O Plano BIZARRO da CÂMERA DE RAIO X – OLGA ROCCO NY 1946

Na manhã de 31 de dezembro de 1946, um estampido chamou a atenção de todos na estação da Times Square. Uma mulher caiu no chão, sangrando. Há poucos passos dela, Pearl Lusk permaneceu parada sem entender o que tinha acontecido. Em meio à confusão, um guarda do metrô se aproximou e custou a acreditar na história que ouviu.

já tinha visto e seguido aquela mulher dias antes, mas as duas nunca conversaram. Alguém havia colocado uma no caminho da outra. Aquele seria um dos crimes mais engenhosos e bizarros da época, com um grau de premeditação que faria muitos crimes recentes parecerem amadores. Esse é um caso dos anos 40, tão bem planejado que poderia acontecer com boa parte das pessoas.

 Mas prestem atenção, porque ele tem uma reviravolta digna de um filme. Também serve de alerta para os possíveis golpes e para a importância de avaliarmos bem as propostas que recebemos. Hoje vamos contar o caso de Pearl Lusk e Olga Hoko. Poucos meses antes, depois de terminar o ensino médio, Pearl deixou a casa do pai em Quakertown, na Penlvânia, e foi para Nova York.

Aos 19 anos e com pouco dinheiro, ficou aproximadamente um mês com a mãe e o padrasto no Brooklyn enquanto procurava trabalho. A oportunidade apareceu quando conseguiu uma vaga de vendedora na loja de departamentos Openheim Collins em Manhattan. Pearl ficou radiante. Alugou um quarto mobiliado no Upper West Side.

 passou a se vestir de maneira diferente, mudou o penteado, fez amizades com colegas de trabalho, começou a sair com elas para passear, ir a restaurantes e aproveitar a cidade, e começou a se sentir uma adulta independente. No dia de ação de graças, Pearl foi abordada no metrô por um desconhecido chamado Allen Lahu. Ele era educado, estava muito bem vestido e, de acordo com ela, era um dos homens mais bonitos que conheceu.

Mesmo assim, recusou o convite para sair. Mas a alegria durou pouco. Poucos dias antes do Natal, o chefe explicou que depois das festas as vendas cairiam e a loja reduziria o número de funcionários. Pos demitidos. saiu chateada e preocupada, sem saber por quanto tempo conseguiria pagar o quarto. No dia seguinte ao Natal, encontrou Allen novamente no metrô.

 Dessa vez, Pearl aceitou descer na Square e tomar uma bebida com ele. Não tinha muito a perder. estava aborrecida com a demissão e preocupada com o dinheiro. Contou que havia acabado de perder o seu primeiro emprego e Allen disse que talvez tivesse uma oportunidade para ela. Allen afirmou que era detetive particular [música] de uma companhia especializada em seguros de joias.

 Naquele momento eles estavam desconfiados de Olga, secretária na Cryon Heat Company, [música] uma empresa do ramo de chapéus que funcionava na rua 39 oeste. A história era que Olga estava furtando joias da loja onde trabalhava e escondendo as peças sob a roupa. Como ela já conhecia o rosto de Allen, ele precisava de uma pessoa desconhecida para segui-la sem despertar suspeitas.

Pearl era um pouco ingênua e gostava de romances policiais. ficou empolgada com a possibilidade de participar de uma investigação como as que costumava ler. Ajudaria a encontrar as peças, receberia uma recompensa e talvez conseguisse um emprego fixo. Precisando de dinheiro, não pediu uma credencial, nem perguntou o nome da seguradora.

Na manhã seguinte, Pearl encontrou Allen diante da Croydon Heat Company. Ele entregou uma fotografia de Olga e explicou que para observá-la de perto sem levantar suspeitas, Pearl perguntaria no escritório por uma funcionária chamada Sade White. Sade White não existia. O nome servia apenas para que Pearl tivesse tempo de identificar Olga.

 Allen pediu que memorizasse seu rosto e suas roupas. Pearl não estranhou o fato de ele conhecer o emprego, os horários e o caminho da secretária, pois acreditava que ele já investigava havia algum tempo. Pe entrou no escritório, viu Olga pessoalmente pela primeira vez e depois confirmou que conseguiria reconhecê-la. Allen marcou um novo encontro em seu apartamento naquela tarde.

 No apartamento, Allen mostrou a suposta câmera de raios X. O aparelho parecia uma caixa de sapatos embrulhada em papel pardo, com um orifício em uma das extremidades e uma alça de arame na parte inferior. Pearl deveria seguir a até o Brooklyn, aproximar-se ao sair do trem, apontar a caixa e puxar o arame. Allen insistiu que a fotografia precisava ser feita a menos de 1 m e sem que Olga percebesse.

Naquela tarde, Pearl seguiu Olga até a Time Square e entrou no mesmo vagão. Quando Olga desembarcou no Brooklyn, Pearl ficou logo atrás dela, apontou a caixa e puxou a alça. Nada aconteceu. Pearl acreditou que tinha conseguido a fotografia. Allen perguntou a distância entre as duas e se Olga percebeu alguma coisa.

Depois disse que revelaria a imagem. No dia seguinte, Allen culpou o equipamento pela fotografia ruim e disse que Pearl repetiria a tarefa quando ele conseguisse uma câmera mais potente. Enquanto Pe acreditava que acompanhava uma suspeita de furto, Olga vivia uma realidade bem diferente. Olga Trapani tinha 28 anos e trabalhava como secretária.

Na primavera de 1944, conheceu Alfonso Roco em um baile no Brooklyn. Eles se casaram em 14 de maio de 1945, mas a relação durou muito pouco. Alfonso era ciumento, controlador e pouco falava sobre a maneira como ganhava dinheiro. Às vezes desaparecia por semanas e voltava com muito dinheiro ou com um carro diferente.

Depois de várias discussões, Olga decidiu deixá-lo. Em abril de 1946, menos de um ano depois do casamento, ela se separou e voltou a morar com os pais. Cerca de 2 meses antes do ataque no metrô, o casamento foi anulado. Para Olga, a relação tinha terminado. Alfonso, porém, recusava-se a aceitar. Ele telefonava, aparecia nos lugares por onde ela passava e exigia que voltasse.

Na prática, Olga estava sofrendo stalkening do ex-marido e vivia com medo. E aquela perseguição ainda ficaria muito pior. No início de outubro, quando os dois já estavam separados, Alfonso encontrou Olga no metrô. Ela não estava se sentindo bem e ele se ofereceu para levá-la para casa. Assim que entraram no carro, ele encostou um canivete automático em seu pescoço e impediu que saísse.

Em vez de seguir para a casa da família, dirigiu até uma hospedagem em Puquipse. Alfonso mantevega privada de liberdade, escondeu suas roupas e tentou obrigá-la a retomar o relacionamento. Chegou a pressionar um revólver contra sua cabeça. ao todo. Ela ficou cinco dias sem poder ir embora e quando voltou ao Brooklyn, desmaiou na entrada da casa de uma sobrinha.

 Em primeiro de novembro, Olga ajudava a mãe a colocar a mesa para o jantar. A janela da cozinha estava aberta quando um disparo veio de fora e atingiu sua coxa direita. O ferimento deixou dois orifícios, um na lateral e outro na parte de trás da coxa, indicando que o projétil atravessou a perna. Ela ficou 10 dias no hospital. Olga contou à polícia sobre o rapto, a privação de liberdade e o disparo contra a casa da família.

 Disse que tinha certeza de que Alfonso era o responsável. Quando voltou ao trabalho, em 9 de dezembro, encontrou o ex-marido escondido atrás de uma coluna perto da estação. Na mesma manhã, ele telefonou para o trabalho de Olga. disse que continuava observando seus horários e sabia de tudo o que ela fazia. Também afirmou que não tinha acertado a pontaria na primeira vez, mas que quando mirasse novamente iria matá-la.

Olga passou a vê-lo em diferentes pontos do caminho. Alfonso aparecia na rua 39, escondia-se atrás de carros e a seguia nas estações. Os telefonemas com ameaças chegavam quase todos os dias. A cada nova ocorrência, ela procurava a delegacia de polícia e pedia que alguém a acompanhasse no trajeto entre sua casa e o trabalho.

 Em geral, ouvi apenas que não deveria se preocupar. Não sei se isso acontecia por estarmos nos anos 40 ou porque Alfonso era seu ex-marido, mas a polícia não dava devida importância ao medo de Olga. É difícil compreender que depois do rapto, da privação de liberdade, do disparo contra sua casa e de todas as ameaças, seus pedidos de ajuda continuassem sendo ignorados.

Pouco depois do Natal, Olga percebeu que Alfonso a seguia dentro da estação da Times Square. Assustada, procurou um funcionário do metrô e pediu para permanecer ao lado dele até a chegada do trem. O homem respondeu que ela atrapalharia a passagem das pessoas na escada e indicou uma coluna próxima, onde deveria esperar sozinha.

Por volta de 20 de dezembro, Olga conseguiu que dois detetives a acompanhassem para casa e contou novamente sobre o rapto, o primeiro disparo e as ameaças. Mesmo assim, a proteção não se tornou permanente. Na maior parte dos dias, era sua irmã quem a acompanhava. Em 30 de dezembro, Olga foi até uma chefia da polícia com um cunhado e repetiu que acreditava estar correndo risco de vida.

Os detetives prometeram que na manhã seguinte fariam sua escolta até o trabalho. Quando o dia amanheceu, nenhum policial apareceu. Sua única companhia até a estação foi a irmã. Naquela mesma manhã, Pearl se encontrou com Allen em um restaurante próximo à Union Square. Ele disse que a nova câmera estava pronta.

 O segundo aparelho era maior, muito mais pesado e estava embrulhado em papel vermelho e verde como um presente de Natal. Allen repetiu o trajeto e acrescentou uma instrução importante. Dessa vez, P deveria apontar para a cintura de Olga, pois era ali que ela provavelmente escondia as joias por dentro do vestido. Para Pe, aquela precisão servia apenas para fotografar o local exato em que as peças estariam presas.

Peo Brooklyn, localizou Olga na estação da rua 55 e entrou no mesmo trem. Olga percebeu a jovem sentada do outro lado do vagão, segurando o pacote. Embora Pearl já tivesse observado no escritório e seguido dias antes, Olga não se lembrava de tê-la visto. As duas nunca tinham conversado. A irmã de Olga desceu na rua 34 e Pearl continuou no vagão até a Times Square.

 Quando as portas se abriram, Olga começou a caminhar em direção à saída da rua 40. Pearl desceu atrás dela, aproximou-se e puxou a alça. Um estampido chamou a atenção de todos. O pacote recuou com força nas mãos de Pearl e Olga caiu de costas, sangrando muito. Pearl permaneceu parada, ainda segurando a caixa e tentando entender o que tinha acontecido.

 Um guarda do metrô correu até as duas. Ela disse que acabava de tirar uma fotografia e que alguém tinha tirado em Olga. Diante daquela explicação, o guarda custou a acreditar no que ouvia. Um homem entre os passageiros improvisou um toniquete enquanto a polícia era chamada. O disparo atingiu a perna esquerda de Olga.

 Pearl recebeu a ordem de mirar na cintura. Portanto, o tiro saiu abaixo do ponto indicado por Allen. Como Alfonso já tinha prometido que na próxima tentativa mataria Olga, tudo indica que aquele plano tinha intenção fatal. Por sorte, o disparo não alcançou a cintura nem o tronco. Esse desvio provavelmente salvou sua vida.

 Olga foi levada em estado crítico para o Hospital Roosevelt. Pearl acompanhou os policiais até a delegacia, ainda insistindo que só tinha tirado uma fotografia. Ela não tentou fugir, entregou o pacote e contou sobre os encontros com [música] Allen, a falsa investigação, a visita a Cryon Head Company e as duas câmeras. Na delegacia, os detetives abriram a caixa.

Dentro do embrulho encontraram uma espingada calibre 12 de cano cerrado montada entre pedaços de madeira. A alça de metal estava ligada ao gatilho. Quando puxou o arame, [música] Pro disparou contra a Olga, sem saber que segurava uma arma. O primeiro aparelho nunca foi encontrado e não foi possível saber com certeza o que existia dentro dele.

 A possibilidade mais aceita era que aquela caixa tivesse servido como um ensaio. Allen precisava verificar se Pearl seguiria a Olga, se conseguiria chegar à distância indicada [música] e se acionaria o mecanismo sem hesitar. Depois de confirmar cada etapa, entregou o segundo pacote. Os investigadores mostraram a Pearl uma fotografia de Olga. ao lado de Alfonso Roco.

 Ela reconheceu [música] imediatamente o homem da imagem, disse que aquele era Allen Lahu, o suposto detetive que a contratou e observou que ele vestia roupas muito parecidas com as que usava durante os encontros. Allen Lahu não existia. Seu nome verdadeiro era Alfonso Roco, também conhecido como Al Roco, o ex-marido de Olga.

A história das joias explicava porque ele conhecia tão bem o rosto, o emprego, os horários e o caminho que ela fazia. Não eram informações conseguidas durante uma investigação. Ele conhecia a rotina porque tinha sido marido de Olga e passou a persegui-la depois da separação. Mesmo depois do namoro e dos poucos meses de casamento, Olga e sua família sabiam muito pouco sobre Alfonso.

 Ele nunca explicava com clareza como ganhava dinheiro. Às vezes desaparecia por semanas e voltava com uma quantia considerável ou com outro carro. A polícia descobriu que em 1938 ele participou de furtos de automóveis e cumpriu pena. Uma avaliação feita naquela época não apontou qualquer inteligência extraordinária. O que tornou o crime possível não foi genialidade, mas a maneira como ele observou as fragilidades de Pega.

[música] O plano também explicava por Peolhida. Alfonso encontrou uma jovem desempregada, percebeu seu entusiasmo pelas histórias policiais e ofereceu justamente aquilo de que ela precisava: dinheiro e um novo trabalho. A caixa parecia uma câmera. O peso seria do equipamento de raios X e o sigilo protegeria a investigação.

 Até a ordem de mirar na cintura parecia coerente com a história das joias escondidas. Na manhã seguinte ao ataque, os médicos amputaram a perna esquerda de Olga, cerca de 15 cm acima do joelho. É possível que o disparo abaixo do ponto indicado tenha salvado sua vida. Ainda assim, o plano mudou sua vida para sempre.

 Com Olga hospitalizada e a identidade de Alfons confirmada, a polícia iniciou uma grande busca. Em primeiro de janeiro, um homem telefonou duas vezes para a pensão onde Pearl morava e pediu para falar com ela. Os detetives levaram Pearl de volta ao local e esperaram durante horas, imaginando que fosse Alfonse. Mas ele não ligou novamente.

 Pearl também precisou prestar esclarecimentos à justiça. Os investigadores acreditavam que ela foi enganada, mas queriam mantê-la disponível como testemunha enquanto Alfonso continuava foragido. [música] Um juiz estabeleceu uma fiança de 10.000, valor que a família não podia pagar. Por isso, Paneceu sob custódia em uma instituição para mulheres.

Ela tinha perdido o emprego poucos dias antes e de repente estava detida por um disparo que nem sabia ter feito. A pista decisiva apareceu em 6 de janeiro. Dominic Rizo informou que um homem que se apresentou como Allen Lamonte tinha levado seu carro. O desconhecido disse que precisava buscar peças automotivas na cidade de Cairo, nas montanhas Cat Skills, e convenceu Dominic e um parente a acompanhá-lo.

Durante uma parada para o almoço, pegou o veículo e desapareceu. A família Rizo reconheceu o falso Allen Lamonte em uma fotografia policial. Era Alfonse usando outro nome. A polícia estadual identificou sua passagem pela região e reuniu dezenas de agentes, além de dois detetives de Nova York, para procurá-lo.

Alfonso abandonou o carro e entrou em uma propriedade próxima a Gilboa, armado. Obrigou moradores da região a ajudá-lo e depois fugiu para a mata, levando um saco de dormir. Os policiais chegaram pouco depois e seguiram as marcas deixadas na neve. Eles o encontraram adormecido sob uma árvore. Ainda dentro do saco.

 Os agentes ordenaram que se rendesse e deram um tiro de advertência. Alfonso respondeu com quatro disparos na direção do clarão. A polícia revidou e ele morreu antes de conseguir sair completamente do saco de dormir. Entre seus pertences havia dinheiro, documentos e uma fotografia de Olga. Quando recebeu a notícia no hospital, ela riu, depois chorou e disse que finalmente conseguiria dormir sem medo.

 Para sua família, a morte de Alfonse representava o fim de meses de perseguição, ameaças e violência. Depois do confronto, Peada. Um grande júri decidiu não indiciá-la, porque ficou comprovado que ela acreditava estar usando uma câmera. Desde o primeiro momento, permaneceu no local, entregou o pacote e contou a mesma história.

 Ao deixar o tribunal, disse que queria esquecer tudo. Sua mãe foi buscá-la e as duas se prepararam para deixar Nova York. Olga permaneceu hospitalizada durante várias semanas. O ferimento na estação não podia ser separado de tudo que aconteceu antes. Ela denunciou o rapto, a privação de liberdade, o primeiro disparo, os telefonemas, a perseguição e as ameaças.

Na véspera do atentado, recebeu a promessa de que seria escoltada. Na manhã seguinte, foi deixada sem proteção. Em fevereiro de 1947, Olga pediu uma indenização de miles à cidade de Nova York. Seu advogado argumentou que as autoridades sabiam que ela corria perigo e mesmo assim não cumpriram a promessa de protegê-la enquanto usava o transporte público.

 A cidade recusou o pagamento e o caso chegou à Suprema Corte estadual. Em abril de 1953, o julgamento durou 5 dias. Olga compareceu usando muletas e contou mais uma vez tudo que aconteceu. Detetives confirmaram que ela procurou a polícia repetidamente e Pearl também prestou depoimento. A defesa da cidade não negou que Alfonso representava um perigo.

 Seu argumento foi mais específico. As autoridades sabiam que precisavam proteger Olga do ex-marido, mas não tinham como prever a participação de Pearl, uma jovem que nem sequer conhecia a vítima. Se o próprio Alfonso tivesse entrado no metrô e atirado, a responsabilidade da polícia poderia ser analisada de outra maneira.

 Como o disparo partiu de uma terceira pessoa enganada, o tribunal decidiu a favor de Nova York. O juiz reconheceu que aquela era uma ocorrência terrível e lamentou que Olga não pudesse receber reparação. Ainda assim, concluiu que não existia prova de que a cidade pudesse prever um ataque cometido daquela forma. Assim, além de perder a perna, Olga terminou o processo sem qualquer indenização pelo que sofreu.

 É justamente essa explicação que torna a decisão tão difícil de aceitar. Talvez os policiais não conseguissem imaginar o método premeditado e bizarro criado por Alfonse. O perigo não era uma suposição. Olga relatou o que estava acontecendo e pediu ajuda. Pearl e Olga não permaneceram como inimigas.

 Nos anos seguintes, mantiveram [música] contato e se tornaram amigas. As duas foram vítimas do mesmo homem, embora de maneiras diferentes. Olga foi perseguida, ferida e perdeu uma perna. Pearl foi enganada e usada para praticar um ato que jamais teria aceitado se soubesse a verdade. Pearl deixou Nova York, casou-se e teve filhos.

 Olga permaneceu na cidade e passou a trabalhar com a criação e a venda de bijuterias. e sobreviveu a um dos planos mais bizarros de perseguição e violência doméstica e se tornou um símbolo de superação. E bem, esse foi o caso de hoje. Vocês acreditam que Olga merecia reparação do estado? O estado, ao menos na nossa visão, foi extremamente negligente.

 E, em geral, isso continua se repetindo, pois diferente do caso de Olga, muitas vezes não há o que reparar. Obrigado por chegar até aqui. Se o vídeo foi informativo e relevante, deixem um like e sua opinião aqui nos comentários. E até o nosso próximo vídeo.

 

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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