MARCOS FROTA: A DOR QUE MUDOU SUA VIDA PARA SEMPRE

❤️ MARCOS FROTA: A DOR QUE MUDOU SUA VIDA PARA SEMPRE

A minha esposa, mãe dos meus três filhos, né, a Poena, Malalina e Tainã, bate o carro na frente da minha casa e eu fico viúvo, cara, com três crianças pequenininhas vivendo um auge da minha carreira, com meu circo completamente bombado e, né, e assim, aí eu olhei tudo, sabe? Não sabia por onde pegar, onde agarrar para entender aquela dor.

 E o Ton da Lua me salvou, cara. Porque ele, quando eu fui entrar dentro de mim mesmo para  entender aquele momento, tal, eu encontrei ele com a ingenuidade, com a pureza,  com alegria, com a a espiritualidade, né? Me ele parece, professor Xita,  que ele me preparou para aquela dor.

 Em um único instante, a vida de Marcos Frota mudou completamente. Enquanto milhões de brasileiros acompanhavam o sucesso de Tonho da Lua, ele precisava encontrar forças para enfrentar um luto que parecia impossível de suportar. O mais surpreendente é que a ajuda veio justamente do personagem que emocionava o país.  E aí eu pude sentir aquela dor de uma maneira bacana, que a dor ela também ela é ela é de libertação também,  é de expansão de consciência, de percepção de humanidade.

 Exatamente. Exatamente isso. E  olha o que ela tinha falado para você no começo, o lado espiritual. Pois é, eu nunca, isso que eu ia fechar agora dizendo isso, nunca ia imaginar que um personagem com aquela, né, aquela coisa lúdica tão forte e tal,    ia me preparar para um momento mais difícil da minha vida e tal, né? E aí eu aprendi, quer dizer, com o Ton Lua e a simplicidade dele, eu aprendi a ser a mãe dos meus filhos, né? Eu virei para ele e falou: “Ó, mamãe foi pro céu e eu agora a mãe sou eu.”

 A perda da esposa o obrigou a assumir um papel que nunca imaginou viver. Mas a coragem para seguir em frente não surgiu naquele momento. Ela começou a ser construída muito antes, ainda na infância, quando aprendeu valores que levaria para toda a vida.  Mas como é que foi crescer numa fazenda? Marquinha pet calço.

 Aprendia de tudo, fazia de tudo. E a relação com a a natureza,  cavalo, chuva, água, cheiro de mato. Exatamente, Fernando. Cheiro de mato  e as brincadeiras todas todo. Olha, guachupé é responsável pela formação do meu caráter, da minha personalidade e da minha espiritualidade, porque lá que eu aprendi a rezar  e quem reza nunca tá sozinho.

 Verdade. A infância no interior ajudou a formar seu caráter e sua espiritualidade.  Anos depois, esses ensinamentos fariam toda a diferença, mas outro encontro mudaria sua vida para sempre.  É verdade, quando você era pequeno, você foi sequestrado pelo circo? Olha, depois que a gente vai ficando velho, as lendas e os folclores e as mentiras e as fábulas todas se tornam verdade, né? Mas eu era menino ali na fazenda em Guachupé  e aí passou uma família de ciganos circenses e eu fui embora junto,

né? Agora se eu que escolhi o circo ou se foi o circo que me escolheu,  sabe que até hoje eu não tenho muito essa resposta. O que começou com uma lembrança divertida acabou se transformando em um propósito. O menino que um dia se encantou pelo circo, descobriria muitos anos depois que aquele universo também seria o caminho para retribuir tudo que a vida lhe deu.

 Viajei, viajo e viajei com circo por todos os estados brasileiros. a gente, o circo interfere geograficamente numa cidade. Você passa a ser responsável por aquele espaço onde o circo coloca sobre todos os aspectos. Você estabelece parcerias com o poder público, desde com corpo de bombeiro até um governador, até um prefeito, até um um vereador.

 Você tiver um espírito público e a consciência de que você tem que devolver aquilo que você recebeu. O circo é a oportunidade que eu tenho de dizer obrigado, Brasil por tudo que fizeram, pela maneira com que me trata, aonde eu chego, pela forma, o que eu tenho para devolver para vocês a esperança, alegria, sabe? É um otimismo consciente, é uma imensa responsabilidade.

 A dor não foi o ponto final  da história. Ela acabou abrindo espaço para um propósito ainda maior. Hoje, Marcos Frota fala menos sobre o que perdeu e muito mais sobre aquilo que decidiu construir.  Eu tenho a oportunidade, eu não vou perder mais um minuto, sabe, do meu tempo, da minha vida, e não criar oportunidades para que as pessoas possam ser verdadeiramente livres.

 e entender que o artista é farol, que o que junto com uma humildade, junto com uma consciência espiritual, o artista tem que abrir mão da sua vaidade para devolver pra sociedade aquilo que a sociedade dá a ele em carinho, em respeito, em em oportunidade, em aplauso. E a única forma é você assumir a respons a sua responsabilidade dentro do seu âmbito, dentro da das suas possibilidades de ah ser um agente social, de criar verdadeiramente ah eh eh caminhos para que as outras pessoas possam passar. Se você já entrou, abre a

porta para que também as outras pessoas possam passar. Mas existe um momento em que o Marcos Frota deixa de falar como artista e fala apenas como pai. É uma lembrança simples, mas capaz de resumir toda a caminhada de quem precisou recomeçar quando acreditava que já tinha perdido tudo. Vô,  oi, vô.  Tudo bem?  Tudo bem? Te amo.

 Te amo  muito,  muito.  Eu acho que oi vovô  é melhor do que oi papai. Não foi mais emocionante ouvir vovô do que papai?  Nossa mãe. Pelo amor de  que tem um efeito sobre os avós isso, né?  Você sabe mais que eu sou viúvo, né?  Eu querei os meus três filhos sozinho. Depois me casei com a Carolina Dikma e aí tive o o Davi.

 A vida me deu esse presente, esse privilégio de ser pai e mãe dos meus filhos. Por isso que eu sou chorão assim. Eu só sei amar.  Depois de perder a esposa, ele precisou aprender a viver de um jeito que nunca imaginou. Os filhos cresceram, vieram os netos e a dor deu lugar à gratidão por tudo que a vida ainda lhe permitiu construir.

 Foi então que ele compreendeu que toda aquela caminhada tinha  um significado muito maior.  Quando eu fiquei viúvo, com três crianças para cuidar, eu eu só não entrei em desespero porque eu encontrei  o tecido espiritual dentro de mim. Eu nunca imaginei que o  Tonyho da Lua ia fazer aquela, sabe, aquele tecido espiritual.

E no final da novela, no último capítulo da novela, o Tonho da Lua foi embora com um circo.  Sim.  Do Marcos Frota.  Caraca,  a vida  a vida  se misturou com a arte e a arte se encontrou com a vida. O meu circo desde 1985,  86, ele nunca mais parou.  É,  hoje tá vivo.

 São cinco cinco viajando pelo país inteiro. São  500 empregos.  Que coisa linda.  Uma universidade do circo.  Que coisa mais linda, car.  Eu fui só um instrumento.  É,  a gente é usado. Só  é canal. A gente é canal. Exatamente. Com certeza. Há histórias  que emocionam pelo sofrimento, outras pela capacidade de recomeçar.

 A do Marcos Frota reúne as duas coisas. Depois da maior perda da sua vida, ele encontrou na fé, na família e na arte a força para seguir em frente  e transformar a própria dor em esperança para milhares de pessoas. E você, qual o momento da sua história mais lhe fez refletir e continuar? Conta aqui nos comentários.

 E se essa história também emocionou você, se inscreve aqui no canal do Brasil Siior, ativa o sininho para receber todos os conteúdos e compartilhe esse vídeo com quem também acredita que nunca é tarde para recomeçar. Te encontro no próximo vídeo.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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