MORTOS, ESQUECIDOS E MAIS O TRISTE FIM DOS ATORES DE A VIAGEM 32 ANOS DEPOIS! – H
Terra. A minha turma é aquela. Não é, não. Basta querer evoluir. Eu quero vingar-me. Esta sensação [música] de vingança me deixa torna-me mais poderoso. Prepare-se para uma viagem que vai muito para além do ecrã da TV. 32 anos depois da novela A Viagem, [música] os aplausos silenciaram, as luzes dos estúdios apagaram-se e as vidas de 35 atores tomaram rumos que poucos imaginam.
Uns conquistaram novos palcos, outros desapareceram na névoa do esquecimento. E há quem tenha encontrado um fim tão trágico quanto as próprias cenas de despedida que interpretaram. Hoje vamos abrir os bastidores que ninguém mostrou. Amores interrompidos, reviravoltas espirituais, batalhas contra doenças cruéis e partidas que deixaram saudade.
Está pronto para encarar estas histórias até ao último segundo? Por isso, respire fundo e venha comigo, porque certas verdades podem doer mais do que qualquer guião. Pris pit na certidão de nascimento, 4 de abril de 1971. Nos créditos finais, apenas Bárbara. Vai sair com o Zé para almoçar? É, vou. Então vai preparado porque senão vocês vão acabar por lavar o prato.
Enche-me, Geraldão. Ai, que que é, hein? Dormiu de bombom para fora, não é? Com esta calça rasgada aí. Aos 24 anos, Chris surgia como uma promessa de uma geração ávida de novas musas. Dois meses após soprar velas em 1995, sofreu um enfarte fulminante e partiu sem gravar o segundo capítulo da sua própria carreira.
Até hoje, os fãs depositam flores diante do antigo estúdio 5, como se aquele portão pudesse abrir-se e devolver o sorriso que nunca envelheceu. Já refletiu sobre quantas histórias morrem antes mesmo de começar? Eduardo Galvão. Em 19 de abril de 1962, nasceu em Niterói e descobriu cedo que o timbre suave podia acalmar plateias inteiras.
Aos 32 anos, emprestou esse carisma ao arquiteto Mauro. Mauro. Mauro, algum problema aí? Tudo bem, Alberto. O senhor é amigo deste CP? É meu primo. Mauro, acho que é melhor ir andando, a rapariga querendo ficar em paz. Tudo bem, vemo-nos outro dia, tá? Mas o destino quiz que a sua história terminasse longe dos cenários.
Em 7 de dezembro de 2020, a COVID-19 interrompeu a sua respiração e gelou sonhos de novos personagens. Morreu no Rio de Janeiro o ator Eduardo Galvão, vítima de Covid-19. Amigos, recordam que dias antes de ser internado, Eduardo gravou um áudio para a filha, dizendo: “Guarda o meu sorriso, ele é o seu talismã”.
Cada vez que aquele ficheiro toca, os fãs afirmam sentir um arrepio. Seria saudade ou algo mais? Caio Junqueira. Em 15 de novembro de 1976, nasceu no Rio de Janeiro o menino que aos 18 anos seria Pedro Bala, símbolo de rebeldia juvenil. Depois vieram os filmes premiados e papéis em séries policiais. Olha lá, hein? Começar a trabalhar aqui que quero levantar esta viatura até ao final do dia. Vamos.
Até que em 23 de janeiro de 2019, um acidente na Avenida República do Chile tornou-se uma manchete cruel. Caio partiu aos 42 anos após uma semana de luta no CTI. Morreu hoje no Rio, aos 42 anos, o ator Caio Junqueira. Estava internado há uma semana por causa de um acidente de carro. O irmão Jonas guarda até hoje a claquete da última cena que gravou, manchada de gasolina e esperança.
Será que alguma estrada é demasiado longa quando se pisa a fundo no acelerador da vida? Mara Manzan, filha de imigrantes espanhóis, veio ao mundo a 28 de maio de 1957. Em A viagem aos 42, roubou cenas como Edneia, mas a vida real preparava provações cruéis. Três cirurgias, dois tumores e sem queixa. Há alturas que eu tenho medo, há alturas que já houve um momento em que chorei, mas eu sou uma pessoa que não questiono muito Deus, não, sabe? Não mudei a minha vida em nada.
Pelo contrário, vou até à praia que eu não ia, porque eu disse, vou queimar-me, ficar bonitona, vai que encontro um médico lindo nesta operação, porque tem que se divertir. Os hospitais relatam que Mara andava pelos corredores vestida de Odalisca para animar os doentes oncológicos. A 13 de novembro de 2009, partiu aos 52, enquanto a sua última novela ainda era exibida.

Eu sou pequena, mas sou danada, hein? Nos créditos finais, um apagão inexplicável escureceu o sete por 57 segundos. Tempo exato da sua idade. Coincidência ou despedida programada? Gésio Amadeu, paulista de 14 de Junho de 1942, Gésio chegou à Aviagem com 47 anos, carregando experiência de sobra para interpretar Julião, o administrador fiel da quinta de Guomar.
Fora das câmaras, vendia queijos artesanais em feiras do interior para completar o rendimento e adorava dizer que o aroma do campo vence o cheiro a estúdio. Em 5 de agosto de 2020, a Covid-19 levou a sua voz serena, deixando um violão desafinado encostado na cadeira de baloiço. Morreu aos 73 anos o ator Gil Amadeu. Nair Belo.
Em 28 de março de 1942, o mundo ganhou a voz aguda e bem humorada que faria história como Sininha, a pensionista apaixonada por Tibério. Ao 63, durante as gravações, Nair era a primeira a chegar e a última a sair, deixando no ar o seu perfume floral. Fragrância que os colegas juram sentir de vez em quando nos corredores abandonados do antigo Projaque.
Em 16 de Abril de 2007, a falência múltipla dos órgãos calou aquela gargalhada inconfundível. Não te abres, abres. Abre-te, abre-o. Espera lá, espera lá, eu abro. Ai, ai, é a sua avó. Está bom, vá. Deixa, deixa. Mais um vídeo de bastidores divulgado na internet em 2024. Mostra Nair improvisando piadas na cantina do estúdio, arrancando lágrimas de saudade de quem assiste.
Se o riso tem memória, o dela continua a fazer eco. Iara Cortez. A eterna dona Maroca nasceu em 22 de setembro de 1930 e já colecionava protagonistas quando gravou A viagem aos 72 anos. [música] Filha, filha, filha, filha. Oi, filha, [música] até que enfim. Olá, minha querida. Em 17 de Outubro de 2002, um insuficiência respiratória calou a sua voz.
Ironia dolorosa para quem iluminava a sala de estar de milhões. Até hoje, fitas de ensaio mostram cenas inéditas que nunca foram para o ar. Você assistiria a um especial póstumo se ele revelasse a última gargalhada de Cláudio Cavalcante. A 24 de novembro de 1940, ele veio ao mundo para provar que a fronteira entre a morte pode ser questionada.
Aos 54 anos, interpretou o O Dr. Alberto, dirigente das sessões espíritas que hipnotizaram o público. Mas foi para onde? [música] foi para um sítio que a lista não alcança, apenas isso. E nos bastidores mergulhava em pesquisas de cardecismo para tornar cada cena real. No dia 29 de setembro de 2013, uma falência múltipla de órgãos encerrou sua viagem terrena.
Será cremado amanhã no Rio o corpo do ator Cláudio Cavalcante. Ele morreu ontem aos 73 anos de problemas cardíacos. Depois de uma cirurgia à coluna. Mas os fãs juram sentir a sua presença nos corredores do antigo estúdio. Seria coincidência a luz do camarim 12 piscar sempre às 23h11, horário exato da sua partida? Nildo Parente.
Em 14 de janeiro de 1951, Nildo Rodrigues Parente nasceu no interior do Ceará, mas foi no Rio que fincou bandeira como Valdomiro, o médium dócil de Aviagem. Na vida real, sofreu um acidente vascular cerebral em 20 de novembro de 2010, que o deixou sem fala. Ironia cruel para quem vivia de emoção. Lutou um mês em silêncio até 18 de dezembro de 2011, quando partiu aos 60 anos.
Amigos, recordam que na véspera do AVC ele rabiscou num guardanapo. Se o corpo falha, que a alma fale por mim. Será que conseguiu? António Pompeu, nascido em 23 de junho de 1953, Pompeu deu um rosto ao bondoso Paulinho, espírito protetor de Otávio. Depois de trocar a Globo pela record, mergulhou em longos silêncios. Em 2 de janeiro de 2016, foi encontrado sem vida no seu apartamento.
Um ator e ativista do movimento negro António Pompeu, que morreu ontem no Rio, será sepultado na sua cidade, no interior de São Paulo. Nenhuma carta, nenhuma explicação, apenas guiões riscados com a palavra recomeço. Alguém consegue escrever o último ato da própria história? Isaac Bardavid.
Em 13 de fevereiro de 1931, nasceu o homem que faria o Olverini falar português. Ao 63, emprestou gravidade ao magistrado do Ministério Público, mas foi no microfone da dobragem que se tornou lenda. Eu vou apanhar-te, irmã. No primeiro dia de fevereiro de 2022, o Enfisema venceu o seu fôlego, mas não a garganta.
na UCI pediu para gravar em o seu último Eu Sou o melhor naquilo que faço. O ator e dobrador Isaac Bardavi, voz do Volverini no Brasil, faleceu aos 90 anos na tarde desta terça-feira em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Frase que se tornou vinheta eterna em eventos de fãs. Quantas vidas cabem numa única voz? Leia Garcia.
A 11 de março de 1933, ela estreava-se na vida real. Em 1994 protagonizava como Natália. Em 12 de agosto de 2023 subia a Gramado para ser homenageada e minutos antes da cerimónia sofreu o enfarte que a levou aos 90 anos. A atriz Léa Garcia foi hoje sepultada no Rio de Janeiro. Artista morreu na passada terça-feira aos 90 anos por complicações cardíacas.
O troféu foi colocado sobre o caixão, brilho dourado sobre veludo negro, símbolo de um palco que nunca quis deixá-la partir. Você aplaudiria de pé, mesmo sem cortinas para fechar? Daniel Ávila. Daniel tinha apenas 9 anos em 14 de outubro de 1994, quando a sua cena a chorar pela morte de Otávio parou o Brasil.
A fama relâmpago cobrou o preço. Bullying na escola, contratos cancelados na adolescência e a dor de ver a mãe abdicar do emprego para o acompanhar em sets. Ele resistiu. Hoje, aos 41 anos, gere um estúdio de dobragem em São Paulo e empresta a voz a heróis de anime. Estavas a finalizar e os recomeços precisa de adiantar. Estou muito longe do reino dos arco-íris.
Queos foxovos. ironicamente salvando o mundo todas as semanas. Quando a gravação termina, guarda no bolso um amuleto com a foto do Dudu e sorri. Essa criança lembra-me de nunca desistir. Quantos de ainda reconhecemos aquela gargalhada na versão brasileira dos filmes? Lúcio Mauro Filho.
Nasceu em 18 de junho de 1974, Lúcio pisou um plateau de novela pela primeira vez como Caío, com 20 anos e o violão herdado do pai. A fama definitiva veio como tuco, mas nunca largou a música. [música] [canto] Em 11 de setembro de 2021, assumiu a chefia da banda do caldeirão com Mon e passou a compor jingles de beneficência gravados em estúdios móveis dentro de escolas públicas.
Aos 52 diz que cada acorde é um bilhete de gratidão para o velho Caito. Quantos de nós ainda lembramos da sua tímida estreia em 1994? Solange Couto, nascida em 1eo de Julho de 1956, no Morro do Cantagalo Solange já tinha incendiado plateias. Então trouxe-o se marcar bem a cara dele. Vai lá, Basilo, vai fazer a entrega. Três décadas depois, ela fez as malas para o estúdio de um reality show.
Em 27 de janeiro de 2026, entrou no BBB 26 e numa madrugada de chuva artificial revelou que enfrentou uma depressão grave logo após a fama. Ao 69, lançou um livro de memórias cujo primeiro capítulo se chama Bato Panelas para calar os meus fantasmas. Teria coragem de ler as páginas seguintes? Guilherme Fontes.
Nasceu em 8 de janeiro de 1967, O Guilherme tinha [música] 27 anos quando encarnou Alexandre, o espírito vingativo que assombrava os [música] vírus. Muito engraçado. Deixa o Tato em paz. Quê? Nada. Vai-te embora daqui. Sai, sai, sai daqui. Sai daqui. Este trouxa sujeitinho Palerma. Fora da ficção, enfrentou o seu próprio tribunal.
Atrasos no filme Chatô e processos que viraram manchete. Em 2024, voltou ao ar in Elas por Elas e nos bastidores repetia à equipa: “Se sobrevivi ao Alexandre, sobrevivo a qualquer manchete”. Ao 59, dirige workshop sobre como transformar os fracassos em guião. Será que o vilão finalmente encontrou absolvição? Cristiane Torloni.
Cari carioca de 18 de Fevereiro de 1957. Cristiane já era uma estrela quando viveu de Ná, a heroína que cruzava dimensões por amor. A 22 de julho de 2024, deixou a Globo passados 46 anos e embarcou numa digressão teatral latino-americana encenando Medeia em espanhol e português. A 69 conta que divide a mala entre figurinos e incensos de viagem astral.
Cada palco é um novo plano espiritual. Conseguiria segui-la nessa atravessamento sem passaporte? Miguel Falabela. Falabela chegou ao sete a 10 de outubro de 1956 carregando pilhas de guiões. escrevia sai de baixo de madrugada e gravava Raul durante o dia ouve o que te vou falar. Então se a Estela não mudar de atitude, vou ter que tomar uma providência.
Calma, Raul. Ela está confusa, está transtornada. Aos 69 anos, diz que trocou as noitadas de Ipanema por cafés silenciosos em Lisboa, onde digita memórias que prometem revelar bastidores que ninguém ousou contar. Mesmo longe do Brasil, regressa a cada janeiro para dirigir um bloco carnavalesco inclusivo que reúne cadeirantes e foliões com deficiência visual.
Em cada ensaio, faz eco da frase que repetia a Raul diante do espelho. A maior justiça é viver intensamente. Teria coragem de ler as confissões deste campeão de audiências? Arifontoura. Nascido a 20 de janeiro de 1933, Ari chegava ao sete com o texto decorado e uma caneca de café sem açúcar. Aos 61 anos, transformou Tibério num ícone de carisma.
É, Tibério, o que aconteceu hoje foi apenas uma cerimónia. A cremação só acontece depois. Pois é, exatamente por causa desta cremação que eu vim aqui para E três décadas depois ostenta um recorde impressionante, mais de 40 novelas no currículo. Em março de 2026, encerrou participação em ETA Mundo Melhor e confessou sorrindo que só pensa em novas travessuras para o próximo papel.
Aos 93, mantém a rotina de gravação de vídeos divertidos no TikTok e recitar Machado de Assis em lives para fãs surdos usando Libras que aprendeu durante a pandemia. Será que existe reforma para quem nasceu para contar histórias? Laura Cardoso. Se o coração da novela batia forte, muito se deve à Laura, nascida a 13 de setembro de 1927.
Com 66 anos quando viveu Guiomar, o meu marido dizia que a força desta casa vem desta árvore. Agora sinto que a minha força também vem desta árvore. Em 98, hoje ela desafia os calendários, grava curtas-metragens de manhã, ensaia teatro à tarde e fecha o dia a ler novas propostas de guião. Perguntada sobre reforma, respondeu: “O meu público ainda não dormiu.
Por que razão dormiria? Quantos segredos de sete esta dama de ferro levará consigo quando um dia a baixar cortina? Tony Tornado. A 26 de maio de 1931, nasceu Antônio Viana Gomes, o homem que introduziu a Soul Music no Brasil e que ao 64 surgiu como chefe, colega de cela de Alexandre. Quase três décadas depois, Tony, agora com 95 anos, aquece os músculos antes de cada concerto, fazendo flexões e gritando: “Sol é vida”.

Escala o palco como se o tempo corresse para trás e promete voltar ao horário nobre em quem ama cuida em 2026. Quando a público pergunta o segredo, ele responde: “Morreria se parasse. Tanto quanto vai a tempestade de um furacão que se recusa-se a perder força? Denise Delvequio, Paulista de 6 de maio de 1955, Denise tinha 40 anos quando fez de Glória Guzmão uma segunda mãe para os órfãos de Diná.
Fora da ficção, experimentou um cuidado quase obsessivo. Lia o guião do dia seguinte em voz alta para figurantes, certificando-se de que ninguém errasse uma marcação. Desde 2006, migrou para o Record, mas manteve o hábito de levar sopa caseira aos contrreas que viram à noite montando cenários. Aos 71 anos, prepara um solo teatral sobre mulheres invisíveis na TV e garante que contará segredos guardados desde 1994.
Está pronto para ouvir tudo o que ficou nos bastidores? Suzi Rego, Pernambucana de 14 de Março de 1967, Suzi apareceu com 27 anos como Carmen, a repórter teimosa que perseguia o mascarado. Ah, fixe, mascarado. Obrigada. Não, não, não, nada disso, de jeito nenhum. Não, mascarado para si, por conta da casa já falei.
Depois da novela, tornou-se nómada de emissoras dos estúdios da Manchete às câmaras do Globoplay. Em 6 de setembro de 2025, voltou à ribalta numa série True Crime e surpreendeu o público, anunciando que estuda criminologia para roteirizar casos reais. Ao 59, enfrenta plateias universitárias, dizendo: “O maior mistério é descobrir quem somos depois dos créditos.
Você toparia ouvir as suas aulas à luz das lanternas?” Marcos Oliveira. Carioca de 19 de Novembro de 1957. Ele era apenas um rosto de cena rápida, mãozinha o carcereiro. Mas bastou um episódio de A Grande Família para virar o icónico Beiçola. Aos 69 anos, Marcos vive no retiro dos artistas, onde empurra a tristeza com piadas improvisadas no refeitório.
O seu maior medo? Esquecer como se conta uma piada. Será que o silêncio é o maior inimigo a quem sempre arrancou gargalhadas? Tânia Sher. Tânia nasceu a 5 de fevereiro de 1947 e ainda menina ouvia sussurros nos corredores da antiga TV Tupi. Dizia que eram vozes de atores já falecidos. Quando viveu Josefa Dias, frequentadora das sessões espíritas do Dr.
Alberto, confessou ter sonhado com uma névoa que chamava-a pelo nome. Se me permite, não parece a mãe do hotel, mas parece a irmã, isso sim. Obrigado. A 18 de outubro de 2008, partiu por insuficiência respiratória e o enfermeiro de serviço garante que ela sorriu antes de fechar os olhos. murmurando. Eu já sabia. Coincidência ou presságio.
Filipe Martins. Com 33 anos em 1994, Felipe era o primogénito do rigoroso Otávio Jordão. Ok, vim aqui para falar com você. O quê? Mas fora das câmaras sentia-se prisioneiro de uma fama que nunca desejou. Em 2013, após a novela José do Egito, recolheu-se à região serrana do Rio de Janeiro, onde vive hoje entre araucárias, dando aulas de teatro a crianças carenciadas e ensaiando peças amadoras num barracão que ele mesmo ajudou a montar.
Aos 65 anos, carrega nos bolsos a chave enferrujada do antigo camarim 7 da Globo, memória silenciosa de um glamur trancou para sempre. Quem imaginaria que o filho rebelde da trama escolheria o anonimato como final feliz? Breno Moroni. Nascido a 9 de janeiro de 1954, Breno chegou aos estúdios em silêncio absoluto para interpretar o misterioso mascarado.
Pelo menos responde-me, Adonai. Por quê? Eu quero saber, meu Deus. Eu quero saber que mal te fiz eu para merecer um castigo desse conta-se que guardava o acessório em um cofre de hotel e apenas colocava a peça segundos antes de gravar para sentir o peso do segredo. Depois de o enigma ter sido revelado, Breno sentiu que nenhuma história poderia superar aquela experiência e em 2003 despediu-se da TV para abraçar o cinema de arte e o teatro de rua.
Hoje, aos 72 anos, dirige oficinas em bairros de lata cariocas, ensinando os jovens a confeccionar máscaras que representem os seus próprios medos. uma forma de, segundo ele, dar um rosto ao indisível. Conseguiria encarar a sua? Andreia Beltrão. Nascida a 16 de setembro de 1963, Andreia já tinha um brilho próprio ao encarnar Lisa, a jovem que se apaixona pelo vilão Alexandre.
Aos 62 anos, alterna temporadas no teatro, onde declama Claric Lispector com a mesma intensidade de 1994 e maratonas de surf em Grumari ao Nascer do Sol. Em entrevistas, admite que a personagem ensinou-a a amar à beira do abismo sem perder a sua sanidade mental. Em 12 de maio de 2026, ganhou o prémio Shell de melhor atriz por três graças e subiu ao palco de ténis surrados, arrancando gargalhadas da plateia.
Consegue imaginar Lisa a encarar a velice com tamanha irreverência? Lucinha Lins. Em 9 de dezembro de 1953, nascia no Rio de Janeiro a menina que décadas depois emocionaria o país como Estela. Que é que foi, Estela? Esta, por amor de Deus, Estela. Que é? Fala, [música] Dina. [música] Ó, minha irmã. Quando a viagem estreou, Lucinha já somava sucessos, mas enfrentava o silêncio dos media após a sua luta contra um melanoma nos anos 80.
32 anos se passaram. Ela mudou de estação, viveu altos e baixos financeiros e em 24 de outubro de 2025 fez um regresso triunfal à Globo em A volta por cima. Aos 73 anos, mantém uma rotina espartana de exercícios e recitais acústicos intimistas, aplaudida por plateias que emocionadas costumam gritar: “Estela quando as luzes se apagam!” E você ainda recorda a voz suave que embalava a banda sonora da novela? Maurício Matar, filho de Beco Charme, de 3 de outubro de 1964.
Ele já tinha êxitos na música quando surgiu como Té, o ex-marido apaixonado. [música] [canto] Depois trocou as novelas por um programa sertanejos, perdeu contratos e a voz em uma cirurgia mal sucedida em 2011, mas recuperou-se. A 4 de abril de 2026, depois de 15 anos longe, assinou com a Globo para a série Jogada de Risco, declarando: “Redesenhei o meu destino linha a linha”.
Ao 62, pratica maquetes de madeira para aliviar a ansiedade. Só quem monta entende a estrutura. Apostaria na nova planta deste velho galã, Jonas Block. Nascido em 8 de fevereiro de 1939, Jonas era o rosto perfeito para Ismael Novais, mestre da maldade. Porquê, pai? Que é isso, minha filha? Acha que o seu pai seria capaz de uma sujidade dessas? Eu nem conheço essa rapariga.
Mas está lá escrito, pai. Está escrito que pediu-lhe para colocar o pacote na pasta do Dr. Alberto e que era para ela telefonar-lhe quando o Dr. Alberto tivesse na casa da Adn. Saiu da Globo em 2019, mas regressou em 2024 para um papel que o redimiu aos olhos do público. Aos 87 anos, trocou a correria da TV por setes de cinema de arte, onde, segundo ele, o silêncio fala mais elevado do que qualquer diálogo.
Será que no fundo Ismael encontrou a paz fora dos pequenos ecrãs? João Herbert. Com os seus 65 anos em cena, John viveu Genor, o patriarca severo e amoroso. Fizeram o quê contra si? Contra mim nada. Ah, acabaste de dizer que te queriam destruir. Queriam destruir-me. Quem me queria destruir, senor J? Queria que pergunto tu que falaste, criatura.
Fora da ficção, colecionava prémios de cinema e reviravoltas dignas de argumento. Enfrentou um enfizema que o obrigou a utilizar cilindro de oxigénio até para assistir aos jogos do Corinthians em casa. A 26 de janeiro de 2011, o seu último suspiro coincidiu com o término de três irmãs na repetição matinal.
Coincidência que assustou os colegas. Amigos próximos mantém a poltrona preferida do ator no Teatro Itália, coberto por uma luz antes de cada estreia. Quem ousaria sentar-se ali sem sentir um gelo na espinha? Lolita Rodrigues. Referência desde as primeiras telenovelas dos anos 50, Lolita tinha 65 anos quando dirigia o salão de beleza de Aviagem.
Por si queria cair dura, morta. Eu estou fora. Olha, mas eu vou dizer-te uma coisa. Em 2009, fez a sua última aparição dramática em Viver a vida, encerrando seis décadas de carreira. Os médicos alertavam para a fragilidade dos pulmões, mas dizem que ela não passava um dia sem trautear boleros junto ao piano.
A 5 de maio de 2023, uma pneumonia venceu o corpo. Não a alma. Um áudio gravado por enfermeiros mostra a atriz a agradecer aos fãs segundos antes de partir, com voz quase inaudível. Quantas despedidas conseguem ser ao mesmo tempo tão doces e devastadoras? Fernanda Rodrigues. Em 21 de junho de 1979, nascia a menina que o Brasil veria amadurecer em tempo real.
Com apenas 14 anos, chorou cenas que quebraram recordes de audiência. À Carmen e à Maura, que tinha um monte de filhos e eles se juntavam e ficavam uma multidão. Então era hoje, aos 47 anos, partilha o palco com a filha Luía, repetindo o ciclo de arte e emoção. Eu fiquei, encostrei-me a ti. A gente houve uma discussão, ela pegou neste pau para me bater.
Ele bateu-me. Ele bateu-me. Mas eu nem sequer lhe encostei a mão. Está. Que absurdo usares o estratadema destes. Ela confessa guardar até hoje o primeiro guião de Bia dobrado dentro de uma caixa de sapatos. Que memórias lhe conservaria se pudesse fazer renascer a adolescência face aos 40 milhões de espectadores? Danton Melo.
Em 29 de maio de 1975, Danton chegou ao mundo a gatinhar rumo aos holofotes. Já tinha currículos na TV quando, aos 19 anos se tornou Johnny Bala, o aventureiro que entusiasmava os adolescentes de 1994. 30 anos depois, acumula proezas dignas de duplo. Sobreviveu a um acidente de helicóptero na Amazónia em 2019. e voltou a gravar três meses depois.
Aos 51, protagoniza a telenovela A nobreza do amor e pratica montanhismo para se lembrar que cada passo pode ser o último. Conselho que Johnny Bala certamente aprovaria. Será que a coragem nasce ou se aprende depois da queda? Jamie Periá. Nascido em 12 de julho de 1961, Jamie orgulhava-se de decorar textos a ouvir Jazz.
Aos 33 anos, fez participação relâmpago como Igor Teles e desapareceu tão rápido como apareceu. Quem deu ordem para que mexesses nas minhas coisas? [música] Volta e põe tudo no lugar. Pera lá. Que é isto? Três décadas depois, acumula 40 personagens, três estações e um hábito estranho. Pinta uma aguarela de cada papel que interpreta, todas as guardadas num quarto sem janelas.
Ao 64, anunciou que vai leiloar os quadros para financiar um documentário sobre atores esquecidos pela fama. Você pagaria para ver a sua própria pele pendurada numa parede? E então, qual destas histórias mais te arrepiou? Conta-nos nos comentários, deixa o like, subscreve no canal e vemo-nos no próximo vídeo. Eu amei-te, meu Deus do céu.
Eu amei-te demais. Pega 나 [música]