Janet Jackson: O Império Pop, Divórcios e o Boicote que a Mídia Escondeu – H

Antes de cantar sobre controlo, Janet Jackson não tinha controlo sobre a própria vida. O seu pai decidiu que ela seria cantora. A indústria usou o seu apelido para vender discos. O seu corpo virou assunto no trabalho dentro de casa e na imprensa. A sua vida amorosa tornou-se escândalo e até uma gravidez que nunca existiu se transformou em rumor.

Então, Janet decidiu mudar tudo. Ela rompeu com o pai, tornou-se uma das maiores artistas do mundo e provou que não viveria para sempre a sombra dos seus irmãos. [música] Mas quando parecia ter finalmente assumiu a própria história, um momento de poucos segundos ao lado de Justin Timberlake no Super Bowl colocou a sua carreira em declínio.

Janet tornou-se centro de um dos maiores escândalos da cultura pop. Enquanto Justin seguiu em frente, ela enfrentou boicotes, perdeu espaço nos media e viu a sua carreira ser apagada. As consequências não foram as mesmas para todos os envolvidos, mas por trás do boicote existia apenas indignação pública ou alguém decidiu o que Janet precisava de pagar? Esta é a história que vai conhecer em pormenor a partir de agora.

Como contei no vídeo anterior sobre a vida de Michael Jackson, a infância dos irmãos Jackson em Gary, Indiana, foi marcada por dificuldades financeiras, disciplina rígida e uma rotina intensa vocacionada para a música. Por isso, não vou aprofundar tanto esta parte. O importante aqui é compreender que Janet the Joe Jackson nasceu no seio deste ambiente.

Ainda criança, ela viu os irmãos se transformarem em estrelas e cresceu carregando o peso de um sobrenome famoso. Mas Janet não sonhava em ser cantora. Ela queria estudar direito e também se interessava por atuação. Só que dentro da família Jackson, uma vida comum parecia quase impossível. Joseph Jackson percebeu que a filha tinha uma bela voz e decidiu que ela também seguiria o caminho da música.

Assim começou a trajetória de Janet, muito jovem com a carreira direcionada pelo pai, pela televisão e pela gravadora. Antes de assumir o controlo da própria história, ela passou anos vivendo decisões tomadas por outras pessoas. Mas antes da música veio a televisão. Em 1977, aos 10 anos, Jenet entrou para o elenco de Good Times, uma das citc mais importantes da televisão americana da época.

Interpretou Penny Gordon Woods, uma menina marcada por abusos dentro de casa. Era um papel pesado para uma criança, mas Janet conseguiu entregar a emoção que a personagem exigia. Depois apareceu noutras séries como Arnold, onde interpretou Charlene, namorada de Willis, e mais tarde em Fame, uma produção inspirada no universo da música, da dança e da representação.

Esta fase deu a Janet disciplina profissional. Ela aprendeu a decorar textos, a cumprir horários, atuar perante as câmaras e lidar com a pressão de um set. Mas foi também neste ambiente que surgiram inseguranças que a acompanhariam por muitos anos. Durante o Good Times, os figurinistas chegaram a colocar faixas ou gás no seu peito para que ela parecesse mais pequeno.

Anos mais tarde, Janet disse: “Eles colocavam gás à volta do o meu peito para me tornar mais pequena e acho que isso o afeta como se quem é não fosse bom o suficiente. A pressão também vinha de dentro de casa.” Janet contou que Michael, um dos irmãos de quem ela estava mais próxima, fazia brincadeiras sobre o seu peso e por vezes chamava-a por alcunhas como porca e vaca.

Ela disse que não fazia por maldade, mas ainda assim magoava. Com o tempo, Janet desenvolveu uma relação difícil com a própria imagem. Ela chegou a dizer que não gostava do seu próprio sorriso porque achava que as suas bochechas a faziam parecer o joker. Mais tarde também falaria sobre compulsão alimentar, anorexia e bulimia.

Em entrevista ao The Telegraph, Janet explicou que a comida servia muitas vezes como conforto quando ela estava num mau momento. E enquanto tentava crescer no meio destas inseguranças, a indústria tentava transformar o seu apelido em produto. Os seus dois primeiros álbuns eram claramente projetos pensados ​​por adultos para aproveitar o peso do nome Jackson.

Janet cantava, mas ainda não parecia conduzir a própria carreira. Ela disse que não queria que o seu apelido aparecesse na capa do álbum de estreia. Eu só queria usar o meu primeiro nome. Queria que me aceitassem por mim, que se interessassem por mim. Não, porque eu era irmã de alguém. Nesse período, Janet viveu também uma das fases mais difíceis da sua juventude.

Aos 18 anos, ela envolveu com James de Bart, membro do grupo The Bart. Tal como ela, James vinha de uma família musical conhecida e a relação dos dois cresceu longe dos olhos do público. Para Janet, um O casamento parecia uma hipótese de conquistar a sua independência. Ela conversou com a irmã Latoia, que apoiou a ideia, e em 1984, os dois fugiram para se casarem em segredo em Grandy Rapids, Michigan.

Anos depois, Janet reconheceu que era muito inocente. Contou que no próprio casamento colocou a aliança no dedo errado. Um simples pormenor, mas que mostra o quanto ela era jovem para uma decisão tão grande e a liberdade que ela tanto procurava não veio. Logo no início, Janet percebeu que James enfrentava problemas com drogas.

Ela contou que saía de madrugada à procura dele pelas ruas. Também relatou momentos em que encontrava comprimidos. Tentava jogá-los na sanita e os dois acabavam brigando. A relação tornou-se uma rotina de preocupação e medo. Enquanto isso, ela trabalhava na série Fame, mas o seu cabeça estava no casamento. Janete admitiu que chegou a chegar atrasado para o trabalho várias vezes, porque James era a sua prioridade naquele momento.

A família Jackson ficou preocupada. A gravadora também, John Mclein, executivo da ANM Records, tentou convencê-la de que aquela união poderia prejudicar a sua imagem como ídolo adolescente. Depois de meses de pressão, conflitos e sofrimento, o casamento foi anulado. Mas daquela relação nasceu um dos rumores mais persistentes da vida de Janet, a história de que teria tido uma filha secreta com James de Bardge.

Durante anos, revistas de fofocas, programas de televisão e os membros da família de Bart alimentaram o rumor de que Janet teria engravidado, escondido a criança e deixado que algum parente a criasse. Em alguns momentos chegaram a apontar Brandy, filha de Jack e Stevan, filha de Randy, como possíveis filhas secretas dela. Janet sempre negou esta história.

Segundo ela, o boato ganhou força porque na altura começou a tomar comprimidos contracetivos e ganhou peso. Sete de fama, as roupas precisaram de ser ajustadas e isso bastou para surgirem suspeitas de gravidez. Este período teve essa característica marcante. A Janet ainda não tinha controlo sobre a própria imagem.

A sua carreira era conduzida por outras pessoas e a sua vida pessoal frequentemente se tornava assunto público. Por isso, quando chegou a altura de criar o álbum seguinte, o título Control fazia todo o sentido. Antes de cantar sobre controlo, Janet teve de descobrir o que era não ter controlo. [música] Antes de continuar, considere tornar-se um membro do Tetplay.

Ao tornar-se membro, tem acesso a benefícios [música] exclusivos. ajuda o canal a produzir mais documentários, a investir ainda mais em qualidade e tirar do papel projetos exclusivos para membros. E tudo isto por um valor bastante acessível. Apoie o Ted Play e faça parte desta próxima fase do canal. Depois de anos a ser conduzida por outras pessoas, Janet Jackson decidiu mudar o rumo da sua própria carreira.

Em 1986, ela rompeu profissionalmente com o pai. A decisão tinha um peso enorme. Joseph não era apenas o seu empresário, mas o homem que conduzira a percurso dos Jackson desde o início. Ela estava a afastar-se do controle familiar para descobrir quem era por conta própria. Esse movimento levou-a para Minápolis.

Aí, por sugestão de John Mcleain, ela passou a trabalhar com os produtores Jimmy Jen e Terry Lewis. Essa parceria mudaria tudo. Jimmy e Terry ajudaram Janet a encontrar uma voz própria, mais firme, mais adulta e muito mais segura do que nos dois primeiros álbuns. O resultado foi Control, lançado em 1986. A faixa título deixava esta mensagem clara.

Esta é uma história sobre controlo, o meu controlo. Controle sobre o que eu digo, controlo sobre o que eu faço. E desta vez vou fazer do meu jeito. Janet já não queria ser vista apenas como irmã de Michael ou mais nova da família Jackson. Ela queria conduzir a própria história, mas Control não falava apenas da família.

Em Nesty, ela falava sobre assédio e respeito. A música nasceu de uma situação real quando Janet e amigas foram assediadas do lado de à porta de um hotel em Minneápolis. Daquele incómodo, ela criou uma das atitudes mais marcantes da carreira. O álbum trouxe também What have You done for Me Lately When I Think of You e Let’s Wit a while, mostrando diferentes lados desta nova Janet.

[música] [canto] Control foi um enorme sucesso. Colocou Janet no centro do Pop e do R&B dos anos 80 e o N I think tornou-se o seu primeiro número um na Billboard Hotsen. Mas o sucesso de Control trouxe também uma pressão, repetir a fórmula. A gravadora queria outro álbum sobre a independência pessoal e relacionamentos, mas Janet não queria fazer de novo o que já tinha dado certo.

Assim, em vez de olhar para lá dentro, ela olhou para fora. Foi assim que nasceu Janet Jackson’s Riden Nation 1814. Lançado em 1989. Janet estava incomodada com o que via nas notícias: violência, racismo, pobreza, droga e injustiça social. por isso, decidiu criar um álbum com uma mensagem social. A fase ficou marcada pelos uniformes pretos, pelas coreografias sincronizadas e pela estética militar.

Janet parecia liderar um movimento, mas a nação do ritmo não era sobre a guerra, era uma metáfora para união, consciência e mudança. O álbum trouxe também êxitos como Miss YouT sem você. [música] [música] A digressão que veio a seguir levou Janet a outro nível e confirmou a sua força como artista internacional. Em 1991, ela assinou com a Burging Hers, um contrato estimado em 40 milhões de dólares, considerado um dos maiores da história da indústria naquele momento.

A menina, que antes não conseguia decidir nem o nome artístico do primeiro álbum, agora era uma das artistas mais valiosas do mundo. Em 1993, lançou Janet, escrito com letras minúsculas e um ponto final. Ora, o apelido Jackson não estava em destaque, era apenas Janet. O álbum mostrava uma Janet mais sensual, mais livre e mais aberta para falar sobre desejo, amor e corpo.

O disco trouxe The Way Love Goes If e Again. [música] Uma [música] balada romântica que ganhou destaque na trilha de Poetic Justice. Ela estrelou este filme ao lado de Tupak Shakur sobleton. A química entre os dois chamou a atenção dentro e fora dos ecrãs. Regina King, que também estava no elenco, contou que Janet e Tupak pareciam impressionados um com o outro, mas nenhum dos dois queria admitir.

Segundo ela, dava para sentir uma tensão no ar, mas Janet estava num relacionamento com Renê Elisondo Júnior. Por isso, mais do que alimentar rumores, A Poetic Justice mostrou uma nova faceta de Janet, mais madura, mais dramática e cada vez mais confortável, ocupando espaços para além da música. Mas enquanto ela vivia um dos maiores momentos da carreira, Michael entrava numa crise que também lhe salpicaria.

Em 1993, Michael enfrentou as primeiras acusações públicas de abuso sexual de crianças. Ele negou as acusações e Janet acreditava na inocência do irmão. Ainda assim, o escândalo teve consequências para ela. Na altura, Janet negociava uma grande campanha com a Coca-Cola. Depois das acusações contra Michael, a empresa desistiu do acordo.

Mais tarde, ela resumiu aquele peso dizendo que se sentia culpada por associação. Mesmo assim, Janet não se afastou. Em 1995, ela juntou-se a Michael em Scream, lançado no álbum História. [música] A música era uma resposta à pressão da comunicação social, às acusações contra ele e ao sentimento de perseguição que rodeava a sua vida naquele momento.

O clipe com estética futurista e orçamento recorde tornou-se um fenómeno. Para o público, parecia a imagem de dois irmãos enfrentando o mundo juntos, mas nos bastidores a experiência foi diferente. [música] Janet contou que as equipas em redor de Michael mantinham os dois separados durante as gravações, o que deveria ser um gesto de apoio, acabou por ganhar clima de disputa.

Isso magoou-a porque ela não estava ali para competir com Michael, estava ali para o apoiar. Ainda assim, Scream tornou-se um dos momentos mais icónicos da carreira dos dois. A Janet não apareceu como sombra de Michael. Ela dividiu o ecrã com ele de igual para igual. Mas enquanto o mundo via Janet como uma super estrela no seu auge, por dentro ela enfrentava uma crise silenciosa.

Na casa dos 30 anos, ela passou por um período intenso de depressão. Anos mais tarde, ela diria que poderia tentar explicar a origem daquela dor. Talvez viesse da baixa autoestima, talvez das marcas da infância, talvez da sensação de nunca atingir os padrões que esperavam dela. O ponto é que o sucesso não apagou as feridas antigas.

Pelo contrário, em muitos momentos, Chenet percebeu que tinha passado boa parte da vida tentando agradar aos outros enquanto ainda lutava para se aceitar. E foi precisamente desta crise que nasceu The Velvet Hope, editado em 1997. [música] [música] O título fazia referência àquelas cordas de veludo utilizadas para separar áreas VIPs em eventos e discotecas.

Para a Janet, esta imagem simboliza as barreiras emocionais que as pessoas criam para proteger a própria vulnerabilidade. Mas The Velvet Hope não foi fácil de criar. Janet contou que durante as gravações chorava tanto que, por vezes, mal conseguia cantar. E enquanto colocava estas feridas nas músicas, o seu casamento secreto com Renê começava a desmoronar-se.

Tinham casado em segredo em 1991. Reservada, Janet fez tudo para proteger a vida pessoal. Mas Renê também fazia parte da sua vida artística. Ele trabalhou em músicas, realizou clips e ajudou a construir a estética de fases importantes, como Janet e The Velvet Esperança. A relação era amorosa e profissional, por isso quando começou a ruir, o impacto foi ainda maior.

Segundo Janet, Renê enfrentava problemas com medicamentos especialmente analgésicos. Ela também reconheceu que ao longo da vida acabou por se envolver com pessoas que tinham dificuldades semelhantes, como já tinha acontecido com James de Bart. Com o tempo, Renê afastou-se precisamente quando Janet atravessava um período emocional delicado.

A separação aconteceu no final dos anos 90, mas o público só descobriu que eram casados ​​quando Renê deu entrada com o pedido de divórcio em 2000. E a separação não foi simples. Renê foi a tribunal pedindo milhões de dólares, alegando ter contribuído para a carreira e para o património de Janet. A disputa expôs pormenores da vida privada dela, algo que ela sempre tentou evitar.

Para uma artista tão reservada, v a sua intimidade para se tornar assunto jurídico e mediático foi mais uma perda de controlo. Depois de uma batalha judicial de 2 anos, Renê recebeu 15 milhões de dólares, uma Mercedes e uma casa beira em Malibu. Depois de tudo isto, Janet precisava decidir como seguir. [música] A resposta surgiu em 2001 com All for You.

O álbum era mais leve. dançante e otimista, como se Janet estivesse tentando respirar depois de anos difíceis. A faixa título tornou-se um enorme sucesso, atingiu o primeiro lugar da Billboard Hot 100 e tornou-se um dos maiores êxitos de 2001. O disco também trouxe os êxitos S want to Call My Lover e Filho de uma Arma.

[música] Mais do que um disco de festa, Al for You representava um recomeço. Mas poucos anos depois, Janet ver-se-ia no centro de um dos episódios mais controversos da história da cultura pop. Um momento de poucos segundos no Super Bowl desencadearia uma reação em onde está que envolveria boicotes, uma queda pública devastadora e acusações de que a sua carreira estava a ser deliberadamente apagada.

No início de 2004, Janet estava prestes a iniciar uma nova fase da carreira. Ela preparava-se para lançar Damita Joe, o seu oitavo álbum de estúdio. Um trabalho mais sensual e intimista que dava continuidade aos temas explorados em discos anteriores. Ao mesmo tempo, foi escolhida para atuar no espetáculo do intervalo do 38º Super Ball, um dos eventos televisivos mais vistos dos Estados Unidos.

A apresentação produzida pela MTV reuniu artistas populares da época como Pidiri, Nelly, Kid Rock e Jéssica Simpson. Justin Timberlake também participaria na performance. Com o novo álbum a caminho e milhões de espectadores a acompanhar o evento, o O Super Ball pareceu o palco ideal para impulsionar esta nova etapa da carreira de Janete.

Ela entrou em palco com a experiência de quem já dominava arenas, prémios e grandes eventos. A apresentação seguia normalmente até aos segundos finais. Justin Timberlake apareceu para cantar Rock Your Body com ela. No encerramento da música, ele puxou uma parte do figurino de Janet. O movimento fazia parte da coreografia, mas acabou por revelar mais do que o planeado.

Durante uma fração de segundo, um dos seios de Janet ficou exposto ao vivo para milhões de espectadores. Foi um momento breve, mas a reação foi imediata. A imprensa transformou um incidente num escândalo nacional. O episódio ganhou a alcunha de Nipple Gate e rapidamente deixou de ser tratado como um acidente para se tornar um julgamento público à imagem e da carreira de Janet.

A pressão do público, dos grupos conservadores e de organismos reguladores foi imediata. A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, conhecida como FCC, aplicou uma coima de $50.000 000 a CBS, estação que exibiu o evento. Anos mais tarde, essa punição seria questionada e revertida nos tribunais, mas o dano na imagem de Janet já estava feito.

Nos dias seguintes, Janet e Justin divulgaram pedidos de desculpa. Justin disse que o sucedido não foi intencional e que era lamentável. Janete também se desculpou. Ela disse: “Não era minha intenção que fosse tão longe. Peço desculpas a quem se sentiu ofendido, incluindo o público.” Mas a repercussão não atingiu os dois da mesma forma.

Justin foi tratado como alguém envolvido num acidente. Janet tornou-se o principal alvo da indignação pública. A diferença tornou-se evidente poucos dias depois, no Gramy de 2004. Os dois estavam previstos para participar na cerimónia exibida pela própria CBS. A Janet foi retirada programação e substituída por Pet Label numa homenagem a Luther Vandr, Justin compareceu normalmente, pediu desculpa no palco e ainda recebeu prémios nessa noite.

Era um sinal claro de que as consequências seriam muito diferentes para cada um. Anos depois, reportagens salientaram que Les Mvas, diretor executivo da CBS, teria ficado insatisfeito com a forma como Janet tratou do caso. Ele considerou que ela não se desculpou nos termos esperados pela estação, enquanto Justin teria adotado uma postura mais alinhada com o que a CBS queria ouvir.

A partir daí, o caso deixou de parecer apenas uma reação ao incidente e passou a ser visto como uma possível campanha contra a Janet. Segundo reportagens publicadas anos mais tarde, Les moves teria usado a sua influência para reduzir a presença de Janet nos veículos ligados à CBS e à Viacom. Isso significou menos espaço na MTV, VH1, rádios e outros canais importantes de divulgação.

O problema é que este aconteceu exatamente quando Janet lançava Damita Jo. O álbum chegou às lojas em Março de 2004, poucas semanas após o Super Ball. Em vez de ser discutido pela música, acabou por ser definido pela polémica. Janet tentava promover o disco, mas as entrevistas voltavam quase sempre ao mesmo assunto, um incidente no intervalo do Super Ball.

Mesmo assim, Damita Joe estreou-se em segundo lugar na Billboard 200, atrás de Confashions de Usher. O resultado seria excelente para a maioria dos artistas, mas foi visto como uma desilusão para alguém habituada a liderar as tabelas. A crítica também se dividiu. Enquanto alguns elogiaram a produção do álbum, outros atacaram o seu conteúdo sexual.

[música] O contexto pesava. Depois do Super Ball, a sensualidade que Janet explorava há anos passou a ser tratada como algo problemático. A mudança era evidente. A mesma artista que antes era celebrada pela sua ousadia, era agora julgada por ela. Janet manteve a mesma versão ao longo dos anos. Em entrevista OPA Winfrey em 2006 afirmou que a remoção da peça fazia parte do apresentação, mas que o resultado final não correu como planeado.

Disse que o episódio foi constrangedor e que sempre considerou um acidente. No documentário Janet, lançado em 2022, ela revelou que Justin procurou-a logo depois do ocorrido para saber se deveria se pronunciar. Janet respondeu: “Eles estão apontando tudo para mim, então se eu fosse você, não diria nada”.

Anos mais tarde, ela afirmou que os dois seguiram em frente e que era a altura de o público fazer o mesmo. Mais tarde, com o avanço das discussões sobre o racismo, o machismo e a abuso de poder na indústria, muita gente passou a rever o caso. Em 2018, Les Mves deixou o comando da CBS após acusações de assédio e má conduta sexual.

Na mesma época, as reportagens voltaram a ligar o seu nome ao caso Janet. Segundo estas matérias, MVest teria guardado ressentimento durante anos e usou a sua influência para dificultar a promoção de Janet em veículos ligados ao grupo CBS Viacom. As revelações fortaleceram uma perceção que já existia entre os fãs e críticos.

Janet não tinha enfrentado apenas um escândalo mediático, mas também um boicote. E os efeitos continuaram nos álbuns seguintes: [música] Iio de 2006 e Discipline de 2008 ainda tiveram presença nas tabelas, mas não devolveram Janet ao espaço que ela ocupava no centro da cultura pop. Em 2009, Janet ainda enfrentaria uma perda profunda.

Michael Jackson morreu a 25 de de junho de 2009, aos 50 anos. Para o mundo era a morte do rei da pop. Para Janet era a morte de um irmão com quem ela tinha vivido uma relação intensa, cheia de amor, memórias e distância. Durante a infância, Janet e Michael eram muito próximos. Entre todos os irmãos, era um dos que ela mais admirava e com quem tinha uma ligação especial.

Mas tudo começou a mudar quando Michael se tornou o maior astro do planeta. [música] Segundo Janet, a explosão de Thriller criou uma distância entre os dois. Ela recorda um momento em que Michael entrou no seu quarto, ficou em silêncio por alguns instantes e foi embora. Para ela, aquilo simbolizou uma mudança que já estava a acontecer.

O carinho manteve-se, mas a convivência já não era a mesma. Michael passou a viver rodeado de fama, compromissos, segurança e uma pressão constante. Janete contou que a última vez que viu o irmão foi numa reunião surpresa da família para os pais. Ela lembrou-se dele sentada ao seu lado a rir muito. Segundo Janet, as últimas palavras que os dois disseram um ao outro foram: “Eu te amo”.

Depois da morte dele, ela disse que demorou a aceitar que Michael havia partido. Esta perda fechou uma década pesada. Depois do super bola, do boicote, da queda pública e da tentativa de seguir em frente, Janet ainda teve de lidar com a morte do irmão que marcou a sua infância, a sua carreira e a sua história familiar. Depois da morte de Michael, Janet entrou numa fase mais reservada.

Em 2010, ela conheceu o Isam Almana, empresário do Qatar. Casaram discretamente em 2012 e em janeiro de 2017, aos 50 anos, Janet deu à luz o seu primeiro e único filho. Para alguém que passou a vida sendo filha, irmã, artista e alvo da media, a maternidade abriu uma nova fase. Poucos meses depois, porém, o casamento chegou ao fim.

A separação ganhou a atenção da imprensa. Mais tarde, Randy Jackson alegou que Janet tinha enfrentado abuso verbal e se sentido presa dentro da própria casa durante a relação. Wiam não respondeu diretamente às acusações e, através de representantes, afirmou que o seu foco era o bem-estar do filho. Era mais uma situação em que Janet tentava proteger a vida pessoal enquanto o público transformava mais uma vez a sua intimidade em espetáculo.

Mesmo assim, ela continua em movimento, fez uma digressão, recebeu homenagens e teve a sua trajetória recontada em documentário. Em 2015, Janet lançou com Unbreakable, o seu último álbum de estúdio até aos dias de hoje. O disco saiu pelo próprio selo dela, Riden Nation Records, em parceria com a BM. Era mais do que um regresso musical.

O álbum marcou o seu reencontro com Jimmy Jam e Terry Lewis e a história pode não parar ali. Em 2026, Janet indicou que prepara uma agradável surpresa para os fãs. Nenhum novo álbum foi oficialmente confirmado, mas a expectativa cresceu no ano em que ela completa 60 anos e 50 anos de carreira. [música] Então, gostou de conhecer a trajetória de Janet Jackson? Vale a pena lembrar que já publicámos um vídeo sobre a vida e carreira de Michael Jackson aqui no canal e muito em breve vamos trazer vídeo sobre a trajetória dos outros

irmãos Jackson. Então já se inscreve para não perder. Na próxima semana eu Volto com mais uma grande história do mundo da música. [música] เฮ

Disclaimer: This story is fictional and created for entertainment purposes only. Any names, characters, places, or events are fictitious or used fictitiously. No real person or organization is intended to be portrayed.

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