ANA ROSA ADOTOU 4 CRIANÇAS — ANOS DEPOIS, QUANDO PERDEU A FILHA, ELAS A SALVARAM! – H
Ela abriu as portas de sua casa a quatro crianças que chegaram sem um destino [música] certo. Deu nome, cuidado, amor e família, sem imaginar que aquele gesto mudaria também a sua própria vida. Anos depois, a atriz Ana Rosa receberia um dos golpes mais cruéis que uma mãe pode enfrentar.
No meio do sucesso, enquanto gravava uma novela acompanhada pelo Brasil inteiro, uma tragédia devastadora tirou-lhe o chão e quase a fez parar. [música] Mas foi precisamente nessa altura, no pior momento da sua vida, que a família por ela construída tornou-se sua [música] força. Os filhos que um dia ela acolheu ajudaram a atriz [música] a continuar de fé.
E agora vai conhecer a mãe por detrás da recordista de novelas. A Ana Rosa adotou quatro crianças que chegaram à sua vida sem um destino [música] certo. Ela acolheu, levou para casa, registou de forma irregular e anos depois chamou aquela decisão de crime de amor. Caso que a atriz não imaginava era que muito tempo depois, quando enfrentasse a pior dor que uma mãe pode viver, [a música] seriam precisamente os filhos que ainda estavam ao seu lado, que a ajudariam a continuar de fé.
Conhece a Ana Rosa das novelas? Conhece aquela atriz firme, elegante, experiente, que atravessou gerações na televisão brasileira. Mas a história mais forte da vida dela não aconteceu em frente às câmaras, não. Aconteceu dentro de casa. Foi mãe de oito filhos, quatro biológicos, quatro adotivos. perdeu dois filhos biológicos e carregou uma dor que nenhuma personagem conseguiria explicar por completo.
A sua vida teve circo, palco, televisão, casamento, separação, fé, saudade e uma maternidade marcada por decisões difíceis. Ela entrou para o Guinnessbook como a atriz com [música] mais novelas no currículo. Fez história na TV brasileira, mas longe dos estúdios, [a música] viveu capítulos que pareciam demasiado duros até para uma novela.
[música] Primeiro perdeu um filho pequeno, acolheu depois quatro crianças. Mais tarde perdeu uma filha jovem aos 18 anos. As vésferas de completar 19. Ela estava na flor da idade e quando esta segunda dor quase derrubou a atriz de vez, os filhos foram parte da força que [a música] a puxou de volta para a vida. A Ana Rosa nasceu dentro [música] da arte, antes da televisão, antes das grandes novelas, antes de ser reconhecida no Brasil inteiro, ela já vivia rodeada de palco, estrada, figurinos, luz e espetáculo. Filha de artistas circenses,
nasceu em Promissão, no interior de São Paulo, numa família ligada ao circo teatro Novo Horizonte, [música] o avô materno. E a primeira cena da vida dela aconteceu cedo demais, com apenas [música] 15 dias de nascida. A atriz já aparecia em palco representando uma bebé numa festa chamada O mundo Mundo Não me quis.
Imagina uma criança que mal tinha chegado ao mundo e já estava dentro de uma história. Aos 4 anos, ela já [música] interpretava personagens com fala. Aos fazia trafésio e arame. A A infância dela não foi uma infância comum. Era estrada, ensaio, lona, [música] público, mudança de cidade, cansaço, roupa de cena, música e apresentação. Enquanto muitas crianças cresciam com uma rotina tranquila, Ana Rosa crescia vendo o espetáculo começar, mesmo quando alguém estava cansado, triste ou preocupado.
No circo, a cortina abria-se. palco, a cena continuava e essa força de continuar acompanhou a atriz durante toda a vida. Mais tarde, quando viessem as perdas, a televisão também exigiria isso dela. A câmara ligava, [música] o texto precisava de sair, a cena precisava acontecer. Só que por dentro, em alguns momentos, Ana Rosa carregaria dores maiores do que qualquer personagem.
Ela não foi apenas uma atriz conhecida. [música] Ana Rosa fez parte da construção do televisão brasileira. A estreia chegou na antiga TV em Alma Cigana. Era outro tempo. A televisão ainda estava a aprender a falar com o Brasil. Tudo era mais artesanal, mais próximo do teatro, mais [música] exigente.

O ator precisava de ter presença, precisava de decorar muito, precisava sustentar cena, [música] precisava de ter voz, postura e coragem. [música] Ela cresceu neste ambiente e não parou mais. Trabalhou durante muitos anos na ATV, [música] passou por outras estações, chegou à Globo, fez teatro, miniséries, telenovelas, participações especiais e personagens de todos os tipos.
A atriz viu a televisão mudar diante dos próprios olhos. Viu emissoras nascerem e desaparecerem. Viu surgir colegas. Viu autores ficarem famosos. Novelas virarem memória nacional e aí continuou. Estás acabada, Daniele. No máximo, pode ser uma curiosa. Você vai tirar todo o dinheiro dela. Em 1997, entrou para o Guinnessbook [música] como a atriz com mais novelas no currículo.
Uma marca impressionante para uma mulher que tinha começado no circo ainda vê e atravessa décadas de dramaturgia. Estás no Guines já ou não? Está no Guines? Desde 1997. Mas a carreira de Ana Rosa nunca caminhou sozinha. Enquanto gravava, ela criava filhos. Enquanto decorava texto, [música] enfrentava problemas a partir de casa. Enquanto o público via personagens, Ana Rosa vivia dores que quase ninguém conhecia.
E uma dessas dores começou no primeiro casamento com o nome que o O Brasil inteiro conhece, Dedé Santana. Antes de Dedé Santana se tornar um dos humoristas mais acarinhados do país, antes de os trafalhões entrarem para memória de milhões de famílias, ele fez parte da vida de Ana Rosa. Os dois eram jovens. [música] Dedé ainda construía a sua carreira.
Ana Rosa também dava os seus primeiros passos na televisão. Eles viveram uma história de amor, casamento e família numa fase em que tudo parecia começo. Desse relacionamento nasceu o Maurício, o [música] primeiro filho de Ana Rosa. Era uma família se formando, um sonho a concretizar-se, uma jovem mãe, um casamento, um filho pequeno, trabalho, planos e esperança.
Mas a felicidade foi atravessada por uma dor terrível. Maurício morreu ainda pequeno, vítima de leucemia. O Maurício tinha um aninho e ele começou a ficar doentinho. O Mauricinho veio a a morrer depois de [música] dois meses de sofrimento. Ana Rosa já contou que ficou revoltada com aquela verda.
Ela perguntava-se porque aquilo lhe tinha acontecido, porque precisamente com o seu filho, uma mãe ver o primeiro filho a adoecer, lutar contra uma doença grave e partir cedo demais é uma ferida que muda tudo. Muda a casa, muda a fé, muda o casamento, muda a forma de olhar para o dia seguinte. E eu fiquei assim porque o meu filho, porque comigo.
Depois Ana Rosa e Dedê Santana tiveram Maria Leão. O casal chegou a separar, depois criatou, mas com o tempo a relação terminou de forma definitiva. Dedé seguiu o seu caminho no humor. Ana Rosa continuou a trabalhar, criando a filha e tentando reconstruir-se. A vida continuou. Mas aquela firda ficou dentro dela.
A morte de Maurício não desapareceu da vida de Ana Rosa. Ela continuou trabalhando, continuou a criar Maria Leone, continuou a entrar em novas fases da carreira, mas a recordação do primeiro filho permaneceu. Aos poucos a vida voltou a ter movimento, novela, teatro, família, trabalho, recomeço.
Mais tarde, a atriz viveria uma relação longa com o ator Guilherme Correia, um homem que também conhecia o peso da arte, dos palcos e da televisão. Mas durante um período em que estava separada de Guilherme, quatro crianças cruzaram-se no seu caminho. Primeiro chegou o José Ricardo em 1966. Tinha apenas 13 dias de nascido. Depois vieram a Maria Luía e os gémeos José Rodrigo e Maria Letícia.
Em 1971, Ana Rosa contou que estas crianças chegaram através de pessoas que não tinham condições para as criar. em outra época, uma outra realidade, uma forma de resolver situações familiares. Não era uma adoção como hoje se espera, com processo, acompanhamento, documentação e decisão judicial. Ela simplesmente foi ao cartório e registou as crianças como filhos.
Mais tarde, reconheceu que havia uma irregularidade, mas também deu um nome muito forte a aquilo. Chamou-lhe crime de amor. Sim, crime de amor. A frase ficou marcada na história de Ana Rosa. Eles chegaram até mim de pessoas que não tinham condições para os criar. Fui ao cartório e registei-os. Crime de amor, disse a atriz em entrevista à revista Quem.
Ela sabia que aquela adoção não tinha acontecido da forma correta pela lei. Não tentou esconder, não tentou transformar numa história perfeita, mas também não falava como quem tinha agido por interesse, descuido ou frieza. falava como uma mulher que olhou para uma criança sem estrutura, sem um caminho definido, sem uma família com condições de as criar e decidiu assumir.
Ela já conhecia a dor de perder um filho, já sabia o que era ver uma criança partir cedo demais. Quando José O Ricardo chegou, [música] com poucos dias de vida, Ana Rosa abriu espaço dentro de casa. Depois, quando vieram a Maria Luía e a os gémeos, José Rodrigo e Maria Letícia, a família cresceu de vez.
Essas crianças não ficaram como visitas, não. Não ficaram como favor, não ficaram como uma história passageira. Passaram a ser filhos com nome, com casa, com rotina, com cuidado, com família. Ana Rosa poderia ter seguido apenas com a própria vida. já tinha sofrido, já tinha trabalho, já tinha responsabilidades, mas colocou aquelas crianças dentro da família.
E essa decisão tomada numa fase delicada ajudou a transformar o silêncio da verda numa casa cheia de vozes. A lembrança de Maurício continuava, mas agora havia crianças chamando. Havia bebé ao colo, havia escola, comida, roupa, cuidado, barulho e vida a acontecer. A dor não desapareceu, mas a casa voltou a respirar. A casa da Ana Rosa foi ficando grande.
Não era apenas uma atriz que regressava do estúdio para descansar. Era uma mãe chegando a casa e encontrando filhos com idades diferentes, necessidades diferentes e histórias diferentes. José O Ricardo chegou ainda vê. Maria Luía e os gémeos chegaram depois. Maria Leão também crescia. A rotina ganhou outro ritmo.
Era uma criança pequena, era a escola, médico, era a comida, a roupa, a preocupação, era o barulho pela casa, era carinho misturado com cansaço, [música] o amor misturado com responsabilidade. A atriz continuava a trabalhar em televisão, fazendo teatro, viajando, decorando texto, gravando, enfrentando separações e recomeços. Mas a maternidade ocupava um lugar enorme na vida dela.
Filho pequeno não espera a dor façar. Filho precisa de comer, precisa de dormir, ir à escola, precisa de atenção, precisa de mãe. E foi cuidando que Ana Rosa também foi seguindo. A a maternidade tornou-se força, a casa cheia virou chão. Aquelas crianças que ela acolheu não chegaram apenas para receber amor.
Com o tempo passaram também a devolver movimento a uma mãe que já tinha sido atravessada pelo luto. Este período não apagou Maurício, mas deu a Ana Rosa novas razões para levantar todos os dias. E muitos anos depois, quando outro tragédia chegasse, aquela família numerosa teria um papel ainda mais profundo. Com Guilherme Correia, Ana Rosa teve mais [música] duas filhas, Ana Luía e Ana Beatriz.
Ana Luía era carinhosamente [música] chamada Aninha, uma jovem cheia de presença no seio da família. A filha que nasceu numa fase mais madura da vida de Ana Rosa. [música] A menina que cresceu numa casa grande, rodeada de irmãos, recordações, arte, televisão [música] e uma mãe que já tinha vivido muitas viragens. Aninha estava no início da vida, aos 18 [música] anos, as vésperas de completar 19, ainda carregava aquela sensação de futuro aberto.
Tinha toda a vida pela frente. Ainda havia planos, muitos planos. Ainda havia juventude. Havia casa, família, sonhos, conversas, encontros, [música] pequenas manias, recordações sendo construídas. A Ana Rosa já tinha perdido [música] o primeiro filho, ainda pequeno, mas nenhuma mãe imagina que vai passar por isso duas [música] vezes.
A vida parecia ter seguido. A casa estava formada, os filhos cresciam, [música] a carreira continuava. A Ana Rosa já tinha uma trajetória imensa na televisão e no teatro. E foi precisamente numa fase de trabalho importante que a notícia mais difícil [a música] chegou na altura de história de amor, novela de Manuel Carlos.
O Brasil acompanhava Ana Rosa como Dalva. No ecrã havia personagem, cena, texto e dramaturgia. Nos bastidores estava uma mãe com uma família enorme, tentando equilibrar filhos, o trabalho e uma vida que [a música] já tinha sido marcada por perdas. Então veio o atropelamento. Quando a Ana faleceu, estava a fazer essa que está agora a repetir ali do história de amor.
Sim. A Aninha morreu vítima de atropelamento no Rio de Janeiro. A notícia atingiu Ana Rosa em pleno trabalho, em plena fase de [música] gravações e história de amor. Hana Luía estava em vésperas de completar 18 [música] anos, saiu de manhã para ir para a escola. Foi atropelada na porta do [música] colégio. O Brasil via a atriz na televisão, mas fora do ecrã, ela enfrentava a pior dor de uma mãe.
A filha tinha 18 anos, estava perto [música] de completar 19, uma jovem no início da vida. E de repente tudo [música] foi interrompido. A Ana Rosa já tinha enterrado o Maurício, ainda pequeno por causa da leucemia. Agora precisava de se despedir [música] de Ana Luía, uma filha jovem de forma refentina. Não era a cena escrita por Manuel Carlos, não era uma personagem sofrida em capítulo de novela.

[música] Não era um discurso dramático feito para emocionar o público. Era a vida real. Ana Rosa como mãe, perante uma perda real, sem [música] direção, sem figurino, sem intervalo, sem hipótese de repetir a cena. Uma perda assim muda a casa inteira. Fica o quarto, ficam as roupa, [música] as recordações, as datas marcadas.
Fica a voz na memória, a ausência ocupando [música] lugares onde antes havia presença. A atriz que tantas vezes sorou perante das câmaras, agora sorava fora delas. E mesmo com a vida quebrada por dentro, ainda havia gravação, [música] estúdio, equipa, texto e compromisso. A televisão continuava, a atriz estava na novela, mas ela já não era a mesma.
A vida continua lá fora, só aqui dentro da gente que a coisa muda assim radicalmente. Ana Rosa contou que no dia em que a Aninha foi atropelada, tinha gravação no dia seguinte [música] e ela foi para o estúdio. Gravou. Pensa nessa cena. Uma mãe com a filha recém-perdida a chegar para trabalhar, encontrar câmara, cenário, equipa, texto [música] e personagem.
Por dentro, o luto começando, por fora, a obrigação de ficar de pé. Depois do enterro, o saudoso Manuel Carlos, o Maneco, telefonou. Perguntou se a Ana Rosa queria sair um pouco, respirar, afastar-se por alguns dias. Ela disse [música] que nem tinha pensado nessa possibilidade. A dor era tão grande que qualquer decisão parecia distante.
Manec então deu-lhe cerca de 10 dias. Ana Rosa viajou, foi para casa de [música] familiares, tentou arejar a cabeça e foi ver a filha mais nova. Este detalhe mostra o tamanho daquele momento. Uma filha tinha acabado de partir, mas outra ainda precisava da mãe. Ana Rosa estava destruída por dentro, mas não estava [música] sozinha. Havia filhos vivos.
Havia uma mais nova que precisava muito [música] dela. Havia uma família chamando pela sua presença. Ela pensou em parar. [música] Não queria trabalhar, não queria voltar à rotina, não queria fazer [música] nada. Depois de perder dois filhos, qualquer pessoa compreenderia [música] o desejo de se recolher do mundo.
Mas a vida de mãe continuava a chamar dentro da própria casa. E foi aí que os filhos se tornaram uma força [música] decisiva. Ana Rosa disse que a Arcaçula ainda precisava muito dela. Esta frase carrega o peso da sobrevivência. [música] Depois da morte de Aninha, ela poderia ter fechado completamente. Poderia ter [música] desistido das telenovelas, dos palcos, da rotina e da vida pública.
Mas os filhos estavam ali. Alguns já eram mais independentes, [música] outros ainda precisavam dela. A caçula precisava muito. Esta necessidade puxou a atriz de volta à vida. Os filhos não apagaram a dor. Ninguém apaga a morte de uma filha, mas deram um motivo para se levantar. Deram chão, deram presença, deram responsabilidade.
Deram a lembrança de que Ana Rosa ainda era mãe. Anos antes, ela tinha acolhido quatro crianças que chegaram [música] por pessoas sem condições de criá-las. deu o nome, a casa, a família e futuro. No momento mais difícil, esta [música] família numerosa ajudou Ana Rosa a continuar.
A retribuição não veio como dinheiro, não veio como fama, não veio como manchete, veio como amor, como vínculo, como presença, como a força de olhar em redor e perceber que mesmo depois [música] de perder dois filhos, ainda existiam filhos a precisar dela. Ana Rosa deu lar a quatro crianças. Anos depois, a família que ela formou devolveu-lhe algum chão.
Não tirou a saudade, não afagou a tragédia, [música] mas impediu que a dor tomasse conta de tudo. E em um luto desta dimensão, continuar já era uma enorme vitória. Depois da perda devastadora da filha, o mundo de Ana Rosa simplesmente parou. A a dor era uma sombra que ocupava todos os cantos da casa.
Foi neste período de luto absoluto que o telefone tocou. Era um convite da TV [música] Globo para integrar o elenco da telenovela O Rei do Gado. Ela recusou. Não havia espaço para a arte quando o coração estava em pedaços. Não havia vontade de trabalhar, de sair de casa, de encontrar a equipa, de sorrir para os colegas de elenco ou vestir o figurino de uma personagem.
A falta de Aninha ocupava tudo, sugando qualquer risquício de energia que a atriz pudesse ter. Veio um segundo convite e mais uma vez a resposta foi não. A dor era ainda muito recente, muito crua, muito presente, mas a televisão não queria abdicar de uma de suas [música] maiores estrelas. Houve uma terceira insistência, desta vez pessoalmente, através do diretor Luís Fernando [música] Carvalho.
Com muita sensibilidade, conversou com a atriz e Ana Rosa acabou por aceitar o desafio. Eu não queria voltar a trabalhar. Me convidaram três vezes para fazer o rei do gado. O rei do gado não foi apenas mais uma novela para o seu recorde no Guinness Bok. Tornou-se um recomeço possível. Não porque tenha curado a perda.
Afinal, nada cura completamente a morte de um filho. Mas porque o trabalho a obrigou a se colocar em movimento, ela precisava levantar da cama, precisava de sair de casa, precisava de decorar páginas e páginas de texto, precisava de respirar um ar diferente daquele lugar de ausência profunda que se tornara o seu lar.
A família assegurava de um [música] lado, o trabalho assegurava-a de outro. A terapia, a fé e a arte ajudaram a atriz a atravessar dias que pareciam não ter fim. E foi das melhores coisas que aconteceu na minha vida, porque me obrigava a sair de casa, [música] obrigava-me a ocupar a minha mente. Não era uma superação romântica destas de guião de cinema com frases feitas de autoajuda.
Era sobrevivência pura. Um dia após o outro, uma gravação após outra, uma lágrima após outra. Ana Rosa seguiu ferida, mas seguiu. Essa dolorosa caminhada aproximá-la-ia de forma irreversível [música] da espiritualidade. Depois da morte de Ana Luía, a fé ganhou um espaço ainda mais profundo na vida dos Ana Rosa.
perda da filha jovem queabriu questões que já existiam [música] desde a morte de Maurício, ainda pequeno. Onde estão os filhos que partiram? Por que foram embora tão cedo? Como uma mãe continua a viver depois de atravessar duas [música] dores assim? Foi nesse caminho que o espiritismo se tornou uma fonte de consolo para a atriz. E essa busca também chegou ao palco.
Em 1997, ao lado de Guilherme Correia, Ana Rosa adaptou para teatro a obra Violetas na janela, que fala sobre a partida de uma jovem e a sua vida no plano [música] espiritual. A festa não contava a história de Ana Luía, [música] mas o tema tocava diretamente a dor que a atriz carregava. Para ela não era apenas teatro, era saudade, era fé.
Era uma tentativa de transformar a ausência em arte. Anos mais tarde, Ana Rosa emocionou o público [música] ao contar no Sem Censura uma experiência envolvendo Divaldo Franco. Segundo o relato da atriz, descreveu uma jovem abraçada a ela e Ana Rosa entendeu que se tratava da Aninha. Quando a senhora dizia, eu vi uma jovem, descreveu a Aninha, cabelo anelado por aqui, castanho.
O recado mencionava violetas. A filha terá dito que não era para colocar violetas na janela, mas fazer um tapete para a receber. Eu já estava a fazer violetas na janela. Depois ela disse assim: “As violetas [música] estou a cultivar aqui, mas não é para colocar na janela, é para fazer um tapete para te receber [risos] quando chegas.
” Meu Deus do céu. Para quem tem fé, uma mensagem assim traz consolo. Para quem não tem, ainda mostra a força de uma saudade que nunca deixou de existir. Hoje, aos 84 anos, a vida de Ana Rosa segue um novo ritmo, mas desengane-se quem pensa que ela parou no tempo. A menina que nasceu sob as lonas e um circo continua em constante movimento.
Atualmente, ela divide a sua vida entre o Brasil e Portugal. A mudança parcial ocorreu por um motivo que sempre orientou a sua vida, [música] a família. Quando a a sua filha Ana Beatriz mudou-se para as terras lusitanas com os netos, a atriz [música] não pensou duas vezes em fazer as malas para estar mais perto deles, mas ela faz questão de afirmar com orgulho que mantém a sua autonomia total.
Ela vive lá e cá, como costuma brincar. Quando está em solo brasileiro, visita os filhos que ficaram, cumpre compromissos [música] profissionais e acompanha o panorama artístico. Quando atravessa o oceano, dedica o seu tempo à papel que mais gosta hoje, ser avó. A impressionante vitalidade aos 84 anos não é por [música] acaso.
É fruto de décadas de disciplina com a saúde física e mental, sendo a défta do yoga e do vegetarianismo há muito tempo. E essa energia toda tem um propósito claro. Ela não abandonou a sua verdadeira vocação. Longe dos pequenos ecrãs, desde a novela A Lei do Amor, o Brasil prepara-se para recebê-la de braços abertos mais uma vez, a recordista está escalada para regressar à TV Globo em Por você, provando que o talento é imune à passagem do tempo.
Ana Rosa fez história na televisão, entrou para o Guinb e atravessou gerações como uma das grandes atrizes do Brasil. Mas o capítulo mais forte da sua vida foi [a música] vivido dentro de casa. Perdeu dois filhos, acolheu quatro crianças, enfrentou o luto, procurou força na fé, no trabalho e na família que construiu.
O crime de amor, que um dia abriu as portas da sua casa também se tornou parte do chão que a sustentou nos momentos mais difíceis. No final, Ana Rosa não foi salva por [música] aplausos, mas por amor dos filhos. Agora diga-me aqui, você já conhecia esta história da Ana Rosa e dos filhos que ajudaram a atriz a [música] enfrentar o pior momento da vida dela? O que achou da história da atriz? Comenta aqui em baixo e diz a cidade de onde está a assistir.
Ó, se você gostou deste vídeo, não se esqueça de deixa o teu like, ok? E de se inscrever aqui no Kengem para não perder as próximas novidades. Eu vou deixar outro vídeo para si aqui nos carts, que é sobre a filha mais nova do Silvio [música] Santos. Basta clicar aqui neste cartão que vai ficar surpreendido com o tanto que a rapariga é humilde.
O Silvio Santos educou muito bem às suas filhas. [música] É um vídeo muito interessante que vale a pena ver. Eu vou ficando por aqui, mais uma vez o meu muito obrigado e até o nosso próximo vídeo.
ido dentro de casa. Perdeu dois filhos, acolheu quatro crianças, enfrentou o luto, procurou força na fé, no trabalho e na família que construiu.
O crime de amor, que um dia abriu as portas da sua casa também se tornou parte do chão que a sustentou nos momentos mais difíceis. No final, Ana Rosa não foi salva por [música] aplausos, mas por amor dos filhos. Agora diga-me aqui, você já conhecia esta história da Ana Rosa e dos filhos que ajudaram a atriz a [música] enfrentar o pior momento da vida dela? O que achou da história da atriz? Comenta aqui em baixo e diz a cidade de onde está a assistir.
Ó, se você gostou deste vídeo, não se esqueça de deixa o teu like, ok? E de se inscrever aqui no Kengem para não perder as próximas novidades. Eu vou deixar outro vídeo para si aqui nos carts, que é sobre a filha mais nova do Silvio [música] Santos. Basta clicar aqui neste cartão que vai ficar surpreendido com o tanto que a rapariga é humilde.
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