SUBSTITUIU DIRCEU NA COPA. MORREU AOS 30, 3 MESES ANTES DE IR PRO JAPÃO
SUBSTITUIU DIRCEU NA COPA. MORREU AOS 30, 3 MESES ANTES DE IR PRO JAPÃO
Uma estrada escura em São Paulo. Um Fiat Tempra corta a noite da Castelo Branco. Dentro dele, um homem de 30 anos feliz sorrindo, voltando para casa. Três meses antes, ele tinha assinado um contrato milionário com o Panasonic do Japão. A vida inteira pela frente, a carreira enfim decolando.
E então, num segundo, o carro colide com a traseira de um caminhão que carregava lenha. O impacto é brutal. O homem morre na hora. Mas o que ninguém esperava é que depois do acidente a família encontraria um detalhe que mudaria tudo. Um detalhe que a montadora tentou esconder a qualquer custo.
O que aconteceu naquela noite vai te deixar sem ar. Antes de continuar, deixa eu te pedir uma coisa. Se você valoriza as histórias que ninguém conta dos verdadeiros gigantes do nosso futebol, deixa seu like agora. Isso me mostra que você quer mais conteúdos assim e ajuda a manter essas memórias vivas. Pauta Redonda, interior do Rio de Janeiro, 13 de abril de 1962.
Um menino nasce numa terra onde o futebol ainda era coisa de rua, de chão batido, de bola de meia. Edivaldo Martins da Fonseca cresceu descalço, sonhando com um futuro que parecia impossível. Aos 8 anos, começou a jogar na UIPA, em Ipatinga, Minas Gerais, cidade onde passou sua infância, mas o destino tinha uma crueldade reservada para ele.
Aos 11 anos, foi rejeitado pelo Cruzeiro. O motivo? Consideraram ele raquítico, magro demais, fraco demais, mas tinha algo nos pés daquele menino que ninguém conseguia explicar. Não era só habilidade, era velocidade, era um chute de fora da área que poucos tiveram na história desse esporte. O destino, porém, tinha pressa. Aos 12 anos, o Atlético Mineiro o levou para Belo Horizonte.

E aí, meu amigo, o Brasil descobriu que tinha nas mãos algo rara, uma ponta esquerda canhota que fazia gols de todos os jeitos. O apelido veio rápido, papagaio. Depois, Pepe legal, porque ele era alegre, era rápido, era imprevisível. Se você gosta de conhecer os bastidores e as verdades não contadas dos grandes nomes que moldaram a nossa paixão, inscreve-se no canal agora.
Ativa o sininho porque as próximas histórias vão te emocionar. A jornada do Edivaldo ainda tem capítulos que vão te surpreender. No Galo, ele virou ídolo, campeão mineiro em 1985 e 1986. Mas o destino guardava algo diferente para ele, algo que nenhum jogador gosta de enfrentar. A Copa do Mundo. 1986, México. Telantana o convoca.
Edivaldo estava lá entre os 22 escolhidos, mas não entrou em campo. Foi um dos seis jogadores que ficaram no banco durante todo o torneio, apenas três jogos pela seleção, mas a experiência ficou. E aí veio o São Paulo. E aí, meu amigo, ele viveu o auge da carreira. Agora eu quero saber a sua opinião.
Você se lembra do Edivaldo em campo, daquela ponta esquerda canhota que chutava de fora da área? Ou você conheceu a história dele através dos relatos dos mais velhos são paulinos ou atleticanos? Conta aqui nos comentários a sua lembrança. Ler isso é fundamental para mantermos a história deles viva.
Porque no tricolor ele virou lenda. Contratado por 8 milhões de cruzados em abril de 1987, [limpando a garganta] estreou marcando o gol do empate em 1 a 1 com o Botafogo SP em Ribeirão Preto. Pelo clube, atuou em três temporadas, totalizando 123 jogos e 26 gols. Campeão paulista em 1987 e 1989, um dos maiores finalizadores da história do clube, mas o destino tinha uma conta para cobrar e ela veio da forma mais inesperada possível.
A vida pessoal de Edivaldo era tão intensa quanto a carreira. Namorou Cíntia Abravanel, filha de Silvio Santos. namorou Ana Paula, filha velha de Roberto Carlos com Nice. Namorou Mariete, assistente de palco, o homem mais cobiçado do futebol brasileiro. Mas no fundo ele era solteiro, sem filhos. E o tempo, esse inimigo silencioso continuava cobrando seu preço.
Passou pelo Puebla do México, pelo Palmeiras, onde marcou quatro gols em 22 atuações em 1991. Voltou pro Galo em 1992 numa passagem discreta, foi pro Gamba Osaka do Japão. E então, no fim de dezembro de 1992, veio a notícia que mudou tudo. Edivaldo tinha assinado contrato com o Panasonic do Japão, a carreira enfim decolando, a vida inteira pela frente.
Ele estava feliz, muito feliz. Mas o destino guardava algo diferente para ele, algo que nenhum jogador gosta de enfrentar. 13 de janeiro de 1993, uma terça-feira, 3 meses antes de completar 31 anos, Edivaldo estava dirigindo seu Fiat Tempra na rodovia Castelo Branco, em Boituva, interior de São Paulo.
De repente, o carro colide com a traseira de um caminhão que carregava lenha. O impacto é brutal. Edivaldo morre na hora aos 30 anos, no auge da carreira, no auge da vida. Mas aí veio o detalhe que ninguém esperava. Depois do acidente, a família encontrou uma convocação da Fiat aos proprietários do modelo Tempra paraa troca da válvula unidirecional do servo freio. Uma falha grave.
A família entendeu que essa falha poderia ter ocasionado o acidente. O laudo da perícia confirmou lesões que indicavam que Edivaldo esteve consciente até a morte. Um detalhe que a Fiat contestou alegando que ele havia dormido ao volante. A família processou a montadora, mas o processo foi arquivado em 2012. A verdade nunca foi totalmente revelada.
O velório foi no cemitério Senhora da Paz. Em Ipatinga, vários atletas interromperam suas férias para acompanhar o sepultamento. O Brasil perdeu mais um gigante, [limpando a garganta] mais um papagaio, mais um homem que transformou o futebol em arte. Edivaldo nos ensinou que a verdadeira grandeza não está nos troféus, está na velocidade com que se joga, na elegância com que se chuta de fora da área, na coragem de se reinventar, mesmo quando o mundo te rejeita por ser raquítico, e que mesmo quando um caminhão de lenha leva tudo, o
que fizemos de bom continua vivo nas pernas de quem veio depois. Ele foi o papagaio uma vez. E desde então, cada ponta esquerda que chuta com força, que corre com velocidade, que faz gol de todos os jeitos, está sem saber repetindo o legado dele. Isso é eternidade e nenhum Fiat Tempra, por mais cruel que seja, consegue apagar isso. E foi assim que Edivaldo morreu.
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