IRENE RAVACHE: A DECISÃO MAIS DIFÍCIL QUE UMA MÃE PODE TOMAR
💔 IRENE RAVACHE: A DECISÃO MAIS DIFÍCIL QUE UMA MÃE PODE TOMAR
Teve uma hora que você teve que expulsar ele de casa. Foi.Eu disse assim: “Olha, essa casa aqui sempre vai estar aberta para você. É minha casa, é a sua casa”. Mas essa casa tem regras. Tem regras para um bem viver. Se você não pode se adaptar a essas regras, porta tá ali. Ele foi.
E aí, sabe o que você faz? Você chora, você fica cheia de dúvida.Ah, será que eu larguei meu filho?É,para qualquer mãe, mandar um filho embora parece impossível, mas Irene Ravachi descobriu que às vezes essa pode ser a única forma de tentar salvá-lo.Minha mãe, eu olhava para ela e eu percebia assim: “Quando que eu vou ter paz depois do seu tratamento, depois de você ter parado de usar droga?” Parece que ela tava perguntando isso para mim.
Quando é que eu vou ter paz e olhar para você e poder falar assim: “Ufa”.Enquanto o filho lutava contra a dependência, Irene lutava contra outro inimigo, o medo de perdê-lo.O quanto é delicado e o quanto é sofrido para um parente anunciar para outro parente que o seu filho tá bebendo e usando drogas de forma desenfreiada.

Eu não quero que vejam ele como um coitado. Eu lembro da minha mãe quando eu disse para ela que ele usava droga.Durante o meu processo anterior ao entrar em recuperação, eh, a vergonha foi algo que me cobrou bastante, que me consumiu bastante.A minha mãe falou assim: “Ah, coitado, Irene”. Assim mesmo que ela fam.
Ah, coitada Irene, acho que as pessoas vão rir dele. A vergonha faz muitas famílias sofrerem em silêncio e Irene também passou por isso.Além de eu ter a vergonha do meu estado, de eu ter consciência de como eu ficava, eu tinha vergonha de poder falar isso com os meus familiares,porque tem o fator vergonha.
Como é que eu vou dizer pros outros que o meu filho é um drogado? sentimentos esses que acontecem dentro do ambiente familiar, onde a verdade não é dita, não é falada. Vamos debochar dele. Ai, minha filha, que que sofrimento isso.Como foi difícil para minha mãe, como foi difícil para os meus parentes entrarem em contato com a minha doença.
Quando o tratamento começou, o alívio ainda não veio. Havia um medo que permanecia todos os dias. No primeiro momento eu não acreditava muito. Tava tava se recuperando. Não é que eu não acreditasse que ele poderia se recuperar, mas eu achava que podia ter uma recaída.Quando o tratamento começou, o alívio ainda não veio.
Havia um medo que permanecia todos os dias.Recaída.Ah, sim. A recaída ela é ela é ela é ruim em tudo, né? Às vezes a gente tem no nosso comportamento uma, você diz assim: “Poxa, que recaída, já, já, já superei esse comportamento há muito tempo, tô resvalei, não prestei atenção, tô outra vez.
” Eu já fiz regime várias vezes, tô aqui comendo de novo, engordando,não é isso?É,eu falei várias vezes, ó, eu aqui bebendo de novo, parece que dá um e d um sentimento de impotência diante do espí de menos valia, né?Isso, issoque é muito é é muito ruim. Até que um dia aconteceu algo que Irene jamais esqueceu.Para mim, o detalhe principal, primordial da de eu entrar em recuperação foi quando eu pude perceber um pouco de tranquilidade na cara da minha mãe e da família.
Eu tenho uma lembrança que que eu marco, né, na minha vida, que foi um dia que meu filho, que o Irã olhou para mim e eu reconheci o olhar dele, porque até então ele vinha em recuperação, mas eu não enxergava o olhar do meu filho. E esse dia veio, passou a seguinte imagem na minha cabeça. O meu filho esteve sequestrado por muitos anos e ele voltou.
Isso foi muito legal. Aquele olhar devolveu a Irene uma esperança que ela já não sabia se voltaria a sentir. Mas ela também descobriu uma verdade importante. Ninguém vence essa batalha sozinho.Vocês venceram. Eu vou falar no plural. Vocês venceram porque eu acho que é uma guerra da família, né? É uma família que adoece, não é só um, né? E aí ele se tornou psicólogo e aí ele roda o Brasil atendendo e dando suporte, fazendo palestras com adictos.

E você quando pode junto.Eu vou, Astrido.Eu acho isso sensacional, Irene.Depois de tudo que viveram, Irene percebeu que a recuperação não termina quando a droga acaba. Ela também precisa acontecer dentro da família.Não é só ele que vive, a família também.A família vive. Quem tiver do lado vive.
Vou voltar para aqueles humores, porque o o eh a o familiar do de de qualquer adicto, ele se ele não se ele não tiver um apoio, uma rede de apoio muito forte,eh ele vive ao sabor dos humores do seu adicto. Esses humores que que são que eles vêm de uma pessoa desequilibrada, desequilibra uma casa inteira. Depois de tudo que viveram, Irene percebeu que a recuperação não termina quando a droga acaba.
Ela também precisa acontecer dentro da família. Como é que você faz para manter a sua posição firme e ao mesmo tempo amorosa? Isso é um grande desafio para as famílias. Não, é firme e abraçar quando for necessário, porque é uma hora você não quer abraçar, você quer bater, né?Ah, quer que uma desestrutura emocional para quem tá em torno.
É, é um Então esse você tentar este equilíbrio é é um aprendizado também. Por isso que dizem que nós, porque eu tenho um adicto, né? Eh, nós somos codependentes. Enquanto você também não se cuida, você uma codependentedaquele comportamento.Foi dessa experiência que nasceu um novo propósito.
Hoje a Irene leva esperança para outras famílias que enfrentam o mesmo sofrimento,porque é o servir.Então, e é um pouco para devolver também o que eu recebi. muito apoiodos muito apoio dos grupos que eu frequentava e para passar para mães, é claro que tem pais também e tem filhos, né? Porque o adicto não é só o filho, é o pode ser o pai, a mãe,mas para pessoas tão angustiadas, tão desesperadase você sabe essa coisa? Eu pelo menos eu posso eh dar um depoimento, não é? Eu posso dizer: “Olha, tem uma luz aqui no
final desse túnel. Não desistam, nãoé possível”. Nenhuma mãe imagina que um dia poderá enfrentar uma situação como essa. Mas a história da Irene Ravaste mostra que mesmo quando tudo parece perdido, ainda existe caminho, tratamento e esperança. Se esse vídeo forte para você, compartilha com alguém que talvez esteja vivendo esse mesmo momento em silêncio.
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te encontro no próximo vídeo.