APÓS CIRURGIA DE EMERGÊNCIA NA CABEÇA TONY RAMOS DESABAFA COMO VIVE HOJE – H

Para essa gente confia em si. É gente humilde que trabalha para burro, para você acumular dinheiro. Fala assim. Que que está a acontecer com você? Você não está vendo não que isto aqui é uma blusa feminina? Dá uma vista de olhos. Por acaso você não tem uma roupa de homem para usar? Não, hein, Maurício? Olha só.

Era uma terça-feira comum na casa de um dos homens mais amados do Brasil. O texto de um filme estava aberto em cima da cama. O carro da produção estava a caminho e depois do lado de fora do quarto, a sua mulher percebeu que ele tinha deixado de responder. Ela subiu às escadas, abriu a porta e encontrou Tony Ramos caído.

Eu subi para para ver como ele estava. Ele estava largado na cama. Você não conseguir acordá-lo. Não, não. Parte do corpo ainda sobre o colchão. Parte do corpo já no chão, completamente desacordado. Ele não se lembra de nada disto. Lembra-se eh do momento em que se foi ao hospital ou não se lembra de nada? Não, não me lembro de quando é que a ambulância veio para aqui.

Nem do grito, nem da ambulância, nem da corrida desesperada até ao hospital. O último registo que ficou na memória do ator foi uma dor de cabeça que achou que fosse uma coisa da coluna, uma dor teimosa, sempre do lado esquerdo, que descreveu depois como se a testa batesse por dentro, como um martelo miúdo que nunca parava.

Eu achava até que vinha com algum problema de coluna, pressionando-me. Daí aquela dor. Naquele instante, o Brasil ainda não sabia, mas o homem que atravessou 60 anos de televisão estava h poucas horas de ser aberto na mesa de um centro cirúrgico e voltaria para lá uma segunda vez em menos de 48 horas. O que exatamente aconteceu dentro da cabeça de Tony Ramos nesse mês de maio de 2024? Por que razão os médicos precisaram de operar duas vezes? O que ele se lembrou quando acordou deitado numa cama de hospital, sem saber se o cérebro dele ainda

funcionava bem? E principalmente como ele vive hoje depois de olhar de tão perto para uma coisa que ninguém gosta de enfrentar. Fica comigo até ao final, porque esta história tem uma reviravolta que quase ninguém contou direito. Para perceber o tamanho do susto, a gente precisa de recuar muito no tempo. António de Carvalho Barbosa nasceu a 25 de de agosto de 1948, na cidade de Arapongas, no interior do Paraná.

Filho da dona Maria Antónia, professora, passou a infância mudando de morada. Primeiro Avaré, depois Ourinhos, pequenas cidades do interior de São Paulo, onde a vida corria devagar. E a maior aventura de um rapaz era uma bola de futebol e uma sessão de cinema. E foi precisamente numa dessas sessões que o seu destino foi selado.

Sentado no escuro, o miúdo assistiu a um filme de Oscarito e saiu de lá com uma certeza que nunca mais o abandonou. Ele queria aquilo, queria estar do outro lado do ecrã. Mas como é que um rapaz do campo, sem nome, sem apelido influente e sem dinheiro, chega até lá? A resposta é quase inacreditável. Quando a família finalmente se mudou para a capital do Estado, o rapaz de uns 15, 16 anos fez uma coisa que qualquer pessoa hoje consideraria loucura.

Ele foi sozinho para os estúdios da TV Tupi, sem convite, sem contacto, sem nada. Bateu à porta da maior emissora da altura e pediu para falar com alguém. E eis o detalhe que muda tudo. Alguém atendeu. O realizador Ribeiro Filho recebeu o miúdo e aquele encontro de poucos minutos abriu a porta de uma das carreiras mais longas da história da televisão brasileira.

Em 1964, estreou-se na televisão no programa Novos em Foco da TV Tupi. Foi nessa época que surgiu a febre dos festivais. A ração foi o início musical de tudo. Em 1965 surgiu o primeiro papel em novela na produção Autra, onde interpretou o filho das personagens de Vida Alves e Juca de Oliveira.

Ainda adolescente, também subiu ao palco da Jovem Guarda como integrante de um conjunto musical e ainda arranjou tempo para se formar em filosofia pela Universidade de S. Paulo. Mas se acha que a vida dele estava resolvida, espera, porque o momento mais importante da história da Tony Ramos não tem nada a ver com câmara, holofote ou aplauso, tem a ver com uma mulher.

Em 25 de agosto de 1969, exatamente no dia em que completava 21 anos, Tony Ramos casou com Lidiane, na igreja de Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo. E o casamento quase não aconteceu. O motivo foi um só, trabalho. Naquela altura ele estava a gravar a novela Nino, o italianinho, na TV Tupi, sob a direção de Geraldo Vietri. E Vietri, conhecido pela disciplina implacável, escalou cenas precisamente para o dia do casamento do ator.

Segundo o livro que conta a trajetória do diretor, quando lhe pediram que libertasse o rapaz, a resposta foi seca. Agora, mais do que nunca, este menino precisa de trabalhar. Imagine a cena. O noivo a correr dos estúdios direto para o altar, os convidados à espera, a noiva à porta da igreja. A atriz Araci Balabanian, madrinha da cerimónia, lembrou anos depois que todo o mundo chorava muito na igreja e que parecia mais uma primeira comunhão do que um casamento de tão jovens que os dois eram. O diretor, que quase estragou o

dia, acabou por fazer as pazes de uma forma curioso. Presenteou o casal com uma frigorífico, há de luxo naquele tempo. E aquele casamento que nasceu apertado entre uma cena e outra tornou-se uma das uniões mais duradouras do meio artístico brasileiro. Dois filhos, Rodrigo, que se tornou médico, e Andreia, que se tornou advogada.

Guarde bem esta informação, porque foi exatamente esta mulher, 55 anos depois que lhe salvou a vida. Nos anos seguintes, a carreira explodiu. Em 1977, Tony Ramos foi para a Rede Globo e nunca mais saiu. Estreou-se em espelho mágico e logo veio o astro no mesmo ano. Depois, Pai Herói, em 1979. Em 1981 em Baila Comigo.

Que loucura, não deve existir alguém neste mundo que saiba quem eu sou. Fez algo que virou aula de interpretação, dando vida a dois irmãos gémeos e diferenciando os dois apenas pela voz e pela postura do corpo. Chorar de emoção, [ressonar] porque eu mesmo tenho vontade de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. E a lista não mais parou de crescer.

Torre de Babel em 1998. Laços de família em 2000. Mulheres apaixonadas em 2003. De poesia. As minhas aulas de literatura quando eu lecionava terminavam sempre em recitais. Ah, tive um professor de português que também era assim. Belíssima em 2005. Os gregos tudo dança assim. [música] Estás alegre, fico mais alegre.

Se eu estou triste, fico mais triste. Caminho das Índias. O que a sua mamadi não tem coragem de lhe dizer? Que que a minha mamadi de não tem coragem? Em 2009, Passione em 2010, Avenida Brasil em 2012. Que eu não vi o senhor. O senhor quer que eu diga alguma coisa para a sua mulher? Carmen Lúcia Moreira de Sousa. Eu vou, eu vou cuidar dela.

Eu eu vou proteger. No cinema protagonizou o franchise Se eu fosse você. Na cama, Helena dá ideias em qualquer uma destas lagartiças. Sabe que eu sempre [música] desconfiei disso, Claudinho? Além de Chico Xavier. Chico, quero pedir-lhe um favor. Será que poderia psicografar uma mensagem? E Getúlio? [música] Só levarão daqui o meu cadáver.

[música] Em 7 de maio de 2009, recebeu a Ordem de Rio Branco, uma das mais altas honras do estado brasileiro. 60 anos de estrada, nenhum escândalo, nenhuma polémica, nenhuma internação séria. Numa entrevista concedida em 2024, ele próprio confirmou o que todo o mundo já desconfiava. Nunca fumou na vida, bebe pouco, nunca cometeu excessos, chegou aos 75 anos com uma saúde a que os colegas chamavam saúde de ferro.

E é precisamente aí que a história vira, porque o corpo às vezes não avisa. Agora, presta muita atenção nos próximos minutos, porque é aqui que tudo se desmorona. Em maio de 2024, Tony Ramos vivia um dos períodos mais produtivos da carreira. estava a filmar o Longa a lista ao lado de Lília Cabral e ao mesmo tempo apresentava em São Paulo a peça O que só sabemos juntos com Denise e Fraga.

Dois projetos ao mesmo tempo, aos 75 anos, com a energia de um ator estreante. Naquela terça-feira, ele começou a sentir a tal dor de cabeça. Tomou um analgésico comum, esperou nada. A dor continuou. Ele avisou a Lidiane que ia deitar-se um pouco, subiu, encostou nas almofadas da cama, colocou o texto do filme ao lado e ficou aguardando o carro da produção que iria buscá-lo.

Foi a última coisa que ele registou. Quando Lidiane chamou e não recebeu resposta, ela subiu e encontrou o marido daquela maneira que nenhuma esposa deveria encontrar. Metade do corpo na cama, metade no chão, sem reação. Tomou. Eu subi para ver como ele tava. Ele estava largado na cama. Não conseguia acordá-lo? Não, não, não. A ambulância chegou.

A médica que o acompanhava entrou junto e, ainda no caminho já estava ao telefone com o neurocirurgião Paulo Niemer Filho, um dos nomes mais respeitados do país. Do outro lado, a Dra. Viviane, médica pessoal do ator, também estava mobilizada. Estávamos a 16 de maio de 2024, uma quinta-feira. Tony Ramos deu entrada no Hospital Samaritano de Botafogo, no Rio de Janeiro, com um quadro de hemorragia intracraniano.

O ator Tony Ramos foi internado depois de ter passado por uma cirurgia esta quinta-feira. O ator, muita gente pensou que fosse um AVC. Ele próprio fez questão de esclarecer depois que não foi. O diagnóstico foi hematoma subdural, uma acumulação de sangue entre o crânio e a superfície do cérebro. Mas no caso de Tony Ramos, este ocupava todo o lado esquerdo da cabeça.

O hematoma empurrou o cérebro. E o único maneira de resolver isso nas palavras dele é abrir. Os exames foram feitos às pressas. Niemer olhou para as imagens e não hesitou. mandou subir para o centro cirúrgico, que já estava preparado. Nessa mesma noite, Tony Ramos passou por uma cirurgia de drenagem do hematoma e, durante algumas horas, pareceu que tinha dado tudo bem.

Em 17 de maio de 2024, o boletim médico trouxe alívio ao país. A tomografia mostrava melhoria significativa. O ator respirava sozinho, sem aparelhos, e estava lúcido. Em 18 de maio, deixou a unidade de terapia intensiva e foi transferido para a semi-intensiva. As redes sociais encheram-se de mensagens.

Parecia o fim do pesadelo, só que não era. Logo após a primeira cirurgia, Tony Ramos teve uma convulsão. Um distúrbio de coagulação fez com que novos hematomas intracranianos se formassem dentro da sua cabeça. E em 19 de maio de 2024, um domingo, os médicos tomaram a decisão mais difícil daquele processo.

Era necessário abrir de novo duas cirurgias ao crânio em menos de 48 horas. Uma nova informação sobre o estado de saúde de Tony Ramos. O ator que teve um hemorragia [música] intracraniana foi submetido a mais uma cirurgia neste domingo. Um homem de 75 anos e ninguém, absolutamente ninguém tinha a certeza de como ele sairia dali.

Você consegue imaginar o que passa pela cabeça de um família a essa hora? Os dias seguintes foram acompanhados minuto a minuto por todo o Brasil. Em 20 de maio de 2024, novo exame apontou a melhor importante na evolução clínica. A 21 de maio, o boletim informava que estava estável e já conversava. Segundo os médicos, Tony Ramos está bem, acordado e a respirar sem o auxílio de aparelho.

A 22 de maio, recebeu alta da unidade intensiva. Tony Ramos teve alta nessa sexta-feira. Ele estava internado. No dia 23 de maio, completou uma semana internado. Entretanto, em São Paulo, a produção da peça, o que apenas sabemos juntos, anunciava o cancelamento das sessões dos dias 24, 25 e 26 de maio no Teatro Tuca.

O bilhete foi curto e honesto. Contamos muito com a compreensão e a paciência de todo o nosso público. Mas o momento mais bonito desta história não está em nenhum boletim médico. Está numa conversa dentro do quarto do hospital. Deitado, ainda a recuperar, Tony Ramos foi visitado pelo neurocirurgião entre uma cirurgia e outra.

O médico perguntou como estava e o ator respondeu que estava bem e que sabia disso por um motivo específico. Ele tinha acabado de lembrar de cor um excerto de Fernando Pessoa que dizia no espetáculo que estava a fazer. A frase que ele recitou ali numa cama de hospital com dois cortes na cabeça era precisamente sobre não possuir o seu próprio corpo.

Lidiane, ao lado, ficou aflita. Achou que o marido estava a forçar a cabeça, exigindo demais de um cérebro recém- operado. Mas o médico percebeu logo o que estava acontecendo. Aquilo não era exibicionismo, era um teste. Tony Ramos estava sozinho e em silêncio, verificando se a memória dele ainda estava inteira. E estava.

Ele contou depois que quando entendeu verdadeiramente o tamanho do que tinha vivido, a primeira coisa que bateu não foi medo, foi alívio. Um alívio indescritível, misturado com gratidão. Em algum momento teve medo de de ir embora, Tony? Não, mesmo com tudo isto, medo de ir embora. Não. E este homem, este homem é um homem de força, católico, mas de uma religiosidade que ele próprio define como aberta e sem cegueira.

disse que agradeceu ao céu ali mesmo com a companheira de mais de cinco décadas a segurar-lhe a mão. O ator teve alta depois de ito dias de internação. Antes de sair, ouviu do cirurgião uma frase curta que ele carrega até hoje como combustível: “Bora, vá à luta.” E ele foi. Três meses depois, Tony Ramos estava de volta ao trabalho.

em 9 de agosto de 2024, sentou- diante das câmaras para falar publicamente sobre tudo pela primeira vez. Tirou os óculos, apontou para o cabeça e mostrou as duas cicatrizes tão discretas que o entrevistador necessitou aproximar-se para enxergar. Fica aí, fica aí, fica aqui, ó. Aqui. Espera lá, deixa-me pôr os óculos aqui. Dá licença, Dr. Paulo Nemia.

Bota bota lupa. Ah, meu grande Dr. Paulo O Neem está aqui, Rapaz, mas não mal dá para se ver. É. E aqui ele, o cabelo já está a começar a crescer. Ele fez um corte aqui, não é? Um, mas foram duas. Aos 76 anos recém-completados, ele repetiu a frase que resume o episódio inteiro. Foram duas cirurgias em 48 horas.

Menos de dois dias. Em dois dias. Em dois dias. É. A 25 de dezembro de 2024, num programa da manhã da televisão brasileira, fez o balanço do ano mais difícil da vida dele. E foi aí que soltou as palavras que se tornaram virais. Disse que há um momento em que a vida prega-nos uma partida. Contou que teve de fazer uma cirurgia e depois a segunda e que operou a cabeça em 48 horas por causa de um hematoma.

e completou, dizendo simplesmente que estava ali. Questionado sobre como se sentia, respondeu que estava a sentir-se muito bem e que o susto tinha sido, nas palavras dele, um susto triplicado. Quando o assunto se tornou pedidos para o ano novo, ele foi direto. Disse que não adianta pedir coisas, porque o fundamental é a saúde.

E terminou, dizendo que se sentia como novo para 2025. E não era conversa de circunstância. Em 2025, Tony Ramos regressou às novelas. Estreou a 28 de abril de 2025 na novela da Sete Dona de Mim, interpretando o patriarca Abel Rubim Boaz. No mês de maio de 2025, reestreou em São Paulo a mesma peça que tinha sido interrompida pela emergência médica ao lado de Denise Fraga com Lidiane na plateia para o ver regressar ao palco de onde tinha sido arrancado.

Em 25 de agosto de 2025, completou 77 anos e chegamos ao ponto que você esperava desde o início do vídeo. Como Tony Ramos vive hoje? A resposta é ao mesmo tempo simples e impressionante. Ele vive a trabalhar. No dia 18 de maio de 2026, exatamente 2 anos depois dessa semana no hospital, Tony Ramos regressou ao horário mais nobre da televisão brasileira.

Estreou-se na novela das 9: “Quem ama cuida”. Que é que se passa com você? Você não está a ver não que isto aqui é uma blusa feminina? Dá uma vista de olhos. Por acaso não tem uma roupa de homem a usar? Não, hein, Maurício. Olha só. Escrita por Valcir Carrasco e Cláudia Solto, interpretando Otoniel de Moraes, o avô da protagonista.

Um papel de patriarca, de raiz, de memória familiar. Difícil não ver ali um espelho da vida real. Além da novela, concluiu as filmagens de um novo capítulo da franquia Seu Fosse Você, novamente ao lado de Glória Pires, retomando a parceria que rendeu um dos maiores êxitos do cinema nacional. Na vida pessoal, continua casado com Lidiane, a mesma mulher com quem casou correndo entre uma gravação e outra em 1969.

A mesma que o encontrou caído no quarto, a mesma que ficou no hospital enquanto o país inteiro rezava. São mais de 57 anos do casamento numa profissão onde Os relacionamentos raramente passam de cinco. Em entrevistas recentes, criticou abertamente a exposição excessiva nas redes sociais e disse não ter o mínimo interesse em ambientes digitais que ele considera narcisistas.

Eu não tenho perfil para tal. Primeiro lugar. Segundo lugar, não tenho nada contra rede social. Que é isto? É uma coisa moderna. Veio para ficar o resto da vida, blá blá blá blá blá blá. Eu não tenho perfil. Volto, volto à primeira resposta. E não me interesso por saber da vida dos outros. 60 anos de carreira e o homem continua achando que o que importa acontece longe do ecrã do telemóvel.

E é aqui que a história de Tony Ramos deixa de ser sobre um ator famoso e passa a ser sobre si, porque ele fez tudo bem. Nunca fumava, não bebia demais. Nunca fumei na vida. Não, nada. Bebé? Bebo, bebo sim. Mas nunca foi de meter o pé na jaca? Não sou, não sou de jaqueiro. Não sou jaqueiro. Trabalhava, cuidava da família, tinha o que os médicos chamam de saúde de ferro.

E, mesmo assim, numa terça-feira comum, com o texto de um filme aberto do lado da cama, o seu corpo decidiu avisar de um jeito brutal. O que salvou a vida dele não foi apenas sorte. Foi uma esposa que subiu as escadas quando ele não respondeu. Foi uma médica que entrou na ambulância. Foi um cirurgião que olhou para o exame e não perdeu um minuto.

E foi um homem de 75 anos que, deitado numa cama de hospital com dois cortes na cabeça, decidiu testar a própria memória, recitando Fernando Pessoa em vez de se entregar ao medo. Hoje, aos 77 anos, está de volta ao horário nobre com filme novo no cinema, peça na estrada e a mesma mulher ao lado depois de mais de meio século.

E você, o que faria se acordasse ao fim de duas cirurgias ao crânio em 48 horas? Voltaria a trabalhar em três meses como ele ou aproveitaria para parar de vez? Conte-me aqui em baixo nos comentários o que esta história te fez pensar. E se acredita, assim como Tony Ramos acredita, que a saúde é a única coisa que realmente vale a pena pedir, escreve isso aí para a gente ler.

Porque no fim das contas, a lição que este homem deixou não tem nada a ver com a fama. Tem a ver com o facto de a vida poder mudar entre um analgésico e uma sesta de meia hora. E o que sobra quando tudo balança é quem sobe as escadas para te procurar.

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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