhor intérprete. Logo após o festival, ele não queria mais saber de cantar, pois estava focado para ser diplomata. Mas os amigos tentaram de tudo para convencê-lo que o destino dele era a música e conseguiram tanta pressão.
Fale assim: “Tá bom, gente, tá, eu vou então procurar alguma algum lugar aonde eu possa cantar, procurar, porque eu não conhecia ninguém no meu artismo”. Foi então que ele começou a participar como calouro no programa do Flávio Cavalcante na Extinta TV Tupi e chegou na final. No começo da carreira na noite, Emílio foi contratado como Kruner, cantor principal da lendária orquestra de Ed Lincoln, o rei do sambalanço.

Ele entrou no conjunto com a difícil missão de substituir ninguém menos que o gigante Tony Tornado, que havia saído para competir no quinto festival internacional da Canção. Antes de ter o seu próprio espaço na mídia, Emílio Santiago bateu cartão em programas de calouros na televisão. Ele passou pelas mãos e pelos julgamentos de Silvio Santos e foi finalista no temido programa de Flávio Cavalcante na extinta TV Tupi.
Ao lançar seu primeiro LP autointitulado pela gravadora Sid, em 1975, ele tomou uma decisão ousada. Em vez de gravar os grandes sucessos óbvios da época, o repertório foi montado com composições propositalmente esquecidas ou lados B de autores gigantescos como Ivan Lins, João Donato, Nelson Cavaquinho e Jorge Benjor. Quando o primeiro disco finalmente saiu e a transição jurídica para os palcos foi sacramentada, sua mãe ficou profundamente magoada.
Ela custou a aceitar que o filho havia abandonado o sonho da diplomacia e o terno de advogado para viver da instável noite boia. Durante quase uma década na gravadora Philips/ Poligran, Emílio lançou 10 álbuns aclamados pela crítica. O problema nenhum deles passava de modestas 15.000 cópias vendidas. O mercado o taxava como um cantor sofisticado e elitizado demais, mantendo-o afastado do grande público de massa.
O jogo virou e o mundo girou bonito em 1988. O produtor Roberto Menescal chamou o Emílio para um projeto bem de boa, só para resgatar os clássicos da nossa música. Resultado, o álbum estourou a boca do balão, vendeu mais de 800.000 cópias de cara e virou uma franquia de sete volumes batendo a marca histórica de 5 milhões de discos vendidos.
O homem virou uma máquina de sucessos. Senta, se acomoda, a vontade tá em casa. Com o mega sucesso de verdade chinesa, Emílio começou a voar alto e a fazer barulho na gringa. Em suas turnês pelos Estados Unidos, ele deixou os americanos tão impressionados que o renomado crítico do The New York Times, Stephen Hen consagrou Emílio Santiago como Net Kkin brasileiro.
Um dos maiores sucessos da vida dele deixa muita gente confusa até hoje. A letra de verdade chinesa não fala de Pequim, de Shangai e nem de pastel de flango. O termo verdade chinesa é uma gíria antiga para falar de algo que é uma verdade absoluta, incontestável e profunda. O romantismo era pesado, mas a geografia passou longe.
Que me dissesse uma verdade chinesa com a intenção de um beijo doce na boca. O hino absoluto que todo mundo canta junto nos karaoks e shows por aí quase não aconteceu. A música Saigon encontrou muita resistência antes de ser gravada, mas Emílio bateu o pé, bancou a faixa no repertório do volume de transição da sua carreira e a transformou em um dos maiores patrimônios românticos do Brasil.
Anoiteceu. A discografia do Emílio é uma verdadeira maratona. Entre compactos simples, LPS de vinil, CDs e DVDs, o artista colocou seu nome em mais de 30 trabalhos lançados. É uma das carreiras mais produtivas e consistentes da história da música preta brasileira. Depois de passar décadas preso aos caprichos das grandes gravadoras, Emílio mandou um beijo e tchau e lançou o projeto Só danço Samba pelo seu próprio selo independente, a Santiago Music.
A consagração de sua liberdade veio no apagar das luzes. A versão ao vivo desse trabalho faturou o Grêmio Latino de melhor álbum de samba/pagode em 2012, poucos meses antes dele nos deixar em março de 2013, aos 66 anos. Embora a série Aquarela Brasileira tenha rendido rios de dinheiro e milhões de cópias, ela trouxe uma fofoca velada.
Emílio ficou meio chateado porque parte da crítica mais snob começou a chamar as músicas dele de som de sala de espera ou música de churrascaria. Ele engoliu o choro, embolsou os milhões e seguiu o baile, mas o ego deu uma arranhada na época. E quanto ao racismo que infelizmente ainda existe, Emílio declarou que nunca permitiu que alguém tivesse preconceito com ele.
Eu fiz uma uma trajetória na minha na minha vida em que eu não me permito e não permito a ninguém que tenha preconceito comigo. Tudo que eu fiz é para mostrar que todo mundo é igual, todo mundo pode, todo mundo tem direito, todo mundo pode ser qualquer coisa. Para os nerdes da música, o segredo daquela voz que parecia um abraço quentinho tem nome técnico.
A diferença é que o controle dele de respiração e afinação era tão absurdo que a crítica musical o considerava um caso raríssimo de perfeição técnica natural. Nos estúdios de gravação, o clima às vezes ficava tenso. Emílio tinha um ouvido tão absurdamente perfeito que se um músico errasse uma nota de bobeira por falta de atenção, ele fechava a cara na hora.
Ele não gritava, mas o gelo e o olhar de reprovação dele faziam os músicos soarem frio. Ao contrário dos artistas dos anos 80 e 90 que viviam se jogando na noite e saindo em capas de revistas de fofoca na praia, Emílio terminava o show, pegava o carro e sumia. Ele tinha pavor de puxa-sacos e preferia dar festas ultra secretas apenas para amigos muito íntimos em sua chácara em Petrópolis, longe dos Paparates.
Emílio era o mestre supremo da descrição. Numa época em que a imprensa de fofoca amava invadir a privacidade dos artistas, ele conseguiu passar décadas sem que ninguém soubesse com quem ele namorava, casava ou deixava de casar. Ele dizia que o público comprava a voz dele não a vida pessoal. Só após a sua morte é que os bastidores de seus relacionamentos vieram à tona.
Como o cantor não deixou o testamento e era super reservado, a morte dele virou um estopim para um barraco judicial gigantesco. Uma fortuna avaliada em cerca de R milhões deais ficou completamente travada, porque o suposto companheiro de anos do cantor, uma mulher dizendo ser irmã e um rapaz alegando ser filho, começaram uma guerra nos tribunais que durou anos.
O bando de fofocas da herança foi tão longe que um homem chamado Alexander Nunes foi a programas de TV exigir a esumação do corpo de Emílio Santiago para fazer um teste de DNA. Ele alegava ser filho legítimo do cantor, mas como o primeiro exame de laboratório deu inconclusivo, que foi o exame feito com a irmã do cantor.
No segundo exame realizado com material genético do cantor guardado antes da sua morte, com apenas 12% de chances, foi confirmado que Emílio não era o pai. A briga parou na delegacia e nos jornais, chocando os fãs tradicionais da MPB. Se você gostou deste vídeo, deixe seu like. E se é sua primeira vez por aqui, se inscreva e ative o sininho para receber novos vídeos.
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