LEMBRA DE BARTÔ GALENO? SUMIU DA TV, QUASE PERDEU TUDO PARA O VÍCIO E HOJE VIVE ASSIM…

LEMBRA DE BARTÔ GALENO? SUMIU DA TV, QUASE PERDEU TUDO PARA O VÍCIO E HOJE VIVE ASSIM… 

Bartô  Galeno, se você tem mais de 40 anos, essa voz tocou dentro do seu carro,  na sua casa, na festa da sua família, mesmo que você não lembre o rosto dele.  No toca fita do meu carro foi cantada de ponta a ponta desse país. No toca  fita do meu carro. E aí, de repente ele sumiu da televisão e você provavelmente imagina o resto.

 A gente conhece essa história,  o ídolo que brilha, o dinheiro que vai embora, o esquecimento. A gente viu esse filme acontecer com tanto artista daquela época que já espera o final triste. Só que a história do Bartô é diferente e é bem maior do que você imagina.  Hoje eu vou te contar o que aconteceu de verdade.

 O vício que tomou conta dele enquanto o Brasil inteiro aplaudia.  O dia em que os médicos duvidaram que ele voltasse a cantar. O lugar inacreditável onde fãs jogavam ouro de verdade aos  pés dele. Isso mesmo que você ouviu ouro. E onde ele está agora aos  76 anos? Porque tem muita gente por aí jurando que ele morreu.

  Pode acreditar, o final dessa história não é nada do que você tá esperando. E tudo começou num tabuleiro de frutas, numa feira de sertão. A história começa em Souza, sertão da Paraíba. Em 20 de  maio de 1950, nasce Bartolomeu da  Silva, filho de João de Deus e dona Carlota. Nome de gente simples, casa de gente simples, num Brasil onde o sertão vivia de sol, roça e teimosia.

 A família ainda tentou a vida em outra cidade,  mas foi em Mossoró, no Rio Grande do Norte, que a história criou raiz. Bartolomeu tinha 10 anos quando chegou lá e chegou do jeito que muita família nordestina  chegava naquela época, com pouco na mala e conta apertada no fim do mês. A solução foi a mesma de milhares de famílias brasileiras, um tabuleiro de frutas na feira.

 E é aqui  que eu quero que você feche os olhos por um segundo. Feira de interior, começo dos anos 60. O sol ainda nem esquentou direito e já tem gente gritando preço. Cheiro de fruta madura misturado com  poeira, freguês escolhendo laranja uma por uma. Quem cresceu no interior do  Brasil conhece essa cena de perto, ou porque viveu ou porque o pai viveu.

 No meio daquilo,  um menino que todo mundo chamava de bastinho. Ele ajudava a vender as frutas da família, mas entre um freguês e outro,  ele cantava. E aí vem o detalhe que muda tudo. A voz daquele menino  não era uma voz qualquer. O povo da feira parava para ouvir.

 E numa cidade de interior,  notícia de menino que canta bonito corre mais rápido que rádio. Correu tanto que chegou nos ouvidos de  um locutor da rádio rural de Mossoró, um homem chamado Manuel, dono  de um programa de auditório Convite Feito. Todo domingo o menino do tabuleiro de frutas  agora cantava na rádio.

 Pensa no tamanho disso para uma criança daquela época. A rádio era o centro  do mundo. Era a Globo, a internet e o celular daquele tempo,  tudo junto num aparelho de válvula que a família ouvia reunida. E o bastinho estava lá dentro cantando  pras casas da cidade inteira. Aos 13 anos, ele venceu um festival de calouros em Mossoró.

 Anos depois, levou outro concurso  e ganhou um apelido que não é brincadeira. Muita gente dizia que ali estava a mais bela voz do Rio Grande do Norte. Um padre da cidade, o padre  Américo, ficou tão impressionado que deu de presente ao rapaz para Recife. Um padre pagando viagem para menino cantor é o tipo de coisa que só acontecia naquele Brasil.

  Mas Recife era pequeno demais pro sonho dele. O ídolo do rapaz era Roberto Carlos. E Roberto Carlos não morava no Nordeste, morava no Sudeste, onde ficavam as gravadoras,  os programas de TV, a fama de verdade. Todo jovem cantor  do interior sabia, ou ia pro sul ou ficava no quintal. E tem uma coisa curiosa na data  em que ele decidiu ir.

 Julho de 1969, o mundo inteiro grudado no  rádio e na televisão acompanhando o homem chegar à lua. E enquanto a humanidade olhava para cima, um rapaz de 19 anos saía de Mossoró com uma mala e um  violão, apostando tudo numa viagem só. Ele achava que ia  conquistar o Rio de Janeiro. O rio tinha outros planos.

 A primeira cama dele na cidade grande foi o  chão embaixo da escada de uma delegacia. Dormir embaixo de uma escada de delegacia. Era isso que a cidade grande tinha reservado pro rapaz que saiu de Mossoró como a mais bela voz do Rio Grande  do Norte. E olha, isso não é figura de linguagem, não. O dinheiro acabou.

 Conhecido ele não tinha. E o jeito foi esse, achar um canto coberto  para passar a noite e seguir tentando no dia seguinte. Quanta gente do Nordeste chegou no Sudeste exatamente assim naqueles anos. Milhões. A diferença é que esse aqui carregava um violão. Só que a porta da fama não abriu pela voz dele,  abriu pela caneta.

 Antes de ser cantor, Bartolomeu virou compositor. Escrevia  música pros outros cantarem e não era para qualquer um. As letras dele foram parar na boca de  Odair José, de Fernando Mendes, gente que tocava no rádio do país inteiro. O rapaz, que dormia na delegacia agora  tinha música tocando no Brasil todo, só que ninguém sabia o nome dele.

E por falar em nome  tinha um problema ali, Bartolomeu da Silva. Os amigos músicos foram sinceros: Silva não vem disco. Simples demais, comum demais  para competir com os nomes artísticos daquela época. Bartolomeu virou Bartô. Isso foi fácil. E pro sobrenome veio a sugestão que ficou para sempre.

 Galeno, sonoro, diferente, nome de artista. Tava batizado o Bartô Galeno. Faltava o Brasil conhecer. E o caminho para ser conhecido  naquele tempo passava por um lugar só, os programas de auditório. E o maior de todos era o do Chacrinha. Quem viveu aquela época sabe o que era o velho guerreiro na televisão. Buzina, bacalhau voando, auditório lotado e uma fila gigante de artista desconhecido, implorando por uma chance de cantar 30 segundos na frente das câmeras.

  O Bartô encarou essa fila. Esperou, insistiu, voltou, mas  espera porque nessa mesma época a vida dele mudou em dobro. Em 1975, dois contratos foram assinados. O primeiro com a gravadora Tapecar pro seu primeiro disco Só lembranças. O segundo no cartório, casamento com Maria do Socorro, uma moça de Mossoró da terra dele.

 E guarda esse nome, porque essa  mulher vai atravessar essa história inteira do começo bonito até a parte mais escura que ainda vem por aí.  O disco saiu, as primeiras músicas começaram a tocar. Cadeira vazia, amor vagabundo.  O nome Bartô Galeno começou a circular nas rádios devagarinho, feito fogo pegando em palha seca.

 O menino da feira tinha virado artista de verdade, com disco na praça, música no rádio e aliança no dedo. Mas o curioso é que a  música que ia virar a vida dele de cabeça para baixo ainda não existia. E ela não ia nascer num estúdio, nem num palco, nem numa mesa de compositor. Ela ia nascer dentro de um carro, um Chevete, o primeiro carro que ele conseguiu comprar na vida.

 E as horas de solidão dentro  daquele carro iam virar a música que o Brasil inteiro cantou. Um Chevete. Quem tinha 20, 30 anos no fim dos anos 70  sabe o que aquilo significava. Não era só um carro, era a prova de que a vida tinha dado certo. O trabalhador brasileiro que conseguia comprar um Chevete zero tinha vencido.

  O Bartô comprou o dele e foi ali dentro, rodando estrada sozinho  entre um show e outro, que a coisa aconteceu. Ele, o volante, o toca-fitas e ninguém no banco do lado.  Aquela solidão de estrada foi virando letra. A letra virou música e a música ganhou o nome mais óbvio e mais perfeito possível no Toca Fita do meu carro.

>> No toca fita  do meu carro. >> Maio de 1978. O disco chega às lojas e o Brasil  pega fogo. A música tocava em tudo quanto era lugar, no rádio da padaria, na festa de casamento, no ônibus  e principalmente, claro, no tocafitas dos carros. Motorista de caminhão, taxista, pai de  família no Fusca, todo mundo cantando a solidão do Bartô como se fosse a própria.

 E aqui  vem um detalhe que pouca gente sabe. O próprio Bartô contava que ele praticamente sustentava a gravadora  Tápeca sozinho, de tanto que os discos dele vendiam. Para de pensar no cantor  por um segundo e pensa no negócio. Uma gravadora inteira com funcionário, estúdio,  prensagem de disco e quem pagava a conta.

 era a voz do menino da feira de Mossoró. A agenda dele chegava a ter cinco shows numa semana. Cinco. Tinha semana em que ele dormia mais em estrada do que em casa. E aí a gente chega naquela cena do começo do vídeo. Porque eu te devo essa história.  Você imagina o que fã joga no palco para um cantor, né? Flor, bilhete com declaração.

 De vez em quando uma peça de roupa nos shows mais animados. E faz sentido imaginar isso, porque foi sempre assim, em  todo o lugar do mundo. Só que existia um lugar no Brasil onde não era assim. Serra pelada, o maior garimpo a céu aberto do planeta.  Um formigueiro humano no meio do Pará, dezenas de milhares de homens cavando barro atrás de ouro, o lugar mais bruto e mais rico desse país ao  mesmo tempo.

 E o Bartô ia cantar lá. E quando ele cantava, os garimpeiros jogavam pepitas de  ouro aos pés dele. E isso mesmo que você tá ouvindo? Ouro de verdade, arrancado da terra com a mão, atirado no palco como quem joga rosa. O homem saía do show com o chão forrado do metal mais valioso do mundo. Duvido você conhecer outro artista brasileiro que possa contar uma história dessas.

 Prepara o coração, porque a fase era essa: disco vendendo rio, gravadora grande disputando o passe dele. Depois da Tapicar, vieram a Continental, a RGE, e ao longo da carreira uma pilha de uns 20 discos. O Chacrinha, que um dia o deixou na fila, agora o recebia como  estrela. O menino que vendia fruta no tabuleiro tinha virado o rei das multidões.

  Ouro no palco, música na boca do povo, o Brasil inteiro  aplaudindo de pé. Visto de fora, era o sonho completo. Impossível imaginar aquilo desmoronando.  Só que enquanto os garimpeiros jogavam ouro, dentro de casa, no silêncio, tinha uma mulher chorando sozinha. E o que a Socorro via de perto, o Brasil não fazia ideia. Ele saía e não voltava.

  Passava dias fora de casa. Eu chorava, me sentia só. Quem contou isso foi a própria  Socorro. A moça de Mossoró casou com ele em 1975, que viu o marido virar ídolo nacional  e que descobriu da pior forma que a fama cobra a conta dentro de casa,  porque o Brasil via o palco, a socorro via o resto e o resto tinha nome: bebida e cigarro.

 O Bartô mesmo admitiu isso anos depois na televisão, olhando pra câmera.  Era alcólatra, viciado em cigarro também. A vida de cinco shows por semana, estrada atrás de estrada, festa atrás de festa,  foi empurrando o homem para dentro do copo. E o copo não avisa quando vira a prisão. E aí fica aquela pergunta que não tem  resposta fácil.

 Tem quem diga que a culpa era daquela vida. Ninguém aguenta anos de estrada,  noite virada e pressão sem uma válvula de escape. Mas tem também quem argumente que artista nenhum é obrigado a beber,  que tanta gente viveu a mesma estrada e não se perdeu. Eu não vou julgar.  E eu deixo essa para você resolver aí nos comentários.

 O fato é que enquanto o vício apertava por dentro, o mundo lá fora também começou  a mudar e mudou sem pedir licença. Os anos 80 foram chegando e levando embora, um por um, os palcos que fizeram o Bartô. Os programas de auditório foram acabando.  O Charinha se foi em 88 e com ele uma era inteira da televisão brasileira.

 As gravadoras mudaram de dono, mudaram  de gosto. E a música romântica popular, essa que o povo chamava de brega, virou motivo de piada na grande mídia. O estilo que enchia estádio agora era tratado como coisa de gente atrasada. Repara numa coisa, não teve escândalo, não teve manchete, não teve queda espetacular. Foi pior que isso.

Foi o silêncio, o telefone tocando menos, o nome saindo das revistas, a televisão simplesmente esquecendo  que ele existia. Para quem um dia teve ouro jogado aos pés, o esquecimento dói  mais que qualquer vaia. Muita gente nessa situação afundava de vez.  E o Bartô tinha tudo para ser mais um da lista, a lista dos ídolos daquela geração que a bebida  levou embora.

 Só que ninguém estava preparado pro que ele fez. Ele largou a bebida e o cigarro, brigou contra os dois vícios e venceu. Uma luta que ele mesmo contou depois,  sem esconder nada, num programa da Record chamado Justamente Eu Sobrevivi. E quando parecia que a parte difícil tinha  passado, que era só colher a vida em paz, começo de  2017, um AVC, o derrame atingiu a fala e os movimentos.

 E aí você imagina o tamanho do medo.  Um cantor, um homem que é a própria voz internado num hospital, sem saber se aquela voz voltava. Teve médico duvidando que ele subisse num palco de novo a socorro, mais uma vez do lado da cama, como sempre esteve.  E foi mais ou menos nessa época que aconteceu uma coisa cruel.

 Espalhou-se pela internet  uma notícia dizendo que o Bartogaleno tinha morrido. Com detalhe e tudo, a doença, a idade, até a cidade onde teria sido enterrado. Família compartilhou,  fã chorou, gente acendeu vela pro homem. Agora eu te pergunto, e se eu te contar que essa notícia tá no ar até hoje e que ela é mentira do começo ao fim? Mentira do começo ao fim.

 O Bartô Galeno está vivo, vivo, lúcido, cantando e com 76 anos completados em maio de  2025. A tal notícia da morte dele, que circula num blog por aí, é falsa. Provavelmente confundiram ele com outro artista, mas o estrago foi feito e até hoje tem gente jurando de pé junto que o Bartô se foi.

 Se você era uma dessas pessoas, pois é, ele tá aí firme  e a recuperação do AVC completa. A fala voltou, o movimento voltou e  o mais importante, a voz não sofreu dano nenhum. O homem que os médicos duvidaram  que cantasse de novo subiu no palco de novo. No fim daquele mesmo ano  de 2017, ele comemorou 45 anos de carreira, anunciando o primeiro DVD da vida dele.

Aos 67 anos, depois de um derrame. Não é brincadeira não. E a socorro do lado dele, como sempre. Faz a conta comigo. Casaram em 1975. Em 2025, esse casamento completou 50 anos, meio século com a  mesma mulher, a que chorou sozinha em casa nos anos de bebida, a que segurou a mão dele no hospital.

 No meio artístico, onde casamento às vezes dura menos que contrato de gravadora, 50 anos é quase um milagre. Hoje os dois vivem num ritmo mais calmo. Ele diminuiu os shows de propósito, trocou aquela loucura de cinco por semana por uma agenda mais espaçada, com tempo para passear, curtir temporadas em Fortaleza e visitar o filho em Teresina.

 E olha que bonito, o filho Bartuzinho Galeno também é cantor, seguiu a estrada do pai e de vez  em quando os dois dividem o mesmo palco. Mas espera porque a parte mais surpreendente dessa  história é a mais recente. A televisão esqueceu o Bartô, a internet não. As músicas dele foram parar no Spotify,  no YouTube, no TikTok e aconteceu uma coisa que ninguém previu.

Saudade de Rosa, uma música das antigas passou de 135 milhões e meio de reproduções no Spotify. 13 milhões  e meio. Mais gente ouvindo essa música do que a população inteira de Portugal. E não é o público da nossa idade, não.  É menino de 20 anos descobrindo o bartô no celular. É a música dele ganhando versão nova, remix, dancinha.

 Em 2025, o homem lançou até parceria com MC de Funk. Saudade de  Rosa 2.0 com MC Deluxe. O cantor que a grande mídia aposentou nos anos 80 tá lançando música com  MC em pleno 2025. Entra no Instagram dele, são 141.000 seguidores.  E a frase que ele escolheu para se apresentar na Bill resume tudo. A lenda viva do brega.

 Viva! A palavra mais importante é essa. E 2026 já tem show marcado, festival de brega na Paraíba, dividindo cartaz com o Amado Batista, o São João de Mossoró.  A mesma Mossoró do tabuleiro de frutas que agora recebe o Filho ilustre como atração da festa da cidade. 60 e tantos anos depois, o menino da feira vai cantar em casa.

 E é aqui que essa história revela a verdade dela, porque o título lá em cima falava em sumisso, falava em vício e tudo isso aconteceu. Mas o final que você esperava, aquele final triste de ídolo esquecido, esse final o Bartô se recusou a aceitar. E a lição que sobra dessa história é maior do que parece. No fim das contas, o Bartogaleno nunca perdeu quase tudo.

 Ele perdeu o que precisava perder: A bebida, o cigarro, a pressa. O resto, a voz, a mulher, o  público, o nome, ele guardou. E para um pouquinho para pensar na volta que essa história dá. Um menino vendendo fruta num tabuleiro de feira nos anos  60, num Brasil onde geladeira era luxo e a rádio era a janela pro mundo.

 Esse menino atravessa o país com um violão, dorme no chão de uma delegacia, vira compositor dos outros antes de ser dono da própria voz. Aí explode. Vem de disco  a ponto de sustentar uma gravadora sozinho. Canta num garimpo onde chove ouro no palco. O Brasil inteiro decorou a música  que ele escreveu sozinho dentro de um Chevete e depois o mesmo Brasil esqueceu.

 A televisão virou a página, o estilo dele virou piada. O telefone parou de tocar, a bebida apertou,  o cigarro apertou e lá na frente ainda veio um derrame testar se sobrava alguma coisa. Pela lógica dessa história, a lógica que a gente aprendeu vendo tantos ídolos daquela  época caírem, o Bartô era para ser mais um nome triste em lista de por onde anda.

 Só que ninguém avisou isso a ele, porque tem um detalhe que separa a história do Bartô de quase todas as outras. Ele nunca dependeu do holofote para existir. Quando a TV apagou a luz, ele não ficou parado no escuro esperando. Foi cantar onde o povo estava. O Nordeste nunca soltou a mão dele. E olha que coisa, foi exatamente esse público fiel de festa de cidade e São João que segurou a carreira dele viva até o mudacintar internet chegar e devolver tudo com  juros.

 E fica uma lição que a gente entende melhor depois dos 40. Sucesso não é nunca cair, é ter para onde voltar quando cai. O Bartô tinha, tinha a socorro esperando  há 50 anos, a mesma que chorou sozinha nos anos de bebida e segurou a mão dele no hospital. Tinha a terra dele, que hoje o recebe como atração da festa da cidade.

 Tinha uma obra que nem o tempo nem a televisão conseguiram apagar. Disco  de ouro enferruja na parede, pepita de ouro se gasta. Alguém segurando sua mão no hospital? Não. O menino da feira de Mossoró tá com 76 anos, sóbrio, casado, cantando e com menino de 20 anos dançando a música dele no celular.

 Se isso não é vencer na vida,  eu não sei o que é. Agora eu quero saber de você, qual música do Bartô marcou a sua vida  no Toca-fita do meu carro, Saudade de Rosa, ou outra que tocou na sua história? Escreve aí nos comentários que eu leio todos.  E se essa história mexeu com você, deixa o like e se inscreve no canal, porque tem muita história de ídolo brasileiro esperando para ser contada por aqui. Até a próxima.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

Recommended for You

View Archive arrow_forward