KLB — 20 ANOS DEPOIS — O VERDADEIRO MOTIVO POR TRÁS DO FIM – H
Devolva as minhas fantas KB. 20 anos depois. O verdadeiro motivo por detrás do fim. O nome estava nas fitas cassete da mãe, antes de qualquer editora discográfica, antes de qualquer contrato com a Sony, antes dos 4 milhões de discos vendidos, dos concertos que enchiam ginásios, das adolescentes que esperavam horas no passeio, só para ver o autocarro da banda passar.
Antes de tudo isto, existia uma mãe chamada Regina, que organizava as gravações caseiras dos três filhos, escrevendo nas caixinhas as iniciais dos seus nomes, KLB, [música] Kiko, Leandro, Bruno. E foi assim, da organização doméstica de uma mãe italiana que não sabia que estava nomeando um fenómeno, que nasceu o nome do grupo que definiria [música] a faixa sonoro de uma geração inteira de brasileiros.
A dor deste amor diz-me trazem [música] a dor deste amor por causa de ti. Um anjo. A cada 10 palavras. A minha timidez. Se tem mais de 25 anos e cresceu no Brasil, estas músicas não estão na sua memória, estão na sua alma. São do tipo que tocam num centro comercial dezenas de anos depois e você para. Pára de verdade. Você sente aquela coisa que não tem nome completamente certo, [música] mas que é a combinação da saudade e do afeto.
E de repente está de volta num lugar que existia antes de qualquer coisa complicada que a vida trouxe. [música] E depois, em 2012 eles simplesmente pararam. Não foi um anúncio dramático, não foi uma declaração pública com data marcada e carta de despedida. [música] Foi uma pausa que o Brasil soube que tinha virado o fim, sem que ninguém dissesse que tinha virado o fim.
Foi o [música] silêncio específico de quem saiu sem bater com a porta, sem barulho, sem escândalo, sem a versão que os fãs mereciam ouvir sobre o que realmente tinha acontecido. Durante anos, a resposta oficial foi vaga. Coisas sérias. Aconteceu muita coisa. A vida chamou, os projetos pessoais pediram atenção, mas a resposta real aqui explica de verdade por três irmãos que cresceram juntos, que tocaram juntos desde antes de aprender a ler, que tinham a música tão integrada na identidade familiar que nem sabiam imaginar ser de outra forma. A
resposta real tem nome, tem data e tem [música] uma dor que nenhuma entrevista de relações públicas consegue completamente cobrir. [música] E há uma revelação sobre quem era o pai deles, Franco Escornavaca, que quando V. compreende muda completamente como vê tudo o que aconteceu com o KB. Fica até ao final aqui no Docilar, porque este história começa muito antes de qualquer disco e termina num teatro em Curitiba, numa noite de setembro de 2018, com três filhos que receberam uma notícia que nenhum ser humano está preparado para
receber. Deixa já o like, [música] se subscreve o canal e ativa o sininho. E vamos do início de verdade. São Paulo, 1984. O Kiko tem 5 anos. O Leandro tem três e O Bruno acabou de chegar ao mundo. Desde 1984, [música] Kiko, com apenas 5 anos já dedilhava as primeiras notas musicais na guitarra do pai.

Este ano, Leandro já tinha 3 anos e o Bruno acabava de chegar para completar o trio, que na adolescência tornar-se-ia um fenómeno no país. A casa dos Escornavaca não era uma casa qualquer, era uma casa onde a música não era um passatempo, [a música] era um ambiente, era o ar que se respirava, era a linguagem que o pai falava quando queria dizer as coisas mais importantes.
Franco Escornavaca foi baixista da banda Os Brasas nos anos 1960. Um músico que tinha tocado na era da Jovem Guarda, [música] que conhecia o palco por dentro, que compreendia o que é a relação entre um artista e um público, com a precisão de quem já esteve dos dois lados. E este músico, que depois migrou para os bastidores e tornou-se um dos mais poderosos empresários da música brasileira, foi o empresário responsável pelo rebentamento de Leandro e Leonardo e de Zezé de Camargo e Luciano, as duas duplas sertanejas de maior sucesso nos
anos 1990. Pensa no que isso significa. Isso. O pai de Kiko, Leandro e Bruno era o homem que tinha construído as carreiras de Zezed de Camargo e Luciano e de Leandro e Leonardo. Dois dos maiores fenómenos do sertanejo brasileiro. Dois casos de sucesso que o Brasil inteiro conhece. Quando Leandro e Leonardo deixaram de trabalhar com Escornavaca, perderam força no mercado sertanejo.
Esse detalhe [música] de que os pares que ele geriu cresceram com ele e enfraqueceram quando saíram. diz tudo sobre o nível de poder e de influência que Franco Escornavaca exercia sobre as carreiras que tocava e foram os filhos a continuação deste projeto. Em 1991, os irmãos Kiko e Leandro decidiram montar uma banda com o mais novo Bruno, na altura com 7 anos de idade, herdando o baixo do pai. 7 anos.
O Bruno tinha 7 anos quando começou a tocar baixo, o mesmo instrumento que o pai tinha tocado décadas antes na Jovem Guarda. Não é acidente, é a continuidade. É um pai que plantou a semente e que depois observou os filhos escolhendo regar essa semente por conta própria. Ou pelo menos foi assim que pareceu por fora.
Os primeiros nomes do grupo foram Defenders, depois Néon. Duas tentativas de identidade antes de encontrar a definitiva. Leandro destacou-se na bateria, formando bandas no início dos anos 90 com os irmãos Kiko e Bruno e com a cantora Vanessa Camargo como vocalista. [música] Vanessa Camargo, a filha de Zezé de Camargo, cujo pai era o maior cliente do pai deles.
Estas conexões não são coincidência. São o mapa de um mundo onde as famílias do entretenimento brasileiro dos anos 1990 entrelaçavam-se de maneiras que quem estava de fora não via completamente. E depois veio 1998. E a música que mudou tudo foi em 1998 que o Kiko, o Leandro e o Bruno receberam uma canção composta especialmente para eles chamada Uma noite de amor e gravaram o seu primeiro CD demo juntamente com regravações do Bides.
Este trabalho foi apresentado por Franco para a direcção da Sony Música. A editora não sabia de quem se tratava, apenas que era um grupo novo. Após horas de reunião e insistência por parte da editora, que queria conhecer os artistas a assinar contrato, Franco revelou que eram seus filhos. Horas de reunião, a Sony a insistir para saber quem eram e Franco esperando, [música] deixando o produto falar antes de revelar que o produto eram seus filhos.
Este é o nível de sofisticação de Franco Escornavaca, que sabia que se chegasse dizendo: “Estes são os meus filhos, precisam de assinar”. O peso dos laços familiares afetaria a perceção do produto que deixou a música ser julgada pelo que era antes de revelar de onde vinha. A Sony assinou e em 2000 os KLB [canção] explodiram. 22 de Maio de 2000, o Brasil conheceu os KLB.
A primeira aparição na TV ocorreu no Domingo Legal de Gugu Liberato, em 25 de Junho de 2000. Gugu Liberato, o programa que mais talentos da televisão revelou brasileira daquela época, a montra que qualquer artista novo necessitava para ser levado a sério pelo público mais vasto. E a dor desse amor foi para o ar.
O impacto foi imediato. Do tipo que não precisa de semanas de análise de audiência ou [música] de pesquisa de mercado a ser percebido. Era visível, era físico, eram as filas nas lojas de discos que ainda existiam, que eram o ponto de contacto mais concreto entre um artista e o público que o amava, e as rádios a tocar sem parar, e os programas de auditório querer os três irmãos todas as semanas.
O primeiro álbum vendeu mais de 1,5 milhões de cópias em menos de 8 meses. 1,5 milhão em 8 meses para um álbum [música] de estreia de três irmãos de São Paulo que a maioria do Brasil nunca tinha ouvido falar antes desse Junho de 2000. Isto não é sucesso, é fenómeno. É aquele tipo específico de convergência entre produto certo, momento certo, veículo certo e audiência que estava esperando exatamente aquilo sem saber que estava à espera.
E Franco Escornavaca, que tinha construído dois dos maiores fenómenos do sertanejo dos anos 90, [a música] reconheceu os sinais e soube exatamente o que fazer. Mas aquilo era apenas o início. Os anos de ouro dos KLB são um período que merece ser contado com a riqueza que tem. Porque não foi só disco e rádio, foi uma construção sistemática de presença que poucos grupos brasileiros conseguiram montar com aquele nível de consistência.
Em 2002, para além do terceiro [canção] CD, o Os KLB passaram ao lado dos músicos Vanessa Camargo, Fael e Pedro e Thago, a apresentar um programa de TV na Rede Globo chamado Jovens Tardes. Em 2002, renovaram [música] o contrato com a Sony Music e tornaram-se um dos primeiros artistas brasileiros a gravar um DVD Jovens Tardes, um programa na Globo, a maior emissora do Brasil, com Anessa Camargo, cujo pai era o maior cliente histórico do pai deles como colega de apresentação, e o DVD, um dos primeiros no Brasil. Uma tecnologia que o mercado
fonográfico ainda estava a aprender a usar e os KLB estavam lá na linha da frente com um DVD que vendeu mais de 30.000 cópias. Em 2009, receberam a jóia de JK, título Personalidades do ano, por se terem destacado no panorama musical pela sua relevância e promoção da cultura, levando o nome do Brasil pelo mundo.

A entrega do prémio foi no auditório da ONU em Nova Iorque. a ONU em Nova Iorque. Um grupo de pop brasileiro a receber reconhecimento num fórum internacional. O grupo vendeu cerca de 4 milhões de discos ao longo da sua carreira. [música] 4 milhões de discos. O número que define o tamanho real do que o KLB foi, não foi uma boa banda, foi um dos grupos mais vendidos da história do popiro.
E por detrás de cada decisão, de cada parceria, de cada passo estratégico nesta trajetória, estava Franco Escornavaca, o [música] pai, o empresário, o homem que fizera Zéed Camargo e Luciano Grandes e que agora estava a fazer os próprios filhos. Mas as mesmas características que fizeram Franco brilhante como empresário também tiveram um custo que só ficou completamente visível depois de ele não estava mais.
O Brasil não soube exatamente o que estava a acontecer. Não houve press release com linguagem clara. Não houve carta aberta aos fãs explicando a decisão. Houve o silêncio gradual de um grupo que tinha estado em todo o lado e que foi deixando de estar. Em 2012, anunciaram uma pausa no ano seguinte. Curiosamente, o grupo nunca chegou a anunciar o seu fim, mas os seus membros deram um tempo na carreira para se dedicarem a projetos pessoais.
Projetos pessoais, a frase genérica que cobre tudo [música] e não explica nada. O que estava a acontecer de verdade. O Cali começou grande demais, no bom sentido. [música] Foi tudo maravilhoso e planeado, não por nós, que éramos muito novos na altura, mas pelo gajo mais experiente no show business que já conheci [música] e que, por sorte, podia chamar-lhe pai.
Como tudo na vida, estas fases ou acontecimentos dos entornos acabam trazendo novos desafios. O Kiko disse isso a caras em 2024, com aquela sabedoria de quem está a olhar para o passado com distância suficiente para ver o que não conseguia ver quando estava lá dentro. Não por nós que éramos muito novos na altura.
Esta frase tão simples, tão reveladora. Três irmãos que iniciaram a sua carreira com 18, 16 e 14 anos, que cresceram dentro de uma estrutura que o Pai construiu e administrou com a competência extraordinária que todos [música] reconhecem, que nunca precisaram e talvez nunca tenham aprendido completamente a tomar as próprias decisões sobre a sua própria carreira, porque havia sempre alguém a tomar essas decisões por eles.
Quando a carreira chegou a um ponto em que precisavam de decidir sozinhos, onde o rumo que queriam tomar como adultos precisava de vir deles e não do pai, a estrutura que os tinha sustentado durante uma década inteira começou a mostrar o custo que tinha. Kiko revelou [música] o motivo dos KLB interromper a carreira.
Aconteceu muita coisa. Aconteceu muita coisa. outro elipse sobre o que realmente havia acontecido. Mas quando junta as peças, quando coloca lado a lado a vagueza calculada das declarações públicas com o que se sabe sobre a dinâmica da família, sobre o papel central que Franco tinha em tudo, sobre a idade com que os três começaram e o nível de controlo que o projeto tinha exigido, o quadro começa a ficar mais claro.
três homens adultos que precisavam de encontrar quem eram fora do KLB, fora do projeto que o pai tinha construído para eles, fora dos papéis que tinham ocupado desde que tinham 7, 14 e os 18 anos. Isto não é ingratidão, [a música] é desenvolvimento humano. É o processo inevitável de crescer dentro de uma estrutura muito grande que não se construiu sozinho e precisa de descobrir o que fica quando se sai dela.
E esse processo para Kiko, Leandro e Bruno aconteceu de diferentes formas e em velocidades diferentes. Porque irmãos são pessoas diferentes, com necessidades diferentes, com pontos de chegada diferentes na mesma jornada. Só que o pior ainda estava para vir. 15 de setembro de 2018, Teatro Positivo, Curitiba, Paraná.
Kiko, Leandro e Bruno estavam em Curitiba para um concerto. Estavam com a mãe. Eram horas antes de subir ao palco aquele período específico de preparação que qualquer músico conhece, onde se encontra no estado mental [música] de quem se está a preparar para entregar algo ao público que comprou o ingresso. E depois chegou a notícia.
Na noite deste sábado, o pai de Kiko, Leandro e Bruno, os músicos do trio KB, faleceu em São Paulo. Franco Escornavaca morreu aos 70 anos, vítima de paragem cardíaca. Os filhos de Escornavaca, Kiko, Leandro e Bruno, estiveram em Curitiba, no Paraná, quando souberam da notícia. Eles fariam uma apresentação do KLB na região e cancelaram o evento para regressar à capital do Estado.
O espetáculo não aconteceu. Como poderia? Como três filhos que acabaram de saber que o pai morreu, conseguem subir a um palco e entregar duas horas de música a um público que não sabe o que está a acontecer nos bastidores. Bruno lamentou a morte do pai. Meu herói guerreiro, tornou-se um anjo. Foi para o lado do pai e o que fica é a saudade que está matando-me. Amor infinito. Kiko postou.
Talvez não consiga agradecer a cada gesto de amor, carinho e solidariedade com a minha família. O meu pai entregou a vida a Cristo antes de adormecer. E para quem crê, entende que hoje já está nos céus [música] sem qualquer problema, enfermidade, saudade, dor. Dois filhos que encontraram palavras e o Leandro, que segundo as reportagens da época, não se pronunciou publicamente naquele momento.
Três reações diferentes de três pessoas que viveram a mesma perda de maneiras diferentes. Porque é sempre assim com irmãos? Porque a relação de cada filho com o pai é única, mesmo quando o pai é o mesmo. E Franco Escornavaca, morreu num momento específico que muda como processas o que veio antes [música] e o que viria depois.
morreu quando os KLB estavam a fazer 18 anos de carreira, quando estavam num espetáculo que era homenagem a esta trajetória, quando os filhos estavam de regressa ao palco depois de anos de afastamento, como se o destino tivesse esperado o momento onde a ausência ia doer de uma forma específica, não só como perda de um pai, mas como perda do homem que tinha sido o arquiteto de tudo que eram como artistas.
Depois da morte de Franco, algo se reorganizou. A banda planeava um regresso aos palcos em 2020, mas com a chegada da pandemia, os irmãos só realizaram a digressão 20+2 em 2022. Pandemia, o mundo parou e o retorno que tinha sido planeado teve que esperar. Mas quando veio, quando a digressão finalmente aconteceu em 2022, dois anos depois do planeado, havia algo diferente, a digressão denominada 20 Pasi 2 Experiência, 20 anos da banda, mais dois de espera pela pandemia, nome que já continha dentro de si toda a história da demora
da pausa, do que impedira que tudo acontecesse no tempo em que deveria ter acontecido, que a energia que os três trouxeram para o palco nesta digressão, segundo os fãs que foram, segundo as reportagens que cobriram, não foi a energia de quem está a cumprir um compromisso, era a energia de quem precisava de estar ali, de quem voltou, porque a música era a única linguagem que ainda funcionava da forma que precisava de funcionar.
Em 2024, [música] regressaram com concertos no formato unpluged, mais intimista, mais próximo, com aquele qualidade específica de artistas que já passaram pelo ciclo completo de fenómeno e de silêncio e que chegam do outro lado com uma clareza sobre o que querem fazer que antes não tinham. Não é com algo menor, mas é com algo de uma intimidade maior.
É um contacto muito próximo com a audiência. Contacto próximo com a audiência, depois de anos de distância, depois de tudo o que a vida trouxe. E chegamos então ao que o título deste vídeo prometeu entregar. O verdadeiro motivo por detrás do fim dos KLB. Não é um único motivo. Nunca é um único motivo quando uma história tem esta complexidade.
É uma sobreposição de coisas que foram chegando [música] e que nenhuma declaração oficial conseguiu capturar completamente, porque nenhuma declaração oficial tem espaço para toda a essa complexidade. é três irmãos que cresceram dentro de um projeto [música] que o pai construiu com uma competência extraordinária, mas que, por definição, era o projeto do pai [música] antes de ser deles, que necessitaram, em algum momento da vida adulta descobrir o que queriam para além do que tinha sido decidido por alguém que amavam e que respeitavam,
mas que tinha tomado as decisões mais fundamentais sobre a sua carreira enquanto ainda eram adolescentes, que é a exaustão específica de quase uma década de presença constante, discos, espectáculos, televisão, entrevistas, sem as ferramentas emocionais que a maioria dos adultos desenvolve a uma velocidade mais orgânica, porque não estão no olho de um furacão de fama enquanto ainda estão crescendo.
É Leandro que, segundo o arquivo, mencionou em algum momento uma namorada de nome Luciana, que morreu num acidente de viação. Uma perda pessoal devastadora que a narrativa pública do grupo raramente abordou. mas que certamente teve peso na sua vida e por tabela na dinâmica dos três. É a morte do pai em 2018, que surgiu quando eles estavam a regressar, que redefiniu o que esta volta significava, que fazia a pergunta: “O que somos nós sem o arquitecto que nos construiu? tornar-se mais concreta e mais urgente do que qualquer pessoa estava
preparado para responder. E é também algo que o Kiko disse com aquela leveza calculada de quem sabe que está a dizer algo importante sem querer que pareça um drama. Os KLB começaram demasiado grande, no bom sentido. Foi tudo maravilhoso e planeado. Não por nós que éramos muito jovens na altura, não por [música] nós.
Três palavras que dizem mais sobre o que foi o fim dos KLB do que qualquer declaração longa poderia dizer. Quando cresce-se dentro de um projeto que não foi criado por si, por mais que o tenha abraçado, por mais que tenha dado-lhe a melhor versão de si mesmo em cada concerto, em cada disco, em cada entrevista, chega uma altura em que se precisa de descobrir o que cria quando a criação é sua.
Kiko, Leandro e Bruno encontraram caminhos diferentes para essa descoberta. E os KLB ficaram em espera, não como um fim, porque nunca usaram esta palavra, mas como pausa suficientemente longo para que uma geração inteira de fãs crescesse e olhasse para trás com saudade. O KLB de 2026 é diferente dos KLB de 2002. Não pela qualidade.
Há argumentos para dizer que hoje entregam algo mais maduro, mais consciente, mais construído de dentro para fora do que qualquer coisa que o fenómeno dos anos 2000 produziu no auge do frenesim. Mas pelo contexto, pelo que cada um transporta agora que não carregava antes. Mais de 25 anos de música e muitas histórias. [música] Kiko, Leandro e Bruno, de 25 anos, com 4 milhões de discos vendidos, com a morte do pai, que foi também o empresário que construiu-os, com pausa, com pandemia, com retorno, com reformatação, com a resposta à pergunta que ficou no ar
por todos estes [música] anos sobre o que o KLB é sem franco escor na vaca orientando cada passo. A resposta que eles estão a dar desde 2022 é que é três irmãos que se reencontraram na música que os formou, que descobriram que o projeto que o pai lhes construiu também era deles, de uma forma que só ficou completamente clara quando ele não estava mais.
Que o verdadeiro fim nunca veio, veio uma transformação de um projeto construído de fora para um projeto que eles próprios sustentam de dentro. E esta transformação que custou anos, que custou luto, que custou aquela travessia silenciosa de identidade que nenhuma press release descreve, mas que qualquer pessoa que já tenha precisado descobrir quem é para além do que os outros decidiram que seria, consegue reconhecer.
Esta transformação é o que o KLB de 2026 tem, que o KLB de 2002 não tinha, a própria história contada pelos próprios donos. Conta-me nos comentários o que sente quando houve KB, qual música entrou no coração e ficou. O que pensa sobre o papel que o Franco Escornavaca teve na carreira dos filhos? Vê como proteção ou como controlo? E acha que os KLB poderiam ter durado mais se a situação tivesse sido diferente? Deixa o like se este vídeo te transportou para um lugar que não visitava há muito tempo.
Partilha com alguém que cresceu a ouvir a dor deste amor e que nunca soube completamente o que havia por detrás desta história [música] e inscreve-te aqui no Docilar Lar, porque contamos as histórias que o Brasil precisa de ouvir com profundidade, com respeito e com a verdade que o povo merece. O próximo vídeo está à sua espera.
Clica agora.
Há argumentos para dizer que hoje entregam algo mais maduro, mais consciente, mais construído de dentro para fora do que qualquer coisa que o fenómeno dos anos 2000 produziu no auge do frenesim. Mas pelo contexto, pelo que cada um transporta agora que não carregava antes. Mais de 25 anos de música e muitas histórias. [música] Kiko, Leandro e Bruno, de 25 anos, com 4 milhões de discos vendidos, com a morte do pai, que foi também o empresário que construiu-os, com pausa, com pandemia, com retorno, com reformatação, com a resposta à pergunta que ficou no ar
por todos estes [música] anos sobre o que o KLB é sem franco escor na vaca orientando cada passo. A resposta que eles estão a dar desde 2022 é que é três irmãos que se reencontraram na música que os formou, que descobriram que o projeto que o pai lhes construiu também era deles, de uma forma que só ficou completamente clara quando ele não estava mais.
Que o verdadeiro fim nunca veio, veio uma transformação de um projeto construído de fora para um projeto que eles próprios sustentam de dentro. E esta transformação que custou anos, que custou luto, que custou aquela travessia silenciosa de identidade que nenhuma press release descreve, mas que qualquer pessoa que já tenha precisado descobrir quem é para além do que os outros decidiram que seria, consegue reconhecer.
Esta transformação é o que o KLB de 2026 tem, que o KLB de 2002 não tinha, a própria história contada pelos próprios donos. Conta-me nos comentários o que sente quando houve KB, qual música entrou no coração e ficou. O que pensa sobre o papel que o Franco Escornavaca teve na carreira dos filhos? Vê como proteção ou como controlo? E acha que os KLB poderiam ter durado mais se a situação tivesse sido diferente? Deixa o like se este vídeo te transportou para um lugar que não visitava há muito tempo.
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