ELE JOGOU O CORPO NA REPRESA: COMO A POLÍCIA DESVENDOU O CASO MAGDA RONCATI – H
Jam Rich, ele é um assassino frio, calculista. ; Percebi que ele não era uma pessoa digna, mentia muito. ; Vivia à custa de Magda Roncat. ;A Magda era a minha filha amada, muito minha amiga, uma pessoa super inteligente. Ela
amadureceu aos 13 anos, era já uma rapariga muito madura, conversava comigo assim como se fosse adulta. estudava em escola privada, frequentou a faculdade, 4 anos da faculdade, sabia tudo, sabia desenhar, sabia tocar. Ela era animava muito a minha casa. Ela tinha planos de formar-se, ter um emprego e de levar a vida normal, que nem todo o mundo, não é? Uma pessoa de bem.
; Eu fui assim a melhor amiga da Magda, certo? Desde o início. A gente conheceu-se, eu tinha 11 anos, ela tinha 12. Fomos ali criadas juntas e a Magda era uma menina muito estudiosa, muito dedicada, muito competente, tudo o que fazia. Ela eh logo na adolescência ela já aprendeu a falar inglês, ela tocava guitarra, com punha, pintava, desenhava e era uma menina assim que eh aparentava um futuro maravilhoso, sabe? uma menina cheia de dons e e eu lembro-me assim dos objetivos, não, quero estudar, quero ganhar o meu dinheiro, quero ser independente,
quero ter um apartamento no melhor lugar, sabe? Uma pessoa assim com uma ambição muito muito boa, uma pessoa muito do bem, [música] ; que ela sempre fez as suas coisas bem feita. Ela pintava, ela desenhava, ela cantava, ela tocava, ela falava inglês, ela sabia mexer em computadores. Ela, a a minha irmã era demais.
Irmã era um para mim, ela imagina eu desde pequenino a olhar para ela, quando vi um modelo de mulher, eu a minha a minha mãe ficava muito [música] longe em casa, ficava muito tempo a trabalhar, ficava o tempo todo com ela e eu olhava para ela, queria ser igual a [música] ela. Eu achava que ela sempre achei a minha irmã demais.
Eu nunca achei que ia acontecer-lhe alguma coisa, porque para mim ela era inatingível ; também. Por um lado ela era muito inocente, [música] muito ingénua, sempre foi. Até ao fim, eu acho que até que o que levou a tudo foi um pouco da inocência dela, não é? Era uma menina que não saía sozinha, até para ir ao centro de Guarulhos, ela convidava, não é, que era a cidade que que estávamos a viver.
Ela dizia sempre: “Vai, vamos comigo que não gosto de andar de autocarro sozinha, não gosto de andar sozinha nos lugares, tenho medo”. Era uma menina que vivia em casa, uma menina caseira, estudiosa, não é, de boa família, com boas intenções, não é? Até hoje eu nem sequer não compreendo bem o porquê de tudo.
; Antes ela trabalhava comigo na loja lá ela falou comigo e na Suíça, ela falou comigo que estava a trabalhar no estacionamento. ; Magda Roncat era brasileira e e vivia já há algum tempo fora do país. Era acompanhante lá na Suíça, viajou por outros países. A informação de que ela fez a primeira viagem com o nome falso, eh um documento falso, inclusive e eh fornecido por Jimmy Eribarn.
mas que após esta viagem ela conseguiu eh com o nome quente dela tirar documentação eh passaporte visto e ela acabou as restantes viagens fazendo com o nome verdadeiro dela. ; A Magda, depois de de alguns anos que ela tinha ido para lá, para a Suíça, ela fez-me disse que ela chegou lá, foi obrigada a prostituir-se, que quando lá chegou, ela tinha uma espécie de dívida.
com quem lá estava pelo preço da viagem, essas coisas, e que para pagar isso, ela ela ficou ficava sem comer. Ela esteve um mês com uma lata de feijão, voltou muito magra quando ela voltou. e que um uma pessoa tinha, ela arranjou uma um namoradinho por lá que a ajudou a sair disso e que a levou para ficar no apartamento dele, na casa dele, não é? Depois ela não pôde mais trabalhar com este porquinho e foi trabalhar numa discoteca como dançarina.
Ela trabalhava e vivia na Europa, mas ela tinha um apartamento aqui no Brasil, onde ela vinha esporadicamente em festas, finais de anos, em ocasi em certas ocasiões. Nesse espaço de tempo, quando ela estava fora, o Jimmy ficava a viver e a cuidar da do das coisas dela aqui no no Brasil. Jim Richard Ibarne. Esse era o seu verdadeiro nome.
O Jim era brasileiro, eh, uma pessoa inteligente, fazia Geogits ele ele ele viajava, já teve no Japão, viajou pelo mundo inteiro. Eh, e uma pessoa, acredito que gananciosa. O Jimmy tinha quatro eh eh identidades com nomes diferentes. Eh, curioso que todos os documentos tirados junto de institutos de identificação, eh, de forma fraudulenta, mas com impressão digital do mesmo.
Então, se você fizesse uma legitimação, por exemplo, acabava eh eh a confirmar que era dele o documento, mas tudo tirado de maneira irregular. Uma cidade da Baía, ele sabia que havia um um trabalho social da autarquia. eh fazendo documentação de de sem-abrigo. Eh, ele misturou-se aos moradores de rua, tá? Eh, foi até a a a assistência social da cidade e conseguiu tirar um BI com o nome falso.
Este era um dos nomes que ele usava. Em alguns destes nomes havia realmente eh eh antecedentes criminais. Eh, não sabemos se dele, não é, Jimmy, ou da própria pessoa que que teria sido vítima aí do desse uso de documento falso. ; Existe até uma um um nós levantamos que teria participado num crime no Japão e teria fugido para o Brasil com outro nome.
Só que até hoje não conseguimos comprovar isso aí, mas parece que estava procurado no Japão. ; O Jimmy não tinha uma profissão eh eh definida, ok? Ele vivia aqui em São Paulo à custa da Magda Roncate, que mandava-lhe dinheiro eh todos os meses. Assim ele vivia muito à custa da Magda, ; ele tomava conta da das coisas dela e vivia no apartamento dela e cuidava ali e vivia a todo o dinheiro que ela mandava para o Brasil, ; que era um tipo forte, grande e por que não trabalhar? Nem que se fosse de eh de pedreiro, servente de pedreiro, já
que não sabia fazer nada. Tinha um quarto ano primário, nunca procurou desenvolver-se, era muito esperto, não é? Sabia mentir muito bem, manipular. Ele ficou um tempo na Fé Bem, então ele aprendeu muito na Fé Bem, na sua adolescência na Fé Bem, teve lá um bom ensinamento. Ah, e quando saiu, saiu letrado, portanto para manipular as coisas, uma pessoa dissimulada.

Era assim, ele falava com comigo, ele tentava ver as coisas que eu gostava. e dizia que eu gostava das mesmas coisas. Se ele falasse com o meu irmão, dizia que gostava das mesmas coisas que o meu irmão gostava e inventava histórias por, por exemplo, já teve um restaurante no Havai, ele já trabalhou em teatro, entendeu? Ele, de tudo o que possa imaginar, já fez, porque a cada pessoa ele vai mudando a história.
E ele é ele é bom mentiroso, se for parar para pensar, porque e as ele arranja um jeito, tem um jeito mais simpático, sorri bastante, faz, ele cozinha bem, então dá um forma de cativar a pessoa. a escória da sociedade a ele, porque um gigolô, um verme mesmo, não sei o que dizer dele. ; A Magda admitiu uma relação, [música] Penso que desde 2003, se não me engano, ela conheceu-o, nós não ainda se estava a falar, a gente tava meio brigada.
[música] Ela disse que o conheceu. Ele morava com alguns polícias e conheceu-o. Conheceu o Jimmy no apartamento da amiga. Dentro do elevador, ele transportando um galão de água, mexeu com ela, paqueirou-a, mas ela não se importou. Ela não quis saber dele. Só que depois foi atrás dela no apartamento da amiga e ele vivia com os polícias nesse mesmo apartamento, aliás, naquele edifício, não é, ali na Alamida Santos.
viviam em quatro os polícias e ele ; começou um namoro com ele, depois meio que terminaram e continuou aquela amizade. Era uma relação esquisita, porque primeiro apareceu lá como namorado, ela deu-lhe um jantar, chegou com a garrafa de vinho, jantou em minha casa com muito assim, cheio de maus modos, não é? Mas eu queria saber se ele tinha estudos, não é? tinha o quarto ano primário, soube.
Eh, mas isso não vem ao caso, certo? Se ele tinha pouco estudo, porque se ele fosse digno, mas percebi que não era uma pessoa digna, mentia muito. Chegou a minha casa armado com a um uma pistola de 9 mm de cor preta, colocou na frigorífico, em cima do frigorífico. E depois quis questioná-la, não é? Depois ela disse que ele trabalhava com os amigos polícias, que era informador da polícia.
Logo depois eh viajou para para a Suíça. Através dele. Ele arranjou uma uma conhecida dele, disse que tinha uma boa oportunidade para lá ir. Quando ela voltou, lá já voltou diferente, voltou meio ressabiada, deprimida. Só foi falar de pormenores a mais para mim depois de muito tempo. Ela tinha ficado lá.
que não foi agradável, que foi era entrava lá, era tipo uma dívida que ela tinha de pagar e depois ela continuou voltando para lá. Ninguém sabia por ela tinha sofrido tudo aquilo, mas ela continua muito deprimida e fechada. Ela falava apenas pequenas coisas e tudo o que a gente falava com ela, ele estava no meio, ele estava lá em casa, ele estava a ouvir ligação.
Quando lhe ligava, ele estava ali a intermediar o Skype. Passou o tempo, ela disse: “Olha, já não tenho nada com ele, não temos, é como se ele fosse meu amigo.” E era estranho. Eu perguntava-lhe porquê? Porque ele ela sustentava-o, não trabalhava. Quando ele estava na minha casa, ele ficou um bocado, os dois lá em casa, ela saía, ele ficava em casa esperando, usufruindo do dinheiro dela, comprava pizza, não tinha medo nenhum de gastar.
; Eu não sabia, não é? Ele querendo sempre arranjar conflito com o meu filho, que o meu filho pensava que eu sabia que ele estava lá, mas quando saía para trabalhar, saía do quarto e arrumando, querendo pô-la para querer que eles lutassem os dois enquanto eu estava fora, não é? queria que os dois brigassem, comprava pizza, dizia que o meu filho eh tinha comido a pizza toda, que não tinha deixado para ela.
E depois disso, eh, sempre a arranjar encrenca. Nessa altura ele foi à minha loja, recolheu muitas fotos dela, é como se ele quisesse tirar todas as recordações da infância dela. Ele picotou todas as fotos dela que estava junto comigo, todo o passado dela, toda a vida que tive com ela, ele queria tirá-la. Ele queria que ela vivesse a vida da ali com ele da ali em diante, uma vida que era de mentira, que eles não era marido e mulher, ; não tinha por ela continuar, ela sustentar um um gajo, sendo que ela podia arranjar um homem
muito melhor. Ela gostava dele, mantinha um relacionamento amoroso com Jimmy há já vários anos, desde 2001, e acabou por ser vítima do do da própria confiança que tinha no Jimmy. ; Por conhecer muito, não achei que ela estava feliz, não pensei que ela estivesse bonita, não achei que ela, na verdade, eu não, só não achei pela minha sensibilidade, porque ela não me falou nada, certo? Eu perguntava da relação dela ou do trabalho dela, o que é que ela estava a fazer, como ela estava, como ela estava se sentindo. Mas como a minha mãe, a mãe
dela estava por perto, eu pensava que ela tinha algo para me dizer que Mas não falava porque estava mãe perto, coisa de amiga, certo? Falar alguma coisa íntima. Mas aí as duas saíram, eu continuei a perguntar, mas e então? Não te estou a achar legal, não Estou a achar-te feliz, né? Da não, eu tenho de ir, tenho de ir, tenho de ir. E não me disse nada.
A gente passou a pensar que ele era praticamente um um vai um rapto. Ele planeou tudo. Planeou desde o [música] início. Com certeza ela diria alguma coisa do que estava a acontecer. Ela queria voltar a cá. cortou a economiazinha, o pé de meia dele, decidiu matá-la. [música] [música] [música] Estava uma pessoa na barragem andar de caiaque.
A barragem de Mariporã é um ponto turístico da cidade. As pessoas às vezes costumam andar de barco, jet ski. E tinha uma uma uma um senhor que que passeava de caiaque e viu aquela mala boiando e apercebeu-se que saía sangue do fecho da mala. Ele acabou e eh a ligar o 90, comunicou à Polícia Militar. Uma viatura foi até ao o as margens da barragem e constatou que dentro da mala havia um corpo.
Foi então que acionaram o turno, o policial da esquadra de Mariporã e a e o turno acionou toda a chefia de investigação para aí dar início aos trabalhos de de apuramento dos factos. ; Na altura eu era polícia chefe da equipa [música] del trabalhava na esquadra de polícia de Mairip Porã. No início da madrugada comunicaram [música] que havia encontrado um uma mala com corpo, uma pessoa do sexo [música] feminino.
E também já soube que o dr. Pereira, que era o delegado titular, com a equipa de serviço e a perícia já tinha iniciado as investigações. ; Este senhor ao localizar a mala, ele ele acabou por puxar até a a até ao barranco, certo, as margens da barragem. É, apenas tiraram a mala para um local seguro para que não se fosse embora com o vento e e a mala foi aberta pelo perito criminal.
Eh, após chegar ao local do facto. [música] ; Ao abrir a mala, verificámos um corpo feminino, um avançado estado de putrefacção, tá? O corpo já estava esverdeado, inchado, não é? E juntamente dentro da mala estava uma pedra que estava enrolada numa t-shirt, certo? E o corpo estava parcialmente enrolado num lençol.
; Num primeiro momento, uma mala fechada que após abertura [música] eh havia o corpo de uma pessoa do sexo feminino. Eh, não estava esquartejado como como costuma ocorrer nestes casos, certo? O corpo estava intacto, inteiro. Ele dobrou as pernas da da vítima e colocou na mala. eh, sem qualquer corte. Magda Roncat era uma pessoa eh eh pequena, não é, de de de pequena estatura, 1,50 m de altura.
Eh, e a mala era uma mala de viagem, uma mala razoável, uma mala grande, ok? Portanto, eh, o corpo não foi muito difícil de de colocar na mala. O Jimmy cometeu um crime eh quase perfeito. A mala foi ao fundo da barragem, foi a casa dos familiares da Magda, eh deixou bem claro à família que Magda tinha feito um contrato na Suíça. Eh, contrato esse que que impedia ela de regressar ao Brasil tão cedo, ela iria dar notícia apenas em do anos mais ou menos.
Tudo isto aliado ao sumisto do corpo, a família sem se preocupar com o desaparecimento, eh, seria um crime perfeito, mesmo que o corpo fosse encontrado, porque não não seria identificado, provavelmente, até porque não tinha uma queixa de desaparecimento. Quando encontra um corpo, um um cadáver na tua área, a primeira coisa que se faz é fazer um um levantamento de pessoas desaparecidas com aquele perfil.
No caso Magda, não existia BO de desaparecimento. Assim jamais o corpo seria eh identificado e o crime seria esclarecido. Mas pecou porque a mala que utilizou era uma mala importada da Suíça, uma mala diferente daquelas e existentes no Brasil. E esta mala tem um um o nome da pessoa, ele não fica e eh de forma ostensiva eh na mala.
Ela ela tem um um compartimento eh eh fechado e e o nome da Magda, os polícias, os primeiros polícias que chegaram ao local, a equipa de serviço, eh, examinando a mala, acabaram eh acabaram localizando essa etiqueta com o nome Magda Roncat. Logo que amanheceu o dia, [música] portanto era um fim de semana prolongado, já fui para a delegacia e soube que o pessoal que estava já já tinha iniciado as investigações tinha local encontrado algumas moradas, telefones de pessoas com o nome que tinha encontrado na mala.
as investigações partiram desse nome. Eh, houve uma divisão de tarefas, não é, no no momento lá da do encontro do cadáver. Toda a equipa de investigação da esquadra foi chamada enquanto uma equipa deslocava-se para o o IRGD aqui em São Paulo com as impressões digitais de Magda, até então um cadáver desconhecido.
Outra equipa eh fazia levantamentos de de pessoas com esse nome na lista telefónica. A mim cobuzir as luvas cadavéricas o IRGD. ; Devido ao avançado estado de putrefacção, existe um fenómeno que chama maceração, tá? A maceração é assim, é um processo de corpos imersos, não é, que onde a a epiderme acaba por se descolar da musculatura e esta é facilmente retirada.
A luva ela foi retirada, não é, e e identificada das duas mãos, da mão direita, da mão esquerda, foram separadas e foram enviadas pro pro IRGD para que fossem eh processados os outros testes, não é, paraa identificação da vítima. ; Neste caso, a camada mais externa estavam gastas. Que precisei fazer? Virei a luva do avesso e fiz a recolha das impressões papilares.
Aí, eh, Observei que estavam íntegras na parte interna e foi de onde eu pude, não é, ter aproveitamento dos 10 dedos, das luvas dos 10 dedos. Efetuei várias coletas de cada dedo e de entre eles escolhi os que estavam melhores para comparar com a da Magda da Silva Roncat. Enquanto eu estava no EGD eh a identificar o corpo, eh outras equipas estavam a ir endereços e ligando para telefones.
Com a identificação da Magda, ficámos sabendo o nome correto, morada, telefone, é jeito. No outro dia de manhã, bem cedo, nós fomos paraa casa da Magda no na no município de Guarulhos. Na sexta-feira encontraram o delegado, encontrou, a pessoa encontrou o corpo da minha filha sem documento nenhum, atirado para a barragem que boiou, a mala boiou, não é? Ele só no domingo que fui, levantei-me cedinho e fiquei, tomei banho, sentei-me no sofá como se estivesse à espera de alguma coisa.
Eu não sou de me levantar tão cedo, já tomar banho e ficar a aguardar no sofá. Nem a televisão liguei. Depois a campainha, alguém bateu palmas, eu vi que tinha um monte de carros de polícia lá em baixo. O delegado apareceu em minha casa com toda a gente da polícia. Ele disse que tinha encontrado um corpo numa mala. Depois eu disse: “Não, não é ela.
Não é possível. Não vai ser ela. Fui até à delegacia achando ainda que não deveria ser ela, porque nunca imaginamos que isso vai acontecer com alguém que nós ama. E depois até que eu disse, mas a gente contou, perguntaram onde ela estava. Foi quando a mãe dela disse para o Dr. Pereira e para o Dr.
Diogo que era o delegado assistente, direito? Que ela estava a viver na Europa e ela estava a viver com o Dimme e ela não sabia exatamente onde estava, que há muito tempo que ela não se conversava. quando disse que ela morava, estava vivendo, vivendo com dim, O Dr. Pereira chamou-me, disse: “Meu, eu falei com uma pessoa ao telefone.
Pessoa que atendeu o telefone se identificou-se como Jimmy. Questionado por Magda Roncate, disse que era esposa. E explicado a ele, não é, da que foi encontrada uma mala com cadáver na barragem de Mairip Porã, ele acabou por dizer que que não tinha nada a ver com ele e que a esposa estava a dormir e que ele não não tinha como acordá-la porque estava cansada e foi deitar cedo.
Isto era por volta de 19 horas. Já achamos um pouco estranho. ; Portanto, daí já saiu uma suspeita que o Jimmy tava tinha envolvimento na morte, não sabia qual, mas está envolvido. [música] ; A perícia ela é importante para a produção da prova técnica, [música] certo? são elementos que afirmam a autoria de um crime. ; No momento em que começamos a fazer a investigação, eh fizemos uma busca domiciliária na casa do Dim e no interior do apartamento aprendemos três malas.
Durante as investigações, o delegado, encontrou na residência da vítima um conjunto de malas, não é, que foi levada também para a nossa avaliação e foi também constatado a o mesmo padrão de de marca, de mala, de tamanho, todas com a mesma identificação, Magda Roncate. ; Isso também foi uma prova de de certeza de autoria.
Outra coisa, nós deixamos lá cordas. As cordas era compatíveis com as fotos. Eu não tive no local, mas vi as fotografias que foi tirada no local e eu vi as fotos e eu estava com de posse das fotos, comparei as fotos com as cordas que estavam no apartamento. Eu falei: “Estas cordas são são segmento dessas mesmas cordas que foram utilizadas para amarrar o corpo, para amarrar a pedra.
” ; Os pulsos da vítima apresentavam uma lesão de pressão, não é? como se fosse realmente tivessem sido amarrados. A pedra ela estava enrolada na t-shirt atada com uma corda que provavelmente também estava amarrada aos poços da vítima. Quando cheguei ao local, a corda ela já se tinha soltado, provavelmente pelo pelo próprio fenómeno da do deslocamento de pele.
A pedra era semelhante a um paralepípedo daquelas que encontra em rua mesmo. ; E também tinha lá um uma t-shirt juntamente com a mala tinha uma t-shirt e tinha também um lençol. E nós percebemos pela foto, nós achamos na cama as fronhas que era compatível com o jogo que era do lençol, ; era branco com um estampado e aparentemente foi confrontado com a roupa de cama que já existia na no apartamento do Jimmy e da Magda.
; Aí o Dim passou então o seu principal suspeito. ; O trabalho da Polícia Técnica foi imprescindível no sentido de identificação do cadáver. Polícia técnica que eu digo, eh, é o setor da identificação do Instituto e Ricardo Gomblent Dante aqui de São Paulo. No dia da da [música] do encontro do cadáver, a Magda Roncates foi encontrada numa sexta-feira, a terça-feira era feriado e o e a segunda eh seria emendado no no nesse nesse feriado.
Eu recordo-me que o pessoal do IRGD regressaram no final de semana, trabalharam mais de 24 horas, duas funcionárias do IRD, ok? E e conseguiram nesse tempo fazer a a comparação e salientar que aquelas impressões digitais era de Magda da Silva Roncate, residente em Guarulhas. Assim, o trabalho da perícia foi de importância fundamental.
É claro que a investigação eh eh no caso num caso desse-o para a esquadra e você e pega-se em todo o seu efetivo e há uma divisão de tarefas, não é? Então você veja bem, enquanto nós tínhamos uma informação de uma chamada telefónica para um cidadão chamado Jimmy, que disse que Magdre estava a dormir, uma outra equipa estava no IRGD, levantou a a a correta qualificação de de Magd Roncat e uma terceira equipa foi na casa de Magdon Roncat e e aí obteve informação de que ela vivia com Jimmy.
Assim, a somatório de tudo isto foi o esclarecimento total da autoria do daquele grave crime de homicídio. ; Bom, como é que nós percebemos então no [música] bot volt a meter no apartamento que no apartamento havia indício de que o ali que naquele apartamento havia ocorrido aquele facto, foi acionada a perícia para local, uma perícia de local, foi recolhido as malas, as cordas, os objectos, as clonhas, tudo isto foi recolhido.
Portanto ficou caracterizado ali naquele primeiro momento que o Jimmy teria, ele teria matado a Magda. ; A vítima estava a usar um relógio e nesse relógio estava marcado o horário de 6:40. Provavelmente era um relógio analógico, provavelmente a hora da paragem do relógio era muito próxima da momento da imersão do corpo na água.
A importância do da do trabalho do do da do médico-legista é o seguinte, é de dizer qual foi a causa da morte, certo? Porque como o o quando foi encontrado o corpo já estava eh adiantado, portanto só uma perícia, um perito para dizer como é que isso ocorreu. Então descobrimos que aquela corda no início da conversa que foi encontrado no apartamento dela e do Jimmy, esta corda que foi utilizada para ela ser estrangulada.

Também tinha um um pau de madeira que lá estava, que também foi apo na altura. Tudo indica que foi também dada uma pancada na cabeça dela porque tem uma lesão no crânio. Assim, praticamente o serviço de de a a parte de investigação, teoricamente encerrou ali depois de três dias praticamente já temos já sabia quem é, já sabia quem era a vítima, quem era o autor e onde ocorreu o facto ; para cometer o crime, ele ele premeditou, ele ele fez algumas visitas em Mairiporã, ele ele procurou um local e [música] é seguro para pr deixar o
corpo. Dias antes do do crime, ele esteve em Mairipã por seis vezes, todos os dias, ok? E ele ele frequentava um determinado restaurante. E nós descobrimos que neste restaurante ele perguntava sempre da profundidade da barragem, do destino da daquela água da barragem, eh como que era feita a sucção dessa água para fazer o abastecimento na capital.
Eh, então tudo isto eh a gente tem eh [música] podemos afirmar categoricamente que desde esses dias do da primeira viagem a Mairip Porã, já preparava um local para desovar o corpo na sequência aí do cometimento do homicídio. Na data que ocorreu o facto, ninguém se apercebeu de nada, não houve grito, [música] não houve luta, não houve discussão, é um apartamento, os vizinhos de frente, do lado de cima, ninguém não ouviu nada, ninguém comentou, absolutamente ninguém se ouviu nada.
Ele matou [música] a Magda daqui em São Paulo dentro do apartamento. Colocou o corpo numa mala, usou umas cordas para atar, não foi preciso cortar porque a mágra era pequena, cobe na mala, apenas teve de a amarrar para ficar toda e atingir a curvatura necessária. Colocou também um uma pedra grande, um paralelipípedo grande.
Não sei onde ele arranjou esse paralelipípedo. enrolou numa t-shirt, enrolou num lençol, uma mala daquele tamanho, não ia poder sair sozinho do edifício. O Dim também não ; [música] ; ia ter condições para transportar sozinho. ; O Dim não conduz um carro, um carro eh com câmbio não automático, certo? Ele só conduz carro automático. Dim agir sozinho.
Eh, ele cometeu um crime de homicídio no apartamento, ok? E só para deixar o corpo em Mairiporã, que se utilizou de um amigo, não conseguia sozinho eh transportar esse corpo no carro emprestado a alguém. Então ele pediu para um amigo de nome Vanilson que levasse e essa mala até Mairipana. ; Com a ajuda do seu amigo, o Vanilson, meteu-o num carro e o Vanilson conduziu de São Paulo até Mariporã, que é uma distância [música] considerável, certo? onde lá os dois na primeira versão o Vanilson disse que ajudou-lhe a porrar [música] mala. Numa
segunda versão o Jimmy diz que jogou a mala sozinho. ; Eh, Ivanilson e a princípio disse que sabia que levava um corpo, não sabia que era Magdroncat, mas que sabia que estava a levar um corpo para Mairiporã. Eh, isto na fase policial, na fase judicial, eh, negou totalmente e disse que era documentação, papel velho que estaria a levar para para deitar fora.
; E o apartamento estava meio revirado, meio mexido, não estava apartamento organizadinho, estava meio desarrumado. Então nós [música] começámos já nas imediações e ficamos a saber que alguém tinha ; [música] ; ido lá e tinha retirado algumas coisas, muitas coisas. tinha postado um carro ali, tinha transportado muitas coisas e conseguimos descobrir que foi uma sobrinha do Jimmy e disse que tirou realmente [música] eh roupa, não é, da Magda Roncat do apartamento a pedido do próprio Jimmy.
E [pigarreia] esta história também de que Jimmy, de que Magda Roncat teria permanecido na Suíça, que não viria a São Paulo e que ia fazer uma renovação geral do guarda-opa. Então aquelas coisas que estavam ali a ficar, se alguma coisa lhe servisse, alguma roupa, maquilhagem, bijuteria que ela podia levar para ela, paraas amigas dela, estava a doar.
; Pensando que se tratava de uma doação por parte de Magda, acabou por retirar esses objetos do apartamento. Assim que identificámos o Magda Roncat, descobrimos que ela tinha uma conta bancária com cerca de R$ 80.000 e na conta. essa conta. Eh, fizemos a o monitorização para ver se havia levantamentos e foram vários os levantamentos realizados por O Jim.
Na altura conseguimos algumas fotografias, não é, do do do próprio Jim, juntamente com com Evanilson, fazendo levantamentos, fazendo compra com o cartão de de Magda Roncat. Eh, bloqueamos esse esse valor, bloqueamos essa conta bancária. Eh, e a altura em que percebeu que a conta estava bloqueada, que o cerco estava a ser fechando para cima dele, foi quando ele resolveu fugir para o estado do Ceará.
Quando o Dimm estava lá no Crato, no Ceará, trocou o chip com outro do da do de São Paulo, do 11 pro 078, que é lá da região. E ele ligou os amigos dele aqui em São Paulo a dizer o seguinte, que ele estava a precisar de dinheiro, precisava de vender o apartamento para ele vazar, pelo Dr. Pereira tinha pedido o bloqueio da conta dela, pelo que já não podia usar o dinheiro dela.
Ele já não estava a usar. Ele tava usando vivendo as as custas do dinheiro da conta. ele tinha o cartão e a password dela ; e ao telefone falava do crime e que teria realmente morto a Magda, tal, e conversava com os amigos deles aqui em São Paulo. Até que um certo dia ele ele ligou para uma pessoa, pediu para lhe dizer que já não tinha condição de lá ficar lá no Ceará e acabou por pedir para esta pessoa para arranjar um local para ele se esconder.
E o curioso é que essa pessoa eh disse-lhe, eu vou escondendo uma quinta em Mairiporã. Ao que ele assustado e eh disse: “Mas Mariporã, por que Mariporã, não é?” E o sujeito falou assim: “Porque Mariporã é o único lugar que a polícia não te vai procurar”. Só que quando ele estava a ligar, o que aconteceu? Ele estava a ser rastreado pelo Dr. Pereira.
Então, quando ele ligava pro Ramos aqui em São Paulo, o Dr. Pereira ia acompanhando o deslocamento dele, descobriu-se que ele vinha do crato de carro ou de autocarro, porque cada cada cidade que ele chegava da ele ligava. Assim, comprando a erva, o Dr. Pereira descobriu que ele tava a vir ; e uma das ligações interceptadas, Jim estava em Camanducaia, sul de Minas Gerais.
Então, como ele disse que vinha para Mariporã, eh, não vimos outra saída seão bloquear totalmente a auto-estrada Fernando Dias durante cerca de 4 a 5 horas. Toda a equipa da delegacia de Mariporã foi para rodoviária com o apoio da Polícia Rodoviária Federal. Eh, inspecionámos todos os autocarros, carrinhas, autocarro clandestino que vinha daquela daquela região.
Até aqui no autocarro da da da empresa Gontijo localizamos o dim no dentro do interior do autocarro. No momento da prisão, entregou-se de boa. Já falou realmente, já confessou que ele realmente a tinha matado. Não foi assim uma coisa disse assim, tive violência, ele teve que apanhar não. Ele já se entregou na boa, já confessou também de boa que havia, foi para esquadra também confessou tudo uma boa.
; A princípio recusou-se da da de participar, não é, da dessa primeira reconstituição, até porque alegava a legítima defesa. foi marcada uma reconstituição, exatamente para verificar a intensidade aí dessa dessa legítima defesa, como que foi. Aí ele alega que ela ela veio para cima com uma faca e que teria agido em legítima defesa.
; E ele então que era muito mais forte do que ela, que era uma mulher bem pequena e ele era grande, cara, alto, bem alto, forte, lutador de Gil, e ela era baixinha, pequenina. Alega que foi para cima dela e depois no primeiro momento deu uma gravata nela com intenção de apenas dominá-la.
Tá? E fez o quê? Ela que ela foi com a faca para cima de si. ; Começou na cozinha, ela veio duas vezes com a faca para cima de mim. Eu me defendi as duas vezes. Depois fomos pro pra frente da casa de banho. Ela continuou na frente da casa de banho, no corredor. Eu consegui desarmá-la e segurei-a por trás falando para para ela falar para ela não me começou a darvelada, querer morder-me, arranhar-me e eu não para, para, para, eu vou soltar-me e eu vou-te matar.
Eu vou soltar-me, vou te matar. Eu pensei, vou apagá-la, depois quando ela tiver mais calma nós feita conversa. Aí foi demais. Chave de braço. Onde existiu chave de braço? Onde está o trabalho do médico legista? O trabalho do médico legistar está ali escrito que confio demasiado em asfixia mecânica provocada por pano ou corda. 5 cm de largura.
Depois vem uma advogada e falar assim: “Olha, 5 cm. O que é 5 cm? pega numa régua, faz uma risca de 5 cm, 5 mm, não sei, e diz: “É isto aqui”. Quer dizer, era um machucadinho, não, 5 cm de largura de um canto para o outro que está escrito no relatório. ; Mas no final acabou por fazer a pedido do seu advogado de defesa e não conseguiu provar nessa reconstituição ter agido em legítima defesa e acabou por ser aí condenado pela justiça.
; Esta pena foi a mais injusta que já vi. Por como uma pessoa mata a outra, dá uma cacetada na cabeça, enforca-se com corda, diz que foi legítima defesa, enfia a pessoa dentro de uma mala e atira-a para o rio. Quando encontra dentro do apartamento dele dois pedaços de pau, um escrito amor e carinho, perdão sincero, imagina o quê? Quando vê um pau e ela com traumatismo intracraniano fechado, crânio fechado, foi legítima defesa, não foi legítima defesa.
E depois disto tudo, de escutar um monte de mentiras, a pena. Jim foi condenado a uma pena de 16 anos eh pelo crime de homicídio qualificado e hoje cumpre pena em regime fechado em virtude desta condenação. ; Na altura em que a juíza deu a a sentença, que ele viu que ia ficar muito pouco tempo, porque não vai estar 16 anos preso em regime fechado, deu uma gargalhada.
Ele deu uma gargalhada, mas uma satisfação tão grande ali que ele não se importou com nada porque já tinha dado a sentença. Ele ficou hiper contente e nós sofrendo, lógico. ; Ivanilson foi preso temporariamente por 30 dias e durante essa detenção acabou eh eh a delatar o o Jimm e a falar a verdade.
E quando no regresso do di para São Paulo, eh, o Jimm acabou por confessar o homicídio e tirou o Ivanisto da cena do crime. E nós não tínhamos na altura prova, eh, até porque o crime ocorreu em quatro paredes de do envolvimento de Ivanilson no homicídio. Em razão disso, ele ele foi indiciado formalmente pelo favorecimento eh à pessoa do Jimmy e pela ocultação do cadáver.
Ele não respondeu pelo homicídio. Eu acredito que o Jim ao ser libertado, ele ele vai procurar outra pessoa para se escorar, eh, para ganhar dinheiro fácil. Eh, trabalhar, de certeza que ele não vai trabalhar. Não há registo eh de que ele tenha trabalhado eh eh com carteira assinada. Acredito que assim que for solto ele vá procurar uma uma situação idêntica com alguma acompanhante e e mandar novamente para o estrangeiro alguma coisa do género.
Ele que está a escrever um livro, não sei se desde quando da vida dele, não é? desde quando ele ele conheceu a Magda, até eu não sei se o livro dele acaba agora com a condenação ou se vai prosseguir durante o tempo que ele tá a cumprir prisão. Não sei sequer se esse livro existe. Ele disse-me mais uma vez está a escrever um livro.
Não sei se ele vai, mas a trabalhar, acho que ele não vai trabalhar nunca. Ele vai ver as coisas de alguém de alguma forma. Eu fiquei [música] durante muitos meses sem conseguir dormir à noite, quando, principalmente quando eu lembrava-se da foto dela. Eu tinha medo, eu sabia que ele estava preso. Eu sabia disso, [música] mas não sei de onde.
Tinha medo de tudo. Todo mundo dizia-me: “Olha para a tua filha, ela tá aí a precisar de si”. E is foi isso [música] que que me ajudou, mas ajudou. Mesmo assim, passaram meses eu sofrendo, que eu ainda hoje quando ouço alguma música que me faz lembrar ela, faz-me lembrar Magda, [música] é difícil, é difícil de engolir.
É difícil, difícil [música] é viver com essa saudade. ; Perdi o meu [música] chão, minha filha. Perdi a minha filha para a impunidade. Perdi a minha filha por um assassino. Eu perdi a minha vida. A minha filha foi tudo para mim. [música] O que diria eu à minha filha? Perdão por eu do poder. Ajuda-a arrancá-la daquele monstro ter protegido. Eu não sabia como.
[choro] Não tenho nada para falar. Já foi, já passou, não há volta a dar. E lamentável. O dia que contra ela tive. Não sei o que vou dizer. Eu queria muito poder abraçá-la. Eu queria ter muito dado pelo menos o último abraço nela. M. [música] ; [música] [música] [música]
[música] ; เฮ