A família acreditou que um irmão tinha partido mas ele nunca foi embora | SEAN E STANLEY ECKARD – H
Olá, eu sou a Renata Quadros e este é o Recontando Casos, canal onde trago vocês aqui para a sala da minha casa e reconto um caso daquele jeitinho que a gente gosta, com bastantes pormenores e vídeos longos. Muito obrigada por estarem novamente aqui comigo e mais uma terça-feira iniciando mais um mês. E se chegou aqui pela primeira vez, eu conto casos criminais às terças-feiras e vou ficar muito feliz por vir fazer parte aqui da nossa família.
Se inscreva no canal, maratona os vídeos. Lembrando também para a malta que sempre tá aqui, que me vê pela TV, confere lá se estás inscrito, pega no telemóvel que eu sei que tens o telemóvel aí na mão e vê se estás inscrito no canal, se estás com as notificações ativadas. Isso é muito importante aqui para que o YouTube perceber que o meu canal é um canal que gostam de assistir, certo? Então vejam lá todas essas regrinhas e não se esquece das outras coisas que eu quase nunca falo aqui, não é? que é desfrutar, partilhar, comentar e o hypar também,
não é, gente? Eu adoro hypar. Se aparecer aí para vós, para vós hyparem o meu vídeo, façam isto que também ajuda muito o canal. Como eu disse, a gente tá a começar aí um mês novo, não é, agosto. E agosto é o quê? O mês ali do dia dos pais. E eu quero aproveitar esse dia aqui, iniciando o mês, para falar um bocadinho de dois pais da minha vida.
Olha só, dois pais. Bom, vamos lá. Um é o meu, não é, gente? O meu pai que sempre foi assim o meu maior apoiante e na verdade ele continua a ser até aos dias de hoje. vê todos os meus vídeos no dia que sai e volta e meia assim ele me dá os feedbacks dele assim normalmente positivos estes dias aí no caso passado, disse que se emocionou e nem foi um caso assim, não é, que normalmente eu me emocionaria, mas por algum motivo se emocionou e depois contou-me como se sentiu, o que ele vê assim que eu estou evoluindo em cada vídeo, ele me
felicita pelo trabalho que eu faço. Isto é muito importante, porque o pai ele não é só o título de pai, certo? É o pai assim que está ali presente em todos os esses momentos. E percebo que o meu pai está sempre presente porque ele é essa pessoa que observa, que me está a acompanhando, que sabe o que eu estou fazendo, sabe onde estou.
Já comentei aqui para vocês que ele tem a minha localização sempre. Então ele está sempre ali ao meu lado, mesmo a gente não se vendo todos os dias. Inclusive tinha uma altura assim que eu era mais doidinha na cabeça assim, sabe? Gostava de ir aos lugares sozinha viajar e tudo mais. E aí eu dizia-lhe, né? E se o meu pai tivesse alguma ressalva assim, ele dizia assim: “Mas filha, e tu já pensou nisso?” Depois já ficava assim: “Hum, acho que não vou fazer isso não.
Acho que não vou para esse lugar.” Porque sempre houve isso, assim, sabe? Eu tinha que ter ali o apoio do meu pai para eu me sentir segura. E o outro pai que eu disse que ia dizer aqui sobre dois pais é o meu irmão, pessoas, que o meu irmão me estava a segurar até agora, mas agora vai ser um pouco difícil, não é? Já vamos começar a emocionar no início do vídeo. Vamos.
O o meu irmão, ele não faz acho que nem ideia do quão orgulhosa estou dele, assim, de o ver a ser o pai dos meus sobrinhos, que são os amores da minha vida. E é também este pai que está todos os dias ali acompanhando os dois, participando nos momentos importantes e dos momentos comuns, dos dias comuns, que é o mais importante, porque é desta que os filhos se vão lembrar lá mais para a frente, sabe? Daquele dia mais normal, sabem? Vai ser nesses dias que nos vamos lembrar da importância do nosso pai.
E eu sei que o meu irmão faz esse papel brilhantemente. Eu acompanho isso sempre. Então tenho muito orgulho dele e claro, estou muito agradecida pelo pai que eu tenho também. Então como eu disse, o pai não é só este título, certo? Um título de pai para ganhar presente em agosto, não. O pai que é pai, ele está ali a participar sempre, não é? Todos os dias.
E é por isso que ele merece também um presente que acompanhe em todos estes momentos, como já disse, nos momentos importantíssimos, não é, assim, de celebração e tudo mais, mas também na rotina, no dia a dia. E um presente perfeito que vou falar aqui para vocês, claro, é a Insider. Porque a Insider, malta, ela arranjou uns kits para você presentear aí o seu pai que são espetaculares.
Há kit assim, sei lá, três t-shirts e um calção ou às vezes uma camisa, uns calções, uma cueca, uma meia, percebe? Tem kits mais pequenos, kits maiores. Para si escolher qual vai assentar melhor para o seu pai. o seu pai que é um viajante, o seu pai que gosta mais de ficar em casa ou ou aquele pai que está sempre numa correria do trabalho, vai haver um kit para todo o mundo.
Até porque eu já vos falei que as roupas da Insider são assim, certo? Vai usá-las tanto nos dias importantes de celebração, mas também na rotina e no dia-a-dia. Os kits já estão lá disponíveis para vocês escolherem, tá? Mas amanhã, no dia 5 de agosto, poderá vai ganhar ainda mais 10% de desconto no Pix e também vai ganhar frete grátis em compras superiores a 399.
Claro que tudo isto ainda tu usando o meu cupão, não é, recontando casos que eu deixo sempre aqui no ecrã, no link, na descrição e no comentário fixado, ok? O o meu cupão acumula sempre com os descontos que já estão lá no site. E nos dias entre 6 e 8 de agosto, ainda vai ganhar portes grátis. E depois tem brindes que ali vão acumulando conforme o valor que vai gastando.
Então quanto maior for a sua compra, vai aumentando os brindes também. Então assim, uma maravilha para si aproveitar. Assim, aproveita para entrar no site, dá lá uma vista de olhos nos kits. Eu achei assim, gente, os kits eles eles organizaram os kits de uma forma tão inteligente assim que eu acho praticamente impossível não encontrar um kit perfeito para oferecer.
Só relembrando que o meu link e o meu cupão estão sempre aqui na descrição, no comentário fixado. Pode clicar no link que facilita porque daí o meu cupão já está diretamente no carrinho. Ou na hora de finalizar a compra digita lá recontando casos. Eu quero deixar aqui já o meu abraço carinhoso para todos os papás que aqui me assistem, que me escrevem.
Saibam que têm um papel muito importante na vida dos seus filhos. É uma base que eles vão levar para sempre. E como já disse, a presença ali no dia a dia, nos dias comuns, é a melhor lembrança que pode entregar para os seus filhos, não é? E para os filhos a mesma coisa, não é? Mais do que datas importantes, o dia do pai, a as pessoas têm que estar ali presentes sempre, não é, no dia a dia, porque é isso que faz a diferença.
Dito isto, dado este recado, tendo já chorado no início do vídeo, vamos ao caso de hoje. No caso de hoje, conheci recentemente, quis trazer aqui, na verdade já era para ter trazido alguns casos atrás, só que ele tem muito poucas fontes. Então já preciso de avisar aqui que ele é um dos casos assim que eu não tenho muitas fotos para mostrar aqui para vocês, ok? Então vai ter aquela repetição de sempre, mas depois eu sempre tento deixar de alguma forma para que não se torne assim tão repetitivo, certo? e também para que não fiquem só com
a minha cara aqui o tempo inteiro. No entanto, queria trazê-lo aqui para vos porque ele tem uma uma parte deste caso assim que me choca muito e também ele traz algumas discussões sobre motivação, não é? E quero muito saber a opinião de vocês. Então, hoje vou recontar-vos o caso de Shan e Stanley Eord.
Vamos começar por falar sobre a família Eord. Ela iniciou com os pais, a dona e o Samuel. Eles já tinham sido casados anteriormente e cada um deles tinha três filhos. Só aí já era uma família bem grande, não é? Mas depois os dois eles casaram e tiveram mais dois filhos em comum. Primeiro nasceu o Stanley Elias Eard em abril ou maio de 1989, não tenho exatamente a data de nascimento.
E, depois, no dia 12 de Outubro de 1990 nasceu o Shan Paul, que era aqui o mais novo. Assim, no total oito filhos, não é, gente, muita gente. Só que assim, na altura aqui do caso que eu vou contar-vos, é o ano de 2010. estes filhos do dos dois casamentos aqui anteriores, não é, de cada um, não viviam com os pais, ok? Eles já eram adultos, já tinham aí as suas próprias vidas, já eram casados.
Assim, só o Stanley e o Shan que viviam com os pais, não é, com a dona e com o Samuel. E aqui em 2010 o Stanley ele tinha acabado de completar 21 anos e o Shan, estava prestes a completar 20, certo? Portanto, ele tinha 19. A diferença ali de idade deles era bem pequena. E vamos focar aqui mais no Stanley e no Chan, como falei para vocês no início, não é? Só que, claro, em algum momento aqui da vida deles, não é, na infância, viveram com os irmãos mais velhos.
E as informações que eu tenho assim é que era uma convivência super pacífica, super amorosa. Apesar, não é, dos irmãos terem vindo aí de outro pai e outra mãe, não é, dentro da casa todo mundo se tratava igual, toda a gente era irmão, não havia esse negócio de meio irmão. E durante boa parte ali da infância do Shan e do Stanley, eles viveram em San Diego, na Califórnia.
E por terem poucos anos de diferença, eles cresceram muito próximos, não é? Eles partilhavam muito os amigos, as brincadeiras, gostavam de videojogo, de anime, eh, japoneses e passavam bastante tempo juntos, não é? Porque os outros irmãos, como já falei, eram mais velhos. Só para vocês terem uma ideia, na altura aqui do caso, não é, o mais novo era o Chan, que tinha 19, quase 20, não é, e a mais velha, a filha mais velha já tinha aí 40, 40 a mais, não é? Portanto era assim uma idades muito diversas ali dentro da família. E o Shan e o
Stanley, eram vistos pelos irmãos mais velhos como os preferidos dos pais. Aquela coisa, não é? Ai, só porque são os caçulas. Ah, na nossa altura não era assim. Mas os próprios irmãos falam que isto era mais uma brincadeira, não é, que rolava ali dentro da família, porque na verdade eles também amavam muito os dois irmãos mais novos e eles eram ali o fruto do amor dos dois pais, não é, da dona e do Samuel.
E é claro que como qualquer relação aí de irmãos, também eles brigavam, discutiam, mas era aquela coisa, não é? Brigava de tarde, à noite já estava junto a fazer alguma coisa. O O Stanley, que era o mais velho aqui, não é, ele gostava meio de provocar o Chan, que era o mais novo, o Chan acabava reagindo, ainda mais à medida que iam crescendo.
Então viravam aquelas discussões, aquelas brigas, as lutinhas e tudo mais, mas nada fora do normal. Pelo menos o que encontrei pesquisar a infância foi super normal. A fé ocupava um espaço muito importante ali também na vida da família, mas apesar desta ligação com a igreja, eles não eram descritos assim como os pais rigorosos, rígidos, não é, que tinham assim proibições excessivas, nem nada disso.
Inclusive, uma das filhas aqui do casal, não sei exatamente se era filha do Samuel ou da dona, mas o seu nome é Laura. É aí uma das filhas mais velhas. Ela disse assim que a casa sempre foi cheia de brincadeiras, piadas, descontraída e, sobretudo muito amorosa. É claro que nenhuma família perfeita, nós sabemos disso, certo? E ela própria fala, então existiam discussões, eh, brigas às vezes, mas quem convivia com a família, eh, sempre percebia que, assim, era uma casa muito cheia de vida. Muitas pessoas, não é, mesmo
depois de os irmãos mais velhos terem sido ali saindo, a convivência era pacífica, como uma família normal. E apesar dos dois aqui eh terem crescido como basicamente um melhor amigo do outro, tinham personalidades diferentes. O Chan, é recordado como um rapaz espontâneo, não é? Mais brincalhão, mais fácil de se aproximar.
Ele fazia amizade com muita facilidade e os amigos e familiares dele falavam bastante sobre o sorriso do Chan, o seu sentido de humor e a capacidade que ele tinha assim de tornar qualquer ambiente mais leve, assim, só com a presença dele, com as brincadeiras. Ele gostava dessa interação com outras pessoas, de conhecer pessoas novas e ele criava vínculos com facilidade.
Já o Stanley, era um pouco mais reservado, um pouco mais tímido e uma das irmãs o descreveu como extremamente inteligente. Ele tinha um vocabulário tão elaborado que por vezes usava palavras que nem toda a gente ao redor conhecia, sabe? E ficava sem perceber o que ele estava falando. Ela disse também que ele era um músico muito talentoso e tinha bastante interesse pelas artes marciais.
Então eles tinham essa diferença de de personalidade, sabe? Enquanto o Stanley parecia assim que ele era mais confortável com as pessoas ali que ele já conhecia, não é? Com os amigos de sempre, com a família em casa, o Shan, era mais explorador, sabe? Ele gostava de conhecer mais pessoas, de falar com estranhos.
Era essa basicamente a diferença entre os dois. Mas como já disse, eles davam-se bem. E foi nesta aqui do Chan explorador, não é, de conhecer pessoas novas, que fez uma amizade com uma vizinha, não é, que morava ali perto da casa dele, quando vivia com os pais na Califórnia. E o nome desta vizinha é Mary Jane.
Eu não tenho fotos da Mary Jane, mas o que é descrito nas fontes é que ela era uma mulher já mais velha, tinha duas filhas e pelo que se pode entender, ela não vivia com ninguém na casa, a não ser as duas filhas, não é? Eu digo assim, ela não tinha parceiro. E o Chan começou a aproximar-se da Mary Jane porque na sua propriedade tinha vários animais.
Ela tinha cavalos, cabras e galinhas, ovelhas. E o Chan adorava. Ele adorava estar do lado de fora da casa. Ele adorava o contacto com os animais. Então começou a ter uma amizade com a Mary Jane. E a Maria Jane, inclusive ela falava que o Shan era como se fosse o filho que ela não tinha tido, não é? Porque ela teve duas meninas.
Então ela tratava o Chan ali como se fosse o filho dela também. Ele começou a frequentar então a casa da Mary Jane, ele ajudava a cuidar dos animais e aos poucos ele foi ficando realmente muito próximo ali daquela família, inclusive das filhas dela, não é? O vínculo que construíram era realmente de uma relação assim familiar.
A Mary Jane tratava o Chan com muito carinho e ele começou a ver realmente a casa da Mary Jane como um segundo lar, uma segunda família. Fora a ajuda ali que o Shan dava na casa, não é? E de e de frequentar a casa, também saíam para fazer algumas coisas juntos. Então iam para vários parques, alguns miradouros da região.
A Mary Jane, relata ela em algumas matérias sobre este caso que tinha um local específico, um miradouro específico que gostavam de ir. E o Shan, ele gostava de ir a este miradouro e ficar ali sentado, olhando para o horizonte ali, só tendo este momento de contemplação. E essa foi uma época muito especial na vida do Shan.
Ele tinha ali cerca de 14, 15 anos mais ou menos, não é, quando isso está a acontecer. Então ele criou várias memórias neste período aqui com a Mary Jane, as filhas desta, os animais, não é? E sentia-se muito feliz fazendo isso. Só que infelizmente há aqui algumas coisas que a gente não consegue controlar e algumas coisas começaram a mudar na vida do Shan.
Em 2005, os pais do Shan, não é, a dona e o Samuel, decidem mudar-se da Califórnia e iriam para a Flórida, certo, para um local chamado Spring Hill. E porquê esta mudança? As versões sobre o motivo, variam um bocadinho, não é? Como eu disse, nós não temos uma precisão assim. Ou pode ser uma mistura de coisas, mas uma delas diz que a casa onde viviam na Califórnia, ela seria vendida, não era deles a casa, viviam ali de aluguel.
E aí o proprietário iria vendê-la e a família ali do chão para comprar esta casa e também não tinha esse orçamento para comprar uma outra casa ali na zona. Outra versão refere que uma das avós do Shan, não sei exatamente se era a mãe do Samuel ou da dona, mas uma das avós aqui estaria com problemas de saúde na Flórida, então por isso é que eles se mudaram para lá para cuidar dela.
E aí há a versão que meio que junta tudo aqui, que é uma das avós tinha essa propriedade na Flórida e falou-lhes assim: “Olha, venho viver para aqui, está bem? A gente resolve tudo por aqui, vocês não precisam de estar a pagar aluguel na Califórnia”. Portanto, não importa muito assim qual foi o motivo da mudança, o importante é que a mudança aconteceu e foram viver para Spring Hill, na Flórida.
Para os pais aqui, não é, dos rapazes, foi provavelmente a decisão mais sensata a ser tomada, mas para o Chan eh foi um bocado difícil, não foi? porque significou abandonar praticamente tudo o que ele adorava fazer ali no dia a dia dele, não é? Os amigos que tinham na Califórnia, não só ele como Stanley também, não é? Mas como já disse, o Shan, era essa pessoa mais sociável, não é? Assim, ele tinha um círculo maior de amigos e principalmente ali deixar a Mary Jane, certo? E tudo o que representava ali aquela propriedade dela, não é? Os animais, aquele segundo lar. Então agora
o Chan já não tinha isso. Inclusive o Chan, chegou mesmo a perguntar aos pais se ele não pudesse continuar a viver ali na Califórnia com a Mary Jane. Mas é claro que os pais não toparam isso, não é? O Chan ainda era muito novo aqui, 15, 16 anos. Então os pais disseram: “Não, vais ter que vir com a gente”.
Mesmo vivendo noutro estado, o Shan continuava a manter o contacto com a Mary Jane, com as filhas desta. Ele telefonava com frequência para saber como elas estavam, acompanhar o que estava a acontecer ali, não é, na casa e também para perguntar pelos animais, não é, porque adorava cuidar dos animais, por isso ele perguntava sempre como estavam.

E uma coisa que o Chan sempre disse é que um dia quis voltar para a Califórnia, fosse para visitar brevemente ou para morar. Mas enquanto esse regresso não acontecia, não é, ele precisava ali se adaptar à nova realidade. Assim, tanto ele como o Stanley, começaram ali, não é, a reconstruir a própria rotina num novo local e as coisas começaram a acontecer ali naturalmente.
A família se estabeleceu numa casa grande, que tinha um quintal bastante grande também. Os dois irmãos foram matriculados numa escola da região e aos poucos começaram a conhecer outros jovens do bairro, da escola e formar um novo grupo de amigos. E à medida que ali foram criando estas novas amizades, não é, construindo esta confiança com outros amigos, a casa ali da família passou a ser meio que o centro, certo, onde toda a gente se encontrava.
Ainda mais porque o Shan e o Stanley, eles meio que partilhavam os mesmos amigos, não é? Assim todo mundo se encontrava na casa, os pais gostavam, não é? De receber os amigos dos filhos. Os pais aqui dos os rapazes também começaram uma nova vida, certo? A dona e o Samuel, começaram a trabalhar numa igreja ali local.
A dona, ela trabalhava na parte do bersário da igreja, por isso ela cuidava das crianças. E o Samuel, trabalhava como zelador. Assim, agora na Flórida a vida continuou, novos amigos, a escola, o Stanley também, não é? Nova rotina, tudo ia bem. Só que à medida que os meninos foram crescendo, não é, entrando na adolescência, tornando-se jovens adultos, algumas coisas começaram a ficar um pouco desarrumadas.
Os primeiros problemas aqui foram com o Stanley, está bem? O mais velho aqui entre os dois. Em Maio de 2006, aí, cerca de um ano em que já estavam na Flórida, ele decidiu simplesmente abandonar o ensino médio. O Stanley, ele tinha um interesse muito grande pelas artes marciais e, segundo alguns relatos, acreditava que ele poderia dedicar-se integralmente a este e, no futuro até criar um próprio espaço ali de treino.
Assim, pro Stanley, naquele momento, achava que continuar na escola, aparentemente não era tão importante como seguir aquele que ele queria fazer, não é, que era se dedicar aí integralmente às artes marciais e futuramente ganhar dinheiro com isso. Só que o que aconteceu é que quando parou ali os estudos, ele também começou a andar com uma malta que não era muito boa malta.
Os pais inclusive não gostavam muito. As informações deste período são meio vagas assim, não dá para sabermos exatamente que aconteceu, mas alguns relatos dizem que o Stanley ele começou a se envolver em pequenos golpes, sabe, em negócios um pouco suspeitos. Tem alguns locais também que dizem que ele teve algum envolvimento com drogas, ok? Mas eu assim é muito vago, portanto eu não posso confirmar a 100%, mas algo que eu Consegui confirmar é que em 2007 foi preso.
Foi preso e recebeu uma acusação grave relacionada com fraude. Só que o que é que aconteceu? Essa acusação acabou por ser retirada. Então ele deve ter ficado ali preso um período pequeno, certo? e depois foi libertado. Mas para os pais, não é, para a dona e para o assim um choque tudo isto, porque apesar das discussões que tinham em casa, não é, coisas normais ali, não é, de lidar com o adolescente, nenhum dos dois filhos ali mais novos eh tinha dado um problema tão grande assim, não é, de chegar a ser preso, chegar a ser acusado, assim, nada perto
disso, assim, depois ficaram bastante alarmados e parece que o Stanley também ficou muito mexido com isso, não é, com este episódio. É, ele teria inclusive até dito aos pais que estava arrependido e que ele reconhecia que estava num caminho errado, falando com pessoas que ele não devia falar e que não queria mais que isso repetisse, não é? Então foi meio que um susto para ele assim, percebe? Isso da prisão.
É dito que inclusive por algum tempo teria ficado até mais fechado ainda do que ele já era, percebe? e bastante envergonhado com esta situação. Parecia que ele tinha compreendido ali que ele ter saído da escola, ter-se associado ali algumas pessoas não tão boas assim, não é, estava a criar muitos problemas para a vida dele, assim, não era o caminho que ele gostaria de continuar.
Só que depois, gente, mais ou menos nesta mesma altura aqui de 2007, não é, quando aconteceu isso com Stanley, o Shan decidiu abandonar também os estudos. E é claro que para os pais este foi outro susto, porque agora pensaram assim: “Ué, agora o mais novo vai abandonar a escola e agora o mais novo vai começar a ir por esse caminho, não é? O mesmo do O Stanley também vai ser preso, certo? Eles já pensaram no pior.
” E depois, pessoal, talvez se estejam a perguntar assim, não é? Porque eu me fiz essa pergunta, como é que era tão assim, entre aspas, fácil, não é? Eh, estes meninos simplesmente, ah, não vou estudar mais, já não vou terminar o ensino secundário, porque se eu chegasse paraa minha mãe e falasse: “Mãe, não vou estudar mais no ensino secundário”, nem sei o que ia acontecer.
Mas com certeza que não era eu parar de estudar, ia continuar estudando. Mas depois fui pesquisar, gente, e descobri que naquela altura, na Flórida, a frequência escolar obrigatória ia até aos 16 anos. Depois desta idade, o jovem ele pode deixar a escola formalmente, mesmo sem incluir o ensino secundário. Portanto, não é uma coisa assim absurda.
Isto não significa que seja considerado uma boa decisão ou que esta é incentivado, ok? Só para que fique claro. E depois mais tarde o jovem pode optar por outras alternativas para terminar estes estudos. Então, só para saberem, porque eu achei muito curioso, não é, dois irmãos assim abandonarem os estudos do ensino secundário.
Provavelmente foi por causa disso, podiam fazer isso legalmente, ok? Assim, acredito que foi isto que aconteceu, ok? Mas o Chan, ele sai então ali do liceu e a ideia dele era trabalhar. Ele conseguiu emprego numa área de manutenção de um restaurante ali da região. Um amigo dele já trabalhava nesse local e ajudou o Chan a conseguir a vaga.
Assim, durante algum tempo, tentou ali construir esta nova rotina agora de trabalho, não é? Mas o que que começou a acontecer nesta época? O Chan, ele começou a ficar doente muito seguido assim, sabe? Todos os dias ele tinha algum problema. Então começou a faltar muito ao trabalho e não permaneceu nesse trabalho por muito tempo, porque assim, ele parecia que ele nunca melhorava a 100%, percebe? Ele ficava um bocadinho melhor, mas a partir daí ele já adoecia.
Parecia que tinha alguma coisa ali a acontecer com o sistema sistema imunitário do Chan. E isso foi acontecendo, foi-se agravando até um ponto que em 2008 o Chan teve de ser internado. O Chan ele desenvolveu uma condição cerebral grave, a encefalite, que é uma inflamação do cérebro que pode ser provocada por diferentes tipos de infecção ou até por uma reacção do próprio sistema imunitário.
No caso do Chan, não existe uma informação assim precisa do que provocou a doença. Um dos vídeos fala inclusive até de uma possível picada de carraça, mas não Encontrei assim alguma coisa que confirmasse isso, ok? Uma das irmãs do Shan, a Laura. Ela contou que nesta altura aqui, quando o Shan foi examinado, o médico encontrou várias lesões no cérebro dele.
E a situação agravou-se tão rapidamente, gente, que o Shan teve que ficar em coma. Ficou 44 dias inconsciente. Os médicos, chegaram a dizer à dona e ao Samuel que as As hipóteses de sobrevivência do filho eram muito pequenas, mas os dois eles se recusavam a acreditar que ele não acordaria, não é? Assim, a fé foi muito importante neste momento.
Os pais permaneciam convencidos que o Chan conseguiria sobreviver, mesmo quando o quadro ali apresentado pelos médicos não fosse assim dos mais otimistas. Na verdade, não era nada otimista. Então, passados estes 44 dias, o Chan finalmente acordou. Assim, gente, pelo que dá para perceber, foi mesmo por pouco, percebe? Começou a ficar doente, doente.
Ninguém sabia exatamente o que que era, melhorava, piorava, melhorarava. Daí até que descobriram o que era e logo de seguida disso ele ficou em coma assim, percebe? Foi um negócio muito repentino. Quando ele acordou, teve uma recuperação bem difícil. Ele já tinha perdido ali cerca de 20 kg.
E ele teve que basicamente aprender tudo de novo, percebe? A a se levantar, a andar, a comer, até ao respirar novamente, não é? Portanto, foi bem difícil esta época. A recuperação exigiu meses de tratamento, exercício, acompanhamento constante. Os pais, não é? Ficaram ali bem focados no Chan. Os outros familiares também, não é? Os outros irmãos, o Stanley também, claro, todos os mundo ali estava presente nesta fase, porque era o que o Chan precisava, não é? Dessa ajuda ali de toda a gente, porque ele estava aos poucos a reconstruir a
própria independência, não é? Vocês imaginem um jovem que eu falei para vocês, não é? Era essa pessoa expansiva, que gostava de sair, de estar do lado de fora, brincar com os animais, eh, falar com pessoas novas, agora, não é? ter que ficar ali meio que preso à cama para reaprender tudo isto de volta. Aos poucos isso foi acontecendo, ele foi recuperando os movimentos, a autonomia, voltou a fazer as coisas sozinho, ele já não precisava de mais ninguém junto com ele ali o tempo inteiro.
E segundo ainda a irmã Laura, que é a que tenho aqui mais e informação, porque encontrei uma entrevista dela, não é? Ela falou que esta experiência mudou o Chan completamente. Assim, ele já era essa pessoa cheia de vida assim, mas ele ficou mais ele ele passou a valorizar mais ainda os momentos assim, qualquer momento do dia, com a família, com os amigos, na natureza.
Ele também começou a aproximar-se mais da religião, não é, que já era uma coisa presente na família, mas ele ficou ainda mais próximo. Ele tornou-se mais leve, mais paciente, mais atento ao que se passava ao redor dele. A irmã, a Laura, ela se lembra, por exemplo, do Chan se divertindo-se ao fotografar um sapo que estava a sair ali de dentro de um vaso de plantas.
E era ali uma cena completamente simples, certo? mas que depois de tudo o que tinha passado, parecia que tudo era extraordinário assim, sabe? Tudo ele precisava de parar para observar, percebe? Para dar valor a aquele momento. E na verdade é o que a gente devia fazer, não é? Porque são estes momentos assim que acontecem se a gente nem perceber que tem um valor muito grande.
Enquanto a gente está lá a correr o telemóvel, não é, a fazer scroll no feed, há tanta coisa a acontecer ao nosso à volta, não é, e a gente deixa passar. E isto eu estou a dizer não para vocês, só para mim também. Eu tenho ficado muito tempo neste negocinho aqui, tem que parar. Bom, voltando aqui, não é, a família ela tinha muito costume assim de fazer várias coisas em conjunto, não é? Só que eu, pelo que se pode perceber, neste período que os meninos já estavam ali na adolescência, não era uma coisa que eles participavam muito, não é? Assim, depois do
que o X passou, voltou a fazer estas atividades com a família, a passar mais tempo com eles também. E imagino que deve ser uma experiência assim muito muito forte, não é? você saber que você quase morreu, sobreviveu aquilo, os médicos achavam que não ia sobreviver e sobrevive-se, não é? Então acho que realmente tudo depois disso adquiri um novo valor, não é, um novo olhar.
E esta recuperação do Shan, ela durou ali mais ou menos durante o ano de 2009 inteiro, certo? Eh, ele foi, ele ficou em como em 2008 e 2009 ainda estava ainda neste processo de recuperação. E depois quando ele começou a ficar melhor, não é, obviamente que voltou a pensar na Califórnia, não é, na Mary Jane, na propriedade que ele gostava muito nos animais.
Ele continuava a ter contato com elas, não é? Eu acredito que neste período que lhe foi difícil, elas mantiveram contacto com ele, não é, pelo que dá para perceber. Sim, mas ele nunca foi visitá-las depois de ele sair de lá. Portanto, quando ele melhorou bem, assim, quando já conseguia fazer tudo sozinho, quando já se sentia confiante para sair ali de casa dele e viajar, foi finalmente paraa Califórnia para visitar Mary Jane.
Foi uma oportunidade de reencontrar Mary Jane, as suas filhas, os animais que ele tanto gostava de cuidar, os sítios, não é, que tinha saudades, alguns amigos também, não é, porque ele não foi para Califórnia só para ver a Mary Jane, pelo que deu para perceber. Então ele revu alguns amigos da altura em que ele lá morava e de novo veio aquela vontade assim: “Ah, eu quero viver aqui, quero viver na Califórnia, quero ficar a viver aqui com os meus amigos de sempre, com a Mary Jane, com os animais, esta a vida que eu
quero.” Só que agora o Chan tinha esta condição de saúde, assim, que apesar de ele já estar bem, não é? Eh, a família tinha muito medo que ele precisasse de um cuidado de emergência, que algo acontecesse, não é? E a mãe também não se sentia muito confortável, não é, de deixar o filho que ela quase perdeu e noutro estado longe dela.
Depois, de novo, os os pais disseram assim: “Não, tens que ficar a viver aqui, porque aqui estão os os seus médicos, aqui já toda a gente sabe o que passou, está mais seguro aqui, não é?” Então, o Shan, ele aproveita estes momentos lá na Califórnia e promete, não é, voltar o mais breve possível. Depois ele retorna pra Flórida.
E outra coisa que também mudou no Chan foi a perspectiva aqui do futuro, porque durante um grande período aqui ficou sob, certo? E começou a ter o interesse pela fisioterapia. Então ele dizia que ele gostaria de se tornar fisioterapeuta porque percebeu a importância destes profissionais. E se não fosse eh a fisioterapia em si, queria trabalhar com pessoas que tal como ele precisavam de uma ajuda, sabe, numa recuperação ou algo do género.
Ele se sentiu-se muito sensibilizado com isso e agora queria retribuir, queria fazê-lo por outras pessoas. Só que aí percebeu que para isso ele precisaria de terminar os estudos, não é? E lembram-se que ele tinha abandonado o ensino secundário. Assim, foi neste período aqui, em fevereiro de 2010, que o Chan ele se inscreveu no programa de educação de adultos, que é mais ou menos assim, gente, parecido com o nosso supletivo, ok? Aqui no Brasil.
Voltou então a estudar e ele conseguiu um uma certificação que era equivalente à conclusão do ensino secundário. Portanto, chegamos aqui no ano de 2010, que é quando o Chan está a voltar aí aos estudos para terminar para seguir os planos que ele queria agora de se tornar um um fisioterapeuta. Eu não tenho muitas informações do que o Stanley estava a fazer nesse momento, ok? E eu estou aqui a falar de dois jovens, não é? E até ao momento não falei de relação, namorada, nem nada, não é? Pois bem, então é agora que vamos
falar sobre isso, porque é agora que entra aqui uma pessoa importante para o caso e o seu nome é Samanta Nicholson. A Samanta, ela fazia parte já do círculo social aqui dos dois irmãos, ok? Eu, pelo que se pode entender, já há algum tempo, ela passou a conviver com os dois e tinha uma amizade com os dois porque, como eu disse, não é, eles tinham muitos amigos ali em comum.
Eles iam nos mesmos lugares, porque a diferença de idades deles era bastante pequena. E depois quando eh começaram a conviver aqui com a Samanta, pelo que se pode perceber, iniciou ali tudo como uma amizade, mas surgiu aqui um interesse dos dois na Samanta. A primeira aproximação aqui aconteceu com o Stanley, ok? O Stanley foi o primeiro aqui que foi mostrar o interesse maior pela Samanta.
Eles começaram a trocar algumas mensagens e, segundo as fontes, eram algumas mensagens de um teor um pouco mais íntimo. Noutras versões, eh, falam que chegaram a sair neste momento aqui, inclusive até trocar alguns beijos. Nada além disso, ok? Mas não pude confirmar a 100%, até porque a Samanta posteriormente ela diz que essas mensagens existiram, sim, trocaram mensagens, mas que ela nunca saiu com ele nesse momento aqui, ok? Assim, não sabemos exatamente, mas existiu esse interesse, existiu essa troca de mensagens e para o Stanley
aquilo já era alguma coisa. Ele já começou a falar para algumas pessoas que ele e a Samanta estavam juntos, que eles tinham uma espécie de um relacionamento. Só que para a Samanta não era isso que estava a acontecer. Para ela não significava meio que nada o que ela estava falando ali com Stanley, as mensagens que estavam a trocar.
Isto porquê? Porque a Samanta, ela estava mais interessada no Shan, não é, no irmão mais novo. E depois o que passou a acontecer é que ela e o Shan começaram a trocar algumas mensagens. E depois rolou um interesse maior. A Samanta, ela se identificou-se mais com o Chan, ela gostava mais do Chan e aí sim saíram juntos e iniciaram um relacionamento.
E o Chan, tinha também muito interesse na Samanta, certo? Ele também gostou muito dela, gostava de conversar com ela, de ficar com ela. Então eles começaram este relacionamento que no início, pelo que dá para perceber, não foi uma coisa assim já super eh estamos a namorar, não é? Começaram aos poucos, como qualquer relacionamento, mas chegou num dia específico, incluindo que o Shan e o Stanley, estavam juntos a ajudar um tio dele a fazer uma uma mudança na casa, uma lavagem na garagem, alguma coisa assim, não é? diverge um pouquinho as
fontes, mas estavam a ajudar o o tio. E depois, nesse dia, inclusive, até ao Shan conta a Stanley que ele estava oficialmente a namorar com a Samanta. Então, o Stanley fica a saber desse relacionamento agora do irmão com a Samanta. E eu estou a tentar explicar aqui para vocês, para que não fique confuso, porque em alguns eh vídeos que eu assisti, eh, dá essa impressão assim: “Ai, a Samanta namorava com os dois ao mesmo tempo, sabe? Mas pelo que pude pesquisar, gente, não era isso que aconteceu. Existiu o interesse primeiro
aqui do Stanley. O Stanley foi falar com ela, trocaram algumas mensagens. Eu não pude verificar se ficaram juntos ou não, mas para a Samanta não significou nada aquilo. Não era um relacionamento. Ela não continuou com ele, apesar do Stanley pensar que tinha alguma coisa com ela. E depois depois disso ela começa a falar com o Shan.
Depois enrola-se o interesse e eles começam a namorar, ok? Pelo que pude pesquisar, foi o que aconteceu. Ficou, obviamente, uma uma situação desconfortável entre os irmãos, porque os dois ali meio que tiveram interesse nela, não é? Tentaram alguma coisa e depois ela escolheu o Chan, escolheu o mais novo. Mas pelos vistos para quem vi assim de fora, as coisas estavam a compor-se, certo? Principalmente para o Chan, certo? Que tinha vivido aquilo de quase morrer, não é? agora estava a voltar a estudar, queria o futuro pela frente, tinha agora uma
namorada, não é, e estava a seguir a vida, certo? Só que depois do nada parece que alguma coisa mudou. Então, chegamos ao dia 19 de junho de 2010, era um sábado. E nesse dia a dona, a mãe do Shan e do Stanley, ela apercebeu-se que o Shan não estava em casa. Não foi assim e uma preocupação. Ela só viu que o filho não estava em casa.
Nesta altura aqui, como eu falei para vocês, os meninos ali, já estavam na casa dos 20 anos, não é? O Shan prestes a completar 20 e o Stanley já tinha completado 21. Então faziam o que queriam, não é? Eles não davam satisfação a todo o momento, não é? Então a mãe pensou: “Ah, deve estar com a namorada, deve ter ido para algum lado com algum amigo”.
O dia foi passando, só que aí alguns amigos do Chan se aperceberam que não estavam a conseguir falar com o Chan ou que não tinha entrado em contacto também, que era uma coisa um pouco estranha, porque ele estava sempre ali comunicando com os amigos através de mensagens, não é, do telemóvel. Eles começaram a ligar para o telemóvel do Chan.
O Chan não atendia e também não regressava às chamadas, o que era estranho. O Chan sempre retornava. E depois esses amigos, começaram no decorrer do dia a receber mensagens de texto do Chan. E aí o que estava escrito nessas mensagens? Que tinha resolvido morar na Califórnia de vez, que tinha saído de casa, que ele estava na Califórnia, ele estava a ajustar algumas coisas, então é por isso é que ele não estava a ligar e nada, mas estava tudo bem e que ele ia começar uma nova vida lá.
Foi um pouco estranho, certo? Porque o Chan não avisou isso a ninguém, não disse nada, não disse nada à família principalmente, certo? E o mais estranho ainda é que a Samanta agora que, né, namorada oficial dele, ela também recebeu mensagens do Chan já no sábado de manhã, até até antes da da mãe ali começar a preocupar-se com o filho, não é? Ela recebeu três mensagens do Chan e era estas mensagens diziam basicamente aqui, resumindo para vos isso, não é? que foi morar na Califórnia, que já não queria vivem ali na Flórida e que o
relacionamento deles tinha acabado e ele estava a terminar o relacionamento com ela por telefone. A família também fica sabendo disso, não é, dessa ideia agora que o Chan está a dizer para todo mundo que saiu de casa e foi para a Califórnia. Não era uma ideia absurda, não é? Porque como eu vos disse, era realmente uma coisa que ele queria fazer.
Ele tentou fazer isso inclusive duas vezes, não é? Pedir autorização aos pais para lá morar na Califórnia sozinho, não é? Só que os pais não deixaram. Portanto, assim, não era algo absurdo isto acontecer, mas a forma que o Chan escolheu para fazer o pelo menos que estava a aparecer que ele tinha feito, era estranha.
Ele teria ido assim do nada, não é, assim, sem avisar ninguém, terminar um relacionamento que acabou de começar, sem dizer nada aos amigos e deixando a família preocupada também. E outra coisa, a Samanta, ela tinha saído com o Chan no dia 18, ou seja, no sexta-feira. Passaram boa parte do dia e da noite juntos.
Ela levou o Cham para casa ali de madrugada, já era madrugada do dia 19, não é? Da sexta-feira para sábado, estava tudo bem. Ele não falou nada de viajar, de terminar o namoro. Não brigaram, não aconteceu nada. E depois agora ela acorda no dia seguinte com três mensagens a dizer: “Olha, fui paraa Califórnia, já não namoramos”.
E a Samanta também tentou ligar para o Chan, mas ele não atendia. Ele só retornava por texto. E aqui, sem sequer comentar também que era estranho, não é? que eu vos disse que o Chan ele tinha voltado a estudar, queria uma profissão de fisioterapeuta, pelo que ele tinha muitos sonhos para fazer ali na Flórida e não lá na Califórnia.
E outra coisa, outro pormenor importante aqui que começou a preocupar a família este final de semana aqui, não é? Aqui no momento estamos no dia 19, que era um sábado, quando todos começam a receber essas mensagens e está toda a gente meio já ficando preocupado com o chã, não é? Mas no O dia 20, que era o domingo, era um dia muito especial.
Por quê? Porque era dia dos pais, eh, lá nos Estados Unidos, não é, 20 de junho de 2010, e era o aniversário da dona, da mãe dos meninos. Então, era uma dupla comemoração que estava programada para acontecer ali na casa. E o Chan, ele nunca perderia isso. Por que que ele ia escolher exatamente este fim de semana para fazer isso, não é? Eh, ele poderia escolher mais tarde e embora depois de domingo, por exemplo, assim, certo? Mas não.
Por que razão ele perderia esse momento? sendo que ele estava nesse momento de aproveitar todos os momentos em família, de estar ali presente, não é, com as pessoas que amava. Então, estava tudo muito estranho. E depois esse domingo chega e o Chan não aparece. E o que se pode entender aqui, gente, é que a família ela estava preocupada, só que estas mensagens que o Shan enviava dava a entender que estava tudo bem, que era tudo estranho, mas que estava bem e que em breve iria enviar mais notícias e que ele ia estabelecer-se ou até assim que em algum momento ele iria
voltar, que de repente estava em alguma crise, alguma coisa assim e ele ia voltar para casa. Eles não acreditavam que algo de mau tinha acontecido. E depois a gente chega à segunda-feira, dia 21 de Junho de 2010, chega ali a casa da família, não é, da dona do Samuel, do Stanley e do Chan, chega uma irmã mais velha dos rapazes, a Jennifer.
Ela chegou e estava a achar muito estranha esta situação. Ela chegou dizendo assim: “Malta, não é normal o Chan não responder, não nos ligar, não ligar ao aniversário da própria mãe para dizer um feliz aniversário, não dizer um feliz dia do pai ao pai”. sabe? Não era normal. E depois ela chegou na casa ali meio assim, vamos descobrir o que está a acontecer.
E depois a Jennifer ela repara no quintal da casa que existia ali uma parte assim que estava meio meio mexida, sabem? Quando mexe na terra assim da erva, ela percebeu que havia ali qualquer coisa estranha. E depois ela questionou os pais, disse assim: “Ah, o que é que aconteceu aqui no quintal, não é? O que é que foi isto aqui?” E depois a dona, a mãe, não é, do Shan, do Stanley, diz-lhe o seguinte: “Ah, na madrugada do dia 18 para o dia 19, por volta das 3 da manhã, acordei, estava meio sonolenta e percebi que o Stanley, não é, ou seja, o filho mais velho aqui,
ele estava a mexer alguma coisa ali na terra, na relva do quintal. A mãe, ela questiona o Stanley perguntando: “O que que estás a fazer aí, não é?” E depois o Stanley diz assim: “Ah, eu estou enterrando aqui umas coisas que é de uma ex-namorada minha. Eu não quero mais lidar com esses objetos.
Eu não quero, não é, mais olhar para eles. Então eu vou enterrar aqui e esquecer estes objetos aqui. A mãe, ela achou aquilo estranho, mas ela estava meio a dormir. Ela voltou para a cama e continuou a dormir. Só que quando a Jennifer ela ouve isto, ela ligou alguns pontos, não é? Ela sabia que a última pessoa que viu provavelmente o Chan ali foi a namorada.
E a namorada deixou o Chan em casa na madrugada do dia 18 para o dia 19. E agora esta história estranha do Stanley estar a enterrar alguma coisa no quintal na mesma madrugada. Eram coisas estranhas a acontecer no mesmo momento. Quando a A Jennifer recebe essa informação, vai em direção ao pai e diz assim: “Tu tem de ver o que o Stanley lá colocou naquela, naquela relva, o que é que ele enterrou lá. Está muito estranho isso.
” E depois o Samuel diz: “Está bem, vou ver o que que lá está”. O Samuel, então, o pai dos rapazes, ele vai ali até ao local onde a terra estava já meio mexida, ele começou a tirar ali um pouco de terra de cima e talvez ele estivesse à espera de encontrar ali um um saco, um porta-retratos, cartões de namorado, uma coisa assim, não é? Mas não foi isso que encontrou.
Pouco tempo depois ali que ele estava a mexer na terra, assim, pouco tempo mesmo, percebe? Nem precisou de tirar muita terra, não. Deparou-se com a parte de um corpo e logo percebeu que era parte ali de um braço e de uma perna. E não demorou muito tempo para ele compreender que aquele braço e aquela perna eram do Shan, do filho Caçula, do Samuel e da dona.
Ele estava enterrado ali no quintal de casa. Obviamente que o Samuel ele ficou em choque nesse momento. Ele começa a gritar muito e ele começa a tirar mais terra, mais terra, mais terra em cima ali do corpo do Chan. E as descrições dizem assim que ele ele fazia este movimento como se ele tivesse tentado salvar o Chan, como se, por exemplo, assim, quanto mais depressa ele cavasse, talvez tivesse a hipótese do Chan ainda estar vivo ali em baixo.
Mas não era isso o que é que ia acontecer, não é? O Chan já estava obviamente sem vida. Ao perceber o que o pai tinha descoberto ali a Jennifer, ela pegou imediatamente no telefone e ligou para a polícia. Essa ligação durou ali cerca de 7 minutos. Eu escutei alguns troços, não tem muitos troços na internet, só tem um excerto específico, mas assim, gente, é desesperante de ouvir, nem que seja este trecho pequeno.
Ela está a tentar explicar o que está a acontecer, só que é tão absurdo o que ela está a contar que a atendente não entende. Ela ela ela pede-lhe respirar, ela pede-lhe para falar com calma, porque ela não está a perceber o que a Jennifer está a falar. E até tem momentos assim que dá para a gente escutar a Jennifer, tipo, é, a ganhar fôlego assim, sabe, para continuar a falar.
E depois ela diz assim: “O meu irmão matou o meu irmão”. Esta frase que ela que ela usa, sabe? O meu irmão matou o meu irmão e agora o meu pai está a desenterrar o meu irmão do quintal. E a partir daí ela ela grita e daí é possível escutar alguns gritos do pai no fundo também. É, é, é muito desesperante, não é, esta situação.
E aí há uma frase que a Jennifer solta assim, que é mais ou menos assim: “Eh, preciso que vocês venham rápido para cá, porque se ele descobrir que nós está a desenterrar o corpo, é capaz de ele matar-nos também.” Portanto, existia ainda um medo ainda em cima de tudo o que estão a descobrir ali, ainda tinha o medo do Stanley fazer alguma coisa.
Porque quando descobriram o corpo do Chan ali, gente, ficou meio claro, certo? O que tinha acontecido, não, não, claro, em todos os pormenores, mas eles entenderam que o Stanley fez alguma coisa com o Chan, porque a mãe viu o Stanley a mexer naquela terra. Então, sabia que o Chan estava ali e o Stanley esteve na casa durante todo este momento que está a acontecer, que eu estou descrevendo aqui para vós, o Stanley está na casa.
Isto tudo tá acontecendo ao mesmo tempo, ok? O o Semel está lá ainda a tentar tirar mais terra ali de cima, não é, do do corpo do Chan. A A Jennifer está na chamada com a polícia e nisto a dona vai procurar o Stanley. Ela encontra o Stanley no seu quarto. Ele estava sentado num canto do sofá e ele estava assim meio sem reação.
Ele tava assim imóvel. E aí logo os polícias chegam a casa. Quando chegaram, o Samuel ainda estava a tentar desenterrar o Chan. Ele teve de ser contido, obviamente, não é? Ele estava desesperado, chorava, gritava muito e depois eles tiveram que tirar porque tinham que preservar ali, não é, a o que o que tinha ali, não é, o para tentar perceber o que tinha acontecido.
Depois foi afastado e o Stanley também, não é, ele já tinha sido localizado pela mãe dentro de casa, depois os polícias entraram na casa e o retiraram. E depois que o Stanley foi retirado ali da casa, foi levado para prestar depoimento. Já desde o início aqui muita coisa ficou claro para a polícia, não é, que o Chan estava enterrado ali no no quintal desde o momento em que ele desapareceu, não é, ou seja, da madrugada do dia 18 para o dia 19, que alguém se estava a fazer passar por ele, não é, mandando mensagens do telemóvel dele,
que muito provavelmente essa pessoa era o Stanley. E o Stanley foi visto a cavar no mesmo local ali pela própria mãe na mesma madrugada, não é, do dia 18 para o dia 19.º Só que o que não sabiam era o que tinha acontecido, como o Chan tinha morrido, o que tinha acontecido dentro daquela casa.
A partir do momento em que o Chan chegou ali depois do encontro com o namorada. E o Stanley, ele não estava aim muito de facilitar esse trabalho aqui para a polícia, apesar de ele ter ali se entregue, certo? Não resistiu quando a polícia chegou a casa, ficou sem reação. Ele apenas foi, não é, com a polícia, mas ele não estava assim muito disposto a contar exatamente tudo o que tinha acontecido.
O interrogatório foi gravado e durou aproximadamente 2 horas. E durante esse período ele apresentou várias versões diferentes. Ele alterava ali a história conforme o polícia ia perguntando, sabe assim, ou ia falando assim que tinha alguma contradição, uma coisa assim. Aí era o momento em que o Stanley ele mudava a versão.
Assim, inicialmente o Stanley tentou manter a explicação que ele tinha dado à família ali, não é, e pros amigos também durante o fim de semana inteiro, que o Chan teria ido embora. Esta era uma das versões, só que, não é, obviamente que neste ponto aqui esta versão já não ia colar. Mas depois ele começou também a dar uma outra versão e onde sugeria que o irmão poderia estar envolvido com drogas, que ele devia dinheiro a alguém e talvez ele tivesse sido morto por pessoas ligadas a essas dívidas.
Só que, assim, não é, gente, há aqui um problema muito óbvio, certo? O Chan, ele não foi encontrado num lugar distante, estava ali enterrado no quintal da própria casa. E depois quando ele foi questionado sobre isso, não é, ó, como assim alguém lhe tirou a vida por causa de dívida de droga, enterrou no quintal da sua casa? Como assim? Aí mudou a versão de novo.
Aí a versão era agora que tinha entrado no quarto do irmão nessa madrugada e ele chegou bem no momento em que o Chan ia tirar a própria vida. Só que não conseguiu evitar esse momento. Então o Chan conseguiu tirar a sua própria vida e aí para poupar a dor da mãe, decidiu enterrar o corpo do irmão no quintal de casa. Sim, claro, faz todo o sentido.
Só que esta segunda explicação também, não é, criava mais um monte de perguntas, não é, se ele realmente, não é, tinha encontrado o chã naquela situação, por que é que ele não chamou uma ambulância? Por que é que ele não acordou os pais? Não gritou para alguém dentro daquela casa, não é? Por que que não pediu ajuda? Por que é que ele decidiu levar o corpo para o quintal da casa e enterrar? E ainda depois, não é, o depois que é o complicado aqui, não é, que é usar o telemóvel do irmão a dizer que o irmão tinha ido viajar, fazendo as
pessoas acreditarem que ele estava bem, certo? Portanto, assim, não fazia muito sentido essa explicação também. E depois ele veio com uma nova versão. Daí que agora ele começou a admitir que tinha participado ali do momento da morte do irmão, não é, do Chan. Agora começou a contar que entrou no quarto do irmão, sim, na madrugada ali do dia 18 para o dia 19.
Começaram a discutir, entraram numa luta e depois no momento desta luta, o Shan acaba por cair e ele bate com a cabeça no móvel que tinha ali no quarto. E depois foi essa pancada que causou a morte do Shan. Ele fala para os policiais que não tinha a intenção de tirar a vida do irmão quando este entrou no quarto. Não era essa a sua intenção.
Ele queria lutar com o irmão. Só que aí começou a dar mais pormenores disso e começou a ficar um pouco mais estranho. Por quê? Ele disse que ele entrou no quarto do irmão e depois mais tarde ele acrescentou um pormenor que o quarto do irmão estava trancado e ele obrigou a entrada e depois ele consegue entrar no quarto do irmão e depois estava com um cordão elástico.
Eu não sei exatamente como é esse cordão, ok? Mas ele disse que estava com um cordão elástico. Ele colocou este cordão elástico no pescoço do irmão. O Chan começou a reagir, obviamente. E foi nisso deles estarem ali a lutar. E depois aconteceu, não é, do Chan bater com a cabeça em algum móvel e foi por causa disso que morreu. Portanto, essa era a versão dele.
Ele não tinha intenção. Ele entrou no quarto para enfrentar o irmão por algum motivo. Aconteceu este acidente, o irmão perdeu a vida. Só que aí entra outra questão, certo? Independentemente da intenção dele, quando entrou no quarto, ele percebeu que a dada altura o Chan ficou gravemente ferido, não é? Ele caiu ali, bateu com a cabeça e caiu.
E mesmo assim não pediu ajuda, não chamou pelos pais, não chamou ambulância, não fez nada. O que que fez? Decidiu tirar o corpo do irmão pela janela do quarto, cavar um buraco no quintal da casa e enterrar o irmão lá. Além disso, ficar com o telemóvel do irmão, fazendo-se passar pelo irmão nos próximos dias, certo? mandando mensagem para todos, fingindo que o irmão tinha ido viver para outro local.
Então tudo isso agravava aqui a situação, não é? Porque ele está a dizer assim: “Eu não tinha intenção, foi um acidente, ok? Mas e por que é que fez tudo isto depois?” Ainda revelou pros polícias que aquele local que ele colocou, o Xandão, não era para ser definitivo. Disse que em breve ali, nos dias seguintes os pais iriam viajar e aí enquanto os pais estivessem a viajar, retiraria o corpo do Chan e levaria para um outro local.
Isso mostrava assim o quanto ele já estava a planear ali, não é, os próximos passos assim e que parecia que ele estava decidido a fazer o irmão desaparecer, desaparecer assim e ninguém mais ver o Chan à frente. Na noite ainda aqui de segunda-feira do dia 21 de junho de 2010, depois de admitir a envolvimento na morte, o Stanley, ele foi inicialmente detido sob acusação de homicídio em segundo grau e mantido sem direito à caução.
Mas a investigação aqui, não é, gente, só estava a começar porque os polícias precisavam de entender a motivação, o que realmente aconteceu ali dentro daquela casa. E é aí que eles começaram a reconstruir aqui os últimos dias do Chan, não é, e falar com as pessoas que tinham tido ali um contacto com ele.
E é claro que uma dessas pessoas era a Samanta Nichons, não é, a namorada dele. E a polícia fica a saber também neste ponto que a Samanta, ela não era só a namorada do Chan, que ela já tinha eh tido pelo menos uma convivência com o Stanley. Ela conhecia os dois, portanto, assim, ela era um ponto ali entre os dois.
Portanto, obviamente que precisavam de falar com ela. E a A Samanta, gente, ela soube que o Shan estava morto de uma maneira assim bem triste, assim, muito chocante, porque não foi a polícia que avisou, não foi ninguém próximo dela que avisou, não. Um repórter ligou-lhe, para falar com ela e ele já questionou assim: “Ah, o que sabe sobre a morte do Chan?” E foi desta forma que ela ficou sabendo que o Chan estava morto.
Porque até este momento aqui, gente, na segunda-feira ainda, ela acreditava que o Chan tinha ido embora paraa Califórnia e tinha terminado o namoro com ela. E aí foi nesse momento que ela começou a pensar assim: “Bem, mas se ele estava morto desde do da madrugada do dia 18 para o dia 19, quem é que tava a mandar mensagem para mim, não é? Quem que terminou o nosso namoro, não é?” Então, imagina quantas perguntas se passaram na cabeça dela neste momento, ok? Mas depois ela começou a falar com a polícia, não é, e com
os investigadores. E o que ela contou foi basicamente o que já referi aqui para vocês. Ela disse que no dia 18 ela passou uma boa parte do dia e da noite ali com o Chan, que ela o levou para casa ali já de madrugada, não é, do dia 18 para o dia 19. E depois no dia 19 de manhã, não é, ela recebeu aquelas mensagens falando ali, ó, acabámos o nosso namoro, vou para a Califórnia.
E como eu disse, ela achou isso muito estranho, porque tinham passado o dia anterior juntos e estava tudo muito bem. Só que assim, não é, gente? Ela não tinha como imaginar que o Chan nesta altura estava morto e havia alguém se passando por ele, não é, mandando as mensagens para ela. Eh, é um pensamento que não vai passar pela cabeça, não é, nessa altura que vai pensar em outras coisas, vai ficar irritada porque ele está a acabar contigo, vais querer saber o que aconteceu.
E ela tentou fazer isso, não é? Ela tentou eh ligar ao chã, ele não respondia, só respondia com texto. Portanto, não é um pensamento que vai aparecer na cabeça assim: “Eu acho que ele está morto e alguém se está a fazer passar por ele”. Não, não vai passar, não é? Então ela só estava frustrada com o que tinha acontecido.
Mas depois ela continua a contar algumas coisas para a polícia aqui. O que é que ela fala? Ela disse que no dia 19 mesmo, não é, depois dela receber estas mensagens, ela foi a casa ali do Chan e ela falou com o Stanley. Por quê? Porque ela foi lá para apanhar algumas coisas que eram dela, que que estavam lá na casa, não é, já que ela já que o Chan tinha terminado o namoro.
Então ela foi lá buscar esses itens e quem falou com ela foi o Stanley. Inclusive o Stanley entrou no carro dela e começaram a conversar. E gente, tenham em conta que neste ponto aqui o Shan já estava enterrado no quintal, percebe? E o Stanley está lá agora a falar com a Samanta. E aí, segundo o relato da Samanta, ela disse que o Stanley, quando entrou ali no carro para falar com ela e devolver-lhe os artigos para ela, começou a dizer que amava-a e sugeriu-lhe que agora que o Chan tinha ido embora, não é, para outro estado, os dois deveriam ficar
juntos. E aí, pessoal, o que aconteceu nesta conversa aqui, não é, que o Stanley está meio a consolar aqui a Samanta está a dizer: “Ai, agora podemos ficar junto, o Stanley não te quer, ele foi-se embora, ele não te valoriza.” O que aconteceu? Eles beijaram-se. Sim, isso realmente aconteceu.
Eu disse lá que eh antes, no início, não tinha a certeza se isso tinha acontecido ou não, não é? No início do da interação entre eles, não é? Mas aqui sim, isso aconteceu porque ela confirmou posteriormente no julgamento, tá? Então, neste ponto aqui, este beijo acontece entre os dois. Eu sei que esta atitude pode gerar algumas reações, não é? Mas temos que pensar no seguinte.
A Samanta, para além de ela ser muito nova, não sei exatamente a idade que ela tinha aqui, mas pelo que dá para compreender, é mais ou menos a idade dos meninos, ok? 18, 19 anos por aí. Talvez na perspetiva dela aqui, ok? Ela devia estar muito irritada com esta situação, certo? do Chan terminado com ela.
Ela não conseguia falar com ele, ligava, ele não respondia, ele só dizia: “Estou noutro lugar, fui paraa Califórnia, não quero mais saber, estamos a terminar.” Ela devia estar irritada. Ela foi ali na casa para lhe ir buscar as coisas. Talvez nesse momento ela beijou Stanley de vingança mesmo, porque estava zangado, porque estava ressentida.
Eh, pode ser que naquele momento ali o Stanley aproveitou também assim por ela estar magoada, se sentindo-se desvalorizada. ele eh tava ali consolando-a e naquele momento ela resolveu beijá-lo. Não sabemos, são jovens. Ela não sabia o que estava acontecendo. Ela não sabia que o Shan estava ali enterrado a poucos metros de onde ela estava a falar com Stanley.

Portanto, então talvez naquele momento ali, ela pensou mesmo isso, assim, vou-me vingar de alguma forma, estou chateada, estou zangado e foi isso que aconteceu. Mas agora também temos que pensar o quê? no Stanley, porque ao contrário da Samanta, que não sabia nada do que tinha acontecido, o Stanley sabia.
O Stanley sabia que o Chan estava a poucos metros enterrado, porque tinha enterrado o irmão lá. Ele sabia que o Chan não tinha terminou com ela, porque foi ele que enviou as mensagens. Então, assim, ele é que temos de avaliar aqui a atitude dele nesse momento. E inclusive, gente, nesta neste momento que ele tá a ter aqui de interação com a com a Samanta, sabe o que é que ele lhe disse? Ele disse que desde que o Chantinha ido embora nessa manhã do dia 19, a casa estava mais leve, que já não existia mais nenhuma tensão dentro de casa. Bom,
a polícia também teve acesso aos conversas aqui do telemóvel da Samanta, não é, tanto para ver as conversas dela com o Shan, quanto as conversas que ela pode ter tido com o Stanley ali depois do que aconteceu. E o que é que eles descobriram? Descobriram, gente, que antes de tudo acontecer, quando a Samanta ainda estava eh no início ali, não é, do namoro com Chan, que tinham acabado de assumir, eh, o Stanley, ele mandava mensagens para a Samanta falando mal do Shan, falando que o Shan era engatatão, que em qualquer momento ele iria atrair,
que não a valorizava, enfim, ele continuava a falar mal do irmão para Samanta na tentativa que de repente ela terminasse com o Chan para ficar com ele. E uma coisa muito importante que os polícias descobriram foram algumas datas assim. Eh, eu disse-vos que houve um momento em que o o Shan, ele foi ajudar juntamente com o irmão, não é, o Stanley, um tio, a fazer alguma coisa na casa desse tio.
E foi nesse momento que o Shan, ele diz ao Stanley assim: “Olha, Eu estou com a Samanta, nós somos agora namorado real oficial, certo? Esse dia, pessoal, foi o dia 17 de junho. O dia 18 de junho foi o dia em que o Chan ficou com a Samanta o dia inteiro, não é? Eles ficaram lá tudo certinho. E no dia 19 de junho, ou seja, de madrugada, não é, do dia 18 para o 19, foi o dia em que o Chan foi morto pelo Stanley.
E depois logo em seguida na manhã foi quando a Samanta recebe as mensagens que estavam a terminar o namoro, não é, que obviamente não era do Chan. E foi neste momento aqui que eles começaram a ver estas datas, as mensagens e tudo mais, não é, o comportamento do Stanley também, eh, que começaram a passar a considerar os ciúmes como uma possível motivação.
Mas não só os ciúmes. Por quê? Porque a polícia começou a falar com familiares, amigos conhecidos, enfim, e começou a compreender também como era mais a dinâmica entre os irmãos. E a ideia de que o Stanley já guardava outros ressentimentos em relação ao irmão começaram a vir ao de cima. O que a polícia conseguiu apurar é que o Stanley, ele acreditava que o Shan, este recebia mais atenção dos pais, principalmente da mãe, da dona.
Sentia que o irmão era visto como um filho mais querido e que quando alguma coisa corria mal, por exemplo, dentro de casa, era sempre ele, ele, o Stanley, o culpado. Assim, quando era alguma coisa boa era o Chan, quando era alguma coisa má era o Stanley. E principalmente aquela fase, não é, que o Chan ficou a recuperar e tendo aquela atenção total dos pais ali, não é, por mais de um ano assim, não é, depois do coma, parece que aquilo também causou algum ressentimento no Stanley, que ele ele via o irmão como sendo essa pessoa eh protegida por tudo e por todos. Todo mundo
tinha todos os cuidados aqui em cima do Chan e meio que não sobrava nada para ele. O que é um pouco curioso porque ele fala assim: “Parece que tudo o que acontece de mal é comigo e bom é o Chan.” Só que, assim, por exemplo, as escolhas que fez de se envolver com pessoas que não eram assim tão boas, não é? Eh, envolver-se em fraudes e burlas, foi uma escolha dele.
Não teve nada a ver com a escolha do Chan aqui, não é? Então, obviamente que os pais o vão castigar e vão queixar-se dele, porque foi uma escolha que fez. O Chan não tem nada a ver com isso. Talvez esta percepção aqui estivesse só na cabeça do Stanley, certo? Talvez para a família, para os pais ali, tratavam todos por igual, não é? A tensão era sempre para os dois.
Só que talvez para o Stanley aquilo tenha sido crescendo dentro dele, aquilo foi-se transformando-se em algo maior, uma raiva muito grande. E depois a Samanta ela foi meio que a gota de água, percebe? Assim, a hora que chegou uma uma rapariga que ele gostou e depois ela escolhe o irmão. Foi mais uma vez na cabeça, ok? Na cabeça do Stanley, foi mais uma vez que perdeu para o irmão, percebe? Foi mais uma vez que alguém deu mais atenção ao irmão mais novo.
E acham que realmente assim foi aquilo assim dele explodir, sabe assim? Foi a gota de água, porque ele fica a saber do namoro oficial no dia 17.º Talvez ele tenha ficado a ruminar aquilo no dia 18 precisamente porque durante o dia 18 inteiro o o Chan ficou com a Samanta. E depois quando o Chan regressa a casa de madrugada foi a hora assim que o irmão falou: “Não, não vou aguentar mais isso”.
E depois decidiu confrontá-lo, entrou no quarto do irmão e aí o resultado foi aquilo que já sabem, puxando sem vida e depois enterrado no quintal da casa. Mas aí dois dias depois da descoberta do corpo do Shan ali na casa, foi feita a autópsia. O exame ele encontrou uma fratura grave no crânio do Shan. A causa oficial da morte foi registada como traumatismo contundente na cabeça.
Só que, assim, gente, a médica, ela explicou que também havia um traumatismo na região do pescoço. Não existiam marcas exteriores muito evidentes que permitissem concluir só olhando ali para a pele, não é, que o Chan tinha morrido estado, mas havia hemorragia nos músculos abaixo da pele do pescoço.
Então isso indicava que pelo menos naquela região ali e tinha acontecido uma compressão, não é, ou uma força ali enquanto o Chan ainda estava vivo. Esta força, não é, pelas marcas que estavam ali, ela era compatível com o utilização do cordão descrito pelo Stanley. Só que apesar destes resultados aqui, não é, da autópsia, não conseguiam determinar exatamente o que aconteceu dentro do quarto, percebe? Não tinha como saber a dinâmica assim.
Mas a médica médica legista, ela reconheceu que a fratura que havia ali no crânio do Chan era compatível com o Chan, por exemplo, caindo, batendo com a cabeça em algum móvel ou algum objeto ou alguém a dar uma pancada na cabeça do Chan, percebes? Só que não dava para saber o que exatamente aconteceu.
E é aqui que as coisas começam a ficar um bocado complexas, ok? E que vai eh ser muito importante na parte do julgamento, porque isso deles não conseguirem determinar exatamente o que aconteceu na cena ali, não é? eh, dava essa brecha para a defesa, para a defesa falar assim: “Olha, então, eh, não foi o Stanley que tirou a vida ao Chan, foi devido à queda.
Eles na luta o o Chan caiu e bateu com a cabeça em algum lado, entendeu? Que não foi algo diretamente assim causado pelo irmão e que o irmão não tinha qualquer intenção de tirar a vida ao Chan quando entrou no quarto.” Então, era um bocado isso que a defesa queria falar. Só que a acusação sabia, não é, pessoas, que independentemente disso, a queda só aconteceu porque o Stanley entrou no quarto para agredir o Chan, não é? Então assim, iniciou-se com o Stanley de qualquer maneira, mesmo que a intenção inicial não tenha sido de tirar a vida ao irmão,
iniciou com ele. E a teoria da acusação é basicamente o que eu já falei aqui para vocês, não é? Durante a madrugada, o Stanley entra no quarto do Chan. Depois ele voltar lá do encontro com a Samanta, ele leva aquele cordão elástico, arromba a porta porque a porta estava trancada. Ele coloca esse cordão à volta do pescoço do Chan, começa a fazer uma pressão, só que o O Chan revida, né? Os dois eram ali bem fortes, não é? Iniciam uma luta, em algum momento acontece a lesão na cabeça do do Chan. Só que, como eu disse para
vocês, não temos como saber exatamente o que aconteceu, se ele caiu realmente, bateu com a cabeça em algum ou se o Stanley usou alguma coisa para bater na cabeça do irmão, não é? Mas essa lesão acontece e depois e depois disso ele tira o corpo do irmão do quarto, enterra-o no quintal, depois pega no telemóvel, não é, faz-se passar pelo irmão, as mentiras e tudo mais.
Portanto, era basicamente isso que a acusação acreditava que tinha acontecido. Só que não conseguiam eh provar aqui a intenção, certo? Eles não conseguiam eh dizer o que tinha acontecido quando o irmão entrou no quarto, se disseram alguma coisa, se teve uma discussão verbal antes da física, não é, se ele disse o por ele estava a bater no irmão, alguma coisa assim, não há como saber.
Essa era a grande dificuldade do julgamento, porque era nisso que a defesa ia pegar. Não era a intenção do Stanley tirar a vida ao irmão. Era basicamente isso que a defesa ia dizer. O julgamento já não era se fez ou se não fez. Ele já admitiu que o fez, que estava no quarto, que ele teve ali um envolvimento na morte do irmão, mas a discussão era se ele tinha planeado isso antecipadamente, ele já entra no quarto sabendo que vai tirar a vida ao irmão ou não.
Uma das primeiras audiências registadas decorreu no dia 25 de fevereiro de 2011. E inicialmente o Stanley, ele tinha sido preso, como eu disse para vos, por homicídio em segundo grau. Mas quando o caso finalmente chegou ao julgamento, a acusação deduzida contra ele era de homicídio premeditado em primeiro grau.
E isso é importante perceber o que a acusação tinha que fazer agora no no julgamento, porque para conseguirem uma condenação por homicídio em primeiro grau, a acusação precisava de convencer o júri de que o Stanley não entrou no quarto apenas para discutir ou para assustar o irmão. A acusação precisava de provar que ele tinha tempo suficiente para formar a intenção de matar o Chan antes de praticar o atro.
Não tinha de ser assim, gente, eh necessariamente um plano super elaborado de vários dias antes, um mês antes. Não. Pela lei, a premeditação, pode surgir num período muito curto. Por exemplo, ele está no quarto dele e ele decide, vou tirar a vida ao meu irmão, entendeu? Isso já é uma premeditação. Só que a acusação precisava de provar isso e os jurados precisavam de acreditar.
Além de qualquer dúvida razoável que o Stanley decidiu matar o irmão e teve consciência dessa decisão antes da morte. E nesse caso era uma situação muito difícil de provar, porque, por exemplo, eh, até, por exemplo, no caso que contei semana passada, que que não teve o crime em si, não é, mas existiam provas, por exemplo, dela planear, dela eh entregar dinheiro, não é, a pessoas, para que as pessoas o fizessem.
Era mais fácil de provar a intenção dela ali. Aqui não havia como. Ninguém sabe o que aconteceu no quarto antes. Ninguém sabe o que o Stanley estava a dizer, pensando dentro do quarto dele antes de entrar no quarto do irmão. E esse julgamento, gente, ele demorou assim para acontecer, não é? Tiveram essas audiências iniciais aqui, trocaram a acusação, mas demorou.
E durante todo o este processo, não é, que foi de mais ou menos uns 3 anos, os pais do do Shan e do Stanley, não é, a dona e o Samuel, eles ficaram do lado do Stanley. Eles continuaram a apoiar o filho preso. Eles acreditavam que o Stanley tinha tomado decisões terríveis, não é, depois ali da morte do Shan.
Mas insistiam que tudo tinha começado com uma briga entre irmãos e que nunca tinha tido a intenção de matar o Chan. Assim, os pais eles eles não conseguiam acreditar que possibilidade, sabe, de um irmão ter planeado ou assim de querer a morte do do outro irmão. Eles não acreditavam que o Stanley era capaz disso. Pouco antes aqui, gente, do julgamento, a acusação ofereceu um acordo ao Stanley.
O que que era esse acordo? Eh, o Stanley, ele teria de se declarar culpado de homicídio em segundo grau, que era aquela primeira acusação dele. E aí ele poderia receber uma sentença de no máximo 20 anos, ou seja, no máximo 20, até podia receber menos. E se ele não aceitasse este acordo, não é, e fosse a julgamento, que aí ele estaria ali sob acusação de primeiro grau, poderia apanhar até à prisão perpétua e prisão perpétua sem liberdade condicional.
Só que mesmo assim o Stanley ele recusou o acordo. Assim, não aceitou o acordo e decorreu o julgamento. Bom, o julgamento ele começou oficialmente no dia 9 de abril de 2013 apenas. E a acusação, ela sustentava que aquilo não tinha sido uma briga qualquer, não é, como a defesa queria dizer. Segundo os promotores, o Stanley, ele acumulava sim ressentimentos em relação ao Chan.
Ele sentia-se colocado em segundo plano no seio da família e teria reagido ainda pior ao descobrir que o irmão estava namorando com a Samanta, que era uma rapariga que ele também, não é, tinha um interesse. A defesa, por sua vez, ela não negava que o Stanley ele tinha entrado no quarto, colocado o cordão ao pescoço do Chan, escondido o corpo, tudo isso.
E a defesa não o negava. Para a defesa, houve esse confronto ali entre os dois. Os irmãos caíram, o Chan sofreu uma lesão fatal e o Stanley entrou em pânico. E tudo o que fez depois foi terrível, mas isso não significava necessariamente que ele estava planeando a morte do irmão antes de entrar no quarto.
A acusação, claro, chamou a atenção principalmente pelo facto do Stanley não ter pedido ajuda depois que aconteceu, logo que aconteceu, logo que ele viu que o irmão caiu, não é, na versão dele ali caiu ferido. Ele poderia ter chamado ambulância, poderia ter acordaram os pais. Os pais, pessoas, estavam na casa, era só ele ter gritado ali.
Já demonstraria naquele momento que não era aquilo que ele queria, que saiu do controlo realmente. Ele ele estaria pedindo ajuda ao irmão. Ele não queria o irmão morto, só que não o fez. E depois tudo o que ele fez depois, não é, que eu já vos falei, e principalmente a questão de já no dia seguinte ele fazer o irmão, entre aspas aqui, não é, terminar o namoro com a Samanta, que era a rapariga que ele queria, e ainda aproximar-se dela horas depois, ficar ali a consolar ela já com o intuito de ter alguma com ela, porque ele diz-lhe isso, agora que o meu irmão se foi embora, a
gente pode ficar junta. E ainda o planeamento depois, não é, de tirar o corpo do Chando quintal para colocar em outro lugar. Assim, ele estava disposto a fazer tudo isso. Para os promotores, toda esta sequência enfraquecia muito a versão que o Stanley apenas entrou em pânico, não sabia o que fazer depois do acidente, não é? Parecia que ele estava tentando apagar o chã daquela casa e construir uma nova realidade.
E uma realidade, obviamente, que o irmão simplesmente tinha ido embora e não existia mais. Houve um depoimento, gente, muito importante, eu pelo menos acho muito importante, de um amigo, não é, do dos irmãos aqui que foi falar, disse que no dia do crime, ou seja, no dia 18, não é, que ele já deveria talvez estar frustrado com esta ideia do namoro do Chan com a Samanta, ele fala para este amigo assim numa conversa que eles estavam a ter, que se ele tivesse que matar alguém, daria uma pancada na cabeça dessa pessoa e depois enterrava
o corpo no quintal. Gente, mais específico que isso não dá. Isso foi um dia antes do crime. Um dia antes não, certo? Foi basicamente assim, horas antes, porque ele diz isso ao amigo no dia 18 e ele tira a vida ao do Chando do dia 18 para o dia 19. Portanto, assim, é muito difícil de acreditar que isto já não estava na cabeça dele em algum momento, não é? Só que claro, dizes isso, não é? Ah, eu, eu faria isso, faria isso não quer dizer que realmente faria, mas que é estranho, é estranho.
E ainda mais porque ele diz isso de dar uma pancada atrás na cabeça, não é? E em momento algum ele diz que isso aconteceu. Ele sempre diz que o Shan caiu. Ele nunca admite assim, bati na cabeça do meu irmão, nem nem nada do género, ok? Mas é uma coisa que me fica na cabeça assim. Será que não foi isso que ele fez? Bem, outra coisa que foi mostrada no julgamento, não é, que complicou um pouco o lado do Stanley aqui, foram as horas de interrogatório e que teve com a polícia, que ele estava sempre a mudar diversão o tempo inteiro. Se ele
realmente acreditava que era um acidente, que foi alguma coisa que ele entrou em pânico e depois teve decisões erradas, por que que ele já não contou desde o início assim, percebe? Olha, foi um acidente, aconteceu isto, isto, isso. Não, primeiro tentou passar a ideia que o irmão estava envolvido com drogas, depois tentou passar a ideia que o irmão estava a tentar tirar a própria vida.
Ou seja, eram sempre coisas más que o irmão estava a fazer, sabe assim? Parecia que ele queria realmente manchar ali a imagem do Chan de alguma forma, mesmo agora o Chan já nem existindo, certo? Nem estando já ali para se defender. E é claro que uma pessoa muito importante que também foi falar foi a Samanta. À Samanta, ela confirmou que ela namorava com o Shan e que nunca tinha namorado com o Stanley, ok? embora ela admitisse que no início lá tinham trocado aquelas mensagens um pouco mais íntimas.
À Samantha, também contou que depois da morte, quando ela ainda acreditava que o Chan tinha ido embora, certo? O Stanley tinha dito que estava mais tranquilo, que já não havia tensão dentro da casa e ele já propôs ali dos dois ficarem juntos. para acusação. Os O ciúme aqui era uma motivação claríssima, assim, e a defesa, ela dizia que não, que sentir ciúmes ou ressentimento não é o mesmo que planear um assassinato, que concordo, obviamente, não é? Não é a mesma coisa, mas é que quando se liga tudo o que está a acontecer, é difícil de ignorar assim,
certo? E obviamente que também falaram aqui das datas, não é? Que foi muito importante para mostrar este estopinho assim, não é? que talvez ele tivesse já um ressentimento do irmão e depois quando aconteceu o lance da Samanta, foi assim a gota de água e aí ele explodiu. Bom, falaram obviamente sobre a autópsia também aqui no julgamento, trouxeram tudo o que já expliquei aqui para vós, não vou repetir, mas esta dúvida também assim, não é? Ele caiu, bateu com a cabeça ou alguém lhe bateu na cabeça e houve o lance do pescoço, não é? Para
mostrar que teve este nível de violência, não é? Ele entrou com o cordão no quarto do irmão para o fazer no pescoço do irmão, percebe? Assim, este para mim já é uma coisa muito mais grave, muito maior do que uma discussão entre irmãos. A mãe dos meninos também foi testemunhar a dona. Ela contou que depois da descoberta do corpo, ela encontrou o Stanley sentado no sofá, não é, praticamente imóvel, como contei para vocês, e parecia que estava em choque.
Ela continuava a acreditar que o filho não tinha planeado tirar a vida do Chan e que tudo tinha sido um acidente seguido de uma reação desesperada. O Stanley, ele não testemunhou. Os jurados eh conheceram a sua versão principalmente pelos interrogatórios, não é? as imagens dos interrogatórios que mostraram no julgamento e as diferentes versões que ele dava.
Nos argumentos finais, a acusação destacou a entrada forçada no quarto, o uso do cordão, a declaração anterior sobre atingir alguém na cabeça, enterrar no quintal, as atitudes tomadas depois da morte também. E para os procuradores, não se tratava apenas de uma briga que acabou mal, mas de uma agressão seguida de uma tentativa elaborada de esconder o Chan e assumir o controlo daquilo que tinha deixado, ou seja, de parte da vida dele, não é, inclusive da namorada.
A defesa, ela bateu ali na tecla de que ninguém presenciou o início do confronto e que a perícia não conseguiu determinar exatamente como a fratura aconteceu. Então ficava isso no ar, não é? E por mais perturbador que fosse o comportamento posterior, esconder uma morte não provava necessariamente que ela tinha sido planeada.
Então, gente, vocês percebem como é difícil assim, eh, um júri tomar uma decisão, não é, assim, porque realmente neste caso há muitas dúvidas, há muitas coisas que nós não sabe o que aconteceu, sabemos quem fez, a gente sabe eh quem está envolvido, mas você provar uma intenção é muito mais difícil. Assim, no dia 12 de abril de 2013, depois de aproximadamente 2 horas de deliberação, o júri apresentou a sua decisão.
O Stanley, não foi condenado por premeditado em primeiro grau, mas foi considerado culpado de hom em segundo grau. Isso não significava que os jurados acreditavam em toda a versão ou concluíram que não pretendia tirar a vida do Chan. Significava que a acusação não conseguiu provar a premeditação, para além de qualquer dúvida.
Ao mesmo tempo, o júri entendeu também que o Stanley praticou um ato extremamente perigoso e demonstrou grave indiferença pela vida do irmão. O entendimento dos jurados foi meio que o seguinte: continuavam com esta dúvida, não conseguiam afirmar que entrou com a intenção, mas também não aceitavam que tivesse sido um simples acidente, percebe? e que não deveria pagar por isso.
Eles perceberam sim que o Stanley ele entrou no quarto que estava trancado, levou o cordão, iniciou uma situação violenta que provocou a morte do irmão e depois fez tudo o que fez, não é? Então ele deveria ser punido por isso. A dona, ela chorou muito ao ouvir o veredicto, o O Samuel, o pai, não é, também ele disse que não compreender como Júri tinha chegado àquela conclusão.
E os pais eles continuaram a afirmar que acreditavam na versão do filho. E depois veio a audiência de sentença que foi no dia 13 de Maio de 2013. E depois nesta audição o Stanley ele resolveu falar. Ele disse que no meio de tudo aquilo, a única coisa que ele realmente queria de volta era o irmão. Afirmou também que as palavras não seriam suficientes para reparar o que tinha acontecido, mas que ainda assim sentia que precisava de pedir desculpa.
A dona e o Samuel estavam sentados atrás do Stanley e choravam muito enquanto o filho falava. A dona, ela também pôde falar. Ela pediu ao juiz que reconhecesse a morte como um acidente pelo qual todos na família já estavam sofrendo profundamente. E no final da audiência, o juiz condenou Stanley Eord a 50 anos de prisão no sistema penitenciário da Flórida.
E é aí que vem a parte que eu falei agora há pouco para vos daquele acordo que ele negou, não é? Porque no final de contas, gente, ele foi eh condenado com a a mesma acusação que receberia se tivesse feito o acordo, que era homicídio em segundo grau, ok? Só que qual é a diferença? Se tivesse aceitado o acordo, ele iria ganhar no máximo 20 anos.
Ele não quis o acordo, foi a julgamento. Apesar da acusação ter diminuído, ele levou 50 anos de condenação. Não foi a prisão perpétua, não é, que ele podia pegar também se caso a acusação em primeiro grau tivesse continuado, mas muito acima, não é, mais do dobro aqui dos anos que ele pegaria se tivesse aceite o acordo.
Os pais deram algumas declarações, não é, depois também da sentença. continuavam a dizer basicamente a mesma coisa, não é, que eles acreditavam no filho e depois falavam, não é, que tinham perdido os dois filhos de uma só vez. E é realmente o que aconteceu, não é? Eh, foi exatamente isto que aconteceu. Eu não consigo imaginar a dor destes pais, não é? Que os dois eles eram ali a representação do amor dos dois, não é? Porque já tinham tido filhos de outros casamentos, não é? Com outras pessoas, mas ali entre os dois era o Stanley e o Shan. E agora
tinham perdido os dois filhos. e ainda um contra o outro, não é? O que deve ser difícil também eh para os pais assim assimilarem toda esta informação, ainda mais no julgamento, não é, que eles trouxeram todo este ressentimento que possivelmente o Stanley sentia, eh, inclusive dos pais, não é, como se os pais tratassem de formas diferentes.
Eu Não encontrei assim ninguém, nenhum outro membro da família a dizer isso, sabe? Inclusive, só encontrei uma parte que eu falei lá no início do vídeo, que era que os irmãos mais velhos, não é, dos outros casamentos diziam: “Ah, são os protegidos porque são os mais novinhos”. Mas que isto era uma brincadeira de família e colocavam o Stanley junto com o Chan.
Não era assim, o Chan é protegido e o Stanley não é. Eu fui procurar e sobre a Mary Jane, não é, que foi uma pessoa importante na vida do Shan, mas só encontrei uma declaração que ela deu depois eh de tudo, assim, do julgamento, sentença, e ela escreveu uma mensagem no seu memorial. E nessa mensagem ela contou que ainda pensava no Chan, que ela sempre que olhava para o local, não é, o miradouro que ela ia com ele, com as filhas e que eles costumavam passar lá algum tempo contemplando, ela lembrava-se dele ali sentado, observando a paisagem, olhando
o horizonte e falando sobre o desejo de regressar definitivamente à Califórnia. O Chan nunca conseguiu realizar este plano e na sua mensagem disse que sempre se lembraria dele e que sempre sentirá a sua falta. Eu acho que este caso assim, gente, extremamente triste, porque é uma situação que não deve acontecer numa família, assim entre irmãos, não é? E e assim, toda a gente que tem irmãos já sentiu em algum momento que o outro era o preferido dos pais ou foi acusado de ser o preferido.
Essa situação acontece sempre. acontece assim dentro de qualquer família normalmente, não é, pelo menos assim, deveria ser, não passa de uma brincadeira, certo? Eu sei que há famílias que não é assim. Eu sei que há pais terríveis que realmente eh protegem mais um filho do que o outro, gostam mais de um filho do que do outro.
Eu sei que isso acontece, mas na maioria das famílias não passa de uma brincadeira e deste ciúmo, entre aspas, saudável aqui entre irmãos. Mas quando um irmão guarda tanto ressentimento assim, não é, ao ponto de ele entrar com um cordão no quarto do outro irmão para no mínimo feri-lo, não é, no mínimo eh fazer alguma coisa de mal, assim, é uma coisa que eh mostra que havia muito mais coisa aí dentro do Stanley do que apenas estes brincadeirinhas.
Não tenho a certeza, não há, não é, na verdade, como nós ter essa certeza de que o Stanley entrou no quarto do Chan decidido a tirar a vida dele. Só que o que ali se passou não pode ser transformado num simples acidente, não é? Porque o Stanley ele realmente criou toda aquela situação de violência. Se fosse realmente um acidente ali assim, descontrolou-se, bateu com a cabeça, a primeira instinto que tem é chamar ajuda.
Você vai gritar para os seus pais, vai chamar uma ambulância, não é? Vai fazer o completo oposto do que o Stanley fez. E o que fez depois deste ato mostra muita coisa. Tudo o que ele fez depois demonstra uma frieza muito grande, não é? Ele ter tirado o corpo do irmão pela janela e cavado lá no quintal. Gente, a altura em que a mãe aparece ali, não é? Se ela aparecesse alguns minutos antes, pensa o choque que ia ser para ver esta cena.
E mesmo quando ela lhe pergunta, ele mente nessa altura. Ele não conseguiu dizer a verdade à mãe. Então, assim, ele ele conseguiu manter-se frio o suficiente para inventar uma história ali da ex, não é, de de artigos da ex e continuar o que estava a fazer. E depois disso as mensagens, mentir aos todo mundo.
E uma coisa que fica na a minha cabeça é a velocidade que ele foi para cima da Samanta, percebes? Assim, os pais dizem que ele tomou várias decisões erradas depois, assim, e até pode ser assim, ah, enterrou o irmão no quintal para ver o que que fazia depois. Mas e esta e esta frieza ali de tentar manipular uma história para ficar com a namorada do irmão, isso sim para mim já é uma coisa mais elevada, percebe? Do que decisões erradas.
Isso já realmente para mim parece-me assim uma mente um pouco mais ardilosa, percebe? Assim, que que planeia mais coisas do que só teve decisões erradas. E como eu disse para vocês, não é, quando ele falava com a Samanta, ele sabia tudo o que tinha acontecido. Ele sabia que o irmão estava morto ali a metros de distância, percebe? E continuou ali com essa frieza a tentar consolar a Samanta e ainda alimentando essa história de que o Chan não era um boa pessoa, de pintar o Chan agora como uma pessoa que abandonou tudo, uma má pessoa para a Samanta e agora ele vai
viver a vida dele sem o irmão e está tudo bem, percebe? Sim, para ele está ótimo assim, porque ele até chega a dizer para Samanta que a vida era mais leve, que a casa estava sem intenção. Eu entendo assim os pais de tentar defender o Stanley, de estar ali ao lado do filho, de não acreditar que o filho possa ter este tipo de de intenção, de mentalidade, não é? Mas assim, há algumas coisas que não há como não analisar.
E outra questão é também o veredicto, certo? Os pais eles não concordaram com o veredicto, com a sentença, enfim. Mas acredito que ele está onde deveria estar, porque foi por causa de uma situação que ele causou, não é, que ele incitou que o Chan já não está aqui. Então ele tem que pagar por isso, porque isso não tem uma punição, pode acontecer dele futuramente pensar assim: “Bem, já não deu nada na primeira vez, vamos fazer outra vez”.
Como vemos em vários casos. E outra coisa que me apanha neste caso é o Chan ter sobrevivido, não é? Ficou 44 dias em coma. Os médicos não achavam que ele ia sobreviver, mas sobreviveu. Ele estava assim cheio de vida outra vez, demorou a recuperar, lutou muito para ficar vivo, para voltar a ter ali os sonhos que ele queria realizar, não é? trabalhar, estudar, de repente até depois, futuramente ir para a Califórnia de novo.
Ele ele lutou para estar neste mundo, para acabar nas mãos do próprio irmão dentro do próprio quarto. É muito triste, gente. É muito triste. E eu acho uma situação muito complexa quando, eu já contei até acho que alguns casos assim aqui, que é quando a vítima e o culpado são da mesma família. Assim, no caso aqui para os pais, adoravam os dois, adoram os dois, não é? É uma situação muito complexa de lidar assim, de tu teres o amor aqui pelo filho que foi culpado por tirar a vida ao outro, que também amava muito.
Então assim, nem consigo imaginar o que estes pais passam até aos dias de hoje, a dor que têm de carregar. Eu não encontrei nada de recente deles, mas como eu falo sempre aqui, espero sempre que a família ela consiga de alguma forma seguir em paz, não é? Porque voltar o que era antes não vai voltar. Nenhuma justiça, nenhuma sentença trará o Chan de volta, vai voltar esta família como ela era antes, não é? Isto não tem mais como fazer, mas que de alguma tenham conseguido seguir em frente e sempre a lembrar-se de como o Chan era
este menino expansivo, que fazia amizades com facilidade, que tinha conseguido redescobrir a vida, não é? e ele conseguiu o direito de voltar a viver após um coma de 44 dias, mas que infelizmente teve esse direito retirado pelo próprio irmão. E é isto para o caso de hoje. Muito obrigada por estarem comigo aqui novamente até ao finalzinho do vídeo.
Vamos agradecer aos nossos queridos membros do na sala da minha casa, estes nomes que estão a subir aqui do ladinho. E os meus membros patrocinadores, a Paula Plombon, a Ania Ito, a Anel Coba, a Claudimi Marir Ross, o Ronaldo Bouk, a Cláudia de Luca, a Cátia Bonadil, a Patrícia Teles e a Stephanie Laçales. Muito obrigada por este apoio.
Mais uma vez, feliz dia do pai aí para os papás que me assistem. Eu espero que vocês tenham um próximo domingo aí muito agradável com pessoas que amam. E Volto então para um próximo vídeo, na próxima terça-feira. Cuidem-se, uma semana maravilhosa para vocês e que agosto seja maravilhoso também, certo? Esse mês gigantesco, certo? Ele é grande este mês.
Ele é sempre o mês que demora a passar. [risos] Então é isto, gente. Um beijão no coração de vós. Até.