FREDDIE MERCURY FICOU CEGO E PARALISADO NOS SEUS ÚLTIMOS DIAS

FREDDIE MERCURY FICOU CEGO E PARALISADO NOS SEUS ÚLTIMOS DIAS

No dia 24 de novembro de 1991, Fred Mercury acordou em Aporos. Ele já não conseguia comer direitos sólidos e estavam dando para ele pequenos pedaços de manga quando ele engasgou. Foi uma coisa meio séria, cara. Daí na sequência ele teve uma convulsão. Ligaram pro médico, o cara foi e deu uma injeção de morfina.

 Ele sentia dores insuportáveis. O cantor passou o dia na cama, como ele tava fazendo já há bastante tempo, e estava na companhia do namorado Jim Hutton. Naquela manhã, o mundo tinha descoberto através dos jornais que ele estava com aides. Mas o que poucos sabiam é que a morte dele estava muito perto. Estava todo mundo ainda processando a informação quando perto das 6 da tarde Jim estava trocando sua roupa.

 O cantor olhava fixo para ele, mas de repente parou de respirar. Continuou com os olhos abertos, mas o cara sabia. Fred Mercury tinha morrido. E eu acabo de conseguir uma biografia que conta toda essa história em detalhes e como que uma das maiores bandas da história chegou ao fim. Nesse vídeo eu conto como foram os últimos dias de Fred Mercury.

Sim, vai ter cupom para comprar com desconto. Já vou falar disso. Mas vamos lá. Essa história aconteceu ao longo do ano de 1991, quando o Queen retornou às paradas depois de algum tempo com a banda ali meio esquecida. Mas o que pra mídia ou pros fãs parecia ser uma comemoração, tinha um pano de fundo bem triste.

 Com 14 discos de estúdio lançados, a banda alcançava novamente o primeiro lugar nas Paradas britânicas com o single Inwendo, a faixa título do álbum recém-lançado. Fazia quase 10 anos que isso não acontecia, desde Under Pressure, parceria com David Bowy, lançado em 81. Inendle é uma faixa bem progressiva e épica, grandiosa.

 Foi feita principalmente por Fred e o baterista Roger Taylor e tem sessões de orquestra sintetizada, além de música flamenca com violão tocado pelo guitarrista do Yes, Steve Howy. O sucesso comercial, no entanto, contrastava com os bastidores. A crítica americana reconhecia a grandiosidade daquele disco, mas estranhava a atmosfera sombria que pairava sobre a banda.

 O Fred sabia desde 85, mais ou menos, que ele era soro positivo. Só que poucas pessoas sabiam, incluindo os caras da banda. A informação era secreta, mas havia sinais de que ele tinha a ides e todo mundo tava vendo. O disco anterior Miracle de 89 nem teve turnê. Fred começou a aparecer cada vez menos e quando aparecia estava bem mais magro.

 Em fevereiro de 90 eles receberam o Brit Awards. Quem tomou a palavra foi o guitarrista Brian May. O Fred se limitou a dizer obrigado, boa noite. >> Inend teve um clipe caríssimo feito com animações que era para preservar o cantor da exposição. [música] Ele já não tinha condição física de aguentar uma filmagem longa, só que no segundo single, I’m going slightly mad.

Tô ficando um pouco louco, não deu para esconder. Filmado em fevereiro de 91, o vídeo é até bem humorado, tem uma estética estranha e expressionista. Só que Freddy aparece com uma maquiagem extremamente carregada, peruca e roupas largas. [música] Ele estava muito magro e queria esconder as lesões na pele provocadas por um tipo de sarcoma, um câncer que se desenvolvia nos vasos sanguíneos.

 Mas o Fred não queria desistir, cara. Ele queria trabalhar e gravar seus últimos registros. Agora, só voltando um pouco, quando que ele descobriu que tinha um HIV? Ao longo dos anos 80, as notícias sobre a doença tomaram conta da mídia e Fred viveu uma fase hardcore, ninguém é de ninguém, no começo da década. Sabendo disso, ele fez diversos testes a partir de 84 ou 85.

 Mesmo os biógrafos não sabem confirmar porque ele fazia em segredo. Logo veio um resultado positivo, só que os testes ainda tinham uma margem de erro. Então ele seguia testando direto, na esperança de conseguir um negativo, mas só dava positivo, um atrás do outro. Uma história louca é que o Queen evitou fazer shows na América do Norte porque as seguradoras obrigariam o Fred a fazer um teste.

 Nesse caso, o resultado acabaria vazando pra imprensa, mas eles deram uma desculpa que não estavam a fim de tocar. Até cara, que em 87 ele começa a se queixar do cansaço, úlcera na garganta, inchaço nos gangnglios linfáticos e desenvolveu um tipo específico de sarcoma que costumava aparecer sempre de 3 a 7 anos em quem tinha contraído o HIV.

 Aí foi numa biópsia para investigar esse sarcoma que saiu um resultado definitivo. Ele tinha o HIV e o vírus tinha evoluído para Aides, a síndrome da imunodeficiência humana. Aí ele falou: “Não, não, eu quero fazer com outro médico”. E o cara confirmou, não tinha mais como negar. Acredita-se que a contaminação aconteceu no verão de 82 em Nova York.

 Fred era muito rico e, claro, tinha condições de fazer um tratamento para retardar a doença. Devido a todo o sigilo que envolvia seu caso, Mercury tinha consultas médicas fora do horário de atendimento. Terry Gtings, motorista e guarda-acostas de Freddy, garantia a segurança durante essas idas discretas ao hospital.

 Ele afirma: “Eu costumava levar o Fred até lá à 6 horas da manhã ou bem tarde da noite. E claro, Fred não queria que o vissem durante o tratamento, então eu fui lá com antecedência para definir a rota e qual entrada usar. Quando chegássemos, eu estacionaria o carro nos fundos. Fred estaria com um chapéu grande e de casaco e entraríamos pela entrada de serviço.

 É isso que escreve Somebody to Love, a biografia que detalhou pela primeira vez só esse período, esses últimos anos do Fred Mercur que eu acabei de receber aqui, ó. Esse cara para mim é o maior de todos e tem essa coisa muito louca dele ter nascido na África, ter ascendência asiática e ser um ídolo europeu.

 Então tô achando demais, conhecendo os mínimos detalhes da vida dele. O livro é incrível, cara. E não fala só de doença, de morte, fala do queen, lançamentos, sucessos, turnê, mas sobretudo como o maior cantor da história do rock lutou contra seus demônios internos. Pensa, velho, o cara tinha uma doença sem cura, a imprensa toda indo atrás pegando no pé dele, por que que você tá magro? E milhões de fãs pelo mundo querendo que o cara trabalhasse.

 É uma história, não só para quem gosta de rock, é um drama pessoal, cara. Usa o cupom Júlio 10 lá no site da Belas Letras, o link tá lá na descrição, que você consegue 10% de desconto. O cupom vale para qualquer título. Eu vou contar só uma parte aqui, tá, velho? Porque tem mais de 500 páginas. Mas então, voltando pra história e avançando de volta para 91, o Fred seguiu esse tempo todo se tratando em segredo e quando o Queen queria gravar alguma coisa, eles não ficavam mais na Inglaterra porque os repórters viviam enchendo o saco. Então eles

começaram a viajar pra Suíça, lá para Montrro. E o Fred queria trabalhar, cara. Então eles mandaram para lá em 91. Fred reuniu suas últimas forças no clipe de These Are the Days of Our Lives. Esses são os dias de nossas vidas. Um claro recado de despedida. E foi a última aparição dele diante de uma câmera filmado em preto e branco, o clipe imortalizou o vocalista magro, mas intensamente expressivo.

 Saca só o olhar final. [música] Em agosto, o estado de saúde dele declinou rapidamente. Os coquetais de medicamentos e tratamentos experimentais começavam a falhar e o sistema imunológico estava sendo destruído. Tava difícil dormir, havia dores e cansaço, infecções na boca, garganta e pele. Até comer tava complicado.

 Em setembro, Fred fez 45 anos. Diferente das festas faraônicas do passado, agora ele deu uma celebração discreta e fechada. Seu amigo, o cantor Peter Striker, ficou chocado ao ver a vitalidade do artista ser consumida. Internamente, Fred refletia, pensava sobre o fato de que ele morreria em pouco tempo. Ele sabia que ia passar pra história estigmatizado como cara que morreu pela adius, mas também pensava que ele não iria envelhecer e que se ele não aparecesse magro daquele jeito, a imagem que seria eternizada seria dele com vitalidade,

jovem cantando nos palcos. E ele conseguiu preservar bastante sua imagem. Em outubro, o Queen lançou uma coletânia e nela tava a monumental The Show must Go On: O show tem que continuar. Embora tenha sido o último single do Queen com Fred Vivo, ela tinha sido gravada meses antes na Suíça.

 Majoritariamente escrita por Brian May, essa faixa traduzia perfeitamente a agonia e a bravura de Fred, que mesmo com os pulmões e o corpo falhando, entregou uma das interpretações vocais mais poderosas, viscerais e tecnicamente impressionantes de toda sua carreira, recusando-se a baixar o tom da música. [música] Em novembro, Fred voltou de Montrô, na Suíça, já sabendo que jamais pisaria num estúdio novamente e que muito dificilmente sairia de casa de novo.

Você tem uma noção, tá? Ele tava começando a perder a visão e funções motoras básicas, então ele tomou uma decisão, parar de tomar os remédios antiretrovirais, aqueles que tentavam frear o avanço do vírus. Então, em vez disso, ele só combateria a dor, tomaria analgésicos e sedativos. Fred se fechou na sua casa conhecida como Garden Lod em Londres.

 Ela é cercada por muros altos, o que ajudava a mantê-lo fora do alcance das câmeras. Quem estava sempre com ele era Jim Hutton, namorado que ele conhecera no fim de 83 num clube da cidade, e a ex-namorada Mary Austin, que continuou sendo sua amiga mesmo depois de ele revelar que era gay. Além de seu assistente pessoal, Peter Freestone e o cozinheiro Joe Fanelli.

 Eles se revisavam em turnos de 12 horas. Fred ficava na cama, dormia muito, às vezes ficava semiaacordado e do quarto conseguia ver o jardim. Jardim onde ele tirou sua última foto conhecida, essa aqui que foi tirada por Jim Hutton na primavera de 91, mais de 6 meses antes de sua morte. Então ele ficou muito mais magro do que aparece aqui.

 Os médicos orientaram todos eles a falar o seguinte pro Fred: “Cara, a hora que você quiser ir embora, quando você sentir que chegou a tua hora, tá tudo certo, vamos estar aqui ao seu lado.” Segundo eles, era para que o Fred pudesse morrer em paz. No dia 18, eles calcularam que ele não teria mais de 15 dias de vida.

 Nesse dia, ele recebeu uma visita de Elton John, de seus pais e da irmã. Foi a última vez que o viram. Dias depois, quem apareceu foi Brian May com sua esposa. Ele disse ao livro, acho que comentei sobre coisas do jardim dele, tipo ah, isso é bem interessante e ele interrompeu e disse: “Pessoal, não precisa puxar assunto.

 Eu tô muito feliz por estarem aqui, sabe? Mesmo que a gente não diga nada, só de ter esse momento é muito bom”. O quarto do Fred ficava no segundo andar da casa e no dia 22 ele pediu para descer pela última vez. Ele queria ver os quadros que ficavam assim na sala. Então, Jim levou ele numa cadeira de rodas. Nessa hora ele mal conseguia mexer os músculos e se alimentava praticamente só de líquidos.

Logo depois, Fred pediu que ligassem pro empresário da banda, Jim Beach. Ele sabia que sua hora tava chegando. E numa reunião só com o empresário, decidiu contar toda a verdade. Até porque a imprensa cercava a casa dia e noite, eram 60, 70 repórteres e especulação aumentando cada vez mais. O comunicado oficial saiu no dia 23.

 O texto confirmava que Fred Mercury tinha aides e pediu o apoio dos seus fãs e médicos de todo mundo no combate a essa terrível doença. No dia 24, como eu contei lá no começo, Fred já de manhãzinha começou engasgando com pedaço de manga. Aí teve a convulsão, tomou injeção de morfina. E aí à tarde, enquanto Jim Hutton estava trocando suas roupas, olhando assim pro Fred, viu que ele de repente parou de respirar.

 O médico foi chamado de novo, examinou e às 6:48 da tarde declarou a morte de Fred Mercury. À meia-noite, o corpo dele foi levado secretamente por uma van, sem identificação para evitar o assédio da imprensa. >> O líder do grupo Queen deixa uma das maiores fortunas da música. >> Fred Mercury vivia recolhido na sua mansão de 9 milhões de dólares aqui na zona oeste de Londres.

 Na segunda-feira, o mundo acordou em choque. Fãs encheram os muros da casa com flores, cartas, poemas e grafites. O funeral de Fred foi no dia 27. Respeitando o desejo de seus pais, a cerimônia segui os ritos tradicionais do zoroastrismo, a antiga religião persa, na qual Fred fora criado na infância, na Índia e em Zanzibar, capital da Tanzânia.

 Um dos maiores segredos em toda essa história é onde estão os restos mortais do Fred. Ele deixou isso a cargo da Mary Austin, disse para ela coletar suas cinzas e depositar num lugar que ninguém descobrisse. A ideia era evitar que seu túmulo fosse vandalizado ou transformado num circo mediático. Eu as deixei por um tempo na capela.

 Sabia que era uma responsabilidade minha, mas não tinha coragem de me separar de vez dele. Eu tinha que fazer aquilo sozinha, como ele pediu e manter segredo. Contou a Mary, que de fato nunca revelou o que fez com as cinzas. No Natal de 91, o Queen voltou ao topo das paradas britânicas com o relançamento de Bohemian Rha Rapsody e These Are the Days of Our Lives.

 Os lucros da venda desses singles foram para instituições de combate a Aides. A banda ainda organizou um tributo ao cantor em 20 de abril de 92 na Inglaterra. Participaram caras como David Bowy, Elton John e Robert Plant, interpretando clássicos do Queen com Brian Roger e o bachista John Deacon. [música] Oen acabou, não tinha menor condição da banda continuar.

 Quando Fred morreu, o baixista John Dickon se aposentou definitivamente. Roger e Brian ficaram gerindo assim o espóo artístico da banda, né? Campanhas comerciais, outros lançamentos que aconteceram dali pra frente, mas nada de compor coisa nova. Acredita-se que o HIV tenha origem em florestas tropicais da África Central, passando de uma espécie de chimpanzés para seres humanos.

 O vírus propagou-se por anos de forma silenciosa até explodir globalmente nos anos 80. Parte da mídia e da comunidade científica rotolou a doença de peste gay, agindo com um preconceito do tipo: “Ah, a gente não precisa descobrir como curar essas pessoas, mas esse preconceito atrasou a pesquisa científica. Hoje, enfim, é possível conviver com o vírus a vida toda.

 E, cara, sem a omissão dos governos, as terapias de hoje poderiam ter surgido antes, o que teria poupado centenas, talvez milhares de vidas, inclusive a de Fred Mercury, Renato Russo e Cazusa. Era isso e até a próxima.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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