CASO A PRIMEIRA “SUZANE” DE SANTOS – POR TRAZ DE UMA APARÊNCIA COMUM, HAVIA UMA MENTE CRIMINOSA. – H
Santos, São Paulo, 29 de Março de 1994. O nome de Andreia Gomes Pereira do Amaral ficou marcado por um caso rodeado de acusações, tensão e uma pergunta perturbadora: Até que ponto alguém pode chegar quando decide transformar a própria família em alvo? O que deveria ser um lar, lugar de proteção, confiança e segurança, ter-se-ia transformado em cenário de um plano mortal.
E o mais assustador não é apenas a violência do crime, é a suspeita de que tudo teria sido pensado antes. Enquanto os pais seguiam as suas vidas confiando na própria filha, um plano silencioso poderia estar tomando forma. Um crime dentro de casa, uma família destruída e uma filha apontada como responsável por planear a morte daqueles que deveriam ser as suas maiores referências.
Quais foram os pormenores que tornaram este caso chocar tantas pessoas? Esta é mais uma história que mostra que, por vezes, o perigo pode estar muito mais próximo do que imaginamos. Venha comigo e saiba mais sobre este caso que chocou o Brasil. Eu sou a Lilian Fonseca e este é o nosso papo de crime. Olá meus queridos, como estão? Espero que estejam todos bem.
Muito obrigado por estarem aqui mais um dia para o nosso papo de crime. Mas antes, não deixe de subscrever o canal, de gostar, partilhar e ativar o sininho para que cada vez que entre um vídeo novo vocês fiquem a saber e vão lá assistir. Malta, o nosso papo de crime de hoje ele é sobre a nossa primeira Suzane Ristofen, a Andreia Pereira Gomes do Amaral. É.
Essa rapariga, ela é considerada a nossa primeira Susane, porque também tem o mesmo modo. Na verdade, a vida dela é um bocado igual à da Suzane. Vou contar-vos no decorrer do vídeo. Mas o que que acontece? Ela também mata os pais com o namorado. Só que por que é que este crime não foi tão mediátrico? Este crime não foi tão falado na altura em que aconteceu.
Esse crime acontece lá em Santos, São Paulo, lá pelos anos 90, 94, o ano do crime. E nessa altura, gente, eh foi uma época onde as pessoas não tinham muito eh acesso a crimes familiares. não chamava muito atenção da gente como hoje chama a atenção, que a as pessoas vêem filhos a matar o pai, pai matando os filhos, enfim.
Nessa época, estes crimes familiares, não eram muito falados, não, não chegavam muito até a gente. Nessa altura nós tivemos Maníco do Parque, tivemos a Daniela Perez, tivemos o caso Evandro também, todos eles crimes horríveis, brutais, mas tivemos um seral killer, tivemos a a Daniela, que foi assassinada pelo amigo da que era contracenava com ela na novela.
Temos o caso Evandro, que envolve muita coisa, magia negra, enfim, eu vou trazer-vos todos eles aqui no canal, ok? Os três. Então, estes crimes eram muito falados na época e pouco se falava de crime familiar, de principalmente de filhos que matam os pais, não é, gente? Então, por isso é que não tinha muito.
Foi dado este boom no crime familiar, em filhos que matam o pai na partir do crime da Suzane. A Suzane foi a que trouxe estes crimes familiares para pessoas, que foi imediato, que foi horrível de se ver, que todos nós ficamos assustados na altura, que foi na década de 2000 ali, mas antes também já tinha estes crimes, mas não chegavam, a gente não se interessava muito por isso.
Pois, não sei se a sociedade era um crime que a sociedade não acreditava muito que poderia acontecer, um filho a matar um pai e estava todo mundo com este negócio de maníaco do parque, assassino em série, tudo. Assim, foi uma confusão muito grande. Esse crime meio que passou, não passou despercebido perante a a investigação, perante as polícias, perante o o pessoal ali em torno da família, claro.
Mas eu digo assim, passou despercebido, é, não chegou, não foi mediátrico, igual foi o da Suzane Ristofen. Bom, vamos lá. A família da Andreia, viviam ali em Santos numa mansão, parece que tinha três, quatro andares a mansão, meio que uma coisa é pré-histórica, assim, um um uma mansão pré-histórica muito grande. Ali viviam quatro pessoas, a Andreia, vamos buscar aqui para eu dizer o nome dos pais.
Então, vivia o António da Silva Amaral e a Deolinda Gomes Pereira. Eles eram casados e tinham os dois filhos, que era a Andreia e a Andreia tinha um irmão que na altura tinha um, dois aninhos, vamos colocar uns dois aninhos ali que não passava disso. Então viviam os quatro nesta mansão gigantesca na cidade de Santos. Pois, era o segundo casamento do António.
O António já teve um primeiro casamento onde teve três filhos do primeiro casamento. Não se fala sobre isso, não se fala sobre os filhos, o nome dos filhos, nome de mulher, até porque eles não tm nada a ver com isso. Não tem sequer por eles estarem expostos a esse nível deste crime tão brutal. Sobre o Rodrigo, quem é o Rodrigo? O Rodrigo é o irmão da Andreia, que na altura tinha uns dois aninhos.
O seu nome foi exposto, saiu na altura na comunicação social, soltaram na comunicação social, enfim, mas o nome dele é Rodrigo. Só isto que eu tenho para dizer para vocês. A gente também não vai entrar muito no no sobre este irmão, sobre o Rodrigo, porque este menino sofreu muito. Este menino é passou anos da vida dele em terrível, em estado deplorável, muitos tratamentos, foi muito difícil para ele e não tem não se tem muita informação sobre ele também, mas nós também não vai falar muito porque não é justo eh ficarem atrás, procurarem um
menino repórter, tal como aconteceu com o Andreas da Suzane, que repórter chegou até ele e perturbam-no, querem entrevista. Enfim, eu acho que estas pessoas já passaram por um trauma muito grande na vida deles e nunca mais vão ser as mesmas pessoas. Então, deixámos este menininho de 2 anos de lado e vamos falar do facto em si.
O O António, gente, ele era um homem muito rico, muito rico mesmo. Só em Santos ele tinha mais ou menos uns 50 imóveis só em Santos. E também trabalhava com explorações, ele criava galinhas, não é? Então ele tinha ali quintas que ele fazia criação de galinhas e havia este monte de imóvel, só que nós sabemos, em Santos, mais ou menos uns 50.
Mas ele era muito mão de vaca, mas muito mão de vaca mesmo. Tanto é que há uma história que ele ia no, sabe, no Ceasa, que tem as as legumes, as as frutas ali, enfim, disz que ele ia à parte que tinha as coisas uma vez que já estavam meio que dispensadas, que que eram as verduras mais más ali, não é? que não dá para para para distribuir.

Ele ia lá buscar essas verduras, essas frutas, enfim, para alimentar os bichinhos dele, que também tinha sítio, tinha uma quinta, que ele tinha uns animais e ele ia diretamente nessas nestas verduras mais estragadas, não é, mais murchas assim, e precisamente para pagar muito mais barato para distribuir para os animais dele.
Tudo bem, não se vai dar um um uma coisa tão é nova, tão boa para os animais. Tem muita gente que dá, gente, está tudo bem, não é? Mas também para chegar a este ponto, com o dinheiro que tinha, com a fortuna que tinha, chegar a um ponto de ir comprar é coisa mais barata para dar para os bichinhos, aí já é demais, não é? Mas esse era o seu modo exoperante.
Ele tinha muito dinheiro, mas não usava o dinheiro para viver bem. Vamos dar uma um adentro aqui para meio que defender o António sobre ele ser tão mão de vaca assim. Eh, ele é o crime foi na na década de 90, pelo que vivia viveu a a década de 80 e a década de 90. Lembrando que esta época, principalmente a década de 80, gente, quem viveu sabe a inflação.
Acordava-se de manhã um valor às coisas, de tarde era outra, a noite era outra. Ninguém sabia o que ia acontecer, ninguém sabia qual seria o preço das coisas. Então, nessa altura, sobretudo na década de 80, até década de 90 também, lembrando que o plano real entrou lá em Julho de 94. Depois, até Julho de 94, essa inflação era uma loucura.
Assim, pode ser que o O António era essa mão de vácuo, porque não sabia o que ia acontecer amanhã, porque tinha muitos imóveis, mas a gente não sabe se eram todos alugados. Ele tinha de gastar dinheiro para manter esses imóveis, impostos, enfim. E sabemos que é tudo muito caro. E naquela altura ninguém era assim tão, não, a as pessoas não não eram tão degastada de ficar eh a jogar dinheiro fora precisamente porque vivia nessa época que foi na altura color ali, enfim.
Então eh eh quem viveu, eu ainda eu já tinha nascido, mas apanhei muito pouco dessa parte. O meu pai fala muito sobre isso. Era muito sofrimento. A as pessoas sofreram muito nesta época dos anos 80, anos 90. do plano color. Aí tinha um Sarnei também que, meu Deus, como foi sofrido com este pessoal, com estes políticos.
A a o a o o povo, o brasileiro sofreu muito na mão destes dois. Deveriam até pedir desculpa a gente, não é, não é? Não é, gente, porque foi assim destruível, acabaram com o Brasil. Portanto, eu acho que o António ele segurava muito, ele era muito assim com dinheiro, precisamente porque vivia nessa altura, né? Imagina, acordas e 7 horas da manhã, está um preço, na hora do o almoço é outro preço e à noite é outro preço.
Nunca se sabe o que vai acontecer. Então eu acho que ele segurava um pouco precisamente porque tinha que preservar o que tinha, porque não sabia amanhã o Brasil poderia amanhecer de outra maneira, depois o Brasil, não é? Então era aquela confusão toda. Enfim, não vamos falar de política, que eu não falo de política aqui neste canal.
Então, viviam os quatro nesta mansão gigantesca e todos, toda a família sofria muito com esta eh falta de dinheiro, entre aspas, por ele, por ele não largar dinheiro, por ele não libertar dinheiro. A família sofria muito na mão dele, muito na mão dele nesta situação. A Andreia, gente, ela tinha na altura uns 20, 21 anos, ok? quando ela foi presa entre os 21, 20 anos, foi quando ela cometeu o crime, não é, no ano que ela cometeu o crime.
E a Andreia era um, o Dr. Borba, que foi o promotor na altura do caso, ele próprio fala que a O André era um motivo de orgulho para ele. Por quê? Vamos entrar aí mais um pouquinho da Suzane. Comparação de Susana. A Andreia estava a fazer direito na Universidade Católica de Santos. direito. Lembra-se que a Susane fazia na USP, certo? E então ela fazia direito também, tal.
Portanto a Andreia era muito, era um motivo de orgulho para o António, por nenhum dos outros três filhos dele do outro casamento tinha uma formação. Eles trabalhavam com com António, mas não tinham um diploma na mão. E a Andreia era a única pessoa da família que ia ter aquele diploma em direito. Então ele era assim muito orgulhoso, muito orgulhoso.
Mas ele trazia a Andreia aqui, ó. na rédia curta. Na altura ela estava ali para se formar em direito e estava a chegar próximo à formatura, uma coisa assim. Ele deu um ómega para ela na altura. Na altura, gente, um ómega era muito caro. Só tinha este carro quem era muito rico. E ele deu-lhe um ômega.
Meu Deus, é como se fosse o qu hoje? Um um Porsche, um BMW, enfim, estes, não é? O ómega era esse tipo de carro na época. Ele dá-lhe de presente também. Dá um carro destes para uma uma miúda de 20 anos, não é? Não sei. Não sei. Acho demais também. Mas tudo bem. Não vamos julgar o António, até porque o António já não está aqui, certo? E ele dá-lhe esse carro.
Mas o que é que ele faz? Ela só podia ir com este carro da casa para a faculdade, da faculdade para casa. Era assim, ó. Te dei o carro, minha filha, mas tu só vai utilizar para isso, porque eu vou-lhe monitorizar. Lembra-se que ele era mão de vaca? Vou monitorizar mais uma vez igual Ristofen.
Lembra-se que ele deu um carro para a Suzane? Na altura era um golo, mas a partir daí já estávamos lá nos anos 2000 e eles elas ele só a deixava usar para ir para a faculdade, para ir para casa, faculdade, para casa, porque ele também monitorizava a gasolina que ela colocava no carro. Enfim, olhe, tudo meio por é isso que ela é a nossa primeira restofen, tudo bate muito.
Então ele dá este carro para ela, só que ele mantém ela em rede curta. Não vai usar este carro, só da faculdade para aqui, da carro para a faculdade. Assim, para quem vai dar o carro à menina? Menina não pode nem andar com os amigos. Menina não pode nem ir a um bar, um rapaz não pode nem fazer nada, nem desse o carro, deixasse a menina ali de sei lá do que a pé, de carrinha, de autocarro, não sei que que havia na época, não é? Também é umas coisas que olha, enfim.
Portanto, ele era muito orgulhoso, ele tinha muito orgulho nela, porque ela se formar, ela dá para o meu diploma. Certo dia, Andreia está na praia de Santos. passeando, belíssima, apanhando um sol e ela conhece este adolescente. Esse adolescente na altura tinha 17 anos e também era outra. Pelo jeito ele ficava ali na praia a passear, a tomar sol, eh a curtir a vibe e tudo, mas não não fazia nada, não queria saber fazer de nada. E o seu nome também era Daniel.
Olha, outra coisa igual a Susane, Daniel Cravinhos. E o nome deste adolescente também era Daniel. Também vou dizer o nome dele aqui porque na altura soltaram na comunicação social, foi deixaram escapar o nome do menino, mas o menino chamava-se Daniel e na altura tinha 17 anos e ele se conhece. E ela entusiasma-se com ele, ele entusiasma-se com ela.
Era um menino de classe baixa, então ele já ficou mais assim. Ela uma herdeira, milionária, enfim. Só que o O António tinha uma coisa com este menino. Depois começam de namorico ali, porque foi muito pouco tempo, ok? Que eles caram juntos, porque todos, o amor acaba quando vai preso. O único amor que não acabou foi o dos Nardon, certo? Mas o o amor acaba quando vai preso.
Então eles estiveram juntos muito pouco tempo até fazer o crime e até ir presos. Então encontram-se ali na praia e começam de namorico. E este menino começa a frequentar a casa da Andreia. Mas o António já não gosta do menino de cara. Sai, eu não quero este menino aqui, tirem este menino daqui. Não quero este menino aqui em casa, não te quero com este menino.
Esta coisa assim igual Manfred com com a Susane, não é? também não gostava do Daniel porque o Daniel era de classe baixa. Tudo é muito semelhante, só o crime que na o meu, a meu ver, é muito pior do que o da Susane Ritof, mas vamos lá chegar. E então começa a implicar com este menino. Será que o o este António já tinha um sexto sentido? Será que ele já estava a ver, a sentir alguma coisa ali com este moço? Vai-se lá saber, né, gente? A as pessoas nunca vão saber o o que tava ali acontecendo.
Mas eu sei que ele não gosta desse tal Daniel. Mas continuam ali no namorico deles, gente. E assim, nestes namoros proibidos, é geralmente onde nasce o desejo de matar. É onde se cria aquele desejo de matar. E quem é a cabeça? E quem orquestra? De acordo com estudos, de acordo com eh vários locais, peritos, psiquiatras, geralmente a cabeça, quem manda, quem orquestra tudo, é a pessoa que se vai dar bem.
Quem se vai dar bem? É a pessoa que vai ficar com a herança. Na cabecinha deles, não é, gente? Estou a falar assim. Portanto, assim, geralmente quem orquestra e quem faz e quem engendra todo o plano é quem vai dar-se super bem, que é quem vai ficar com a herança. E quem que fica com a herança? é geralmente o filho. Então, neste caso seria a Andreia, bem como foi a Suzane.
À Susana está comprovado que foi ela que fez tudo, que foi ela que armou tudo, enfim, ela que manipulou os irmãos ali para fazer o crime, tudo não tira o o facto de eles terem matado, mas ela que foi a cabeça, porque ela é que se ia dar bem, o dinheiro ia ficar todo com ela na cabeça dela. Assim, no caso da A Andreia também.
Assim, nesse caso, a A Andreia seria a orquestrante, a Andreia seria a cabeça do crime, ela que fazia, iria fazer tudo para chegar ao crime, fazer a montagem, tentar, sabes, arranjar tudo ali para fazer o crime. Mas acontece que a Andreia dá um testemunho e ela atira a culpa toda para o Daniel, que ela foi ameaçada pelo Daniel, que o Daniel queria matar os pais dela, matar o pai dela por causa da herança, que deles iam ficar com a herança, iam ver felizes para sempre, tudo não tem grande lógica, não é, gente? Porque o Daniel ficar
com a herança, o Daniel não ficaria com a herança. Quem ficaria com a herança seria a Andreia. Pro Daniel ficar com a herança, teria casar com Andreia, matar a Andreia, para a herança ficar com ele. Olhe lá ainda, porque ela tinha o irmão, tinha tios, tinha, enfim. Portanto, não tem muita lógica isto que ela fala, mas ela atira as culpas todas Daniel, diz que foi eh ele que a fez fazer aquilo, ele que a obrigou a fazer aquilo.
E depois ela também diz que o pai dela abusava sexualmente dela, igual a Suzane lá atrás, lembras-te? Falou a mesma coisa. O pai abusava dela sexualmente, o pai era violento, o o pai dela agredia-a. Tanto é que ela conta uma história que ela tinha um ex-namoradinho. Ela engravidou desse ex-namoradinho e contou ao pai. O pai bateu-lhe tanto que ela abortou essa criança dentro da casa de banho de casa de tanto apanhou o pai.
E que a intenção, o que é que ela quer dizer, gente, no depoimento que ela, a intenção era só matar o pai, a mãe não, era apenas o pai que ela não planeava, mas que merecia. Portanto, ali já há uma contradição dela, certo? A culpa foi do Daniel. Daniel me forçou tudo, mas o meu pai merecia. Ele me violava, ele batia-me, ele fez-me abortar, então merecia.
Então ali ela já começa a cair, ela já começa a entregar. E para boas pessoas que são os investigadores, os peritos, os psiquiatras, aí ela já começa a entregar, não é? Como é que pode? Você foi manipulada, não queria matar o seu pai, mas o seu pai merecia morrer. Que história que é esta, não é? Pois bem, então ela apanha e apanha do pai e depois ela aborta a criança e esta começa a falar disso, atirar a culpa toda para o Daniel, como se o Daniel que fosse o mandante, que foi o que executou o crime, que foi tudo o que que foi feito
ali no dia. É verdade, não é? A gente não sabe porquê. Na altura não tinha muito estes recursos que nós temos hoje. Não foi feito relatório para saber. Ela tinha um negocinho do da gravidez ali de positivo, negativo. Ela não tinha nada. Ela tinha um resultado de exame, não não tinha nada.
Ela tinha como provar que o pai dela a violava, que ela ela abortou essa criança também não tinha como provar. Então não não sabe. É verdade, não é verdade. Ela tá a fazer isto para criar uma personagem, para tentar tirar a empatia à da polícia, dos investigadores, para ver se ela não ah, o meu pai merecia, o meu pai fazia isto, fazia aquilo.
Assim, pode ser que ela tenha feito isso, não é? falou toda esta ladaainha para tentar conquistar o pessoal ali. E outra dúvida também, será que ela não manipulou o Daniel para matar os pais, porque o Daniel era menor de idade e ele não ia pagar pel aquele crime? Pode ter sido isso. O promotor da altura, o Dr. Borba, diz que não.
Diz que o crime todo foi orquestrado pelo Daniel porque viu na Andreia uma forma de enriquecer, porque era dona da herança. Assim, a herança ia ficar com ela. Voltando a dizer como é que ele tinha certeza que ela ia ficar com ele depois que matasse os pais. Ela poderia largar dele. A herança era dela, não era dele, certo? E também há a coisa, será que ela não, porque tinha 17 anos, não estava com a personalidade dele formada ainda.
Então, será que ela não apanhou ele? Porque como ele não tinha essa personalidade formada, é mais fácil ela manipulá-lo para fazer o crime precisamente para ele não pegar eh não pagar, não é? Porque tinha 17 anos, ele não ia preso, como toda a gente sabe que até hoje é no Brasil. Assim, pode ter sido isso, pode ter sido essas duas coisas.
Ele pode ter orquestrado para ficar com a herança, porque da ia ficar rico. E ela pode ter usado a manipulação porque a personalidade dele, ele era muito novo ainda, não tinha sido formado, então ele ia ser fácil de manipular para cometer o crime. Não sabemos ao certo o que aconteceu. E ela fala também em depoimento que ela falou.
Ah, ela diz assim: “Malta, eu disse ao Daniel que o meu pai me estuprava. O Daniel disse assim: “Eu te amo, eu amar-te-ei eu vou tirar deste monstro”. Será mesmo? Será que ele será só se tivesse muita, confiava muito nele que ela ficaria com ele depois de matar os pais porque agrediu? Até porque depois o amor não continua, não é, gente? Igual eu disse para vocês, o amor acaba quando vai preso. Até o crime toda a gente se ama.
Depois do crime já ninguém se ama, toda a gente se odeia. Só os nardones que amam-se eternamente e ficaram juntos até hoje. Pois bem, junta-se os dois. Os dois querem matar e começam a organizar o crime. E há uma terceira pessoa que também vai entrar neste crime, que eu vou falar para vocês depois.
Depois começam a organizar o crime. Gente, fico a pensar aqui na minha cabeça, como é que é que deve ser? Como é que conversavam, não é? Será que estavam falando e viu, vou matar o seu pai ou ela, viu? Quero matar os meus pais, vou matar meus pai. Ah, vou matar, não é? Vou matar porque quero ficar com a herança. Como é que chega esta? Como que que quem iniciou a conversa? Como é que eles chegam a orquestrar? No caso da Zane também eu gostaria de saber.
Eles estavam a conversar, eles estavam tavam a beber, estavam o que que eles estavam a fazer e quem puxou o assunto e quem disse que não vamos matar, vamos. Ah, não vou. Ah, vamos sim. Vamos. Sabe como que chega? Porque se uma pessoa chegar a mim hoje e dizer assim: “Vê, eu quero matar a fulana, eu vou dizer assim: “Meu filho, sai daqui.
Vou já à polícia, vou falar: “Ó, o fulaninho disse-me quer matar uma coisa”. até me chamou para ir junto. E e eles não, eles sentam-se, conversam e começam a organizar. Como vamos matar o papá e a mamã? Ela fala ou ele fala: “Como vamos matar os seus pais? Não sabemos ao certo quem foi, quem começou, não é? Então decidem que vão matar de tiro.
Vamos fazer o seguinte, vou dopar o meu pai porque me parece que na casa dela tinha muita medicação para dormir. Os pais tomavam medicação para dormir. Então ela pensou: “Vou dopar os meus o meu pai, porque no início era só o pai que era para morrer, a mãe não.” Depois eu penso, como quê? Porque daí a herança ia ficar com a mãe se ela não matasse a mãe.
Então como ela ia matar só o pai, a herança ia ficar com a mãe. Ela ia ficar sem eras do mesmo modo. Também não tem muita lógica, não é? Mas tudo bem. Ela fala que a intenção era apenas o pai. Então ela fala: “Eu vou dopar o meu pai, o meu pai vai dormir. E como é que a gente vai fazer? Que é que vamos usar? Ai nós vamos usar um revólver, está bem? Mas daí onde que revólver? Da onde vamos arranjar o revólver? Entra a terceira pessoa.
O André pega no telefone e liga para o ex-namorado. Ó, o meu ex-namorado tem arma, então vou ligar-lhe e vou falar com ele. Olá, tudo bem? Viu? Eu tô querendo matar os meus pais e eu preciso de uma arma, mas assim, ó, eu já estou com outro, já te esqueci, não quero mais ti, mas eu preciso de uma arma porque quero matar os meus pais.
E o bonito lá do outro lado do telefone fala assim para ela: “Será que não posso entrar nesta brincadeira? Eu quero entrar nesta brincadeira também. Eu vou matar os seus pais consigo. Eu vou ajudar-vos, gente. Olha só o o o como é que uma pessoa vai matar outro, como que uma pessoa aceita a a dar o revólver, a arranjar esse revólver, enfim, eh, e ainda diz que quer entrar na brincadeira, vai junto, vai fazer junto.
Então, ela liga a este ex-namorado e este ex-namorado, OK, vou participar da brincadeira convosco. Assim, foi a Andreia, o Daniel e o namorado, que não temos o nome. O seu nome não foi exposto na época. Pois bem, e depois dizem assim: “A gente vai ter que fazer como se fosse um latrocínio ou seguido de morte.
Vamos ter de armar tudo como se fosse um latrocínio. Deles pensam: “Mas o revólver vai fazer barulho. As pessoas vão ouvir, vão chamar a polícia, a polícia vai chegar, vai apanhar-nos aqui. Daí como é que faz?” Com revólver. O Daniel com a sua personalidade e a sua mente de 17 anos, diz que vai fazer um como é que fala? aquele que abafa o o som do revólver, um apar silenciador e falou: “Não, vou fazer um silenciador e vou pôr no revólver fazer um silenciador, porque tenho 17 anos e saberei fazer um silenciador.”
E o Daniel vai lá e tenta fazer um silenciador. Ficam extremamente frustrados porque obviamente que ele não consegue. Obviamente que não resulta. Ai meu Deus, e agora não vai dar com tiro. Vamos fazer o quê? Ah, então só há um jeito. Vamos fazer. Vamos matar à facada. Facada não faz barulho. Facada não vai chamarada a atenção de ninguém.
O pai vai estar a dormir, ele não vai ter tempo. Então vamos matar as a facadas. O crime acontece no dia 29. Deixem-me pegar aqui para vocês para falar corretamente. Dia 29 de Março de 94. Mas ele já tinha tudo preparado. O, decidimos. Vamos matar o papá e a mamã de faca, não vai fazer barulho. Aí vai ser um latrocínio. A polícia virá, vai ver toda a gente feliz para sempre.
Ninguém vai descobrir na cabecinha deles. Portanto ele, o crime é no dia 29. Eles marcam para fazer o crime no dia 26 de março, três dias antes. Eles marcam. Esse vai ser o dia do crime. O que que acontece? A Andreia dá pouca medicação ao pai dela e o pai não dorme. O pai dela fica assim meio sonolento, mas o pai dela o pai não dorme ao ponto de não escutar alguém, ao ponto de não ver alguém, enfim, ele não dorme.
E eles ficam extremamente frustrados porque era no dia 26, tinha de ser no dia 26, mas não dá porque o António resolve que o não vai dormir. O medicamento não fez efeito para ele, então não vai dormir. Eles ficam frustrados, ficam nervosos, ficam tudo. E ainda assim estavam é organizando. Olha, para vocês verem a mente que, certo? Depois o ex-namorado da Andreia fala assim para a Andreia: “Ó, eu vou fazer o seguinte, vou ligar para a tua casa para alguém, para a sua mãe atender o telefone.
Quando ela atender o telefone, o Daniel entra e esconde-se até o medicamento fazer feito ao seu pai para ele dormir. Hora que ele dormir, dás um OK, o Daniel vai e esfaqueia o seu pai. Não sei para que é isto, né, gente? Quem garante que a mãe dela que atendeu o telefone, certo? Foi todo um Mas enfim, foi isso que armaram.
Assim, chega dia 29 de Março de 94, o dia do crime. Acontece tudo isto, o telefone toca. Aí o que acontece? A mãe e o e o irmãozinho da Andreia está lá em baixo assindo na sala a ver TV e o pai lá no quarto que ele vai dormir, descansar. E depois toca o telefone, a mãe da Andreia vai lá e atende.
A Andreia abre a porta, o Daniel entra e esconde-se debaixo da cama da Andreia já com a faca. Da onde é essa faca? Esta faca é da casa. E quem dás essa faca ao ao Daniel? A Andreia. Ele já pega na faca, ela já lhe dá, ele esconde-se debaixo da cama e fica ali. E a o ex da da Andreia ao telefone, passando um trote, dizendo nada a ver, só realmente para ela não se aperceber da entrada do Daniel na casa, para ele conseguir passar tranquilamente na casa, até porque a casa era gigantesca, não é? Portanto, não era uma coisa, ele podia entrar, mas poderia ter entrado por
uma janela, ele ela poderia ter aberto uma janela. Não precisa dava toda essa função de telefone. Mas tudo bem, foi isto que eles, que eles decidiram fazer e eles fizeram. OK, o Daniel está lá. Ela vai lá e mete um medicamento na cervejinha do pai dela. O pai dela toma e dorme. Quando o pai dela não se tem muito ao certo, gente, se a mãe dela sobe porque ouve e lá é esfaqueada, ou se ela é esfaqueada ali na sala, a mais lógica é que sobe.
Pois bem, vou falar para vocês. Então, o tipo dorme. Quando ele dorme, quando o O António dorme, a Andreia dá um sinalzinho ali para o Daniel, que está debaixo da cama, escondido. O Daniel sai e já começa a esfaquear o António. O António é esfaqueado mais de 20 vezes, gente. Todo o corpo dele, tudo é esfaqueado, tudo, tudo.
E vira aquela sangueira, aquela coisa toda arada, porque é um crime violento, é um crime de ódio. E faca, faca geralmente deixa muito sangue, gente, muito sangue mesmo. Ainda mais e mais de 20 facadas. Nessa hora a mãe do André que estava na sala ouve uns barulho estranho e sobe. E ele esfaqueia-a e a Andreia desce. Olha que terrível, gente.

A Andreia desce, pega no irmãozinho ao colo, vira o irmãozinho assim para o peito para ele não ver nada, tapa-lhe o ouvido e tapa-lhe o rostinho dele para ele não ver e não ouvir nada. E a mãe dele sendo esfaqueada, sendo esfaqueada, esfaqueada. Ui, que agonia só de pensar o quê que este menino, certo? Na verdade, tadinho, nem se lembra, nem sabe o que que aconteceu.
Mas é é que doloroso isto, não é, gente? A irmã pegar no irmãozinho de dois aninhos e tapar os ouvidos para ele não ouvir o que estava a acontecer. É uma é um é uma cena de se imaginar assim horrível, não é? Pois bem, ela tapa, ok? O menino não ouve, o menino não vê nada. E o Daniel mata o pai e a mãe. O terceiro, que é o ex-namorado, não, não aparece porque não foi utilizada a arma dele, porque, não é, ia fazer barulho e houve só essa ligação ali e tal, mas ele não está na na cena do crime, não ajudou com nada.
Esfaqueando os dois, o que é que acontece? Essa é a pior parte. Eh, quando eu disse que, a meu ver, é um crime muito magoante, ai, muito mais terrível do que o da Suzane. Porque as pessoas pensam muito em fazer o crime, em organizar, em orquestrar e fazer o crime, chegar ali e matar. Só que muita gente se esquece do pós.
Você precisa de esconder aquele corpo, você precisa de dar um fim àquele corpo. Aquele corpo não pode ficar ali. Há casos que os corpos ficam ali escondidos, que vos vou trazer também. Mas neste caso ela precisava de dar fim nos dois corpos dos pais dela. Então o que é que eles fazem? O crime realiza-se no dia 29/03 e de 94, aí pelas 11:30 da noite, mais ou menos.
Passam a madrugada toda limpando tudo. Limpam tudo, tudo. Só te esqueças de o pormenor que eu vou contar depois. Eles limpam tal, passa a madrugada toda. No outro dia de manhã, que que nós vamos fazer com estes corpos? Detalhe que o rapazinho está ali junto, ok? Ele está ali, está a dormir, está ali.
Ela ela cuida dele durante todo o esse esse crime, essa lavagem. Ela cuida do irmão ali. O irmãozinho está ali. Mais dois aninhos, não é, gente? a gente não nem sabe o que tá a acontecer. Depois limpam tudo, organizam tudo, tal. Enfim, no outro dia, dia 30 de manhã, olham e dizem: “O que é que vamos fazer com este corpo? Como é que vai fazer?” O que é que eles fazem, gente? Colocam um do lado do outro e precisam, agora entra o ómega, precisam de fazer aqueles corpos caberem dentro do porta-bagagens do ômega.
E olha que o ômeega tem um porta-bagagens grande, hein? Eles deitam-se, eh, partem a coluna vertebral dos dois. Portanto, assim, acho que vocês vão entender. O corpo está aqui. Em vez deles dobrarem o corpo para a frente, para a cabeça chegar ao pé, dobram para trás. Então os corpos eles partem a coluna vertebral dos dois e dobram os corpos para trás.
Então quer dizer que aqui foi parar lá atrás, não foi de frente. Eles fazem isto aqui com os corpos. Dobram os dois como se fossem duas malas, só que é o contrário, sabe, gente? Quebram a coluna vertebral dos dois para que possam dobrar os dois e os dois possam caber na no porta-bagagens do ómega.
Ómega este que o pai deu de presente para ela porque ela ia-se formar em direito. Então, assim, Susane, horrível o crime, não tenho nada a dizer. Auladas foi um crime terrível. A meu ver, este foi pior do que o da Suzane. Por tudo o que fizeram, né? A, o, a Suzane matou, os cravinhos mataram os pais ali tudo, a paulá, deixaram-no na cama, enfim, todo mundo sabe o que aconteceu.
Esses não, estes dobraram, partiram a coluna vertebral dos dois, gente, dos dois. Imagine os dois corpos ali e eles partem e viram e mete dentro do porta-bagagens do ômega. E têm que dispensar esse corpo. Eles vão no lugar e jogam, só atira os corpos e volta para casa. Isto no dia 30, ok? No dia 31 regressam nesse matagau que atiraram os corpos que estava perto ali da casa para enterrar e enterram os corpos e regressam a casa.
A Andreia preciso agora, agora tem de fazer alguma coisa, agora tem que inventar alguma coisa. Lembra-se que eles falaram que ia dizer que era latrocínio? Acabou. Esquece. Perderam. Se perderam tudo. O que é que ela faz? Ela liga a uma tia dela que é a irmã da Deolinda e diz assim: “Tia, não tenho”.
O pai saiu de casa, eu acho que matou a mãe e matou-se em seguida. A tia do outro lado do telefone fala assim: “Que é isso, menina? Como assim? Está a falar essa história? Da onde tirou isso? O que é que tá a acontecer?” É porque a mãe descobriu que o pai tinha uma amante. Diz que o António realmente tinha várias amantes.
Ele era um tipo que tinha várias amantes mesmo. Mas isso nunca foi problema para Deolinda. Aí Andreia fala ao telefone: “A mãe descobriu uma nova amante e essa amante fez com que a mãe ficasse muito nervosa e ela perguntou ao pai e eu tenho a certeza que o pai levou-a, saiu de casa com ela, matou-a e matou-se.
O que é que a tia faz?” desliga o telefone e vai para casa da Andreia. E a Andreia está lá só com o irmão, o o piazinho, o rapazinho. Chegados lá à Andreia, na casa da Andreia, a tia começa, não é, gente, o que que aconteceu? Tal. E a Andreia a bater na tecla que era isso, que o pai tinha matou a mãe, porque a mãe tinha descoberto amante.
Enfim, e a tia vai andar pela casa. Quando ela chega ao quarto do casal, que foi onde o pai foi esfaqueado, ela vê que o colchão está cheio de sangue. Lembram-se que eu disse que eles limparam tudo a cena do crime de madrugada, mas esqueceram-se do colchão? Não sei se esqueceram ou não sei se não conseguiram, porque também não é assim para limpar sangue de colchão, não é, gente? Não é de um dia para o outro que limpa-se tudo aquilo ali.
Aí ela olha para o André e diz assim: “Que que é este sangue aqui no colchão?” O André diz assim pr para a tia dela: “Ô tia, a minha mãe teve um aborto estes dias e esse sangue é do aborto que ela teve. A tia diz: “Aborto? Como assim aborto?” Depois diz: “É, a minha mãe abortou, a mamãzinha abortou eh há uns dias e esse sangue é todo do aborto.
Ela abortou ali em cima da cama. A tia dela repara que a Andréa está meio estranha, porque dá para saber, não é, gente? Não tem, não tem como. Que que a tia dela faz? A tia dela vai à polícia para fazer um auto de notícia. E ela chama a Andreia para ir fazer o boletinho de ocorrência. A Andreia: “Não, não vou, não vou.
Tenho de ficar com o meu irmão, tenho de ficar com meu irmão, o meu irmão não pode ficar sozinha, tenho a cuidar do meu irmão, tal, tal, tal”. Enfim, a tia faz e vai e faz o boletinho de ocorrência e volta para trás. E ela fica muito na cabeça da Andreia, muito para a Andreia ir à polícia. André precisa de ir à polícia, que na verdade A Andreia foi a última pessoa que viu os pais vivos até então, não é? E o que que acontece? André vai à polícia e obviamente, gente, ali as coisas são diferentes. Lá não vai est a falar
com a tua tia, com o teu amigo, com o o seu namorado. Lá vai est a falar com pessoas experientes que só de olhar para a sua cara vai saber o que é que aconteceu. Existem alguns assassinos em série, existem alguns homicidas, existe alguns feminicidas que não passam isso. a pessoa tem realmente que investigar e tem que muito depoimento de muitas horas para lhes conseguir tirar alguma coisa.
Mas isso é muito raro, ok? São algumas personalidades só que eu vou trazer também para vós. No caso do André, não foi preciso muito, foi só uma pressãozinha ali que os investigadores deram nela. Óbvio, caiu toda a gente, caiu o Daniel, caiu Andreia e caiu também o exnorado que estava a participar.
Mas quem conta tudo, quem diz tudo o que aconteceu é o Daniel. A Andreia manteve sempre que ela foi forçada pelo Daniel, que o pai dela abusa dela, que não sei quê, que não sei quê, que a intenção sempre foi matar só o pai e tal, a mesma coisa de sempre. Ela sempre manteve isso. E o Daniel conta tudo do início ao fim. E depois leva até ao local do crime e lá eles encontram os corpos.
O Daniel que vai até ao local do crime, ok? Porque a Andreia até aí eh não, não fui forçado, não vou, não vou, não vou, o meu pai abusava de mim, não sei quê. Ela sempre com esta parte de que o pai dela era um monstro, que o pai abusa dela para tentar eh que as pessoas dissessem: “Ah, então está bem, minha filha, não vai pagar o crime que cometeu porque o teu pai te abusar.
Ai que pena de você, não é? Não interessa, gente, não interessa.” Até porque tem muitos filhos que passam por isso. Abuso psicológico, abuso sexual, o pai agride, o pai é um monstro dentro de casa e nem por isso ele sai a matar. A maioria não sai matando. Portanto não tem nada a ver. Se o o teu pai está a agredir-te, o teu pai está a te abusando sexualmente, existem várias formas de você sair.
Sai de casa, vai à polícia, denuncia, faz qualquer coisa, mas não precisa de matar, porque se você matar, vai preso mesmo que tenha sido abusado, mesmo que seja abusado psicologicamente, sexualmente, vai preso, cometeu um crime. Então, isso não é desculpa. Mas ela estava a tentar criar isto para ficarem, ai meu Deus, tadinha, não a vamos prender porque era abusada pelo pai, acabou, morreu.
Vão até aos corpos, encontram os corpos naquela situação, desenterram os corpos e os corpos estão lá igual uma mala virado e com a coluna vertebral quebrada. Gente, há uma coisa muito eh interessante nisto tudo que o Daniel fala no depoimento que depois de aconteceu tudo isto, que eles colocaram os corpos um ao lado do outro para poder partir ali e virar, a Andreia faz sexo oral nele do lado dos corpos dos pais mortos.
O Daniel diz isso, não é? A André nega, diz que é tudo mentira, diz que que nunca fez isso, que nunca faria isso, enfim. Mas o Daniel diz que isso aconteceu e o o sexo, gente, tem muito a ver com a morte, não é? Sensação de prazer. Tu acabaste de de fazer um crime, tu tens uma sensação de prazer. Assim, o sexo é muito recorrente.
A Susane foi para um hotel, tudo bem que não fizeram nada, mas estavam num hotel, não é? A fumar ali erva, é, contando tal, enfim. Portanto tem muito a ver sexo e crime, prazer, os dois prazer. Então ele diz isso que ela lhe fez sexo oral com do lado dos corpos dos pais mortos e ela nega, diz que é mentira, enfim, não sabemos.
Só quem sabe realmente esta informação é ele ou é ela. Gente, e o pior de tudo, o mais angustiante, a única que paga tudo é a Andreia. A André, então ela apanha 20 anos de de cadeia. Mas o que é que acontece? O Daniel, recorda-se que era menor de idade, 17 anos. Ele presta o depoimento, é libertado, porque era menor e foge e ele vai para Portugal porque tem a a cidadania portuguesa.
E ele foge para Portugal, vai-se embora. Só quem fica e paga é o André. sobre o seu ex-namorado, do revólver, que fez a ligação, não se tem informação se este gajo pagou por alguma coisa? Eu acho que não. E se ele foi condenado a alguma coisa, deve ter sido condenado, mas eh regime aberto, alguma algum benefício, alguma coisa, ou pagar uma indemnização, alguma coisa.
Não se tem informação nenhuma do que aconteceu com o ex-namorado. O facto é que a Andreia paga tudo sozinha. O Daniel foge para Portugal. O Daniel, nunca mais ninguém tem contacto. Simplesmente Daniel, ó, desapareceu, foi-se embora Portugal. Ele não volta a falar com o André, ele nem ninguém sabe o que aconteceu ao Daniel. O Daniel foi para Portugal, fugiu e ele vive em Portugal até hoje, ok gente? ele não voltou para o Brasil, ele vive em Portugal até hoje, até porque se ele voltasse, já não responderia porque o crime já passou, não é, a data da condenação. Mas
enfim, vive em Portugal até hoje, não se tem e eh informação sobre ele, o que ele faz em Portugal ou deixa de fazer, sei lá, não é, gente? Talvez até mudou o nome, vai-se lá saber. A gente não sabe como é que está a situação dele, mas enfim. A única que é condenada e a única que paga por todo este crime é a Andreia. A Andreia é condenada em 1995.
Ela apanha 20 anos de cadeia, regime fechado. E ela tem umas saidinhas, não é, nesse nesse tempo até ela ser libertada. Ela tem uma saidinha. Numa dessas dessas saidinhas, ela foge da cadeia. Ela foge, ela não volta, foge. Por quê? A Andreia, era muito perseguida dentro da cadeia.
Ela tinha muito medo de ficar ali presa. Por quê? Uma vez apanharam-na, gente, e tatuaram-no no braço dela, assassina de mãe e de pai. Olha, também não tem de fazer isso com a menina, não é, gente? Meu Deus, já está ali dentro, já está pagar, já tem o crime na cabeça. Na verdade, ela não se arrepende do crime dos pais.
Ela arrepende-se de ter sido apanhada e de est presa, ok? Porque eles, a maioria deles, não se arrependem do crime em si, não se arrependem é de ter matado as pessoas em si. Elas se arrependem-se de ter sido apanhadas e de estarem a perder a vida dentro de uma cadeia. Até porque ninguém quer ir para uma cadeia, não é, gente? Óbvio, certo? Mais uma vez vou falar aqui para vocês, se se cometer um crime, vai ser apanhado, vai ser preso e vai ser condenado.
Então vai ter que ficar preso. Então, assim, gente, não quer ser preso, simples, é só não cometer um crime. Olha que beleza fácil que é, certo? Só não matar ninguém, só não não não violar ninguém, só não fazer nada. Não vai chegar perto da cadeia. É simples e fácil. Pois bem, então a Andreia é condenada e depois tatuam porque ela tinha muito medo e foge nesta saidinha, não volta, mas a polícia recupera-a, enfim, ela volta para cadeia.
Ela é solta definitivamente em 2008. Portanto, em 2008 ela é libertada e ela está morando, deixem-me pegar aqui para vocês, ok? Ela vive numa comunidade em São Vincente. Ela vive na comunidade ali São Vicente e é vendedora de cosméticos. é o que se sabe dela hoje. É vendedora de cosméticos. Obviamente ela não ficou com a herança e ela também não teve contacto mais nenhum com o irmão desta, nem tentou o contacto, ao ao contrário da Suzane, não é, que ficou a ir atrás do Andrés, do Andrés, até ele chamar a polícia e correr o risco de ela ser presa. Enfim, ela não foi mais. A
Andreia não teve mais contacto com o irmão, nunca mais falou com o irmão e está é vendedora de cosméticos. Olha, podia ter uma fortuna se tivesse pensado na cabecinha dela. E sobre esta parte da herança, eh, gente, antes da Susane, antes do crime da Suzane, era o seguinte: a pessoa matava para ficar com a herança.
No caso da André, ela matou para ficar com a herança dos pais para ela. Se alguém mais certo, o irmão, já que ela tinha o irmão, mas o irmão era mais pequeno de idade, uma pessoa adulta, não é? maior de idade solicitasse que ela recebesse a herança, poderia receber lá antes da Suzânia. Vamos chegar lá. Portanto, assim, no caso da Andreia, se a tia dela solicitasse para a justiça para ela receber a herança, ela poderia receber a herança, certo? Claro que ninguém solicitou a herança.
A menina não levou herança nenhuma, até porque ninguém vai solicitar a herança para um ser que matou o pai e a mãe, não é? Assim, ninguém solicitou a herança para ela. Portanto, ela não pegou, ela não pegou herança, nada. Depois do crime da Suzane, saiu a lei Susane Von Ristofen. O que é esta lei? Esta lei, se matar, se for ficou provado que matou para ficar com a herança, para levar a herança, não é, da seja de quem for, pai, mãe, avô, avó, enfim, quem tem a herança para si, se lhe for provado que matou para pegar na herança, já é automaticamente
retirado do sistema. Nem se alguém quiser solicitar para que fique com a herança, consegue, entende? Assim, antes da antes da lei da Suzane, antes do crime da Susane, a pessoa até se podia alguém da família solicitasse para ela receber, certo? A Andreia ninguém solicitou, pelo que ela não recebeu. Depois da Susane, ninguém pode solicitar mais.
Não adianta você ir lá e querer solicitar que que não vai ter. automaticamente já é retirado o direito de ter a herança. Assim, a Susane não pegou a herança. Houve uma outra é caso também da Ana Flávia que vou fazer para também vós que ela também matou para ficar com o dinheiro dos pais. Ela também não pegou porque foi depois do caso da Suzane.
Então, agora mesmo que ninguém vai receber herança nenhuma se estiver provado que matou para ficar com o dinheiro da família. Malta, este foi o nosso papo de crime de hoje. Espero que tenham gostado e amanhã há mais. Espero-vos aqui de novo. Um beijinho e até amanhã. M.