LEMBRA DA NARIZINHO DO SÍTIO DE 1977? 50 ANOS DEPOIS, NEM TODO O ELENCO TEVE A MESMA SORTE – H
O sítio do Picapau Amarelo de 1977 não foi apenas um programa de televisão, [música] foi a infância de milhões de brasileiros. Mas quase 50 anos depois, o tempo passou de forma completamente diferente para quem viveu aquele sonho. Enquanto uns seguiram sobre os holoques, outros enfrentaram batalhas silenciosas, [música] o esquecimento e destinos que poucos imaginavam.
E hoje vai recordar o que aconteceu com este elenco inesquecível e ver como está a eterna Narizinho cinco décadas depois. Começando por Marco Nanini, pouca gente se lembra, mas também passou pelo sítio [música] do Picafau Amarelo. Não, Tuco, Tuco, meu filho, Tuco. Muito antes de se tornar o inesquecívelineu [música] de A Grande Família, fez uma participação como o guarda Anselmo.
É um papel pequeno, quase escondido no meio das grandes aventuras, mas que hoje chama a atenção pelo tamanho da carreira que veio depois. Marco Nanini tornou-se um dos [música] atores mais respeitados do país. Brilhou em novelas, filmes e peças de teatro e marcou o cinema como o Severino do Alto da Compadecida.
Enquanto vários Os colegas daquele elenco desapareceram completamente, seguiu trabalhando durante décadas. Hoje, aos 78 anos, ele continua nos palcos com o espetáculo fim de partida. Ou seja, aquele guarda que quase ninguém deu por isso no Sítio do O Picafal Amarelo tornou-se um dos artistas mais importantes e [música] duradouros da televisão brasileira.
E o número 24, Italo Ross. Provavelmente lembra-se dele como o irreverente o seu Ladir, aquela personagem que transformou a expressão emara num dos frases de efeito mais populares da TV. [música] Em carne, osso e pujança. Mas eu digo bof, eu digo mara. Mas muitos anos antes desse sucesso, o ator [música] também visitou o universo do Sítio.
Participou na série como o Rei Mimos e noutro momento interpretou o general Espadart. Foram aparições leves, muito diferentes [música] dos personagens fixas que acompanhavam Narizinho e Pedrinho diariamente. Mesmo assim, fazem parte de uma carreira que atravessou mais de cinco décadas. Ele se destacou-se principalmente no teatro, trabalhou ao lado de grandes nomes e continuou ativo até aos últimos anos.
O seu ladir seria o seu derradeiro grande sucesso. Eita Ross deixou-nos em agosto de 2011, aos 80 anos, após ter enfrentado complicações [música] respiratórias. Partiu consagrado depois de transformar até aos mais pequenos papéis em [música] personagens inesquecíveis. E a Estela Freitas, lembras-te [música] dela? Por baixo daquela fantasia assustadora da Cuca, diferentes atrizes revesaram-se ao longo dos anos e uma delas foi a Estela, que assumiu a personagem depois da saída de Dorinha do Val e manteve-se no papel entre o fim
dos [música] anos 70 e o início da década seguinte. Nós queremos muito que faça, não pode fazer pode fazer a cuca. Mas eu não sabia que era um bicho que vestia a roupa, nada. Imagine só o trabalho para dar vida à aquela criatura. Figurino pesado, maquilhagem, voz alterada e movimentos exagerados.
Muitas crianças nem sequer sabiam quem estava escondida ali dentro. Depois do sítio, a Estela tornou-se no rosto conhecido das telenovelas. fez sucesso como a engraçada Dinalda de Sassaricando e também apareceu em produções como Era uma vez e Senhora do Destino. Ao ao contrário de várias colegas que deixaram a profissão, continuou ligada às artes.
Em 2025, a atriz foi nomeada para o prémio ATR pela sua prestação na peça a falecida. A antiga Cuca continua viva e trabalhando. E o número 22, Zézé Macedo. Pequena no tamanho, mas gigantesca [música] no Mor. Ela fez uma participação memorável como a dona Carochinha, aquela personagem rabugenta que parecia conhecer todos os habitantes das histórias infantis.
Quando entrou no Sítio do Picapau Amarelo, era já uma veterana do rádio, do cinema e das famosas chanchadas [música] brasileiras. O seu rosto, a sua voz e o seu jeito de falar eram reconhecidos de imediato. Depois disso, uma nova geração passou a conhecê-la como a dona Vela, da escolinha do professor Raimundo.
Ela trabalhou durante mais de 50 anos e participou em dezenas de filmes, quase sempre a arrancar gargalhadas sem precisar de grandes gestos. Fora da televisão, no entanto, mantinha uma vida bastante reservada. O Zé Macedo deixou-nos em Outubro de 1999, aos 83 [música] anos, após ter sofrido um AVC provocado pelo rompimento de um aneurisma.
A dona A Carochinha partiu, mas a sua figura continua viva na memória do humor brasileiro. [música] E a Catarina Avidala. Quem assistiu às últimas temporadas do primeiro sítio certamente se recorda da Cuca interpretada por ela. A atriz assumiu a bruxa em 1981 e ficou até à reta final do programa, enfrentando um figurino pesado e aterrorizando a Narizinho, o Pedrinho e Emília.
Só que a Catarina não ficou presa àquela fantasia. Depois do [música] sítio, apareceu em telenovelas, filmes, programas de humor e construiu uma carreira especialmente forte na comédia. Décadas mais tarde, conquistou outra personagem marcante, a dona Jo, a dona da fenão de Vik Cola. Veja como o tempo agiu de forma diferente. Enquanto alguns membros do Sítio do Ficavó Amarelo abandonaram a profissão ainda jovens, Catarina permaneceu trabalhando mais de 40 anos depois [música] de viver a Cuca.

Em 2026, ela ainda integrava a época final de Vike Cola. A velha bruxa desapareceu, mas a [música] atriz por trás dela nunca deixou de fazer rir o público. E o número 20, o canarinho. Veja bem, o Garnisé era um dos homens [música] simples que trabalhavam no sítio e viviam a envolver-se nas confusões de Zé Carneiro.
Quem interpretava aquele personagem era Aloísio Ferreira Gomes, [música] mais conhecido pelo nome artístico de Canarinho. Ele já tinha experiência na rádio, no circo e no humor quando [a música] entrou no programa, mas foi depois que passou a atender um telefone imaginário na televisão que a sua imagem ficou gravada definitivamente na memória popular.
[música] Durante décadas, o Canarinho permaneceu em A Praça Nossa, falando alto, discutindo com [música] alguém do outro lado da linha e criando desentendimentos que faziam a plateia cair na gargalhada. Mesmo com a idade avançada e a saúde mais frágil, continuou a aparecer no programa.
O ator partiu em março de 2014, aos 86 [música] anos, vítima de um enfarte. Aquele homem que ajudava no sítio terminou a vida como uma das figuras mais antigas e queridas [música] do humor brasileiro. Gabriela Senra, foi a quarta e a última atriz a interpretar Narizinho naquela versão. Ela entrou em 1985, quando o programa já caminhava para o encerramento e contracenou com Daniel Lobo, o último Pedrinho.
Eu sempre achei este tipo estranho, mas nunca pensei que fosse tanto. Por ter permanecido menos tempo, [música] o teu rosto não é tão lembrado quanto o de Rosana Garcia. Mesmo assim, foi Gabriela quem vestiu o figurino de Narizinho nas aventuras finais e participou na despedida de uma produção que tinha [música] acompanhado uma geração inteira.
Depois do sítio, ela continuou a atuar. Esteve em Roque Santeiro, trabalhou como modelo, apresentadora e produtora [música] e ainda apareceu na novela da cor do pecado em 2004. [pigarreia] nos anos seguintes afastou-se das telenovelas e passou a levar uma vida muito mais discreta, [música] longe da exposição diária.
Hoje, quem a encontra dificilmente imagina que aquela mulher foi a última menina do nariz arrebitado do sítio clássico. E o José Chaguinha, como se deve lembrar, o Ravicó era guloso, medroso e vivia a fugir da tia Anastasia para não acabar dentro da panela. Embora o personagem fosse um porquinho, a voz e os movimentos que o tornaram tão divertido pertenciam ao ator José Chaguinha.
[música] Começou a sua carreira no circo, trabalhando como escada para outros humoristas [música] e depois passou pelo rádio, pelo teatro e pela televisão. No sítio viveu primeiro um [música] dos bisouros que levavam informação para Emília. Depois assumiu Rabik, personagem que interpretou durante quase 10 anos. Chaguinha continuou a atuar depois do programa.
Apareceu em novelas populares como Tieta, Por amor, [música] Mulheres Apaixonadas e Senhora do Destino. O seu último trabalho registado na Globo foi em Sete Ferrados. O ator deixou-nos em dezembro de 2014, [música] aos 83 anos. O homem desapareceu, mas a voz daquele porquinho continua impossível de esquecer. E o número 17, a Daniele Rodriguez.
Quando a Rosana Garcia cresceu e precisou de deixar narizinho, a Globo iniciou uma enorme procura por [música] sua substituta. Cerca de 7000 cartas de crianças chegaram à estação. Depois de muitos testes e entrevistas, a [música] escolhida foi Daniele Rodrigues. Ué, o principal motivo é porque tu mudou completamente.
Tinha apenas 9 anos quando assumiu uma das personagens mais famosas da TV. Imagine a responsabilidade, entrar numa produção já consagrada e substituir o rosto que o público tinha aprendido a amar. Ela ficou no programa no início dos anos 80 e depois participou noutros trabalhos, [música] entre eles o filme O cangaceiro Trafalhão e a mini-série Anarquistas.
Graças a Deus, mas a sua vida não permaneceu concentrada perante as câmaras. Com o passar dos anos, passou a atuar na educação, na produção e na gestão cultural. [música] Criou projetos, ministrou workshops e ajudou na formação de outros artistas. A menina que venceu milhares de concorrentes, deixou de interpretar histórias para trabalhar na criação [música] delas.
E o número 16, o Samuel dos Santos. O tio Barnavé. Ele conhecia cada canto da mata. [música] Sabia falar de assombração, saci, ervas, bichos e todas as aquelas histórias que deixavam o Pedrinho [música] com os olhos arregalados. Por detrás daquele homem simples [música] estava o Samuel dos Santos, um artista com uma trajetória muito maior do que muitos imaginam.
Ele começou no cinema ainda nos anos 1950. Participou em produções da [música] companhia Veracruz e trabalhou nos famosos teleteatros da Titofi. [música] Além de atuar, exerceu também funções como assistente de produção e realização, mas foi o tio Barranavé que levou o seu rosto para dentro das casas de milhões de brasileiros.
Durante quase toda a duração do programa, ele foi uma presença segura naquele universo fantástico. [música] Depois do fim do sítio, apareceu cada vez menos na televisão. Ele deixou-nos em fevereiro de 1993, aos 70 anos, após complicações relacionadas com uma cirurgia ao pâncreas. foi um dos primeiros membros fixos daquele elenco a partir que o Marcelo José Patelli.
Para milhares de crianças, ele foi o Pedrinho corajoso que enfrentava monstros, [música] visitava reinos encantados e nunca recusava uma aventura. Ele assumiu o papel depois de Júlio César e manteve-se durante várias temporadas. Marcelo foi escolhido na mesma seleção que revelou Daniele Rodriguez. De uma hora para a outra, os dois passaram de crianças comuns a protagonistas de um dos programas mais vistos no Brasil.
Depois do sítio, ainda apareceu em telenovelas como Bambolet e Vale Tudo. Mas ao contrário de muitos artistas [música] infantis que tentam permanecer famosos a qualquer custo, Marcelo foi deixando a atuação para trás. Longe das câmaras, tornou-se empresário e passou a trabalhar no setor do turismo. Viveu também fora do Brasil e optou por uma rotina discreta.
Hoje, quem se cruza com ele por aí dificilmente reconhece o menino que corria pelas matas de [música] Dona Venta. O Pedrinho cresceu e decidiu viver longe daquele mundo de [música] fantasia. E a Dorinha do Val, quem via a primeira cuca escondida naquela fantasia, não imaginava o drama que transformaria completamente a vida [música] da Dorinha do Val.
Antes do sítio, ela já era atriz, cantora, vedeta e uma figura conhecida das primeiras décadas da televisão brasileira. Em 1980, [música] a sua história sofreu uma viragem trágica. Durante uma discussão no seio de casa, Dorinha matou o marido, o produtor Paulo Sérgio Garcia Alcântara, com três tiros. A atriz afirmou que sofria agressões e humilhações, foi julgada, condenada e cumpriu parte da pena em regime semiaberto.
Depois disso, afastou-se dos holofotes [música] e passou a dedicar-se principalmente às artes plásticas. Décadas mais tarde, ainda fez uma participação na belíssima novela, mas nunca retomou a [música] antiga carreira. Glorinha do Val viveu até aos 96 anos e faleceu em maio de 2025. Ela foi da fama a Frisal e depois há mais de quatro décadas de silêncio.
E o número 13, Susana Avranches. Ela assumiu uma das tarefas mais difíceis daquela produção. Tornar-se a Emília depois de duas atrizes que já haviam marcado profundamente a personagem. Ela entrou em 1983 e manteve-se até ao último ano do sítio. Com o seu cabelo colorido, o rosto pintado e a forma acelerada de falar, A Susana [música] conquistou as crianças das temporadas finais.
Depois que a boneca foi guardada, continuou trabalhando em telenovelas, no teatro e fazendo participações especiais. Mas a a sua carreira também tomou outro caminho. Susana passou a atuar mais nos bastidores como preparadora de elenco, ajudando outros artistas a compreender personagens, textos e cenas. Em vez de desaparecer completamente, [música] utilizou a experiência adquirida desde jovem para orientar novos atores.
Em 2025, [música] reapareceu em produções da Globo e da Record. Quase 40 anos depois do fim do programa, a última Emília continua ligado à televisão, surgindo diante das câmaras e trabalhando também por trás delas. Jair Sampaio, lembra-se da tia Anastasia a chamar a Emília de Diabinha pestenta e ameaçando o rabicol com uma vassoura? Já a Cra Sanfaio transformou a cozinheira do sítio numa das personagens mais queridas daquela geração.
Ela era uma atriz experiente quando entrou no programa. Tinha trabalhado no cinema, no teatro e na televisão e tornou-se uma das principais artistas [música] negras da sua época. Durante anos, a sua parceria com Zilka Salaverry parecia tão verdadeira que o público acreditava [música] que as duas viviam realmente naquela casa.
Nos últimos anos, porém, os problemas cardíacos foram-se agravando. Já necessitava de reduzir o trabalho e enfrentava crises de falta de ar e arritmia. Em Setembro de 1998, sentiu-se mal durante a madrugada, foi levada para o hospital, mas os médicos não conseguiram reanimá-la. A eterna tia Anastasia deixou-nos aos 76 anos, vítima de um ataque cardíaco.
A cozinha do sítio nunca mais pareceu a mesma. E a Isabela Vicalo. Ela foi outra menina que precisou de assumir o vestido e as tranças da Narizinho, [música] depois de o público já conhecer duas intérpretes diferentes. Ela entrou em 1983 e participou nas temporadas seguintes ao lado de Marcelo Patelli e Susana Vranches.
Mas a Isabela já conhecia a televisão. Ainda criança tinha feito novelas. Depois o sítio continuou surgindo em produções importantes. [música] Viveu a jovem viúva Porcina em Roque Santeido. Participou em anos dourados e continuou a trabalhar em séries e telenovelas. Com o tempo, alargou a sua representação, formou-se [música] em sociologia, dedicou-se ao teatro musical, tornou-se cantora [música] e construiu uma longa trajetória como dubladora.
Talvez tenha ouvido a voz dela muitas vezes sem se aperceberem que era a antiga narizinho. Ao contrário de outros artistas infantis que abandonaram completamente o meio, Isabela continua ligada à interpretação. A menina cresceu, saiu do sítio, mas nunca [a música] deixou verdadeiramente o mundo das personagens. E o número 10, a Zilka Salaberry.
Se existia alguém capaz de fazer milhões de crianças a acreditar que tinham uma avó dentro da televisão, essa pessoa era Zilka Salaverre. Aqui vivem em liberdade e o seu filho principalmente precisa dele. Eu imagino apenas como ele se sente em sua casa. A sua dona Venta tinha uma voz calma. Olhar acolhedor.
Ele parecia sempre conhecer uma história para explicar [música] qualquer situação. E Zilka inicialmente teve medo de aceitar o papel. Se achava demasiado agitada para interpretar uma mulher tão serena. Mesmo assim, entrou no local e permaneceu durante quase 10 anos, tornando-se uma das imagens mais fortes da televisão infantil brasileira.
Depois do programa, continuou a trabalhar em telenovelas, filmes e minisséries, mas a saúde começou a exigir cada vez mais cuidados. Em 2005, foi internada com insuficiência renal, infeção urinária e desidratação aguda. Ela também sofria de uma doença pulmonar crónica. Zilka nos deixou em março desse ano, aos 87 anos.
No velório, a família colocou perto do caixão uma fotografia do antigo elenco. Era a despedida da mulher que se tornou a avó de todo o Brasil. E o José Meer. Esta é uma curiosidade que muita gente não se apercebeu na altura. Antes de se tornar um dos maiores galãs da Globo, José Meer foi uma das vozes do burro falante do sítio.

O ator não aparecia caracterizado perante as câmaras. [música] Era a sua voz que dava personalidade ao animal conselheiro, sempre pronto a orientar os moradores. Pouco depois, Meer começou a ganhar espaço [música] nas telenovelas e tornou-se protagonista de grandes sucessos, como a dieta, os laços de família e mulheres apaixonadas.
Décadas de prestígio terminaram de maneira controversa. Em 2017, a sua carreira sofreu um forte avalo. Após a [música] acusações sobre o seu comportamento nos bastidores. Reconheceu o erro publicamente, foi afastado das produções [música] e acabou por terminar o seu longo vínculo com a Globo.
Desde então, passou a viver longe da televisão. [música] Em 2025, recusou um convite para regressar e informou que tinha encerrado a carreira. O burro falante tornou-se galã, mas terminou o seu percurso artístico envolvido numa grande polémica. E o número oito, André Vale. Bastava colocar a cartola, os óculos e a roupa feita para parecer um sabugo de milho.
André Vali desaparecia e surgia o visconde de Sabogosa. [música] O ator manteve-se no papel durante anos e tornou o cientista atrapalhado numa das figuras mais queridas do sítio. Quando o programa terminou, André não ficou parado, não. Ele continuou a trabalhar no teatro, no cinema e em várias telenovelas. Esteve produções como O Bem Amado, Escravesaura, Pecado Capital e Laços de Família.
Mais tarde deixou a Globo e ainda trabalhou na Record. Mas a sua vida mudou rapidamente em 2008. Recebeu o diagnóstico de um cancro agressivo com o comprometimento do fígado. Quando a doença foi descoberta, [música] o quadro já estava muito avançado. Pouco depois, em junho desse mesmo ano, faleceu em casa, no Rio de Janeiro, aos 62 anos.
O homem que interpretava a personagem mais sábio do sítio teve muito pouco tempo para enfrentar a própria doença. E o Tonico Pereira, o Zé Carneiro, era atrapalhado, falava demais e parecia sempre pronto para criar uma nova confusão. O Tô Pereira entrou no sítio para permanecer por pouco tempo, mas o personagem fez tanto sucesso que ficou durante cerca de 8 anos.
Depois, o ator construiu uma das carreiras mais extensas da televisão. Trabalhou em dezenas de telenovelas e filmes, mas uma nova geração passou a reconhecê-lo como o Mendonça, o chefe de Lineu em A grande Família. A vida fora das câmaras nem sempre foi tranquila. O ator já [música] falou de negócios que não resultaram e a sua dificuldade em gerir dinheiro.
Mais recentemente enfrentou graves problemas de saúde. Foi internado com pneumonia e sofreu [música] duas quedas na rua, chegando mesmo a bater a cabeça. Mesmo ainda em recuperação, regressou às gravações da novela Volta por cima. O Tô Pereira disse que não estava totalmente bem, mas que trabalhar continuava a ser primordial.
[música] O antigo Zé Carneiro continua vivo, resistindo e recusando-se a abandonar a profissão. E a disse Miliá. [música] Durante muito tempo, circulou na internet uma imagem que levou algumas [música] pessoas a acreditar que a primeira narizinho tinha terminado debilitada e numa cadeira de rodas. Mas esta história não pertence à Rosana Garcia.
Quem realmente enfrentou este drama foi Dis Milatio, a primeira Emília da versão da Globo. Ela deu à boneca uma energia impressionante. Antes do sítio, já tinha marcado a televisão como a Judiceia, uma das irmãs cajazeiras e o bem amado. Continuou a atuar durante muitos anos. As em 2008 sofreu um acidente [música] vascular cerebral.
Ela perdeu parte dos movimentos, passou a usar cadeira de rodas e teve de se afastar definitivamente do trabalho. Foi viver então no retiro dos artistas, onde recebeu o apoio do irmão Flávio Biliá e de outros familiares. Deixou-nos em setembro de 2009, [música] aos 76 anos, depois de enfrentar pneumonia e uma infecção urinária.
A cadeira de rodas era real. A personagem atribuída a ela é que estava errada. E o Júlio César Vieira, foi o primeiro o Pedrinho daquela versão. Quando começou era ainda um adolescente, mas já possuía experiência como aturmir, o seu rosto ficou ligado para sempre ao menino corajoso que passava as férias na casa da dona Venta. Só que as crianças crescem.
Depois de algumas temporadas, Júlio já já não conseguia parecer o pequeno aventureiro descrito [música] nas histórias. Ele deixou o Pedrinho, voltou ao programa interpretando outro personagem e passou o papel a Marcelo Patelli. Nos anos seguintes ainda apareceu em atrações como Chico Anizichol e os trafalhões.
Também tentou continuar no teatro, mas acabou abandonando a atuação e seguindo uma vida empresarial longe das câmaras. [música] Atualmente, Júlio César vive afastado dos holofotes. Fotos recentes surpreenderam o público precisamente porque o tempo apagou quase todas as características [música] daquele menino. O primeiro Pedrinho continua vivo, mas ao contrário de Tunico, [música] Romeu e outros colegas, preferiu deixar a televisão no passado.
E o número quatro, Daniel [música] Lobo. A história do último Pedrinho é uma das mais dolorosas desta lista. Entrou no sítio em 1985, ao lado de Gabriela Senra, e participou das aventuras finais daquela versão. [música] Depois de o programa terminar, Daniel continuou a trabalhar, fez telenovelas, filmes e principalmente teatro.
Na vida adulta também escreveu, dirigiu [música] e desenvolveu projetos próprios. Um dos seus trabalhos mais importantes foi o espetáculo Nise da Silveira, guerreira da face. Mas no início de 2016 surgiram sintomas inesperados. A princípio, acreditou que se tratava de uma alergia. O quadro agravou-se.
Os exames revelaram um tumor maligno no aparelho digestivo. E Daniel Lobo precisou interromper a época que estava apresentando. Ele chegou a passar por uma cirurgia. mas não resistiu. Nos deixou em março de 2016, aos 43 anos, apenas algumas semanas depois do início dos sintomas. O menino que enfrentava monstros no sítio partiu cedo demais, em plena atividade artística.
Romeu Evaristo, lembras-te do Sassi saltando pela mata, pregando partidas e desaparecendo no meio de um rei demoinho. Romeu Evaristo foi o ator que deu rosto à personagem nessa versão e tornou-se um importante ídolo negro para as crianças brasileiras. O Sasi acompanhou para o resto da vida. Mesmo depois de trabalhar em telenovelas, filmes e programas de humor, Romeu continuou sendo reconhecido nas ruas pela [música] figura de Gorver.
vermelho e uma perna só. Ao contrário de tantos colegas que desafareceram, ele continuou a atuar. Participou em produções como Zorra Total e Encantados. É também pai da atriz Dandara Mariana, que seguiu o mesmo caminho artístico. Em 2025, Romeu voltou à antiga quinta, onde parte do sítio foi gravada.
Ao reencontrar aquele lugar quase 50 anos depois, declarou que o saci o tinha levado para o mundo. O menino traquina envelheceu, mas permaneceu vivo [música] dentro do ator e na memória de milhões de brasileiros. E o número dois, Reni de Oliveira. [música] Após a saída de Dice Milatt, esta assumiu a Emília e acabou por se tornar, para muita gente a intérprete mais marcante da boneca naquela versal.
Reni permaneceu no programa durante várias temporadas. O seu jeito acelerado, os olhos arregalados e a língua afiada combinavam perfeitamente com a personagem. [música] O sucesso foi tão grande que começou a provocar um problema. O público já não conseguia separar a atriz da boneca. Na tentativa de romper aquela imagem infantil, Renny tomou decisões ousadas e chegou mesmo a pousar para uma revista masculina em 1984.
Mesmo assim, continuava a ser chamada para projetos [música] ligados às crianças. Com o tempo, afastou-se da atuação, estudou psicologia e psicanálise e em 2006 mudou-se para o Canadá. passou a trabalhar com terapias, yoga eatso, mantendo-se distante das entrevistas [música] e da televisão brasileira.
A Emília mais locutor de todas [música] escolheu o silêncio e construiu uma outra vida a milhares de quilómetros do sítio. E à Rosana Garcia, é agora que chegamos ao rosto que o trouxe até este vídeo. Foi a primeira narizinho do Sítio do Ficava Amarelo de 1977. começou a trabalhar em televisão ainda criança e tinha apenas 12 anos quando entrou naquele universo.
Durante quase 5 anos, passava as tardes numa quinta de [música] verdade, rodeada de árvores, animais, cenários e histórias fantásticas. Rosana deixou a personagem quando cresceu, [a música] mas não abandonou a televisão, não. Continuou atuando em telenovelas e programas. E a a partir de 2001 descobriu uma nova vocação, a preparação de elenco.
Desde assim ajudou principalmente as crianças a decorar textos, compreender cenas e trabalhar diante das câmaras. Em vez de desaparecer, passou a formar novas gerações de atores. Rosana Garcia também teve dois filhos, tornou-se avó [música] e continua envolvida com projetos artísticos e ambientais na região de Penedo.
Portanto, esqueça aquela imagem falsa da mulher debilitada numa cadeira de rodas que circula pela internet. A Rosana continua firme, lúcida, ativa e trabalhando. Ela está muito velha. A verdadeira Narizinho não terminou na miséria, nem enfrentando aquela doença. Ela apenas trocou o centro do ecrã pelos bastidores e transformou a própria experiência de infância numa profissão.
[música] Quase 50 anos depois, cada integrante daquele sítio seguiu um destino diferente. Alguns partiram cedo, outros escolheram o anonimato e poucos continuam a trabalhar. Agora conta-me aqui nos comentários qual a personagem mais marcou a sua infância e qual das histórias mais o surpreendeu. Deixe o o seu comentário aqui em baixo e participe connosco.
Diga também a cidade de onde [música] estás a ver. O, não te esqueças de deixar aqui o teu like neste vídeo, OK? Eu vou deixar outro vídeo para si aqui nos cartões, que é sobre alguns atores dos anos 80 que mudaram [música] bastante. Basta clicar aqui neste card que se vai recordar de 25 atores infantis que já foram muito famosos e saber como estão hoje em dia.
É um vídeo super interessante que vale a pena ver. Eu vou ficando por aqui, mais uma vez o meu muito obrigado e até ao nosso próximo vídeo.