O TRÁGICO FIM DE 8 ATORES ESQUECIDOS DA ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO – H
Durante muitos anos, a escolhinha do O professor Raimundo fez milhões de brasileiros rirem com personagens inesquecíveis, frases marcantes e atores cheios de talento. Mas por detrás de tantas gargalhadas, há histórias tristes que parte do público desconhece. Neste vídeo vamos recordar o trágico fim de oito atores da escolinha do professor Raimundo, que tiveram muito sucesso, mas que com o passar do tempo acabaram afastados da televisão e esquecidos por muitas pessoas.
Alguns enfrentaram doenças graves, problemas financeiros, solidão e momentos difíceis antes de morrer. Antes de continuarmos, subscreva o canal e ative o sino de notificações. Desta forma, ajuda o o nosso trabalho e não perde os próximos vídeos sobre grandes artistas que marcaram a televisão brasileira. Prepare-se para recordar estes talentos e descobrir como foram os últimos anos das suas vidas. Número um, Chico Anísio.
Professor Raimundo. Chico Anísiio não foi apenas o professor Raimundo. Por trás daquele mestre de voz firme, perguntas inesperadas e frases inesquecíveis, existia um artista capaz de representar muitos tipos brasileiros. O seu nome completo era Francisco Anísio de Oliveira Paula Filho. Ele nasceu em 12 de abril de 1931 em Maranguape, no Ceará.
e ainda criança, mudou-se com parte da família para o Rio de Janeiro. Foi nessa cidade que começou a construir uma carreira que atravessaria a rádio, a televisão, o cinema, o teatro e a literatura. Aos 18 anos, Chico fez testes na Rádio Guanabara. Foi contratado como locutor e ator de rádio, mas cedo mostrou que podia fazer muito mais.
Trabalhou como comentador desportivo, redor e intérprete de personagens. Sua facilidade para mudar a voz, a forma de falar e a personalidade de cada figura chamou a atenção. Durante décadas, criou centenas de personagens. Muitas fontes registam 209 tipos ao longo de aproximadamente 65 anos de atividade artística.
Entre todas as suas criações, o professor Raimundo tornou-se a mais lembrada. O personagem nasceu na rádio na década de 1950, antes de ganhar espaço na televisão. Na escolinha, Raimundo Nonato recebia alunos atrapalhados, fazia perguntas e reagia às respostas com ironia. A frase e o salário passou a fazer parte da cultura popular.
O programa abriu também espaço para muitos humoristas, alguns já conhecidos e outros que ganharam maior projeção perante o público. O Chico passou por diferentes emissoras antes de se estabelecer-se na TV Globo, onde chegou no final da década de 1960. Aí apresentou programas como Chico City, Chico Total e Chico Anísio Show. Personagens como Pantaleão, Alberto Roberto, Justo Veríssimo, Salomé, Coalhada e Painho mostravam a sua capacidade de observar o comportamento das pessoas e transformar situações comuns no humor.
Mesmo quando interpretava personagens exageradas, ele revelava aspetos da política, da família, da vaidade e das desigualdades do país. Nos últimos anos, porém, a sua saúde tornou-se frágil. Chico sofria de enfisema pulmonar, doença ligada ao longo período em que fumou. Em agosto de 2010, foi internado e foi submetido a uma cirurgia para retirar parte do intestino.
A partir desse momento, enfrentou novas hospitalizações e complicações que enfraqueceram o seu organismo. Em 22 de dezembro de 2012, regressou ao Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, com problemas no aparelho digestivo. Durante o tratamento, desenvolveu pneumonia. passou a viragem de 2012 internado, necessitou de hemodiálise e apresentou dificuldades respiratórias e renais.
Em 22 de março, os médicos realizaram uma punção no tórax para drenar grande quantidade de sangue. A despedida reuniu familiares, amigos, artistas e admiradores que acompanharam a sua trajetória durante gerações. Para muitos brasileiros era difícil separar o Chico dos seus personagens, pois cada voz e cada gesto pareciam pertencer a uma pessoa diferente.
O seu trabalho permaneceu vivo nas repetições, nas homenagens e na memória dos colegas que partilharam com ele o cenário da escolinha do professor Raimundo durante tantos anos inesquecíveis. No dia seguinte, 23 de março, Chico Anísio sofreu paragens cardiorrespiratórias e faleceu aos 80 anos. A causa informada foi a falência múltipla dos órgãos, provocada por choque séptico decorrente de uma infecção pulmonar.
O seu corpo foi velado no teatro municipal do Rio de Janeiro e depois cremado. O Brasil despedia-se do criador da escolinha, mas os seus alunos também carregavam histórias marcadas por perdas, dificuldades e finais dolorosos. Número dois, Orlando Drumon, o seu Peru. A despedida de Chico Anísiio deixou um vazio enorme no humor brasileiro, mas a história da televisão é também formada por outros artistas que ajudaram a construir essa trajetória.
Entre eles foi Orlando Drumon Cardoso, um profissional admirado pelo seu talento, dedicação e longa carreira. Nascido em 18 de outubro de 1919 no Rio de Janeiro, Orlando conquistou espaço em diferentes áreas do entretenimento e manteve-se ativo durante décadas, tornando-se um dos nomes mais respeitados do país. Sua carreira começou em 1942, quando trabalhou como contrregra.

Embora esta função acontecesse longe dos holofotes, ela permitiu que conhecesse de perto o funcionamento das produções artísticas. Com o passar dos anos, novas surgiram oportunidades e Orlando descobriu um talento especial para a interpretação. Aos poucos, passou a trabalhar como ator e também encontrou na dobragem um caminho que marcaria definitivamente a sua vida profissional.
Durante mais de 60 décadas, Orlando deu voz a personagens que atravessaram gerações. Entre todos eles, o mais famoso foi Scub. Ele interpretou o cão medroso há mais de 35 anos, alcançando um feito reconhecido pelo Guinnessbook. Além disso, também fez a dobragem o Popai, Alf e o Vingador, personagem da animação Caverna do Dragão.
O seu trabalho era admirado porque conseguia transmitir personalidade, humor e emoção apenas com a voz. Na televisão, Orlando também escreveu uma página importante da história do humor brasileiro. O seu personagem mais conhecida foi o Seu Peru, membro da escolinha do professor Raimundo. Com roupas chamativas, comportamento exagerado e o famoso bordão Usa-me e Abusa-me conquistou milhões de espectadores.
O personagem tornou-se um dos símbolos da comédia nacional e ajudou a transformar a escolinha num dos programas mais recordados da televisão brasileira. Mesmo depois de tantos anos de sucesso, Orlando manteve a mesma dedicação ao trabalho. Em 2015, porém, um acidente fez com que interrompesse as suas atividades como dobrador.
Apesar disso, continuou a ser homenageado pelo público e pelos colegas de profissão, que reconheciam o seu enorme contributo para a cultura brasileira. A sua última A participação na televisão aconteceu em 2019, durante a reedição da escolinha do professor Raimundo, emocionando os fãs que acompanharam a sua carreira durante muitos anos.
Nos últimos meses de vida, o seu saúde passou a inspirar maiores cuidados. Cerca de 3 meses antes de morrer, Orlando foi hospitalizado para tratar uma infeção do trato urinário. A recuperação exigiu a atenção médica constante, principalmente por causa da idade avançada. Mesmo enfrentando dificuldades, permaneceu rodeado pela família, recebendo carinho e apoio daqueles que estiveram ao seu lado durante toda a vida.
No dia 27 de julho de 2021, Orlando Drumon faleceu aos 101 anos na sua casa, no bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. A sua partida encerrou uma carreira extraordinária, marcada por personagens inesquecíveis e vozes que continuam vivas na memória do público.
Enquanto o Brasil se despedia de mais um grande artista, outras histórias deste período ainda aguardavam para serem lembradas. Número trogério Cardoso, Rolando Lero. Depois das despedidas de grandes nomes que ajudaram a construir o humor brasileiro, outra história importante surge entre os artistas que deixaram a sua marca na televisão.
Rogério Cardoso foi um desses talentos que conquistaram o público com personagens únicos, uma forma especial de interpretar e uma carreira que atravessou mais de cinco décadas. O seu nome ficou ligado a momentos inesquecíveis da comédia nacional, principalmente através de um personagem que até hoje permanece na recordação de muitos brasileiros.
Rogério Cardoso Furtado nasceu a 7 de março de 1937 na cidade de Mococa, no interior de São Paulo. Antes de seguir completamente o percurso artístico, teve contacto com outras áreas de estudo. Formou-se em direito, embora não tenha exercido a profissão, e também chegou a frequentar odontologia.
No entanto, foi nos palcos e nas câmaras que encontrou as suas verdadeira vocação. Ao longo da sua trajetória, Rogério acumulou mais de 50 anos de carreira, participando em mais de 40 peças de teatro, para além de trabalhos no cinema e na televisão. A sua dedicação ao ofício fez com que se tornasse um ator respeitado e acarinhado por diferentes públicos.
Ele possuía uma grande capacidade de interpretar personagens variados, indo desde o humor mais simples até papéis com maior carga dramática. Um dos maiores momentos da sua carreira aconteceu quando entrou para o elenco da escolinha do professor Raimundo. Foi neste programa que ganhou enorme popularidade interpretando Rolando Lero, um personagem conhecido pelo jeito exagerado de falar e pela tentativa constante de impressionar o professor.
Os seus bordões, como captei a vossa mensagem, Amado guru e Amado Mestre, tornaram-se marcas registadas e passaram a fazer parte da memória da televisão brasileira. Além da comédia, Rogério mostrou também o seu talento em outros trabalhos. Em 1995, destacou-se na telenovela Explode Coração, interpretando Salgadinho, outro personagem que ajudou a fortalecer a sua presença na televisão.
A sua versatilidade permitia que transitasse entre diferentes estilos, conquistando espaço tanto em programas humorísticos como em telenovelas e séries. Fora da atuação, Rogério teve também uma passagem pela política. Foi eleito vereador do Rio de Janeiro pelo PSDB e assumiu o mandato em 1999. Mesmo com esta experiência, continuou ligado ao mundo artístico, área onde tinha construído a sua maior identificação com o público.
O seu último trabalho na televisão foi como o Seu Flor na série A Grande Família. Este personagem mostrou mais uma vez a sua capacidade de criar figuras marcantes e conquistar os espectadores. Mesmo depois de tantos anos de carreira, Rogério continuava demonstrando o talento que havia construído a sua trajetória. Nos últimos anos de vida, o ator enfrentava problemas cardíacos.
No dia 24 de julho de 2003, aos 66 anos, Rogério Cardoso morreu enquanto dormia em sua casa, no bairro de Copacabana. no Rio de Janeiro. A causa da morte foi um enfarte fulminante. Depois da sua despedida, o seu corpo foi levado para Mococa, a sua cidade natal, onde foi sepultado. A partida de Rogério deixou uma grande saudade entre colegas e admiradores.
Sua contributo para o teatro, o cinema e, principalmente, para a televisão brasileira, manteve-se viva através de seus personagens. Entre eles, Rolando Lero continuou a ser lembrado como uma das figuras mais marcantes da escolinha, mantendo a ligação de Rogério com uma geração de artistas que transformaram o humor brasileiro.
Número quatro, Lúcio Mauro, Aldemar Vigário. Depois da despedida de Orlando Drumon, outro nome ligado à fase clássica da escolinha do professor O Raimundo merece ser recordado. Lúcio Mauro interpretou Aldemar Vigário, um aluno de aspeto sério, mas sempre preparado para responder às questões do professor, com histórias confusas, desculpas inesperadas e comentários que faziam rir a turma.
Por trás do personagem estava um dos artistas que acompanharam o nascimento e o crescimento da televisão brasileira. O seu nome verdadeiro era Lúcio de Barros Barbalho. Nasceu em 14 de março de 1927 em Belém, no Pará. Antes de chegar à televisão, começou a representar no teatro estudantil. Ainda jovem, recebeu um convite para trabalhar numa companhia teatral, experiência que permitiu viajar, aprender sobre o palco e desenvolver o ritmo necessário paraa comédia.
Com o tempo, começou a trabalhar profissionalmente e construiu uma trajetória marcada por personagens populares. Lúcio esteve em importantes emissoras, como a TV Rio, a TV Tupi, a TV Excelsior e a TV Globo. Por ter participado nos primeiros anos da televisão no país, passou a ser considerado um dos seus pioneiros. Sua carreira atravessou diferentes épocas e formatos, desde os programas transmitidos em direto até as produções mais modernas, gravadas com maiores recursos.
Em cada fase, demonstrava facilidade para atuar ao lado de outros humoristas e transformar pequenos diálogos em cenas memoráveis. na Globo, onde estreou em 1966, reforçou a sua parceria com Chico Anísio. Foi neste ambiente que ganhou destaque como Aldemar Vigário. Na escolinha do professor Raimundo, o personagem costumava falar sobre a sua esposa e apresentar justificações complicadas para situações vividas dentro de casa.
O professor escutava tudo com atenção e desconfiança, enquanto Aldemar tentava sustentar as suas explicações até provocar a reação da turma. Outro papel muito lembrado foi Fernandinho, personagem que apareceu em Balança, mas não cai e anos depois voltou no Zorra Total. Ao lado de nomes como Sônia Mamed e José Santa Cruz, Lúcio participou em quadros que permaneceram na memória do público.
Mesmo quando não era o centro da cena, a sua expressão, o seu tempo de resposta e a sua forma de observar os colegas ajudavam a construir a graça do momento. A vida artística continuou dentro da sua família. Lúcio Mauro era pai do ator Lúcio Mauro Filho, conhecido por interpretar o Tuco na grande família. Os dois chegaram a trabalhar juntos, criando momentos especiais perante as câmaras.
Era também tio do político paraense Jader Barbalho, embora a sua imagem pública tenha ficado ligada principalmente ao humor e à televisão. Nos últimos anos, a saúde do ator exigiu cuidados constantes. Em 2016, sofreu um acidente vascular cerebral que afetou o seu discurso e a sua capacidade de se alimentar normalmente.
mesmo afastado das gravações, permaneceu rodeado pelo carinho da família e pelas homenagens dos colegas. Em 2019, Lúcio Mauro ficou internado durante aproximadamente 2 meses em uma clínica na zona sul do Rio de Janeiro, onde tratava problemas respiratórios. Faleceu em 11 de maio, aos 92 anos. A causa divulgada foi falência múltipla de órgãos.
O seu legado continuou presente nas repetições, nas recordações dos parceiros e no trabalho do filho, que sempre falou com orgulho sobre a dedicação e a generosidade artística do pai. A morte de Aldemar Vigário representou mais uma perda penosa para a antiga escolinha, que ainda escondia outras despedidas marcantes entre as suas cartas.
Número cinco, Jorge Louredo. Zé bonitinho. Jorge Rodrigues Loredo nasceu a 7 de maio de 1925, no Rio de Janeiro. Antes de se tornar conhecido pelo humor, seguiu outro percurso profissional e formou-se em direito. Atuou como advogado, sendo especialista em direito da segurança social e do trabalho. Porém, paralelamente à profissão, começou a desenvolver a sua ligação com a arte, área em que encontraria reconhecimento nacional.
A história de Jorge como artista ganhou um novo rumo quando criou a sua personagem mais famoso, o Zé Bonitinho. O galanteador exagerado apareceu pela primeira vez em 1960 no programa Noites Cariocas da TV Rio. Os textos da personagem foram escritos por Chico Anísio, outro grande nome do humor brasileiro.
Com o seu visual marcante, frases engraçadas e comportamento cheio de confiança, o Zé Bonitinho rapidamente chamou a atenção do público. O personagem ficou conhecido pelas suas frases de efeito, como O chato não é ser bonito, o chato é ser gostoso e câmara, close microfone, por favor. Essas frases ajudaram a transformar o Zé Bonitinho num uma figura inesquecível da televisão brasileira.
A sua maneira de se apresentar, tentando sempre impressionar as mulheres e demonstrando uma enorme confiança na sua própria aparência, fazia o público rir e acompanhar as suas participações com expectativa. Com o sucesso conquistado, Jorge Loredo levou o personagem para outros programas importantes. O Zé Bonitinho passou pela escolinha do professor Raimundo e também participou em A Praça é nossa, tornando-se uma das figuras mais lembradas do humor nacional.
Durante décadas, a personagem continuou presente na televisão, mantendo a mesma essência que conquistou os espectadores desde a sua criação. Mesmo com uma carreira marcada pelo humor, Jorge enfrentou problemas de saúde desde cedo. Na juventude, sofreu com osteomielite, uma infeção nos ossos que o acompanhou dos 12 aos 46 anos.
Aos 20 anos, também enfrentou a tuberculose e teve de ser internado em um sanatório. Durante este período de recuperação, teve contacto mais próximo com o universo artístico e descobriu a sua vocação para atuar. Nos últimos anos de vida, Jorge Loredo enfrentou dificuldades respiratórias. Ele sofria de doença pulmonar obstrutiva crónica, conhecida como DPOC, para além de enfisema pulmonar.
No dia 3 de fevereiro de 2015, foi internado no Hospital São Lucas em Copacabana, no Rio de Janeiro. No dia 13 de fevereiro, o seu estado de saúde exigiu transferência para a unidade cardiointensiva, onde recebeu cuidados médicos. No dia 26 de março de 2015, por volta das 6h30 da manhã, Jorge Louredo faleceu aos 89 anos.
A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos em consequência das complicações respiratórias. O seu corpo foi cremado no dia seguinte, no Memorial do Carmo, no Caju, no Rio de Janeiro. A despedida de Jorge marcou o fim de uma trajetória que ajudou a construir a identidade do humor brasileiro. O seu personagem mais famoso continuou vivo na memória do público, representando uma época em que personagens simples, criativas e cheias de personalidade conquistavam espaço e permaneciam para sempre na memória dos brasileiros. Número seis, Francisco
Milani. Pedro Pedreira. A despedida de Lúcio Mauro representou mais uma grande perda para o humor brasileiro. Mas a antiga sala da escolinha do professor Raimundo ainda guardava recordações de outros alunos inesquecíveis. Entre eles estava Pedro Pedreira, personagem conhecida pelo mau humor, pelas respostas secas e pela forma desconfiada de observar tudo ao seu redor.
Quem deu vida a esta figura foi Francisco Milani, artista de carreira ampla, marcada pela televisão, pela dobragem, pela realização e também pela política. Francisco Ferreira Milani nasceu a 9 de novembro de 1936 em São Paulo. Ainda jovem, começou a trabalhar na rádio, onde exerceu diferentes funções e conheceu de perto os bastidores da comunicação.

Com o tempo, passou a atuar e encontrou espaço na televisão. A sua trajetória, porém, foi interrompida depois do golpe militar de 1964. Ligado ao movimento comunista, Milan foi perseguido pela ditadura e manteve-se afastado da carreira artística durante cerca de 8 anos. Nesse período difícil, trabalhou como camionista para sobreviver e evitar a repressão.
Quando conseguiu regressar ao meio artístico, retomou a carreira com determinação. Além de atuar, tornou-se diretor de televisão e participou na criação de programas importantes. Na Globo dirigiu atrações como Viva o Gordo e Chico Anísiio Show, demonstrando que o seu talento não estava apenas perante as câmaras.
Na escolinha do professor Raimundo, Francisco Milan interpretava Pedro Pedreira, um homem resmungão que parecia sempre preparado para discutir. O personagem respondia às perguntas do professor com desconfiança, ironia e irritação. O seu bordão mais conhecido era: “Pedra 90, só enfrenta quem aguenta”. A frase combinava com a sua postura dura e ajudou a transformar Pedro Pedreira numa das figuras mais lembradas do programa.
O seu jeito sério escondia um profissional respeitado pelos colegas. Nos bastidores, era recordado pela inteligência, pela disciplina e pela capacidade de compreender o ritmo da comédia. Essa combinação permitia que personagens aparentemente simples ganhassem força, identidade e presença perante o público. Milan também fez sucesso como seu Saraiva no Zorra Total.
O personagem se irritava quando alguém não compreendia as suas histórias e terminava as conversas com explosões de impaciência. Na Grande Família viveu o tio Juvenal, reforçando a sua presença em produções populares. Como dobrador, emprestou a sua voz a várias personagens, incluindo Thomas Magnum, interpretado por Tom Select na série Magnum.
Fora da arte, Milan manteve uma forte ligação com a política. Foi eleito vereador no Rio de Janeiro em 1992 e participou em iniciativas relacionadas à cultura. A sua experiência como artista e militante influenciou a sua atuação pública, mostrando um lado mais grave daquele homem que o público conhecia, principalmente pelas cenas de humor.
Nos últimos anos de vida, Milânia enfrentou um cancro no reto. A doença prolongou-se durante vários anos e provocou complicações graves. mesmo doente, continuou trabalhando enquanto teve condições, sem abandonar completamente as personagens e projetos que faziam parte da sua história.
Francisco Milani morreu a 13 de Agosto de 2005, aos 68 anos, no hospital Barra daor, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O boletim médico informou que sofreu edema pulmonar agudo e insuficiência renal, consequências de um cancro retal metastático. Número sete, António Carlos Pires, Joselino Barbacena. A história do humor brasileiro também foi construída por artistas que abriram caminhos antes mesmo da televisão se tornar o grande centro do entretenimento no país.
Entre esses nomes está António Carlos Pires, um dos pioneiros da comédia na rádio e um ator que deixou a sua marca em diferentes momentos da cultura brasileira. A sua trajetória reuniu décadas de dedicação, personagens marcantes e uma ligação especial com o público. António Carlos Pires nasceu em primeiro de janeiro de 1927, no Rio de Janeiro.
Desde cedo, encontrou no meio artístico uma forma de expressar o seu talento. A sua carreira começou em uma época em que a rádio tinha enorme importância para a comunicação e para o humor brasileiro. Nos anos 40, trabalhou na rádio Mairink Veiga, uma das emissoras mais importantes daquele período, onde ajudou a construir uma fase pioneira da comédia no país.
Com o passar dos anos, António Carlos expandiu sua atuação e chegou ao cinema. Sua estreia aconteceu em 1953, iniciando uma trajetória que o levou a participar em diversas produções. Ele ganhou destaque principalmente nas chanchadas, género muito popular no cinema brasileiro entre as décadas de 1940 e 1960, conhecido pela mistura de humor, música e situações divertidas.
Ao longo de aproximadamente 60 décadas de carreira, António Carlos Pires participou em diferentes projetos na rádio, no cinema e na televisão. Um dos personagens que marcou a sua trajetória foi Joselino Barbacena, o mineiro interpretado por ele na escolinha do professor Raimundo. Ao lado de Chico Anísio e de outros grandes artistas, ajudou a criar momentos que ficaram registados na memória dos fãs do programa.
Além do trabalho na televisão, António Carlos também teve uma ligação especial com a sua família dentro do meio artístico. Ele era pai da atriz Glória Pires e também da terapeuta Linda Pires. Um dos últimos momentos da sua carreira no cinema aconteceu em O Quatrilhão, filme lançado em 1995, no qual contracenou ao lado da filha Glória Pires.
Com o passar dos anos, a saúde começou a dificultar a sua continuidade nos trabalhos artísticos. António Carlos sofria de doença de Parkinson, uma doença que afetou os seus movimentos e também a sua capacidade de decorar textos. Por causa dessas dificuldades, teve de se afastar da atuação. Em 2002, perdeu a capacidade de falar, tornando ainda mais delicada a sua situação.
Nos últimos anos de vida, o seu estado de saúde exigiu cuidados constantes. Em 23 de Dezembro de 2004, foi internado na clínica de São José, no Rio de Janeiro. Durante esse período, enfrentou complicações que agravaram o seu quadro. Algumas informações também mencionam a possibilidade de mal de Alzheimer, embora existam diferenças entre os registos sobre a causa exata dos problemas enfrentados.
No dia 28 de Fevereiro de 2005, António Carlos Pires faleceu aos 78 anos no Rio de Janeiro. A causa registada foi falência múltipla dos órgãos provocada por uma infecção generalizada. A sua partida representou a despedida de um artista que participou de diferentes fases do entretenimento brasileiro, desde a época de Ouro do Rádio até à televisão.
Número nove, Costinha, Mazarito. Entre os grandes nomes que ajudaram a formar a história do humor brasileiro, Costinhan surge como um artista que conquistou o público com um estilo próprio e uma personalidade impossível de esquecer. A sua trajetória foi construída com muito esforço, passando por momentos difíceis antes de alcançar o reconhecimento nacional.
Com uma carreira que envolveu a rádio, a televisão e a teatro, tornou-se uma das figuras mais populares da comédia brasileira. Lírio Mário da Costa, conhecido pelo nome artístico de Costinha, nasceu a 24 de de março de 1923, no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Filho de uma família circense, cresceu em contacto com o mundo do espetáculo.
O seu pai era palhaço e essa A convivência desde cedo ajudou a despertar nele a ligação com a arte e com a capacidade de divertir as pessoas. Antes da fama, Costinha enfrentou uma fase de muitas dificuldades. Trabalhou em diferentes atividades simples até encontrar uma oportunidade na rádio, que naquela época era o principal meio de comunicação do país.
Em 1942, iniciou a sua carreira na rádio Toio, onde começou por trabalhar como faxineiro. Pouco tempo depois, o seu talento para o o humor começou a aparecer, abrindo o caminho para uma longa trajetória artística. Com o passar dos anos, Costinha ganhou destaque e se transformou-se numa das maiores estrelas do humor nacional.
O seu estilo era conhecido pelas piadas de humor pesado, principalmente dirigidas ao público adulto. A sua forma direta de contar histórias e brincar com situações do quotidiano fazia com que as suas apresentações fossem sempre marcantes. Ele conquistou uma enorme popularidade e tornou-se um dos humoristas mais reconhecidos da sua geração.
Um dos grandes êxitos da sua carreira foram os LPS da série O Peru da Festa. Os discos tiveram grande repercussão e foram vendidos com uma tarja, informando que eram proibidos a menores de idade. Esta característica acabou por chamar ainda mais a atenção do público e ajudou a transformar Costinha num fenómeno de vendas e popularidade.
Na televisão, o humorista também encontrou espaço para mostrar o seu talento. Participou em programas importantes e foi jurado no programa do Chacrinha, uma atração que reunia música. humor e muita irreverência. O seu jeito espontâneo combinava com o ambiente do programa e ajudou a fortalecer ainda mais a sua imagem perante os espectadores.
Nos últimos anos de carreira, Costinha participou na escolinha do professor Raimundo, onde interpretou o seu mazarito. A personagem era uma homenagem a dois grandes nomes do humor brasileiro, Mazarope e Oscarito. Essa participação colocou o artista ao lado de outros grandes comediantes e marcou uma das últimas fases da sua trajetória na televisão.
Apesar de toda a fama conquistada, os últimos momentos da sua vida foram marcados por problemas de saúde. No dia 4 de Setembro de 1995, Costinha foi internado no Hospital Pan-Americano, no Rio de Janeiro, após apresentar falta de ar. O quadro respiratório era grave e exigia cuidados médicos. No dia 15 de Setembro de 1995, aos 72 anos, Costinha morreu no Rio de Janeiro.
A causa da morte foi em Fizema pulmonar. O seu corpo foi enterrado no cemitério de São João Batista, na capital fluminense. A morte de Costinha representou a despedida de um artista que ajudou a popularizar um estilo de humor muito marcante no Brasil. A sua voz, as suas histórias e a sua forma única de provocar risos permaneceram na memória de quem acompanhou a sua carreira.
Assim como outros grandes nomes da comédia nacional, ele deixou uma marca que continuaria a ser lembrada pelas próximas gerações. Número 10, Ivon Curi. Galdêncio. O seu nome verdadeiro era Ivo José Curi. Nasceu em 5 de junho de 1928 em Cachambu, Minas Gerais. Jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a procurar espaço no meio artístico.
Antes da fama, trabalhou em terra para uma companhia aérea. A oportunidade decisiva surgiu em 1947, quando foi contratado como cantor principal da orquestra de Zacarias, que atuava no hotel Copacabana Palácio. A música abriu as primeiras portas. Ivon possuía uma voz agradável e um estilo que combinava humor, interpretação e elegância.
Gravou canções, participou em programas de rádio e aproximou-se do cinema. Durante os anos 1950 apareceu em várias chanchadas produzidas pela Atlântida, género que misturava números musicais, romances, confusões e muita comédia. Nestas produções, dividiu cenas com artistas mais populares daquele período.
O seu talento permitia que passasse com naturalidade do canto para a atuação. Ivon costumava interpretar homens refinados, príncipes atrapalhados ou figuras aparentemente importantes que acabavam envolvidas em situações engraçadas. Esse estilo se tornou uma das suas marcas e continuou sendo explorado ao longo da carreira. Em 1966 participou em Adoráveis Trapalhões, programa que juntou Renato Aragão, Vanderley Tardoso e o lutador Ted Boy Marinho.
Antes mesmo da formação clássica de Os Trapalhões, a atração já misturava música, humor e personagens populares. Ivon fez também participações em outras produções televisivas e continuou ligado aos palcos e ao cinema. Na dobragem, realizou um trabalho que seria ouvido por várias gerações. Ele emprestou a sua voz a Lumier, o cancelário encantado da versão brasileira do filme Abela e Abera, lançado pela Disney em 1991.
O personagem era animado, romântico e divertido. Características que combinavam com a experiência artística de Yvon. A sua interpretação ajudou a tornar Lumier uma figura mais querida da animação no Brasil. Na escolinha do O professor Raimundo, o seu último personagem na televisão foi Galdêncio, um gaúcho de fala carregada, rupas tradicionais e respostas cheias de orgulho regional.
Perante as perguntas do professor, ele transformava expressões e costumes do sul em situações humorísticas. Mesmo cercado por tantas personagens fortes, Yvon conseguia chamar a atenção com a sua voz e seu modo particular de contar histórias. A ligação com a comunicação existia também no seio da sua família. Ivon era irmão de Jorge Curi, conhecido locutor desportivo, e de Alberto Curi, locutor de noticioso e apresentador.
Cada um seguiu um caminho próprio, mas todos ficaram associados à história da rádio e da televisão brasileira. Nos últimos meses de vida, a sua saúde agravou-se. Ivon foi internado em maio de 1995 para uma cirurgia à próstata e sofreu complicações, incluindo um acidente vascular cerebral cerebral.
Morreu no Rio de Janeiro em 24 de Junho de 1995 aos 67 anos. A causa divulgada foi falência múltipla dos órgãos e insuficiência respiratória. A sua morte interrompeu uma trajetória que uniu música, cinema, televisão e dobragens. Galdêncio foi a sua despedida perante o público, mas a antiga escola ainda guardava outras histórias de artistas que partiram depois de enfrentarem doenças e momentos difíceis.
Estes foram os tristes finais de oito atores que fizeram história na escolinha do professor Raimundo, mas que acabaram esquecidos por grande parte do público. Mesmo enfrentando doenças, dificuldades e momentos dolorosos, deixaram personagens que continuam vivas na memória da televisão brasileira. Qual destes atores gostava mais de assistir? Deixe o seu comentário e diga também o que achou deste vídeo.
A sua a participação ajuda a manter viva a memória destes grandes artistas. Subscreva o canal e ative o sino de notificações para acompanhar mais histórias sobre atores, programas antigos e famosos que marcaram diferentes gerações. Muito obrigado por assistir até ao final. Um grande abraço e até ao próximo vídeo. Ja.