O QUE RESTOU DO ELENCO DO SÍTIO DO PICAPAU AMARELO DE 1977, QUASE 50 ANOS DEPOIS?

O QUE RESTOU DO ELENCO DO SÍTIO DO PICAPAU AMARELO DE 1977, QUASE 50 ANOS DEPOIS?

O sítio do Picapau Amarelo de 1977 não foi apenas um programa de televisão,  foi a infância de milhões de brasileiros. Mas quase 50 anos depois, o tempo passou de forma completamente diferente para quem viveu aquele sonho. Enquanto alguns seguiram sobre os holoques, outros enfrentaram batalhas silenciosas,  o esquecimento e destinos que poucos imaginavam.

 E hoje você vai relembrar o que aconteceu com esse elenco inesquecível e ver como está a eterna Narizinho cinco décadas depois. Começando com Marco Nanini, pouca gente se lembra, mas ele também passou pelo sítio  do Picafau Amarelo.  Não, Tuco, Tuco, meu filho, Tuco.  Muito antes de se tornar o inesquecívelineu  de A Grande Família, ele fez uma participação como o guarda Anselmo.

 É um papel pequeno, quase escondido no meio das grandes aventuras, mas que hoje chama a atenção pelo tamanho da carreira que veio depois. Marco Nanini virou um dos  atores mais respeitados do país. Brilhou em novelas, filmes e peças e marcou o cinema como o Severino do Alto da Compadecida. Enquanto vários colegas daquele elenco desapareceram completamente, ele seguiu trabalhando durante décadas.

 Hoje, aos 78 anos, ele continua nos palcos com o espetáculo fim de partida. Ou seja, aquele guarda que quase ninguém percebeu no Sítio do Picafal Amarelo tornou-se um dos artistas mais importantes e  duradouros da televisão brasileira. E o número 24, Italo Ross. Provavelmente você se lembra dele como o irreverente seu Ladir, aquele personagem que transformou a expressão emara num dos bordões mais populares da TV.

   Em carne, osso e pujança. Mas eu digo bof, eu digo mara. Mas muitos anos antes daquele sucesso, o ator  também visitou o universo do Sítio. Ele participou da série como o Rei Mimos e em outro momento interpretou o general Espadart. Foram aparições leves, bem diferentes  dos personagens fixos que acompanhavam Narizinho e Pedrinho diariamente.

 Mesmo assim, fazem parte de uma carreira que atravessou mais de cinco décadas. Ele se destacou principalmente no teatro, trabalhou ao lado de grandes nomes e continuou ativo até os últimos anos. Seu ladir seria seu derradeiro grande sucesso. Eita Ross nos deixou em agosto de 2011, aos 80 anos, após enfrentar complicações  respiratórias.

Partiu consagrado depois de transformar até os menores papéis em  personagens inesquecíveis. E a Estela Freitas, você se lembra  dela? Por baixo daquela fantasia assustadora da Cuca, diferentes atrizes se revesaram ao longo dos anos e uma delas foi a Estela, que assumiu a personagem depois da saída de Dorinha do Val e permaneceu no papel entre o fim dos  anos 70 e o começo da década seguinte.

 A gente quer muito que você faça, não pode fazer pode fazer a cuca. Mas eu não sabia que era um bicho que vestia a roupa, nada. Imagine só o trabalho para dar vida à aquela criatura. Figurino pesado, maquiagem, voz alterada e movimentos exagerados. Muitas crianças sequer sabiam quem estava escondida ali dentro.

Depois do sítio, Estela se tornou no rosto conhecido das novelas. fez sucesso como a engraçada Dinalda de Sassaricando e também apareceu em produções como Era uma vez e Senhora do Destino. Ao contrário de várias colegas que deixaram a profissão, ela continuou ligada às artes.

 Em 2025, a atriz foi indicada ao prêmio ATR por sua atuação na peça a falecida. A antiga Cuca segue viva e trabalhando. E o número 22, Zézé Macedo. Pequena no tamanho, mas gigantesca  no Mor. Ela fez uma participação memorável como a dona Carochinha, aquela personagem rabugenta que parecia conhecer todos os habitantes das histórias infantis.

Quando entrou no Sítio do Picapau Amarelo, ela já era uma veterana do rádio, do cinema e das famosas chanchadas  brasileiras. Seu rosto, a sua voz e o seu jeito de falar eram reconhecidos imediatamente. Depois disso, uma nova geração passou a conhecê-la como a dona Vela, da escolinha do professor Raimundo.

 Ela trabalhou durante mais de 50 anos e participou de dezenas de filmes, quase sempre arrancando risada sem precisar de grandes gestos. Fora da televisão, porém, mantinha uma vida bastante reservada. Zé Macedo nos deixou em outubro de 1999, aos 83  anos, após sofrer um derrame provocado pelo rompimento de um aneurisma.

 A dona Carochinha partiu, mas a sua figura continua viva na memória do humor brasileiro.  E a Catarina Avidala. Quem assistiu às últimas temporadas do primeiro sítio certamente se lembra da Cuca interpretada por ela. A atriz assumiu a bruxa em 1981 e ficou até a reta final do programa, encarando figurino pesado e aterrorizando Narizinho, Pedrinho e Emília.

 Só que a Catarina não ficou presa àquela fantasia. Depois do  sítio, apareceu em novelas, filmes, programas de humor e construiu uma carreira especialmente forte na comédia. Décadas mais tarde, conquistou outro personagem marcante, a dona Jo, a dona da fenão de Vik Cola. Veja como o tempo agiu de maneira diferente. Enquanto alguns integrantes do Sítio do Ficavó Amarelo abandonaram a profissão ainda jovens, Catarina permaneceu trabalhando por mais de 40 anos depois  de viver a Cuca.

 Em 2026, ela ainda integrava a temporada final de Vike Cola. A velha bruxa desapareceu, mas a  atriz por trás dela nunca deixou de fazer o público rir. E o número 20, o canarinho. Veja bem, o Garnisé era um dos homens  simples que trabalhavam no sítio e viviam se envolvendo nas confusões de Zé Carneiro.

 Quem interpretava aquele personagem era Aloísio Ferreira Gomes,  mais conhecido pelo nome artístico de Canarinho. Ele já tinha experiência no rádio, no circo e no humor quando  entrou no programa, mas foi depois que passou a atender um telefone imaginário na televisão que a sua imagem ficou gravada definitivamente na memória popular.

 Durante décadas, Canarinho permaneceu em A Praça Nossa, falando alto, discutindo com  alguém do outro lado da linha e criando desentendimentos que faziam a plateia cair na gargalhada. Mesmo com a idade avançada e a saúde mais frágil, ele continuou aparecendo no programa.

 O ator partiu em março de 2014, aos 86  anos, vítima de um infarto. Aquele homem que ajudava no sítio terminou a vida como uma das figuras mais antigas e queridas  do humor brasileiro. Gabriela Senra, ela foi a quarta e a última atriz a interpretar Narizinho naquela versão. Ela entrou em 1985, quando o programa já caminhava para o encerramento e contracenou com Daniel Lobo, o último Pedrinho.

 Eu sempre achei esse cara estranho, mas nunca pensei que fosse tanto.  Por ter permanecido menos tempo,  o seu rosto não é tão lembrado quanto o de Rosana Garcia. Mesmo assim, foi Gabriela quem vestiu o figurino de Narizinho nas aventuras finais e participou da despedida de uma produção que havia  acompanhado uma geração inteira.

 Depois do sítio, ela continuou atuando. Esteve em Roque Santeiro, trabalhou como modelo, apresentadora e produtora  e ainda apareceu na novela da cor do pecado em 2004. [limpando a garganta] nos anos seguintes se afastou das novelas e passou a levar uma vida muito mais discreta,  longe da exposição diária.

 Hoje, quem a encontra dificilmente imagina que aquela mulher foi a última menina do nariz arrebitado do sítio clássico. E o José Chaguinha, como você deve se lembrar, o Ravicó era guloso, medroso e vivia fugindo da tia Anastasia para não acabar dentro da panela. Embora o personagem fosse um porquinho, a voz e os movimentos que o tornaram tão divertido pertenciam ao ator José Chaguinha.

  Ele começou a carreira no circo, trabalhando como escada para outros humoristas  e depois passou pelo rádio, pelo teatro e pela televisão. No sítio viveu primeiro um  dos bisouros que levavam informações para Emília. Depois assumiu Rabik, personagem que interpretou por quase 10 anos. Chaguinha continuou atuando depois do programa.

 Apareceu em novelas populares como Tieta, Por amor,  Mulheres Apaixonadas e Senhora do Destino. O seu último trabalho registrado na Globo foi em Sete Ferrados. O ator nos deixou em dezembro de 2014,  aos 83 anos. O homem desapareceu, mas a voz daquele porquinho continua impossível de esquecer. E o número 17, a Daniele Rodriguez.

Quando a Rosana Garcia cresceu e precisou deixar narizinho, a Globo iniciou uma enorme procura por  sua substituta. Cerca de 7000 cartas de crianças chegaram à emissora. Depois de muitos testes e entrevistas, a  escolhida foi Daniele Rodrigues.  Ué, o principal motivo é porque você mudou completamente.

 Ela tinha apenas 9 anos quando assumiu uma das personagens mais famosas da TV. Imagine a responsabilidade, entrar numa produção já consagrada e substituir o rosto que o público havia aprendido a amar. Ela ficou no programa no início dos anos 80 e depois participou de outros trabalhos,  entre eles o filme O cangaceiro Trafalhão e a minissérie Anarquistas.

Graças a Deus, mas a sua vida não permaneceu concentrada diante das câmeras. Com o passar dos anos, passou a atuar na educação, na produção e na gestão cultural.  Criou projetos, ministrou oficinas e ajudou na formação de outros artistas. A menina que venceu milhares de concorrentes, deixou de interpretar histórias para trabalhar na criação  delas.

E o número 16, o Samuel dos Santos. O tio Barnavé. Ele conhecia cada canto da mata.  Sabia falar de assombração, saci, ervas, bichos e todas aquelas histórias que deixavam Pedrinho  com os olhos arregalados. Por trás daquele homem simples  estava o Samuel dos Santos, um artista com uma trajetória muito maior do que muitos imaginam.

 Ele começou no cinema ainda nos anos 1950. Participou de produções da  companhia Veracruz e trabalhou nos famosos teleteatros da Titofi.  Além de atuar, também exerceu funções como assistente de produção e direção, mas foi o tio Barranavé que levou seu rosto para dentro das casas de milhões de brasileiros.

 Durante quase toda a duração do programa, ele foi uma presença segura naquele universo fantástico.  Depois do fim do sítio, apareceu cada vez menos na televisão. Ele nos deixou em fevereiro de 1993, aos 70 anos, após complicações relacionadas a uma cirurgia no pâncreas. foi um dos primeiros integrantes fixos daquele elenco a partir que o Marcelo José Patelli.

 Para milhares de crianças, ele foi o Pedrinho corajoso que enfrentava monstros,  visitava reinos encantados e nunca recusava uma aventura. Ele assumiu o papel depois de Júlio César e permaneceu durante várias temporadas. Marcelo foi escolhido na mesma seleção que revelou Daniele Rodriguez. De uma hora para a outra, os dois passaram de crianças comuns a protagonistas de um dos programas mais vistos do Brasil.

Depois do sítio, ele ainda apareceu em novelas como Bambolet e Vale Tudo. Mas ao contrário de muitos artistas  mirins que tentam permanecer famosos a qualquer custo, Marcelo foi deixando a atuação para trás. Longe das câmeras, tornou-se empresário e passou a trabalhar no setor de turismo. Viveu também fora do Brasil e optou por uma rotina discreta.

 Hoje, quem cruza com ele por aí dificilmente reconhece o menino que corria pelas matas de  Dona Venta. O Pedrinho cresceu e decidiu viver longe daquele mundo de  fantasia. E a Dorinha do Val, quem via a primeira cuca escondida naquela fantasia, não imaginava o drama que transformaria completamente a vida  de Dorinha do Val.

 Antes do sítio, ela já era atriz, cantora, vedete e uma figura conhecida das primeiras décadas da televisão brasileira. Em 1980,  a sua história sofreu uma virada trágica. Durante uma discussão dentro de casa, Dorinha matou o marido, o produtor Paulo Sérgio Garcia Alcântara, com três tiros. A atriz afirmou que sofria agressões e humilhações, foi julgada, condenada e cumpriu parte da pena em regime semiaberto.

 Depois disso, afastou-se dos holofotes  e passou a se dedicar principalmente às artes plásticas. Décadas mais tarde, ainda fez uma participação na novela belíssima, mas nunca retomou a  antiga carreira. Glorinha do Val viveu até os 96 anos e morreu em maio de 2025. Ela foi da fama a Frisal e depois há mais de quatro décadas de silêncio.

E o número 13, Susana Avranches. Ela assumiu uma das tarefas mais difíceis daquela produção. Tornar-se a Emília depois de duas atrizes que já haviam marcado profundamente a personagem. Ela entrou em 1983 e permaneceu até o último ano do sítio. Com o seu cabelo colorido, o rosto pintado e o jeito acelerado de falar, Susana  conquistou as crianças das temporadas finais.

 Depois que a boneca foi guardada, ela continuou trabalhando em novelas, no teatro e fazendo participações especiais. Mas a sua carreira também tomou outro caminho. Susana passou a atuar mais nos bastidores como preparadora de elenco, ajudando outros artistas a compreender personagens, textos e cenas. Em vez de desaparecer completamente,  usou a experiência adquirida desde jovem para orientar novos atores.

 Em 2025,  reapareceu em produções da Globo e da Record. Quase 40 anos depois do fim do programa, a última Emília continua ligada à televisão, aparecendo diante das câmeras e trabalhando também por trás delas. Jair Sampaio, você se lembra da tia Anastasia chamando a Emília de Diabinha pestenta e ameaçando o rabicol com uma vassoura? Já a Cra Sanfaio transformou a cozinheira do sítio numa das personagens mais queridas daquela geração.

 Ela era uma atriz experiente quando entrou no programa. Havia trabalhado no cinema, no teatro e na televisão e se tornou uma das principais artistas  negras de sua época. Durante anos, a sua parceria com Zilka Salaverry parecia tão verdadeira que o público acreditava  que as duas realmente viviam naquela casa.

Nos últimos anos, porém, os problemas cardíacos foram se agravando. Já precisou reduzir o trabalho e enfrentava crises de falta de ar e arritmia. Em setembro de 1998, passou mal durante a madrugada, foi levada ao hospital, mas os médicos não conseguiram reanimá-la. A eterna tia Anastasia nos deixou aos 76 anos, vítima de um ataque cardíaco.

A cozinha do sítio nunca mais pareceu a mesma. E a Isabela Vicalo. Ela foi outra menina que precisou assumir o vestido e as tranças da Narizinho,  depois que o público já conhecia duas intérpretes diferentes. Ela entrou em 1983 e participou das temporadas seguintes ao lado de Marcelo Patelli e Susana Vranches.

 Mas a Isabela já conhecia a televisão. Ainda criança havia feito novelas. Depois o sítio continuou aparecendo em produções importantes.  Viveu a jovem viúva Porcina em Roque Santeido. Participou de anos dourados e seguiu trabalhando em séries e novelas. Com o tempo, ampliou a sua atuação, se formou  em sociologia, se dedicou ao teatro musical, tornou-se cantora  e construiu uma longa trajetória como dubladora.

 Talvez você tenha ouvido a voz dela muitas vezes sem perceber que era a antiga narizinho. Ao contrário de outros artistas mirins que abandonaram completamente o meio, Isabela continua ligada à interpretação. A menina cresceu, saiu do sítio, mas nunca  deixou verdadeiramente o mundo dos personagens. E o número 10, a Zilka Salaberry.

 Se existia alguém capaz de fazer milhões de crianças acreditarem que tinham uma avó dentro da televisão, essa pessoa era Zilka Salaverre.  Aqui eles vivem em liberdade e seu filho principalmente precisa disso. Eu imagino só como ele se sente em sua casa.  A sua dona Venta tinha voz calma. Olhar acolhedor.

 Ele sempre parecia conhecer uma história para explicar  qualquer situação. E Zilka inicialmente teve medo de aceitar o papel. Se achava agitada demais para interpretar uma mulher tão serena. Mesmo assim, entrou no sítio e permaneceu durante quase 10 anos, se tornando uma das imagens mais fortes da televisão infantil brasileira.

Depois do programa, continuou atuando em novelas, filmes e minisséries, mas a saúde começou a exigir cada vez mais cuidados. Em 2005, foi internada com insuficiência renal, infecção urinária e desidratação aguda. Ela também sofria de uma doença pulmonar crônica. Zilka nos deixou em março daquele ano, aos 87 anos.

 No velório, a família colocou perto do caixão uma fotografia do antigo elenco. Era a despedida da mulher que se tornou a avó de todo o Brasil. E o José Meer. Essa é uma curiosidade que muita gente não percebeu na época. Antes de se tornar um dos maiores galãs da Globo, José Meer foi uma das vozes do burro falante do sítio. O ator não aparecia caracterizado diante das câmeras.

  Era a sua voz que dava personalidade ao animal conselheiro, sempre pronto para orientar os moradores. Pouco depois, Meer começou a ganhar espaço  nas novelas e se tornou protagonista de grandes sucessos, como dieta, laços de família e mulheres apaixonadas. Décadas de prestígio terminaram de maneira controversa.

 Em 2017, a sua carreira sofreu um forte avalo. Após a  acusações sobre o seu comportamento nos bastidores. Ele reconheceu o erro publicamente, foi afastado das produções  e acabou encerrando o seu longo vínculo com a Globo. Desde então, passou a viver longe da televisão.  Em 2025, recusou um convite para retornar e informou que havia encerrado a carreira.

 O burro falante virou galã, mas terminou seu percurso artístico envolvido numa grande polêmica. E o número oito, André Vale. Bastava colocar a cartola, os óculos e a roupa feita para parecer um sabugo de milho. André Vali desaparecia e surgia o visconde de Sabogosa.  O ator permaneceu no papel durante anos e tornou o cientista atrapalhado numa das figuras mais queridas do sítio.

 Quando o programa acabou, André não ficou parado, não. Ele continuou trabalhando no teatro, no cinema e em várias novelas. Esteve produções como O Bem Amado, Escravesaura, Pecado Capital e Laços de Família. Mais tarde deixou a Globo e ainda atuou na Record. Mas a sua vida mudou rapidamente em 2008. Ele recebeu o diagnóstico de um câncer agressivo com o comprometimento do fígado.

 Quando a doença foi descoberta,  o quadro já estava muito avançado. Pouco depois, em junho daquele mesmo ano, ele morreu em casa, no Rio de Janeiro, aos 62 anos. O homem que interpretava o personagem mais sábio do sítio teve pouquíssimo tempo para enfrentar a própria doença. E o Tonico Pereira, o Zé Carneiro, era atrapalhado, falava demais e parecia sempre pronto para criar uma nova confusão.

 Tô Pereira entrou no sítio para permanecer por pouco tempo, mas o personagem fez tanto sucesso que ficou durante cerca de 8 anos. Depois, o ator construiu uma das carreiras mais extensas da televisão. Trabalhou em dezenas de novelas e filmes, mas uma nova geração passou a reconhecê-lo como o Mendonça, o chefe de Lineu em A grande Família.

 A vida fora das câmeras nem sempre foi tranquila. O ator já  falou de negócios que não deram certo e a sua dificuldade para administrar dinheiro. Mais recentemente enfrentou sérios problemas de saúde. Foi internado com pneumonia e sofreu  duas quedas na rua, chegando até a bater a cabeça. Mesmo ainda em recuperação, voltou às gravações da novela Volta por cima.

 Tô Pereira disse que não estava totalmente bem, mas que trabalhar continuava sendo primordial.  O antigo Zé Carneiro segue vivo, resistindo e se recusando a abandonar a profissão. E a disse Miliá.  Durante muito tempo, circulou na internet uma imagem que levou algumas  pessoas a acreditar que a primeira narizinho havia terminado debilitada e numa cadeira de rodas.

 Mas essa história não pertence à Rosana Garcia. Quem realmente enfrentou esse drama foi Dis Milatio, a primeira Emília da versão da Globo. Ela deu à boneca uma energia impressionante. Antes do sítio, já havia marcado a televisão como a Judiceia, uma das irmãs cajazeiras e o bem amado. Continuou atuando durante muitos anos.

 As em 2008 sofreu um acidente  vascular cerebral. Ela perdeu parte dos movimentos, passou a usar cadeira de rodas e precisou se afastar definitivamente do trabalho. Foi então morar no retiro dos artistas, onde recebeu o apoio do irmão Flávio Biliá e de outros familiares. Nos deixou em setembro de 2009,  aos 76 anos, após enfrentar pneumonia e uma infecção urinária.

 A cadeira de rodas era real. A personagem atribuída a ela é que estava errada. E o Júlio César Vieira, ele foi o primeiro Pedrinho daquela versão. Quando começou ainda era um adolescente, mas já possuía experiência como aturmir, o seu rosto ficou ligado para sempre ao menino corajoso que passava as férias na casa de dona Venta. Só que criança cresce.

Depois de algumas temporadas, Júlio já não conseguia mais parecer o pequeno aventureiro descrito  nas histórias. Ele deixou Pedrinho, voltou ao programa interpretando outro personagem e passou o papel para Marcelo Patelli. Nos anos seguintes ainda apareceu em atrações como Chico Anizichol e os trafalhões.

 Também tentou continuar no teatro, mas acabou abandonando a atuação e seguindo uma vida empresarial longe das câmeras.  Atualmente, Júlio César vive afastado dos holofotes. Fotos recentes surpreenderam o público justamente porque o tempo apagou quase todas as características  daquele menino. O primeiro Pedrinho continua vivo, mas ao contrário de Tunico,  Romeu e outros colegas, preferiu deixar a televisão no passado.

E o número quatro, Daniel  Lobo. A história do último Pedrinho é uma das mais dolorosas dessa lista. Ele entrou no sítio em 1985, ao lado de Gabriela Senra, e participou das aventuras finais daquela versão.  Depois que o programa acabou, Daniel continuou trabalhando, fez novelas, filmes e principalmente teatro.

Na vida adulta também escreveu, dirigiu  e desenvolveu projetos próprios. Um dos seus trabalhos mais importantes foi o espetáculo Nise da Silveira, guerreira da face. Mas no começo de 2016 surgiram sintomas inesperados. A princípio, ele acreditou que fosse uma alergia. O quadro piorou. Os exames revelaram um tumor maligno no aparelho digestivo.

 E Daniel Lobo precisou interromper a temporada que estava apresentando. Ele chegou a passar por uma cirurgia. mas não resistiu. Nos deixou em março de 2016, aos 43 anos, apenas algumas semanas depois do início dos sintomas. O menino que enfrentava monstros no sítio partiu cedo demais, em plena atividade artística. Romeu Evaristo, você se lembra do Sassi pulando pela mata, pregando peças e desaparecendo no meio de um rei demoinho.

 Romeu Evaristo foi o ator que deu rosto ao personagem naquela versão e se tornou um importante ídolo negro para as crianças brasileiras. O Sasi acompanhou para o resto da vida. Mesmo depois de trabalhar em novelas, filmes e programas de humor, Romeu continuou sendo reconhecido nas ruas pela  figura de Gorver.

 vermelho e uma perna só. Ao contrário de tantos colegas que desafareceram, ele continuou atuando. Participou de produções como Zorra Total e Encantados. Também é pai da atriz Dandara Mariana, que seguiu o mesmo caminho artístico. Em 2025, Romeu voltou à antiga fazenda, onde parte do sítio foi gravada.

 Ao reencontrar aquele lugar quase 50 anos depois, declarou que o saci o havia levado para o mundo. O menino travesso envelheceu, mas permaneceu vivo  dentro do ator e na memória de milhões de brasileiros. E o número dois, Reni de Oliveira.  Após a saída de Dice Milatt, ela assumiu a Emília e acabou se tornando, para muita gente a intérprete mais marcante da boneca naquela versal.

 Reni permaneceu no programa durante várias temporadas. O seu jeito acelerado, os olhos arregalados e a língua afiada combinavam perfeitamente com a personagem.  O sucesso foi tão grande que começou a provocar um problema. O público já não conseguia separar a atriz da boneca. Na tentativa de romper aquela imagem infantil, Renny tomou decisões ousadas e até chegou a pousar para uma revista masculina em 1984.

Mesmo assim, continuava sendo chamada para projetos  ligados às crianças. Com o tempo, afastou-se da atuação, estudou psicologia e psicanálise e em 2006 se mudou para o Canadá. passou a trabalhar com terapias, yoga eatso, se mantendo distante das entrevistas  e da televisão brasileira.

 A Emília mais falante de todas  escolheu o silêncio e construiu outra vida a milhares de quilômetros do sítio. E a Rosana Garcia, é agora que chegamos ao rosto que trouxe você até esse vídeo. Ela foi a primeira narizinho do Sítio do Ficava Amarelo de 1977. começou a trabalhar na televisão ainda criança e tinha apenas 12 anos quando entrou naquele universo.

 Durante quase 5 anos, passou as tardes numa fazenda de  verdade, cercada por árvores, animais, cenários e histórias fantásticas. Rosana deixou a personagem quando cresceu,  mas não abandonou a televisão, não. Continuou atuando em novelas e programas. E a partir de 2001 descobriu uma nova vocação, a preparação de elenco.

 Desde então ajudou principalmente crianças a decorar textos, compreender cenas e trabalhar diante das câmeras. Em vez de desaparecer, passou a formar novas gerações de atores. Rosana Garcia também teve dois filhos, se tornou avó  e continua envolvida com projetos artísticos e ambientais na região de Penedo.

 Portanto, esqueça aquela imagem falsa da mulher debilitada numa cadeira de rodas que circula pela internet. Rosana segue firme, lúcida, ativa e trabalhando. Ela está muito velha. A verdadeira Narizinho não terminou na miséria, nem enfrentando aquela doença. Ela apenas trocou o centro da tela pelos bastidores e transformou a própria experiência de infância numa profissão.

 Quase 50 anos depois, cada integrante daquele sítio seguiu um destino diferente. Alguns partiram cedo, outros escolheram o anonimato e poucos continuam trabalhando. Agora me conta aqui nos comentários qual personagem mais marcou a sua infância e qual das histórias mais surpreendeu você. Deixe o seu comentário aqui embaixo e participe com a gente.

 Diga também a cidade de onde  você está assistindo. Ó, não esquece de deixar o seu like aqui nesse vídeo, OK? Eu vou deixar outro vídeo para você aqui nos cards, que é sobre alguns atores dos anos 80 que mudaram  bastante. Basta clicar aqui nesse card que você vai se recordar de 25 atores mirins que já foram muito famosos e saber como eles estão hoje em dia.

 É um vídeo super interessante que vale a pena ver. Eu vou ficando por aqui, mais uma vez o meu muito obrigado e até o nosso próximo vídeo.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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