POR DENTRO DA MANSÃO DE 15 MILHÕES QUE ÍRIS ABRAVANEL ABANDONOU APÓS A MORTE DE SILVIO SANTOS
POR DENTRO DA MANSÃO DE 15 MILHÕES QUE ÍRIS ABRAVANEL ABANDONOU APÓS A MORTE DE SILVIO SANTOS
Por mais de 40 anos, essa mansão foi um dos endereços mais conhecidos do Brasil. Atrás daqueles portões, Silvio Santos viveu cercado pela família, recebeu os erros, brincou com os netos e construiu ao lado de Iris Bravanel uma intimidade que o público raramente conheceu. Ali aconteceram casamentos, aniversários, cafés no fim da tarde e conversas que jamais chegaram à televisão.
Mas depois da morte do apresentador, Iris deixou a residência e os portões se fecharam. O que aconteceu com a mansão de aproximadamente 15 milhões de reais? Como Silvio Santos e a esposa viviam quando as câmeras eram desligadas? E quais lembranças ainda permanecem guardadas naquela casa? Durante quase cinco décadas, esses portões se abriram para artistas, empresários, políticos, namorados, genros e netos.
Atrás daqueles muros, Silvio Santos deixava de ser o apresentador que fazia o Brasil rir para voltar a ser senor a bravanel, marido, pai, sogro e avô. A residência no Morumbi possuía aproximadamente 2.000 m² e foi avaliada pela imprensa em cerca de R milhões de reais. Mais do que uma propriedade milionária, se tornou o centro de muitos acontecimentos da família Abravael.
Mas depois da morte de Silvio Santos em agosto de 2024, a rotina da casa mudou. Foi divulgado que Iris Vravanel seguiria para uma nova residência no condomínio Tamboré, em Santana do Parnaíba, onde ficaria mais próxima das filhas. Segundo as informações publicadas na época, o próprio Silvio já considerava que não faria sentido a esposa continuar sozinha numa propriedade tão grande depois de sua partida.
Meses mais tarde, um vídeo feito do lado de fora mostrou a fachada escurecida, a grama pouco cuidada e alguns sinais de desgaste. As imagens surpreenderam os faz, embora o SBT tenha negado que a casa estivesse abandonada, tem informado que o imóvel passava por reformas, inclusive no jardim.
Mas antes de a casa ficar silenciosa, aqueles corredores eram ocupados por uma família numerosa. O som dos carros chegando, dos cachorros, das conversas e das crianças faziam parte da rotina. E para entender porque aquela mansão ficou tão ligada à memória de Silvio Santos, precisamos voltar ao tempo em que suas filhas ainda atravessavam os portões todos os dias.
A mansão em estilo colonial possuía piscina, sauna, academia, grandes salas e móveis de inspiração francesa. Mesmo depois do sequestro de Patrícia e de ter sido mantido refém dentro da própria residência, Silvio Santos continuou profundamente ligado à propriedade. S dias depois do rapto, Patrícia reaparece.
Ela retorna para casa dirigindo o próprio carro após o pagamento de um resgate de Rio milhão deais. >> A casa acompanhou várias fases da família. As filhas cresceram, estudaram fora, começaram a trabalhar, se casaram e tiveram filhos. Os namorados que chegavam nervosos para conhecer Silvio, acabaram se tornando gerros. Depois vieram os netos e bisnetos que ocuparam os espaços antes dominados pelas meninas.
A residência mudou sem que as suas paredes precisassem ser alteradas. A cada nova fase, a família ganhava outros personagens. Silvio Santos também possuí uma casa nos Estados Unidos, onde passava temporadas, mas o endereço do Morumbi continuava sendo a principal referência da família em São Paulo. Era ali que aconteciam encontros, comemorações e conversas particulares.

Era para lá que as filhas retornavam mesmo depois de terem construído as suas próprias casas. Existe até uma comparação feita por Patrícia Avravanel, que ajuda a compreender o tamanho daquele lugar, de uma forma que nenhum número conseguia explicar. Falar de 2000 m² pode parecer abstrato, mas imagine uma casa com grandes salas, acabamentos em mármore e granito, tapetes orientais, espelhos, lustres, academia, sauna, piscina e ambientes suficientes para que cada membro da família tivesse seu próprio espaço. Qual poltrona Silvio Santos se
sentava para assistir televisão, onde Iris Abravanelu servia o café ao marido, em qual sala ele recebia os erros para conversar sobre política, futebol e negócios? Essas perguntas ajudam a enxergar a mansão não apenas como uma propriedade luxuosa, mas como um lar de verdade. Patrícia Abravanelou o tamanho do seu antigo quarto de maneira impressionante.
Quando se casou pela primeira vez, se mudou para um apartamento de 90 m². O imóvel inteiro, segundo ela, era menor que o quarto que ela possuía na casa dos pais. Patrícia chamou o lugar de apartamento e contou que vivia com um salário de aproximadamente R$ 2.000. Na época, talvez tenha sido difícil trocar uma mansão por uma rotina muito mais limitada.
Mais tarde, ela reconheceria que aquela experiência foi importante para amadurecer. Ela também afirmou que as filhas de Silvio Santos não foram criadas para serem dondocas. O pai ofereceu conforto e educação, mas queria que elas aprendessem que o sobrenome, a Abra Vanel não resolveria sozinho todos os problemas da vida.
O homem que jogava dinheiro para a plateia não entregava tudo facilmente dentro de casa. Durante muitos anos, os quartos representaram diferentes fases da família. Quando pequenas, as filhas tinham a proteção dos pais, funcionários ao redor e uma casa maior do que muitas poderiam imaginar. Mas aos poucos, cada uma precisou atravessar os portões e descobrir quem era longe daquela estrutura.
Patrícia estudou fora, se casou e trocou o enorme quarto da mansão por uma vida ajustada à renda do primeiro marido. O pai não correu atrás para oferecer outro imóvel luxuoso. Queria que ela aprendesse a construir a sua própria rotina. Mas eu tenho dito para pr minha mulher e pras minhas filhas, ela vai fazer popularidade da televisão.
Não sei por, mas o público parece que tá gostando dela. >> Renata, a caçula foi estudar nos Estados Unidos para deixar de ser reconhecida apenas como a filha de Silvio Santos. Ela trabalhou como caixa na livraria Barnes e Nobel. Ajudou outros estudantes e precisou cuidar da própria casa, fazer compras, pagar contas, lavar roupa e realizar faxina. Imagine a cena.
A filha de um dos homens mais ricos e famosos do Brasil atrás do caixa de uma livraria, atendendo clientes que provavelmente nem imaginavam quem eram seu pai. Renata contou que num dia de cansaço deixou cair um cisto de roupas ao voltar da lavanderia e começou a chorar. A situação estava difícil. Naquele momento, chegou a pensar que não conseguiria suportar aquela rotina.

Mais tarde, passou a enxergar experiência como parte importante de seu amadurecimento. Silvia também saiu de casa para realizar um sonho. Apaixonada por animais, foi estudar medicina veterinária em Presidente Prudente. Silvio Santos desejava que ela se dedicasse ao SVT e não facilitou a decisão. Ela contou que o pai pagava a faculdade, mas não lhe dava dinheiro para livros, lanche ou outras despesas.
Ela precisou insistir e enfrentar o pai até concluir o curso. >> Se não fosse assim, tipo, vai enfrenta os leões, não estaria apresentando, não teria assim engolido todo mundo que tivesse que engolir. >> Uma a uma, as filhas deixaram seus quartos, vieram os estudos, o trabalho, os casamentos e os filhos. Mas a mansão continuou sendo o lugar para onde voltavam.
E quando chegou o momento de celebrar alguns dos acontecimentos mais importantes da vida, Patrícia e Rebeca escolheram justamente a casa do pai. Antes dessas festas, porém, existiam dois ambientes que guardavam a história daquela família de maneira muito particular. Um dos espaços mais curiosos era o chamado quarto de bonecas. Ali havia bonecas de porcelana, bichos de pelúcia, objetos colecionáveis e até pequenas representações do próprio Silvio Santos.
O cômodo contrastava com a imagem do empresário rigoroso que tomava decisões sobre emissoras, bancos e empresas. Porque um dos homens mais poderosos da televisão brasileira guardava tantos brinquedos e bonecas. Talvez aqueles objetos representassem lembranças das filhas, presentes recebidos do público ou simplesmente coisas das quais ele não gostava de se desfazer.
A família nunca apresentou uma única explicação. Isso torna o ambiente ainda mais curioso. Mas o espaço mais emocionante ficava no alto da casa. Daniela Veirut revelou um sótam coberto por fotografias. Haviam registros de viagens, aniversários e encontros espalhados pelas paredes e até pelo teto.
Ali aparecia outro Silvio Santos, não o apresentador cercado por uma plateia, mas o pai viajando com as filhas, o marido ao lado de Iris, o avô acompanhado pelos netos. Em certo sentido, aquele sótam era o verdadeiro cofre da mansão. Não guardava dinheiro, joias ou contratos. Guardava tempo, guardava memórias.
Depois da morte de Silvio Santos, Daniela também encontrou antigos relógios do baú da felicidade que anunciavam as horas com a voz do pai. Para o público eram objetos curiosos. Para uma filha, apertar um botão significava escutar novamente uma voz que já não poderia ser ouvida numa conversa comum.
Mas as lembranças do casal não estavam apenas nas fotografias. Elas também apareciam num ritual que se repetia quase todos os dias no fim da tarde. Iris Abravanel trabalhava num escritório localizado próximo à Mansal. Por volta das 4 horas da tarde, ouvi uma buzina do lado de fora e sabia imediatamente que Silvio Santos havia chegado.
Ela então interrompia o que estava fazendo. Era a hora do café. Os dois reservavam aproximadamente meia hora para conversar sobre assuntos cotidianos e dar atenção aos nove cachorros da família entre Poodles e Liapsos. Depois daquele intervalo, o trabalho frequentemente voltava ao centro da conversa.
É uma cena simples, mas que revela muito. Silvio passava o dia envolvido com audiência, programação, publicidade e empresas. Elisabanel escrevia, cuidava da família e desenvolvia seus próprios projetos. Ainda assim, existia aquela pausa. Nada de auditório, reuniões ou câmeras, apenas café, conversa e cachorro circulando ao redor.
Quantas famílias moram na mesma casa, mas passam um dia sem realmente conversar. O trabalho se acumula, o telefone toca, os filhos precisam de atenção e o casal começa a dividir o endereço sem dividir o tempo. Silvio Santos e Iris também falavam de negócios, mas preservavam aquele pequeno ritual. Foi justamente dentro daquela convivência que Iris começou uma nova fase profissional como autora.
Ela ouvia as conversas sobre dramaturgia. acompanhava os problemas da emissora e mostrou ao marido que poderia escrever novelas. Mas a história dos dois havia começado décadas antes, num encontro tão improvável que até parece ter sido criado para uma novela. Em janeiro de 1967, Iris tinha 19 anos e façava as férias numa pequena praia do Guarujá, conhecida como saco do major, acessível por barco.
>> Numa praia que só podia ir de lancha e eu comia marisco cru e tal. De repente chega um barco lá e ele desce. >> Ela estava bronzeada comendo mariscos. Quando uma lancha se aproximou, dela desceu Silvio Santos, então com 37 anos. Iris, mais tarde recordaria aquela cena com bom humor, dizendo que ele era tão branco que precisou ser colocado debaixo de uma pedra para fugir do sol.
>> Quando eu olhei de longe, eu falei: “Caramba, pareceu uma ostra”. [risadas] Mas havia um detalhe que torna essa história ainda mais surpreendente. Iris estava a noiva e Silvio Santos ainda era casado com Maria Aparecida Vieira, Aidinha. É claro que a aproximação entre eles não se transformou imediatamente num casamento.
Iri seguiu com seu noivado e numa das voltas mais curiosas que a vida poderia dar, o próprio noivo escolheu Silvio Santos para ser o padrinho da cerimônia. A revelação foi feita anos depois pela própria Iris Avravanel no programa de Noite, porque eu era noiva quando eu conheci ele. Ele foi padrinho de casamento do meu noivo.
>> Sim, você não ouviu errado, não. Silvio Santos foi o padrinho do primeiro casamento da mulher, que no futuro viveria ao lado dele por mais de quatro décadas. foi o primeiro marido dela quem o escolheu. Mais tarde, quando a possibilidade de um relacionamento entre os dois chegou à família de Iris, o pai dela reagiu muito mal.
Ele não aceitava que a filha se envolvesse com um homem de televisão, famoso, muito mais velho e cercado pela exposição pública. Segundo eles, o pai chegou a ficar dias abatido, deu socos na parede e demonstrou uma enorme revolta. >> E quando meu pai soube, meu pai ficou três dias de cama.
Eu achava que minha filha era inteligente, fosse uma burra. Silvio Santos decidiu chamá-lo para conversar. Quando o homem voltou daquele encontro, a sua resistência havia diminuído completamente. Eles contou que ele retornou encantado com um apresentador e reconheceu que os dois se amavam. Silvio Santos e Iris se casaram em 1981 e tiveram Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata.
O casamento, porém, não foi um conto de fadas sem dificuldades. Eles chegaram a permanecer separados por quase um ano, mas acabaram se reconciliando. Talvez justamente por conhecerem os altos e baixos de uma relação. Aprenderam a valorizar os pequenos gestos. Eles Bravanel dizia que Silvio era intenso e amoroso. Mesmo depois de tantos anos, dava presente no dia dos namorados, escrevia bilhetinhos e esperava para ver a reação dela ao encontrar as mensagens.
O romance que começou numa fraia passou por um primeiro casamento no qual Silvio foi padrinho e enfrentou resistência da família. continuou sendo alimentado dentro da mansão e havia no quarto do casal um detalhe que Patrícia só compreenderia quando ficasse adulta.
Ela revelou que o quarto de Silvio Santos e Iris tinham o espelho instalado no teto. Quando era criança, olhava para aquilo sem entender. Anos depois, contou a história na televisão entre risadas, expondo uma curiosidade inesperada da intimidade dos pais. Por trás do empresário disciplinado havia um marido que escrevia bilhetes, comprava presentes e ainda gostava de surpreender a esposa.
E por trás do terno existia um homem que lavava fratos e brincava com os netos usando camisa florida. Longe da televisão, Silvio Santos não permanecia vestido como o apresentador que o público conhecia. Nos registros familiares, aparecia de pijama, bermuda, camiseta e suas famosas camisas floridas. Era nesses momentos que as filhas encontravam mais facilmente o pai e o avô, sem o peso de comandar empresas ou divertir milhões de pessoas.
Iris Bravanel gostava de cozinhar. Silvio ajudava lavando a louça durante as temporadas na casa de Orlando. Ele próprio contou que gostava de lavar pratos e panelas e que não confiava apenas na máquina. Depois limpava o fogão. Silvio Santos também fez uma observação divertida. Em São Paulo, não repeti o hábito porque precisava caminhar mais de 30 m para chegar à cozinha da mansão.
A frase mostra o tamanho da propriedade e também o humor com que tratava a própria fortuna. A imagem era improvável. um dos homens mais ricos do país diante da FIA, limpando panelas depois da refeição. Mas aquele era o cenoura vravanel que o público nunca via. Também gostava de brincar com os netos. Patrícia publicou um vídeo no qual o pai aparecia usando uma camisa florida e se divertindo com as crianças.
Ela escreveu que quando o pai vestia aquelas camisas, a família aproveitava a melhor parte dele. Para o Brasil, ele era o dono dos domingos. Para as crianças que corriam pela casa, era simplesmente o avô que sentava perto, sorria e entrava na brincadeira. Silvio Santos foi pai de seis mulheres.
Por isso, os homens que começaram a se aproximar delas precisavam enfrentar um sogro bastante conhecido. O apresentador fazia perguntas, queria conhecer as intenções dos pretendentes e demonstrava preocupação com o futuro das filhas. O homem brincalhão do palco podia se transformar num pai muito atento.
quando um novo namorado atravessava o portão. Depois que eles se tornavam genros, as conversas ganhavam outra dimensão. Eles contou que Silvio gostava de conversar sobre futebol, política, fazendas, gado, agropecuária e indústria alimentícia. A família era aquilo que ele mais valorizava e reunir filhas, gênos representavam dos maiores prazeres de sua vida.
Na televisão, milhões queriam escutar Silvio Santos. Dentro de casa, ele também queria saber o que os outros pensavam. A Misa poderia reunir um político, um jogador de futebol, empresários e artistas. Cada pessoa trazia experiências diferentes e Silvio Santos aproveitava para perguntar, provocar e observar. Mas eram os netos que transformavam o ambiente.
As crianças ocupavam as salas e faziam o poderoso empresário assumir outro papel. Patrícia resumiu um desses momentos como uma frase simples: vovô sendo vovô. >> >> Talvez por isso a mansão tenha se tornado o cenário escolhido para as celebrações tão importantes. As filhas podiam construir a própria vida fora dali, mas nos grandes acontecimentos ainda queriam retornar à casa do pai.
Em abril de 2017, Patrícia Bravel se casou com Fábio Faria na mansão do Morumbi. A cerimônia reuniu familiares, políticos, artistas e amigos. O mesmo lugar onde Patrícia havia crescido se transformou no cenário de uma das decisões mais importantes de sua vida. Pese no significado daquela cena. A filha, que havia deixado um quarto maior do que o seu primeiro apartamento, retornava à casa do pai, vestida de noiva.
Os corredores da infância agora recebiam convidados para o início de uma nova família. Dois anos depois, Rebeca Avravanel e Alexandre Fato também escolheram a propriedade para se casar. Diferentemente da grande comemoração de Patrícia, a cerimônia de Rebeca foi íntima e contou com cerca de 30 pessoas.
A mesma casa recebeu duas celebrações completamente diferentes, uma movimentada e outra reservada. Ali também aconteceram aniversários, encontros familiares e datas comemorativas. Durante anos, a residência se encheu de música. Passos, conversas e criança correndo.
As filhas partiram, mas voltavam. Os quartos ficaram vazios em alguns períodos, mas as salas e os jardins continuavam recebendo a família nos momentos importantes. É por isso que deixar aquele imóvel depois da morte de Silvio Santos não significava apenas trocar de endereço. Lisa Bravel estava se afastando do lugar onde as filhas cresceram, onde duas delas se casaram e onde o marido permaneceu depois de enfrentar um dos momentos mais assustadores de sua vida.
Em 2001, Patrícia Abravanel foi sequestrada e permaneceu sete dias em cativeiro. Pouco depois da sua libertação, um dos envolvidos entrou na mansão e manteve o próprio Silvio Santos como refém. Durante horas, a casa ficou cercada por policiais, jornalistas e curiosos. Para muitas pessoas, aquele episódio seria motivo suficiente para nunca mais atravessar o portal.
Silvio, porém, continuou ligado à propriedade por mais de duas décadas. A casa que presenciou o medo voltou a receber festas. O endereço associado ao sequestro de Patrícia seria escolhido pela própria apresentadora para celebrar seu casamento. A família poderia ter permitido que o trauma definisse para sempre aquele lugar.
Em vez disso, construiu novas lembranças por cima das antigas. Vieram os casamentos, os aniversários, os netos, os bisnetos, os cafés das quatro e os bilhetes deixados por Silvio Santos. A mansão continuou sendo um lar, mas depois da morte dele, tudo mudou. >> O Brasil acorda com saudade de Silvio Santos.
Amigos, artistas e admiradores celebram a vida do apresentador. Para ir permanecer naquela residência significaria atravessar diariamente ambientes ligados ao marido. Cadeira vazia, a hora do café sem o som da buzina, o quarto silencioso e uma mesa grande demais para apenas uma pessoa. Pouco depois da morte de Silvio, foi divulgado que Iris deixaria a mansão do Morumbi para viver numa casa na região de Tamboré, ficando mais próxima das filhas.
Contando com maior privacidade e segurança. Para quem observa de fora, pode parecer apenas uma mudança de endereço, mas tente imaginar o que significava para Iris Abravanel caminhar por aquela propriedade. O café das quatro já não teria mais o som da buzina. Os bilhetes não apareceriam mais sobre a mesa. Os cachorros poderiam continuar circulando.
As fotos permaneceriam nas paredes e os móveis estariam no mesmo lugar. Mas a pessoa que dava sentido à aquela rotina não atravessaria novamente a porta. A casa que antes tinha seis filhas, genros, netos, nove cachorros e festas familiares, passou a conviver com um silêncio completamente diferente. Cris Abravanel não deixou apenas uma mansão milionária, deixou o cenário do amor que começou numa praia do Guarujá, o lugar onde viveu a maturidade ao lado de um homem que um dia havia sido padrinho de seu primeiro casamento,
a casa onde criou as filhas, tomou café com o marido e viu a família crescer. Depois que as imagens externas levantaram suspeitas de abandono, a família informou que o imóvel estava em reforma e até o momento não existe nenhum anúncio público confirmado de venda, nem um plano oficial para transformar a mansão em museu.
A propriedade continua de fé, mas a sua história parece suspensa. Lá dentro podem permanecer os grandes salões, os quartos, o espaço das bonecas de parte das lembranças de uma família que marcou a televisão brasileira. Qualquer pessoa que atravessasse aqueles portões não encontraria apenas paredes, móveis e terreno.
Encontraria o endereço onde Silvio Santos tomava café com íes, escrevia bilhetes, interrogava os namorados, recebia os erros. brincava com os netos e bisnetos e observava as filhas saírem para construir a própria vida. E agora eu quero saber a sua opinião. Uma mansão com tanta história assim deveria permanecer com a família, ser vendida ou transformada num museu dedicado à memória de Silvio Santos.
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Basta clicar aqui nesse card que você vai saber o que estava escrito na carta que as filhas dele encontraram após a sua morte em agosto de 2024. É uma história bastantea emocionante que vale a pena ver. Eu vou ficando por aqui, mais uma vez o meu muito obrigado e até o nosso próximo vídeo.