LEMBRA DE JULIO IGLESIAS? FEZ MUITO SUCESSO NA RÁDIO E NA TV, SUMIU DA MÍDIA E VEJA COMO VIVE HOJE…

LEMBRA DE JULIO IGLESIAS? FEZ MUITO SUCESSO NA RÁDIO E NA TV, SUMIU DA MÍDIA E VEJA COMO VIVE HOJE…

Eu vou falar com um um espanhol, hoje em dia um mito, uma pessoa de uma educação extraordinária, arrasa os corações por todo el mundo. Júlio Iglésia, [aplausos] se tem mais de 30 anos, este nome não necessita de apresentação. Júlio Iglesias. A voz que tocava no gira-discos da sala, no rádio do carro, no programa de Sábado à tarde, o galã espanhol de cabelo penteado para trás que fazia a sua mãe, a sua tia e olha às vezes até o seu pai parar tudo para ouvir.

 Esqueci-me de viver, [canto] esqueci-me de viver. E aí de repente desapareceu sem escândalo, sem despedida, sem espetáculo de adeus, simplesmente deixou de aparecer. E nós fomos tocando a vida, achando que era apenas mais um artista que envelheceu e recolheu-se. Faz sentido pensar assim, porque [a música] é o que acontece com quase toda a gente.

 Só que com ele não foi bem assim. E depois ficam as perguntas que quase toda a gente já se fez em algum momento. Onde é que este homem está a viver hoje? Será que perdeu tudo e ficou pobre? Será que está doente? Ou será que é só a idade que chegou e lhe cobrou o preço? Vais sair deste vídeo sabendo de tudo.

 Mas antes a gente precisa de recordar quem foi este homem. [aplausos] por porque para compreender o silêncio de agora, tem de perceber o barulho que ele fez antes. Prepara o coração, porque há aqui parte que quase ninguém sabe. A maioria das pessoas olha para um artista que fez sucesso no mundo inteiro e imagina uma história de superação.

Menino pobre, casa simples, cantando na rua para juntar trocos. E faz sentido pensar assim. Porque é assim que acontece com a maior parte dos grandes nomes que conhecemos. Só que com Júlio Iglésias foi o contrário. Ele nasceu em Madrid a 23 de setembro de 1943 numa Espanha que ainda estava a se recompondo dos escombros de uma guerra civil.

 País racionado, cidade cinzenta, gente a contar moeda. Mas dentro da casa dos Iglésias não faltava nada. O pai dele era o Dr. Júlio Iglésias Puga, que toda a gente chamava de Papuchi, ginecologista nascido na Galiza, um dos pioneiros do parto, sem dor em Espanha e fundador de uma maternidade em Madrid. Ou seja, o O pai do Júlio foi o médico que trouxe ao mundo os filhos de Madrid.

 Era um homem respeitado, de apelido conhecido, com o consultório cheio. E aí vem o pormenor que muda tudo, porque menino criado com conforto, bom colégio, futuro traçado. Esse menino não sonhava com um microfone, não sonhava com palco, não sonhava com público, a gritar isso o nome dele. Júlio Iglesias sonhava com uma só coisa, defender um penálti.

 era guarda-redes e não era guarda-redes de vársia, de campinho de bairro não. Em novembro de 1959, com 16 anos, assinou um contrato com as camadas jovens do Real Madrid. Isso mesmo que estejas a ouvir. Isto para um miúdo. É como um menino brasileiro dos anos 60 ser chamado para treinar no Santos do Pelé. O plano da vida estava desenhado.

 Direito na faculdade para agradar ao pai, luvas de guarda-redes para agradar o coração. Ele treinava, viajava com a equipa, vestia a camisa branca, era o tipo da meta. Ora vejam que curioso. Anos depois, quando já era famoso no mundo inteiro, perguntaram-lhe se tinha verdadeiro talento para ser jogador. E ele foi honesto.

 disse que nunca foi um grande guarda-redes, que tinha muito mais entusiasmo e atitude do que o talento propriamente dito. Mas, naquela época, aos 19 anos, isso não tinha importância. Ele estava a viver o sonho. Só que numa madrugada de setembro de 1963, na véspera do 20º aniversário, este rapaz entrou num carro com uns amigos para voltar para casa e ele não voltou a andar.

 O que aconteceu naquela estrada mudou-lhe a vida e, sem exagero nenhum mudou a história da música mundial. Estávamos a 22 de setembro de 1963. Madrugada, estrada na região de Majá da Onda, a redores de Madrid. O Júlio estava regressando de uma noite fora com os amigos. Carro em alta velocidade, pista escura, aquele tipo de madrugada que toda a gente que já foi jovem conhece.

 quando achamos que nada de mal pode acontecer precisamente connosco. Só que aconteceu, ele perdeu o controlo do carro e quando o chegou socorro, o rapaz, que dias antes estava a defender o penálti pelo Real Madrid já não conseguia mexer as pernas. A lesão foi na coluna, compressão na medula e o diagnóstico foi aquele que nenhuma família quer ouvir.

Pode ser que ele já não ande. Júlio Iglésias esteve cerca de dois anos sem andar. pára de tudo um segundo e pensa no que isso significa para um rapaz de 20 anos. Não perdeu só o futebol, perdeu o corpo, perdeu o movimento, perdeu a versão de si mesmo que ele conhecia desde criança. Deitado numa cama de hospital, sem saber se ia levantar-se dali, olhando para o tecto do quarto todo, Santo Dia.

 E aí entra na história um homem que quase ninguém conhece, mas que é talvez o personagem mais importante de tudo isto. O seu nome era Eládio Magdaleno. Era enfermeiro, não era produtor musical, não era empresário, não era um caçador de talentos. Era um funcionário do hospital, daqueles que fazem o trabalho duro e ninguém agradece.

 E o Eládio percebeu uma coisa, as mãos do rapaz estavam a ficar fracas, sem destreza, demasiados paragens. Então ele fez o que qualquer pessoa de bom coração faria, arranjou um violão e colocou-o nas mãos do Júlio. Não foi para ele se tornar cantor, era fisioterapia, era só para mexer os dedos. Pois é, o maior cantor latino da história pegou num instrumento pela primeira vez, porque um enfermeiro queria que ele recuperasse o movimento das mãos.

 Mas espera, porque há mais. Deitado ali, dedilhando aquele violão sem técnica nenhuma, o rapaz começou a fazer uma coisa que nunca tinha feito na vida, compor. E a música que nasceu nesse quarto de hospital tinha um nome que, olhando de hoje até arrepia. A vida sigue igual. A vida continua igual.[canto] Um homem que não sabia se ia andar de novo a escrever uma canção sobre a vida que continua.

 Por volta de 1965, voltou a andar com sequelas nas pernas que carregou durante anos, mas voltou. E depois fez o que muito filho de boa família fazia naquela época. foi paraa Inglaterra estudar inglês, ficou em Ramsgate, depois em Cambridge e nos fins de semana para ganhar uns trocos, começou a cantar num pub. Foi aí que a ficha caiu.

 As pessoas paravam para ouvir. Em 1968, ele inscreveu-se no festival de Benny Dorm, um concurso de música na costa espanhola, levou a canção do hospital e ganhou. O prémio abriu a porta da gravadora. Em 1969 saiu o primeiro disco Y canto. [canto] Em 1970, representou a Espanha no festival Eurovisão da Canção com Gendolin e ficou em quarto lugar.

 E nessa altura o Eurovisão era assistido por dezenas de milhões de pessoas na Europa inteira. Era a montra que todo o artista europeu queria. 7 anos antes, era um miúdo sem andar num quarto de hospital. Agora estava a cantar para a Europa inteira. E olhe, se acha que esta história já é impressionante, é porque ainda nem chegámos à parte que interessa para si e para mim, porque há um país específico no mundo, onde Júlio Iglesias se tornou uma coisa maior do que ele foi em qualquer outro lugar. E esse país é o nosso.

Nos anos 70, Júlio Iglésias começou a Tarosso a atravessar a fronteira, Itália, França, Portugal, Alemanha. Em 1978, assinou com uma editora internacional e tomou uma decisão que mudou o jogo, não ia cantar só em espanhol, ia cantar na língua de quem estava a ouvir. Gravou em inglês, francês, italiano, alemão, japonês.

 E aqui vem uma coisa que o Guinness registou oficialmente em 1983. Júlio Iglesias recebeu o único disco de diamante que aquela instituição já concedeu na história por ser o artista que mais gravou em diferentes línguas. 20 línguas ao todo, 20. Há pessoas que não fala direito uma. Em 1984, ele rebentou nos Estados Unidos com o disco 1100 Bell Air Place.

 Gravou dueto com Willy Nelson, com Diana Ross, com Stevie Wonder e ainda com Frank Sinatra. Fechou o patrocínio com a Coca-Cola 3 meses depois da Pepsi ter fechado com Michael Jackson, ou seja, as duas maiores marcas de refrigerantes do planeta a lutar. E ele era o outro lado da moeda do Michael Jackson.

 Mas espera, porque a parte que mais interessa é outra, porque houve um país onde não foi apenas um cantor estrangeiro de sucesso. Houve um país onde ele virou da família e esse país é o Brasil. Ele fez o que quase nenhum artista internacional fazia. Gravou em português, e não em meia dúzia de palavras com sotaque para agradar. Gravou música inteira.

 Me esqueci-me de viver momentos quando me apaixono. Aquelas músicas passavam na rádio, tocavam na novela, tocavam na festa de casamento do primo, tocavam no gira-discos de domingo de manhã, enquanto a sua mãe passava um café. E o LP dele estava na estante da sala, naquela estante de madeira escura junto com o do Roberto Carlos.

 Agora presta atenção neste número. Júlio Iglesias é o artista internacional que mais vendeu discos na história do Brasil. Mais de 15 milhões de cópias vendidas aqui dentro. Mais do que os Beatles, mais do que Michael Jackson, mais que Madona, mais que qualquer um, um espanhol.

 Manda essa para alguém depois e vê a cara que a pessoa faz. E o mais bonito é a razão disso, porque o brasileiro dos anos 80 tinha um gosto muito específico. A gente gostava de música romântica sem vergonha nenhuma de gostar. Roberto Carlos era rei. E quando apareceu este espanhol de voz grave cantando o amor na nossa língua, o público não o tratou como gringo, tratou-o como parente.

 Ele veio para o Brasil várias vezes, passou num programa de auditório, apareceu na TV aberta num tempo em que a TV aberta era a única coisa que existia. Era aquele domingo à tarde com a família toda na sala, ninguém com telemóvel na mão, todos olhando pro mesmo lugar. E anos mais tarde, quando muita gente já pensava que ele tinha ficado no passado, ainda gravou Dueto com Bruno e Marron e com Paula Fernandes, sertanejo com galã espanhol, só no Brasil para dar certo uma coisa dessas.

 Nos números oficiais, a A sua assessoria fala em mais de 300 milhões de discos vendidos em todo o mundo. E vale por dizer, com honestidade, que este é um número de divulgação. O Guinness registou algo em torno dos 250 milhões. De qualquer maneira, é um tamanho que muito poucos seres humanos alcançaram, mais de 5.000 espectáculos.

 Mas 600 cidades, cerca de 60 milhões de pessoas viram este homem cantar ao vivo. E depois pergunta-me, como é que um cara deste tamanho simplesmente desaparece? Como é que o homem que vendeu mais discos no Brasil do que os Beatles desaparece da televisão, das revistas, da vida pública e nem nos apercebemos direito quando é que ele saiu? É exatamente é isso que vamos descobrir agora.

[música] Quando um artista desaparece, a cabeça da as pessoas vão sempre para o mesmo lugar. Ou ele se partiu, ou ele adoeceu, ou o público simplesmente se cansou dele. E faz todo o sentido pensar assim, porque a gente já viu isso acontecer um monte de vezes. Cantor que encheu o estádio e acabou por vender o que tinha.

 Ator de novela que desapareceu e reapareceu a pedir ajuda. É uma história tão comum no Brasil e no mundo que [a música] se tornou quase regra. Só que no caso do Júlio Iglésias, não foi nada disso. O desaparecimento dele foi lento. Não teve um dia específico. As digressões foram tornando-se mais raras ao longo dos anos 2010.

 Os concertos foram diminuindo, as entrevistas foram rareando. E em 2015, no dia em que completou 72 anos, ele anunciou uma coisa que passou meio batida na época. O disco México ia ser o último álbum de estúdio da carreira dele. O motivo que deu foi simples e honesto. Disse que já não tinha um ano e meio da sua vida para passar trancado dentro de um estúdio.

 Aí pergunta: “Mas e a saúde?” E aqui precisamos ter cuidado, porque foi neste ponto que a boataria comeu à solta. Começaram a circular histórias de que estava em cadeira de rodas. L depois apareceu um colega cantor a dizer que O Júlio andava com um problema de memória. Houve gente que chegou a espalhar que era Alzheimer e um jornalista espanhol, seu amigo próximo, comentou publicamente que Júlio teria um osteoblastoma na coluna vertebral, um tumor benigno que não é cancro, mas que numa coluna já ferida complica muito a

vida de qualquer pessoa. Repara na coluna, sempre a coluna, a mesma coluna daquele acidente de 1963. 60 anos depois, o carro batido naquele madrugada de Madrid ainda estava cobrando o preço. Só que há um pormenor importante. Nada disto foi confirmado por médico nenhum, nem por comunicado oficial.

 É um relato de um amigo, é conversa de bastidor, é imprensa espanhola trabalhar com o que tem. E o próprio Júlio, ele respondeu em 2024. E novamente em 2025 desmentiu tudo com aquele humor de quem já viu de tudo. Disse que já o tinham matado 1 vezes e reformado ele umas 20.000 e deu a frase que resume o homem de 82 anos melhor do que qualquer relatório médico.

 Da cintura para cima, ele está ótimo. Da cintura para baixo, tem 500 anos. Sabe o que esta frase tem? Verdade. É o que qualquer pessoa de idade que lhe conhece diria. A cabeça funcionando redonda e o corpo já não obedecendo mais. Agora vamos lá para questão que interessa. Ele ficou pobre? Porque a lógica diz que sim.

 Homem que deixou de fazer digressões, deixou de lançar disco, deixou de aparecer. Sem espetáculo não tem bilheteira. Sem disco novo não tem venda. E manter mansão, pessoal e avião custa uma fortuna todos os meses. Só que a resposta é não. Júlio Iglésias não ficou pobre, não perdeu tudo, não vendeu o que tinha para pagar conta.

 É hoje o cantor mais rico da Espanha e o dinheiro que sustenta a vida dele não vem de onde está imaginando. Vem de um lugar que quase ninguém associa a um cantor romântico. E é isso que vamos ver agora. Vamos diretos ao número. A revista Forbes de Espanha publicou no fim de 2025 a lista dos 100 espanhóis mais ricos.

 E lá está ele, o Júlio Iglesias, com uma fortuna avaliada em 630 milhões de euros. Na cotação de hoje, isto passa dos 3 mil milhões meio deais. Para que tenha uma ideia do tamanho, é dinheiro suficiente para comprar uma equipa de futebol inteira da Série A e ainda sobrar troco para o estádio. É o cantor espanhol mais rico que existe.

 E não é por pouco, mas aqui vem a parte que muda tudo, porque a maior parte deste o dinheiro não veio da música, veio da tijolo. Júlio Iglesias passou décadas fazendo uma coisa que quase nenhum artista da sua geração fez direito. Em vez de gastar, comprava terrenos e não comprava terrenos em qualquer lado. Comprava nos sítios certos antes de toda a gente perceber que eram os lugares certos.

 O maior exemplo disso é uma ilha em Miami chamada Indian Creek. Se nunca ouviu falar, guarda esse nome. É uma ilha privada, minúscula, com cerca de 30 e tal casas. tem polícia própria, tem uma única ponte de acesso. A Forbes apelidou o lugar de bunker dos multimilionários e o apelido pegou porque é literalmente o que é.

 Sabe quem lá vive? Tom Brady, o maior jogador da história do futebol americano. Carl Icon, uma dos investidores mais temidos de Wall Street e mais recentemente Jeff Bezos, o proprietário da Amazon, um dos homens mais ricos do planeta. Júlio Iglésias chegou lá antes de todos eles. Ele comprou a primeira casa na ilha em 2008 por cerca de 7 milhões de dólares.

 Em 2012, comprou a casa do vizinho por 15 milhões e mandou demolir só para ficar com o terreno. Foi juntando o lote um do lado do outro até ter cinco propriedades ali dentro. E depois em 2017 colocou quatro destes lotes à venda em conjunto. O preço pedido, 150 milhões de dólares, foi o valor mais alto alguma vez pedido por um imóvel em Miami nessa altura.

Era um pedaço de terra de uns oito acrescos metros de frente para a água. Mas espera porque o melhor detalhe vem agora. Ele acabou por vender um desses lotes por 30 milhões de dólares. E sabe para quem? Paraa Ivanka Trump e o marido, Jared Kushner, a filha e o genro do presidente dos Estados Unidos.

 Isso mesmo. O cantor [canção] que a sua mãe ouvia na Vitrola, vendeu um terreno para família Trump. Vende essa história no grupo WhatsApp e vê no que dá. E não parou em Miami. Em 1997, Júlio entrou como sócio e investidor de um grupo que estava a desenvolver uma região praticamente vazia da República Dominicana.

 Era um pedaço de praia que ninguém dava nada. Hoje este lugar chama-se Punta Cana, um dos destinos turísticos mais famosos do Caraíbas, com aeroporto internacional, campo de golfe, marina e resorte de luxo. Foi sócio da coisa desde o início. Além disso, tem o que continua a pingar todos os meses sem ele fazer esforço nenhum, os direitos de autor.

Cada vez que uma música dele toca em rádio, em streaming, em telenovela, em restaurante, em qualquer canto do mundo, cai dinheiro. A Forbes calcula mais de 5 milhões de euros por ano só de royalties. E olha o detalhe fino. O seu filho, o Henrique Iglesias, vendeu o catálogo de música dele para uma empresa em 2023 num negócio de nove dígitos. O pai não.

[música] O Júlio segurou o dele. Continua dono das próprias músicas. Ora, onde é que este homem está a viver hoje? A vida dele hoje se divide entre três lugares: Barramas, onde passa boa parte do tempo, Puntacana, na República Dominicana, na casa que construiu lá, e Miami. E em 2025 fez uma coisa que diz muito sobre quem ele é.

Comprou uma mansão na Galiza, no norte da Espanha, 100 m², 7 quartos, 13 casas de banho, lago artificial, garagem para 10 carros, cerca de 4 milhões de euros. Mas o motivo da compra não foi o luxo, foi que aquela casa fica a cerca de 10 km de onde a sua família veio, a terra do Paput, aquele médico que trouxe meia madri ao mundo.

 O homem passou a vida inteira a correr o planeta e no fim quis comprar um pedaço de casa perto do local onde tudo começou. Só que em 2026 colocou esta mansão à venda menos de um ano depois de comprar. E o seu dia a dia hoje é simples e talvez ser o mais surpreendente de tudo. Ele nada na piscina, escreve as memórias, está a tocar um projeto de série sobre a vida dele com a Netflix.

 Aparição pública, praticamente nenhuma. Entrevista, quase nunca, espectáculo, nem se fala. Um homem que cantou para 60 milhões de pessoas em direto hoje, passa os dias sozinho numa ilha a escrever o que viveu. E é aí que esta história para de ser sobre dinheiro. No final de contas, a história do Júlio Iglésias não é sobre um disco vendido, nem sobre terreno em Miami.

 é sobre um menino que teve o sonho arrancado das mãos numa madrugada e recebeu outro sem pedir a um enfermeiro que apenas queria que ele mexesse os dedos. E olha que curioso, a música que escreveu naquela cama de hospital, sem saber se ia voltar a andar, chamava-se A vida Segue Igual. 63 anos depois, ela continua a fazer sentido, porque a vida segue mesmo, só que quase nunca do forma que planeámos.

 Ele não desapareceu porque partiu, não desapareceu porque foi esquecido, desapareceu porque chegou naquele lugar da vida em que já nos provou tudo o que tinha a provar. E o que sobra é o silêncio de quem, enfim, pode escolher. Um homem de 82 anos com o corpo a cobrar o preço de uma batida de carro dos 20, escrevendo as próprias recordações de frente para o mar.

Talvez seja isso que todos querem no fim. Não o palco, não o aplauso, só um pedaço de paz perto de onde a família começou. Agora eu quero saber de si, qual destas duas coisas lhe surpreendeu mais? Descobrir que ele foi guarda-redes do Real Madrid e perdeu tudo num acidente? Ou descobrir que ele vendeu mais disco no Brasil do que os Beatles? Escreve lá em baixo.

 E se se lembra de alguma música dele a tocar na sua casa quando era criança, comenta o nome Eu quero ler. Deixa o like, subscreve no canal e ativa o sino.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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